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Hvem varsler arbeidstakerne til?

No campo das estratégias, o poder é entendido como um exercício de influência. Ele vai além da dominância puramente econômica (a qual inclui poder econômico usado além da concorrência convencional no mercado). As relações de poder cercam as organizações e também podem inspirá-las.

De acordo com Mintzberg, Ahlstrnad e Lampel (1999), a literatura de administração estratégica dedicada ao estudo do poder ainda é pequena, com quase nada publicado depois do início dos anos 70, embora tenha crescido um pouco nos últimos anos.

O poder era visto como uma área de estudo menos importante. Apesar de todos saberem da sua existência, os pesquisadores raramente o estudavam.

Corroborando com a ideia de Srour (1998), de que as empresas (organizações) são compostas por agentes coletivos, Mintzberg, Ahlstrand e Lampel (1999) postulam que esses agentes não são indivíduos vazios de experiências: ao contrário, são compostos por sonhos, esperanças, ciúmes, interesses e temores.

Tendo em vista esse indivíduo, Mintzberg, Ahlstrand e Lampel (1999) afirmam que o processo de formulação de poder como estratégia é um processo político e que as pessoas jogam todos os tipos de jogos políticos em organizações. Alguns exemplos desses jogos foram citados por Mintzberg (1989):

Jogo da insurgência: normalmente jogado para se resistir à autoridade ou efetuar mudanças nas organizações;

Jogo da contra-insurgência: jogado por aqueles que detêm a autoridade e reagem com meios políticos;

Jogo do patrocínio: jogado para construir base de poder, neste caso usando os superiores. O indivíduo usa alguém superior, jurando lealdade em troca de poder;

Jogo da formação de alianças: usado entre pares. Negociação de apoio mútuo visando construir base de poder para avançar na organização;

Jogo da construção de impérios: jogado por gerentes que querem construir bases de poder de forma não cooperativa com pares, mas individual;

Jogo da orçamentação: jogado de forma aberta e com regras definidas para construir base de poder;

Jogo de perícia: jogado pelos peritos, os detentores do saber. Usam de forma não autorizada de perícia para construir base de poder;

Jogo do domínio: jogado para construir base de poder usando poder legítimo de forma ilegítima sobre quem tem menos ou nenhum poder;

Jogo de linha versus assessoria: um jogo de rivalidade entre pares, jogado para derrotar o par rival;

Jogo de lados rivais: jogado para derrotar um rival. Difere do anterior por não se tratar de uma disputa de pares. O rival pode ser uma outra unidade, gerência, pessoa ou ideia;

Jogo de candidatos estratégicos: jogado para efetuar mudanças em uma organização. Indivíduos usam de meios políticos para promover as mudanças estratégicas que lhe interessam;

Jogo de soprar o apito: jogado também para promover mudanças nas organizações. Nesse caso, informações privilegiadas são usadas, normalmente por participantes subalternos, para promover tal mudança;

Jogo dos fofoqueiros: jogado com as maiores apostas de todos; um pequeno grupo de fofoqueiros, próximos ao centro do poder, mas não pertencentes ao mesmo, procura reorientar a estratégica básica da organização substituindo sua cultura e livrando-se da liderança.

Diante de tantos exemplos de jogos políticos para obtenção de poder, Boldam e Deal (1997), citados por Mintzberg, Ahlstrand e Lampel (1999), formularam algumas proposições a respeito do mundo da política organizacional. Para eles, as organizações são o encontro, ou melhor, o choque de vários indivíduos e grupos de interesses; existem diferenças duradouras entre seus membros. Essas diferenças envolvem valores, crenças, informações, interesses e percepções da realidade.

A maior parte das decisões importantes envolve o uso de recursos escassos que, juntamente com as diferenças duradouras, dão ao conflito um papel central nas dinâmicas organizacionais e tornam o poder o recurso mais importante.

Assim como Foucault, Mintzberg, Ahlstrand e Lampel (1999) também entendem que o poder esteja na esfera do minúsculo, das relações, dos jogos políticos. Esses autores chamam esse poder de micro e veem na interação, através de persuasão de jogos políticos, a formação de uma real estratégia organizacional.

A política é aqui tratada como a capacidade dos indivíduos em se relacionar e influenciar positivamente os outros (DINSMORE, 1989). A política é uma arte. A arte de “conciliar diferentes opiniões e interesses entre as pessoas que personificam o poder”. (DINSMORE, 1989, p. 19). Dessa forma, a política é necessária para influenciar o processo decisório nas organizações, sempre buscando chegar a resultados que sejam comuns aos interesses da empresa.

De acordo com Drucker (2002), a política tem caráter fundamental dentro das organizações. Para ele, as decisões são tomadas com base mais em opiniões do que em fatos. Embora essa afirmação possa parecer contraditória às teorias administrativas, Drucker (2002) afirma que, em sua experiência prática, o que se tem constatado é que as opiniões são formuladas anteriormente aos fatos, e os fatos são apresentados para corroborar essas opiniões. Sendo assim, a política torna-se elemento crucial para o processo decisório dentro das organizações. Não basta apresentar-se como profissional competente, cumpridor das suas tarefas: é fundamental que se tenha atitude política,

capacidade de influenciar pessoas e assim, suas opiniões, de forma que, quando os fatos se apresentarem, os indivíduos já terão seus pré-conceitos a respeito deles, tornando a atuação desse profissional livre de resistências e amplamente aceitas pelo grupo.

Para Drucker (2002), há exceções à sua teoria, como no caso de decisões em nível técnico, onde há um fato tangível, passível de mensuração e comprovação.

Segundo Dinsmore (1989), no nível gerencial, o papel da política como estratégia de poder é determinante, pois a opinião das pessoas é influenciável quando os argumentos se apresentam de forma efetiva, suplantando os fatos. Essa abordagem leva em conta aspectos intrínsecos aos seres humanos que, além da característica racional, têm os componentes psicológicos e emocionais que permeiam a todo tempo suas reações, o que muitas vezes produz ações que fogem à racionalidade.

Como já citamos anteriormente, em qualquer organização e em algum determinado momento, surgirão interesses conflitantes nos indivíduos em seus grupos. Para Dinsmore (1989), é nesse momento que o processo político se torna uma das soluções mais viáveis para a resolução desses conflitos.

Dinsmore (1989) chama a atenção para como essas áreas de conflitos, esses choques de interesses podem se apresentar nas organizações. É um fator que está na raiz de qualquer organização. Em alguns casos, a própria organização reforça e, em outros, são gerados pelo comportamento dos atores.