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Hjelpeapparatet – en støtte og hjelp til foreldre

2.1 Når et familiemedlem mangler eller har sterkt nedsatt hørsel

2.1.5 Hjelpeapparatet – en støtte og hjelp til foreldre

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Figura 1: Métodos de geração de dados e atividades resultantes da aplicação dos métodos

Fonte: Elaboração da autora.

 PAG: Pensar Alto em Grupo  DP: Diário da Professora  DA: Diário do Aluno

 PA: Participante-Aluno da entrevista

 Os números 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 referem-se aos participantes

103 D1P D1A1 D2A2 D3A3 D4A4 D5A5 D6A6 D7A7 D2P D3P D2A2 D1A1 D2A2 D3A3 D4A4 D5A5 D6A6 D7A7 D1A1 D2A2 D3A3 D4A4 D5A5 D1A1 D3A3 D5P

PAG

2

PAG

3

PAG

4

PAG

5

PAG

PAG

1

PAG

6 D1A1 D2A2 D4P D1A1 D2A2 D3A3 D4A4 D5A5 PA1 PA2 PA3 PA4 PA5

ENTREVISTA

Retomo a informação de que para cada prática do Pensar Alto em Grupo foram distribuídas aos alunos cópias impressas do texto e eu os orientei a lerem individual e silenciosamente para depois dialogarmos sobre o texto. Ainda, caso houvesse dúvidas a respeito da atividade, poderiam sentir-se a vontade para esclarecê-las. Após algum tempo de leitura, pedi aos participantes que verbalizassem a compreensão do texto, socializando os diferentes sentidos construídos a partir da leitura. De acordo com Pozzetti (2007, p. 25), “a construção de sentidos acontece a partir das inter-relações criadas pela interação entre os participantes inseridos num contexto sócio-histórico e cultural”.

Na vivência do Pensar Alto em Grupo, procurei seguir as orientações de Zanotto e Palma (2003, p. 16), ao afirmarem que o “professor / pesquisador ao participar do grupo, ele [professor/pesquisador] abre mão de seu papel de autoridade interpretativa e se concentra em coordenar a discussão”. Nesse tipo de evento, o professor não é a única autoridade do saber, o aluno tem a oportunidade de se tornar protagonista, pois sua voz é levada em consideração na construção de sentidos. Esse é um contraponto à concepção de leitura tradicional.

Nas vivências 4 e 5, apresentei aos alunos mais de um texto. Na quarta vivência, porque, dias antes, tomei conhecimento do texto de Drummond de Andrade (ANEXO I) e vi que a temática tinha relação com o texto que utilizaria na quarta vivência, por isso, decidi iniciar com o texto e realizar uma leitura que propiciasse mais descontração e associação do texto de Drummond ao selecionado como texto principal para a atividade; e, na quinta vivência, porque tive acesso aos três textos que abordavam uma temática muito enfatizada neste século (sustentabilidade) e apresentavam sugestões para se ter atitudes sustentáveis referente ao meio ambiente. Vi aí a oportunidade de contribuir para tal perspectiva, a partir de diferentes textos, mas tendo a mesma temática.

Referente a essa questão, friso que é tamanha a responsabilidade do professor, ao selecionar um ou outro texto, uma vez que tal escolha reflete, mesmo inconscientemente, a concepção teórica-metodológica dele, e o aluno estará imerso nesse contexto.

A seguir, apresento um quadro onde constam as datas das vivências do PAG, títulos dos textos e o número de participantes por vivência.

Quadro 2: Síntese das vivências do Pensar Alto em Grupo e textos utilizados

Evento Atividade/Texto/Autor Partici

pantes Vivência 1

Data: 13/10/2012 Tempo: 50’

A águia e a galinha: a metáfora da condição humana

Vivência 2 Data: 27/10/2012 Tempo: 50’

Não perca a fé em você (CABRERA, Luiz Carlos. Palavra

de Mentor. ago_ 2010) 7

Vivência 3 Data: 10/11/2012 Tempo: 90’

É hora de reinventar (MOTOMURA, Oscar. Época

Negócios, Nov._2008) 3

Vivência 4 Data: 17/11/2012 Tempo: 50’

Da utilidade dos animais (ANDRADE, Carlos Drummond de) e Sustentabilidade? O que é Sustentabilidade?

(ABREU, Carlos, 16 de outubro de 2008) 2 Vivência 5

Data: 24/11/2012 Tempo: 90’

Pense Verde (GIARDINO, Andrea, Você S/A, jun, 2009, edição 132), A sacola verde pegou (Veja, 23 jul, 2008) e

10 dicas verdes (O Estado de São Paulo, 19 set, 2009) 5

Vivência 6 Data: 01/12/2012 Tempo: 90’

Em cada país um tipo de líder (TOZZI, Eliza. Especial

Carreira Global. jul_2010) 6

Fonte: Elaboração da autora.

Das práticas do PAG, defini apresentar as análises os dados da vivência 1, porque foi a primeira realizada com os alunos e não tínhamos (professor e aluno) familiarização com esse método, estávamos iniciando uma nova experiência referente à prática de leitura. E a vivência 6, porque foi a última, o que significa ter internalizado algum conhecimento em relação à prática do PAG, já que havíamos vivenciado algumas práticas de leitura. Esse foi um ponto para tal escolha, o que me possibilitou analisar, de forma comparativa, a minha atuação como professora e a postura dos alunos como leitores. Outro motivo se deveu ao fato de me permitir refletir sobre meu percurso nessa experiência e sobre os reflexos de minha prática na atividade de leitura desenvolvida.

Na sequência, detalho as vivências cujos recortes dos dados foram retirados para análise e discussão e anuncio os respectivos textos utilizados em cada vivência:

 Primeira vivência

- Texto A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana

Essa vivência foi agendada no momento do aceite do convite feito aos alunos para participarem da pesquisa. Foi combinado que iríamos nos encontrar sábado, dia 13/10/2012. Na data marcada, estavam ali os alunos. Encontramo-nos no corredor do local definido e fomos todos juntos para a sala de aula. Chegando lá, todos se acomodaram, agradeci mais uma vez por aceitarem o convite e por estarem ali, no dia de sábado.

Observei que aparentemente havia certa expectativa por parte deles para saber como seria desenvolvida a atividade do Pensar Alto em Grupo, embora já tivesse explicado sucintamente sobre a prática do PAG no dia do convite. Acredito que por não terem

vivenciado essa prática, a curiosidade é natural. E de minha parte, também havia certa ansiedade, como poderia me comportar na interação.

Após esse primeiro momento, falei resumidamente sobre a minha pesquisa e como desenvolveríamos a atividade. Depois, entreguei o texto “A águia e a galinha: a metáfora da condição humana” a cada um. Pedi que lessem silenciosamente e disse que o discutiríamos depois. Enquanto liam, eu estava preocupada como eu poderia agir, como eles reagiriam e, ainda, com o funcionamento do gravador.

Depois de alguns minutos, perguntei se poderíamos começar a falar sobre o texto e se todos já haviam terminado de ler o texto. Eles concordaram. Assim, começamos após a leitura silenciosa. Pergunto se alguns deles já conheciam o texto e, imediatamente, um deles me responde que já havia lido o texto e um outro aluno também afirma já conhecer. Daí, por algum tempo, houve um diálogo entre mim e os dois alunos, enquanto isso os demais apenas ouviam. Observando isso, resolvo realizar outra pergunta com o intuito de obter a participação dos demais. A partir dessa pergunta, os demais começam a se posicionar, foi um momento de interação no qual outras vozes surgiram.

A partir daí, algumas vezes, fiz várias interferências e construí leituras muito longas, isso em alguns momentos talvez tenha atrapalhado o desenvolvimento da atividade. Por outro lado, a maioria deles se mostrou participativo, apresentaram opiniões e argumentos. Vi que eles participaram e não se intimidaram em expor suas leituras sobre o texto.

Após o momento de discussão, encerrei o encontro e entreguei a cada participante uma folha com cabeçalho contendo o nome do texto para que construíssem o diário. Expliquei a atividade e que se sentisse a vontade para escrever opiniões a respeito do texto e da prática de leitura do PAG que havíamos realizado. Acrescentei que eles poderiam me entregar o diário no encontro seguinte e, assim, ficou acordado.

- Os alunos participantes desta prática: Gabriel, Rafael, Geiziane, Luana, Juliana, Rosa e Marjorie.

 Sexta vivência

- Texto Em cada país um tipo de líder.

Mais um encontro, todos muito a vontade e bem eufóricos, havíamos combinado para esse dia um café da manhã. A sala de aula foi a mesma do quinto encontro. Estavam presentes cinco alunos. Antes de iniciarmos a atividade de leitura, havia muito barulho, falação, agitação, talvez por ser último encontro agendado, ou por ser dezembro, mês de férias

para a maioria dos alunos, enfim, todos estavam bem agitados e falantes. Como organizamos um lanche, nós combinamos que comeríamos depois da atividade.

Para iniciar, entreguei o texto “Em cada país um tipo de líder” e, como das vezes anteriores, eu os orientei como desenvolveríamos a atividade: leitura silenciosa e, após isso, falaríamos sobre o texto. Depois de algum tempo de leitura silenciosa, começamos a conversar sobre o texto e, mais uma vez, inicio com uma pergunta, buscando saber a opinião deles sobre o texto.

Essa pergunta desencadeou as vozes dos participantes. Eles começaram associando as imagens do texto às pessoas com as quais trabalham. Esta vivência teve intensa participação do grupo e eu procurei não interceder muito, visei ser mais uma professora com atitudes menos diretivas. Isso não significa que não estava atenta nem participativa, pois a minha atitude foi intencional, consciente de que deveria deixar mais espaço para os alunos manifestarem suas leituras. Outro aspecto que destaco é que eles mostravam-se mais a vontade para expressarem seus pensamentos, talvez já estivessem mais familiarizados ao método do Pensar Alto em Grupo e menos preocupados com a opinião da professora a respeito de estar certa ou errada a leitura que construíam. Eles estiveram bem atuantes nessa vivência.

Feita a discussão, agradeci a eles por estarem comigo na jornada, pois não poderia caminhar sem a contribuição deles. Em contrapartida, eles também se disponibilizaram e disseram se eu precisasse de algo a mais, poderia procurá-los e isso me deixou ainda mais feliz. Alguns deles expressaram ter gostado da experiência e tinham aprendido um pouco mais.

- Os alunos participantes desta prática: Gabriel, Rafael, Geiziane, Luana, Rosa e Juliana.