6. Presentasjon av funn
6.4 Hverdagsmestring og vekst
O rating de cada emissão é definido por agências de classificação de risco, que desenvolvem escalas de notas (conforme Anexo I) que são atribuídas aos títulos de cada empresa. O rating é sempre aplicado a títulos de dívida de algum emissor. Ou seja, se uma empresa quer captar recursos no mercado e oferecer papéis que rendem juros a investidores a agência de classificação de risco prepara o rating desses títulos para que os potenciais compradores avaliem os riscos. Essa preparação ocorre com base em análises quantitativas e qualitativas,
por meio de uma avaliação dos fatores mais relevantes sobre o passado, presente e futuro das empresas.
Segundo Grinblatt e Titman (2005), para produzir um rating a agência deve realizar uma análise pormenorizada das demonstrações financeiras da empresa em questão e ter encontros com sua administração sênior. Dessa forma, as agências de rating dão suporte à formação de preços no mercado e ao critério de controle da qualidade do risco do portfólio dos investidores, especialmente os institucionais. Ederington et al. (1987 apud Grinblatt e Titman, 2005, p. 75) investigaram a relação entre os rendimentos dos títulos e os sistemas de classificação de rating, concluindo que o título de dívida de uma empresa com rating de alta qualidade seria vendido a um preço mais alto do que no caso de uma empresa com rating de menor qualidade, considerando que as empresas têm os mesmos índices financeiros e títulos de dívida com as mesmas características. Por tudo isso, acredita-se que a variável rating da
emissão possa ter capacidade preditiva para os retornos anormais observados.
Como há diversas classificações de ratings de diferentes agências, houve uma separação inicial em três grupos gerais. Classificações constituídas pela letra A, independente do número de vezes (ou seja, independente se for AAA, A1.br ou brA+), foram agrupadas em “emissões de baixo risco”. Classificações constituídas pela letra B foram agrupadas em “emissões de médio risco”. Classificações constituídas pelas letras C ou D foram agrupadas em “emissões de alto risco”. O Quadro 6 resume a agrupação utilizada:
Grupo Possíveis Ratings Agência
AAA, AA+, AA, AA-, A+, A, A- Atlantic Rating
AAA, AA, AA-, A+, A, A- Austin Rating
AAA(bra), AA+(bra), AA(bra), AA-(bra), A+(bra), A(bra), A-(bra) Fitch Ratings Aaa.br, Aa1.br, Aa2.br, Aa3.br, A1.br, A2.br, A3.br Moody's Investors brAAA, brAA, brAA-, brA+, brA, brA- SR Rating
A
Baixo Risco
brAAA, brAAA-, brAA+, brAA, brAA-, brA+, brA, brA- Standart & Poor`s
BBB+, BBB, BB+, BB, B Atlantic Rating
BBB+, BBB, BBB- Austin Rating
BBB+(bra), BBB(bra), BBB-(bra), BB(bra) Fitch Ratings Baa1.br, Baa2.br, Baa3.br, Ba2.br Moody's Investors
BrBBB+, brBBB, brBBB-, brBB, brB SR Rating
B
Médio Risco
BrBBB+, brBBB, brBBB-, brBB+, brBB, brBB-, brB+, brB Standart & Poor`s
DDD, D, CCC, C Atlantic Rating
CCC Austin Rating
DDD(bra), D(bra), CCC(bra), C(bra) Fitch Ratings
Caa1.br, Caa2.br, Ca.br Moody's Investors
brD SR Rating
C/D
Alto Risco
brD, brCCC+, brCCC, brCCC-, brCC, brC Standard & Poor`s
Quadro 6 - Grupos de ratings
Fonte: Elaborado pela autora, a partir das definições das Agências, conforme Anexo I.
No quadro 6, foram considerados todos os possíveis ratings das seis agências classificadoras, sendo que no Anexo I são apresentadas as definições de cada agência para os ratings atribuídos aos títulos, com base nas quais se procedeu ao agrupamento dos ratings na presente pesquisa. Como 86% das classificações de rating das emissões da amostra da presente pesquisa se encontram no Grupo A, elaborou-se nova divisão baseada nas definições das agências, principalmente da Atlantic Rating e Standard & Poors, que possuem definições mais detalhadas e maior quantidade de classificações para os ratings, conforme pode se depreender do Anexo I. Os grupos foram divididos em subgrupos com classificações com maior grau de similaridade, respeitando-se as definições de cada agência. O Quadro 7 mostra essa nova divisão, que será utilizada para a realização da análise de regressão.
Grupos Sub-Grupos Amostra Atlantic Rating Austin Rating Fitch Ratings Moody's Investors SR Rating Standard & Poor`s
AAA AAA AAA(bra) Aaa.br brAAA brAAA Máxima
Qualidade 6% brAAA-
AA+ AA AA+(bra) Aa1.br brAA brAA+
AA AA- AA(bra), Aa2.br brAA- brAA,
Ótima
Qualidade 37%
AA- AA-(bra) Aa3.br brAA-
A+ A+ A(bra) A1.br brA+ brA+
A A A+(bra) A2.br brA brA
A
Boa
Qualidade 43%
A- A- A-(bra) A3.br brA- brA-
BBB+ BBB+ BBB+(bra) brBBB+ brBBB+ BBB BBB BBB(bra) brBBB, brBBB, Qualidade Satisfatória 10% BBB- BBB-(bra) brBBB- brBBB- BB+, BB(bra) Baa1.br brBB brBB+ BB Baa2.br, brBB, Razoável Qualidade 2% Baa3.br brBB- B Ba2.br brB brB+ B Baixa Qualidade - brB CCC CCC CCC(bra) Caa1.br, brCCC+ C C(bra) Caa2.br brCCC Péssima Qualidade 2% brCCC- DDD, D DDD(bra) Ca.br brD brCC D(bra) brC C/D Inadimplentes - brD
Quadro 7 - Subgrupos de ratings
Fonte: Elaborado pela autora, a partir das definições das Agências, conforme Anexo I.
Além dessa divisão, utilizou-se o rating relativo ao ativo cujo código está vinculado à emissão. No caso de existir mais de uma classificação nesta data, considerou-se a pior, aplicando-se o princípio do conservadorismo. Para exemplificar o critério utilizado, tem-se a emissão da Vale do Rio Doce (ativo CVRD17), que recebeu três classificações distintas: AA+(bra) da Fitch Ratings; Aaa.br da Moody`s Investors Service; e brAAA da Standard & Poors. Logo, a classificação considerada será a da agência Fitch Ratings, que se enquadra no subgrupo “ótima qualidade”, enquanto as outras duas estão no subgrupo “máxima qualidade”.