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Hva sier forskningen om effektive skolelederutviklingsprogram?

2. Effektiv rektorutdanning? Et internasjonalt perspektiv på den norske rektorutdanningen

2.3. Hva er kjennetegn på effektive skolelederutdanninger?

2.3.1. Hva sier forskningen om effektive skolelederutviklingsprogram?

Constatamos que as resenhas publicadas entre 1970 e 2000 refletiam tanto as próprias convicções dos resenhistas acerca do desenvolvimento da disciplina quanto as consequências desse progresso no panorama investigativo da área. A partir da década de 2000, a relação entre a língua e seu exterior continuou a ser contemplada em obras como “Reflexões sobre a Análise Crítica do Discurso” (2005), “Gênese dos Discursos” (2008) e “Circulo de Bakhtinμ Teoria Inclassificável” (2011). A permanência de temas voltados à análise e descrição linguística com enfoques menos centrados na perspectiva formalista também se mantiveram, como no caso das resenhas de “Contemporary phonology in Brazil” (2010) e “Systemic functional grammar: a next step into the theory – axial relations” (2014). O mesmo acontece com a tendência em se resenhar livros voltados ao ensino de línguas, tradição que se preserva desde a década de 1950 e pode ser representada na década de 2000 por “Professores e formadores em mudançaμ relato de um processo de reflexão e transformação da prática docente”.

Notamos, ainda, que o desaparecimento das resenhas sobre trabalhos de Filologia entre os anos 1970 e o fim de 1990 foi sentido pelos estudiosos dos anos 2000. Na década de 1950,

como já mencionamos, a concorrência entre os campos da Linguística e da Filologia levou o primeiro deles a seu apogeu, chegando ao ponto de ofuscar as publicações de orientação filológica. Porém, a comunidade acadêmica parece ter sentido a ausência dessa área, que buscou ser compensada pela publicação em 2005 da obra “Introdução à crítica textual”. Na resenha desse livro, o resenhista chamou atenção para o fato de que essa disciplina

(Exemplo 51)

estava fora do currículo dos cursos de Letras e afins pela dificuldade de encontrar-se bibliografia sobre o assunto, o livro que ora se apresenta é uma excelente oportunidade para a revisão da grade curricular e possível inclusão dessa disciplina, que tem mais de dois milênios de existência e mostra-se carente de pesquisadores, em língua portuguesa, na atualidade. (R36_2012)

Temos, nesse caso, uma reintegração de um tópico que havia desaparecido, mas que ressurgia na terceira geração. Já no que se refere às inovações no conteúdo temático desse gênero, merece destaque a resenha de “A Aventura das Línguas – Uma História dos Idiomas do Mundo” (2004), que versa sobre a origem histórica das línguas e se configura como um dos primeiros livros de divulgação científica da área publicado no Brasil. Nessa resenha notamos que, assim como nos exemplares da geração anterior, o resenhista não apenas descreve, mas também expressa pontos de vista quanto ao assunto da publicação. A partir dos anos 2000, no entanto, observamos que a emissão de posicionamentos apresenta novos contornos: o resenhista não apenas se situa como agente que debate sobre as transformações pelas quais sua disciplina tem passado, mas também se posiciona sobre o fato de os avanços obtidos no campo Linguística estarem circunscritos à esfera acadêmica. Vejamos:

(Exemplo 52)

A lingüística tem sido muito mal servida de tais livros; não temos (nem em português nem em outras línguas) nada comparável ao excelente acervo de livros de história, arqueologia, paleontologia, astronomia e mesmo matemática dirigidos ao leitor não- especialista. Assim, o aparecimento de um bom livro de divulgação lingüística deve ser saudado com alegria em nossos círculos, pois viria preencher uma séria lacuna na bibliografia sobre a área. (R34_2004)

A escassa popularização dos avanços obtidos nesse campo em contraste com sua consolidação como disciplina passou a ser vista como um fator que contribuía para a pouca divulgação do conhecimento científico entre os não especialistas e, sobretudo, para manutenção da inexpressividade da figura do linguista como pesquisador da linguagem fora do ambiente acadêmico. Desse modo, os estudiosos passaram a perceber que a Linguística precisava ser

debatida não apenas nos grupos de pesquisa, congressos e salas de aula. A pouca difusão fora dos círculos universitários culminava na perda de espaço dos linguistas para jornalistas, gramáticos, políticos e artistas que começavam a despontar como formadores de opinião no tocante às questões de linguagem.

Muitos linguistas, então, passaram a reivindicar seu lugar como pesquisadores habilitados a ponderar sobre o que dizia respeito à língua, até mesmo como forma de romper com o poder de influência que os não acadêmicos alcançavam. Dentre os vários livros publicados nesse ínterim, merece destaque o livro “Estrangeirismos: Guerras em Torno da Língua” e sua resenha publicada em 2002, que acirrou o debate acerca do polêmico Projeto de Lei n.º 1676 de 1999, que visava proteção, defesa e uso da língua portuguesa a partir do combate à interferência de estrangeirismos e empréstimos. Diante de tal controvérsia, o resenhista destaca que o livro

(Exemplo 53)

Trata-se, em outras palavras, de uma primeira tentativa por parte dos lingüistas profissionais no sentido de colocar para o público geral uma perspectiva com base nos princípios e preceitos que norteiam o seu trabalho científico e, dessa forma, se contrapor ao discurso predominante onde, até o momento, os gramáticos tradicionais e leigos bem intencionados, porém muitas vezes mal informados, têm tido maior exposição [...] nós lingüistas estamos percebendo que as nossas opiniões estão cada vez menos sendo levadas em conta pela opinião pública (R32_2002).

O conteúdo temático de uma resenha, desse modo, passa a incorporar também os posicionamentos dos linguistas diante do histórico da não difusão do conhecimento científico e do reconhecimento de seu papel passivo diante da circulação de discursos não especializados, o que se configura como um traço de mudança, tendo em vista que os resenhistas passaram a se posicionar de modo mais marcado a partir dessa fase geracional. Observa-se, desse modo, que os temas passaram a ser explorados de maneira cada vez mais vasta, refletindo, além do conteúdo do livro e da área disciplinar, a própria postura profissional dos estudiosos. Com essas discussões, a noção de política linguística, cuja origem remonta ao cenário anglo-americano década de 1960, passou a ganhar cada vez mais espaço no contexto brasileiro da década de 2000, como também observamos na resenha de “As políticas linguísticas” (2009). A recorrência dessa postura, aliás, andava de mãos dadas com mais uma virada nos estudos linguísticos brasileiros, que pode ser deflagrada nos discursos dos resenhistas.

Nas resenhas publicadas entre 2000 e 2015, notamos uma propensão em abordar temas vinculados à Linguística Cognitiva. Logo em 2001, a resenha de “Using Language” já adiantava

a variedade de publicações dessa área que estavam por vir e sinalizava que novos posicionamentos iriam se manifestar por meio deste gênero textual. As resenhistas de “Construções do Português do Brasilμ da gramática ao discurso” (2012), por exemplo, revelam que a apreciação da referida obra tem por objetivos apoiar a divulgação da referida obra e “estimular estudantes de graduação e de pós-graduação a investir em pesquisas que seguem as tendências atuais das comunidades científicas internacionais” (R42_2012, p. 161).

Ao indicar esses objetivos, elas emitem o ponto de vista de que a Linguística Cognitiva não deve ser uma linha de pesquisa ouvinte e receptora das hipóteses e pressupostos das demais ciências cognitivas, mas deve se tornar um membro colaborativo dessa grande área e se relacionar em pé de igualdade com os estudos que têm sido realizados em outros países. Para que isso aconteça, afirmam que:

(Exemplo 54)

apenas quando os resultados de pesquisas de estudiosos brasileiros, sobre o Português Brasileiro, começarem (i) a ser referência para o desenvolvimento de teorias que importamos de outros centros de investigação no exterior, e, por esse caminho, (ii) serem citadas em, revisadas e aplicadas a estudos desenvolvidos em outros países, é que deixaremos de ser apenas ouvintes para sermos falantes nessas comunidades científicas. (R42_2012)

Mais uma vez, vê-se o gênero resenha cumprir a função de reivindicar o espaço de uma disciplina. Mais do que isso, manifesta novamente o discurso de que os estudiosos devem expandir o alcance das pesquisas nessa área, sugerindo que os estudos desenvolvidos no Brasil deveriam se tornar referências também no exterior. Ao advogar a favor da internacionalização da produção acadêmica brasileira, constatamos um traço recorrente de se rejeitar a suposta passividade dos linguistas, como se observou nas críticas ao fato de os pesquisadores não terem conquistado o devido espaço na opinião pública nacional e de importarem o que tem sido produzido no exterior em vez de dialogar com a comunidade acadêmica internacional.

A busca por espaço, desse modo, deixa de ser em concorrência com outro campo em atividade, mas através de um investimento maior no fortalecimento da Linguística e na busca por participação não apenas na vasta área de estudos da linguagem no Brasil, mas também na sociedade civil, no cenário de pesquisa internacional e em outras áreas disciplinares. Ao recomendar o livro “Language, usage and cognition” (2013), por exemplo, o resenhista destaca o esforço do autor “em promover a integração entre linguística e ciência cognitiva é plenamente compensado nesse livro”, reforçando o que pode ser observado ao longo de toda essa geração

de que os resenhistas demonstravam-se preocupados em discorrer sobre essa exteriorização da produção científica.

Desse modo, observamos que cada geração apresentava tradições específicas. Na primeira geração, os focos de interesse estavam em temas como: introduções a Filologia e a Linguística, etimologia, análise e descrição linguística e ensino de língua materna e estrangeira. Desses temas, a segunda geração manteve a preocupação com a análise e a descrição linguística e com o ensino de língua e inovou ao aderir ao debate de livros que versavam sobre a relação entre linguagem e meio social – perspectiva em destaque na época. Além disso, o grande interesse em discorrer sobre livros que debatiam a problemática do texto e o ensino da escrita configuram-se como característica recorrente das resenhas publicadas entre 1970 e 2000. Nas décadas seguintes, pudemos observar, de um lado, a manutenção dos estudos sobre a estrutura interna das línguas e o retorno da Filologia, enquanto do outro vimos o crescente interesse pela Linguística Cognitiva, e, ainda, a função das resenhas para discutir questões relacionadas a políticas linguísticas e ao papel dos pesquisadores desse campo na sociedade moderna.

Reitera-se, assim, que o conteúdo da resenha diz respeito à análise de publicações acadêmicas, mas não apenas. Tendo em vista que vários focos temáticos são abordados a partir da discussão sobre o livro, foi possível identificar alguns tópicos tradicionais. Percebemos, portanto, três tendências no tocante aos tópicos mobilizados: na primeira fase, a ênfase estava na discussão sobre as tarefas e o espaço da Linguística, quadro novo e em constante concorrência com a consolidada linha de pesquisa filológica. Posteriormente, e ênfase passou a ser a discussão sobre as implicações da consolidação desse até então novo quadro, os horizontes de perspectiva e os avanços que almejavam alcançar. Por fim, na Fase 3, tem se discutido sobre a expansão de fronteiras da Linguística, que deve atravessar os muros universitários e dialogar com não-especialistas e procurar expandir os resultados das pesquisas empreendidas no Brasil, buscando uma maior visibilidade no cenário internacional.

Conhecendo o conteúdo temático das resenhas, damos procedência a apresentação dos dados com a exposição sobre a estrutura composicional do gênero, enfatizando as formas linguístico-discursivas mais recorrentes de cada subunidade retórica das resenhas acadêmicas.