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3.1 Antall og sammensetning

3.2.3 Hatkriminalitet i Norge

Foram levantados, no interior da área urbanizada, áreas não urbanizadas e também, no entorno do CIF, antigos usos e atividades dados nas áreas daquele Centro, além de atividades e usos atuais que possam ferir a legislação vigente e que possam ser potencialmente impactantes ao meio ambiente. O objetivo foi o de observar possíveis relações de uso e comprometimento das áreas, resultando nas seguintes observações:

a) Na área urbanizada: existência de uma estrutura administrativa localizada próxima à Lagoa Feia, confrontante das instalações, distando aproximadamente 400 metros da mesma. As instalações são constituídas de alojamentos, quadras, pocilgas, campo de futebol, garagens, posto médico, horta, caixa d´água, estacionamentos, residência do Comandante do CIF, cavalaria, ferramental, pavilhões da administração, heliponto e um pequeno prédio destinado a atividades de treinamento. A área destinada ao estacionamento das tropas (13) é constituída de caixa d´água, banheiros, área de cozinha e área de acampamento das tropas.

Figura 13- Área de estacionamento de tropas

b) Na área não urbanizada (99%) do CIF: conforme a carta do CIF (CCAuEx, 1999), em escala de 1:100.000, destacam-se, pela largura e extensão, as seguintes lagoas: ao sul, distando aproximadamente 4 km da administração a Lagoa do Veado, de formato irregular, com largura aproximada de 800 metros e 2, 6 km de extensão em um trecho e 500 metros de largura e 2 km de extensão em outro; a sudeste, próximo à Fazenda Bonsucesso (área de estacionamento de tropas), fica a lagoa do Cedro, com aproximadamente 800 metros de largura por 800 metros de extensão; no Centro da área do CIF, distante cerca de 20 km da administração, a Lagoa do Caboclo, com aproximadamente 500 metros de largura por 2 km de extensão; ainda no centro do CIF, distando cerca de 35 km da administração, localiza-se a Lagoa Grande, com uma largura aproximada de 2, 3 km e extensão de 4 km.

Na observação do estado dos recursos hídricos que estão na área do CIF, o Rio Preto, a sudeste, está assoreado, impossibilitando a realização de patrulhamento fluvial. O Rio Bezerra, a nordeste, encontra-se na mesma situação do Rio Preto. Ao sul, a lagoa resultante da Barragem de Queimados, formada pelo encontro dos Rios Preto e Bezerra, é utilizada, com freqüência, como área de pesca por moradores próximos, embora a prática seja proibida, não dispondo o CIF de meios para uma fiscalização mais efetiva.

Os cursos de água existentes na área do Centro, conforme carta do CIF (CCAuEx, 1999), são os seguintes: os córregos João Pires, da Areia, Poções, Bezerra, Cedro, Santo Inácio, Erva, São Lourenço, Fundo e Sucuri, que fazem limites com o Rio Bezerra (Sudeste). Do lado do Rio Preto temos os córregos Pindaíba, Captinga, Buriti, Jenipapo, Capoeira, Lage, Àgua Clara, Extrema, Mato Grande, Das Parteiras e Pelado.

Constatou-se também a existência de uma nascente nas imediações da Fazenda Bom Sucesso, que servia de fonte de abastecimento para a Fazenda. Porém como houve diminuição do volume de água, foi construído um poço (Figura 14), que abastece uma caixa d’água de 20.000 litros, responsável pelo abastecimento do campo, que só é utilizado nos períodos de exercícios.

Figura 14- caixa d’água da área de estacionamento

Observa-se na área da fazenda ocorrências de solo exposto decorrentes do trânsito intenso de veículos pesados e deslocamentos de tropas, por ocasião dos exercícios.

Há fossas sépticas e sumidouros que atendem a área de estacionamento de tropas da Fazenda Bomsucesso, localizadas em área de terreno mais baixo que aquelas instalações e aproximadamente a 300 metros da coleta de água (Figura 15).

Figura 15- Fossas sépticas da área de estacionamento-Fazenda Bom sucesso

A área que sofreu maior impacto é a chamada região das cascalheiras (Figura 16) que foi utilizada há cerca de vinte anos pela prefeitura de Formosa, como local de extração de cascalho, utilizado em construções na cidade, tornando o solo exposto e sujeito a processos erosivos.

A área do CIF já foi utilizada como depósito de lixo pela prefeitura de Formosa, segundo informações de militares que já servem há mais de 18 anos naquele Centro de Instrução e confirmada “in loco” pelo autor deste trabalho.

Outra área que apresenta alto grau de degradação é o córrego Josefa Gomes, que fica nas proximidades do corpo da guarda, e que alimenta a Lagoa Feia. O seu alto nível de assoreamento, em uma extensão de aproximadamente 1 Km, decorre do carreamento de restos de materiais de construção trazidos, pela chuva, da cidade de Formosa.

Na tentativa de estabelecer a origem do assoreamento, foi procurada a Secretaria de Obras de Formosa, que informou que ainda não existe um código de posturas que impeça que os entulhos provenientes de construções sejam colocados nas ruas e, conseqüentemente, carreados para o Josefa Gomes, que corta a cidade (Figura 17), resultando em elevado grau de assoreamento da Lagoa Feia.

Figura 17- Córrego Josefa Gomes no Centro de Formosa

Quanto ao tratamento dos resíduos, ao entrevistar o Secretário do Meio Ambiente, ficou claro que inexiste legislação municipal que coíba e discipline a coleta de lixo, sendo que

ele é descartado sem tratamento algum e ainda com a agravante de ser depositado próximo a nascente de rios.

Cabe destacar, no que se refere aos usos das áreas administrativas do CIF, a existência de áreas destinadas a cultivo, criação de porcos e galinhas e acomodação de cavalos, que foram analisadas com base na metodologia utilizada pelo Banco do Nordeste em suas análise de impactos ambientais decorrentes de atividades produtivas ( Banco do Nordeste, 1999).

Conforme o Manual do Banco do Nordeste (1999), os sistemas tradicionais agrícolas estão orientados para uma produção de subsistência, com pouca ou nenhuma utilização de insumos modernos, como fertilizantes e agrotóxicos, sendo chamada de agricultura da enxada, menos agressiva ao meio ambiente e na qual se insere a praticada no CIF, com uma área pequena de cultivo, aproximadamente 300 m2.

Levantou-se, ainda, informações referentes ao consumo de água e luz que possam subsidiar a pratica da produção mais limpa, que é uma metodologia, desenvolvida e divulgada pelo CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), por meio da cartilha “A produção mais limpa (PmaisL) na micro e pequena empresa” (CEBDS, 2005) em parceria com o SEBRAE. No levantamento foram obtidos os dados do quadro 5 e 6.

Quadro 5- Quantitativo de descargas, chuveiros e torneiras no CIF

Materiais/Qt Locais

Descargas Chuveiros Torneiras

Administração 42 38 (20 elétricos) 67

Fazenda Bomsucesso 50 54 (4 elétricos) 60

Corpo da Guarda 02 1 (elétrico) 4

Quadro 6- Consumo de água e energia em 2004 no CIF

Local Água/energia Consumo/ano

ÁGUA

Fazenda Bomsucesso Água 70.000 l

Guarda do CIF Água 10.000 l

ENERGIA

Administração do CIF energia 1.128 Kw na média

Fazenda Bomsucesso energia 1690 Kw na média

Guarda do CIF energia 588 Kw na média

Fonte: CIF

Quanto aos resíduos sólidos em um programa de PmaisL, os mesmos devem ser pesados para levantamento da produção diária, semanal, mensal e anual. Observou-se que grande parte dos resíduos sólidos são descartados no próprio CIF por meio de queima, e o restante é deixado no depósito existente na Guarda que é coletado pela prefeitura. Os dejetos de cavalos são utilizados como adubo e os dos porcos ficam no local. As sobras de alimentos são destinadas à pocilga.