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KAPITTEL 7: AVSLUTNING

7.1 H OVEDFUNN

A condição juvenil se apresenta nas suas mais variadas dimensões como um processo que se define como projeto de vida, voltado, muitas vezes, para o estudo e o lazer. O que não é o caso dos interlocutores desta pesquisa. Eles vivem as consequências trazidas pelo contexto de uma sociedade capitalista na qual principalmente as ofertas materiais, não estão disponibilizadas a todos, fato que não os impede de simbolicamente associar o ato da diversão a práticas da dança, do jogo, do sair e do conversar.

No entendimento de alguns autores, o lazer é uma atividade social e historicamente determinada pelas condições de vida material e pelo capital cultural que constitui os sujeitos e suas coletividades(BRENNER; DAYRELL; CARRANO, 2005)134. Entretanto, há que se levar em consideração que nem sempre estas disposições generalizadas se configuram em experiências vivenciadas, o que resulta em processos de tensões e conflitos criados principalmente nos espaços sociais rurais, devido a ausência de opção de lazer.Assim, restam aos jovens poucas alternativas para o aproveitamento do seu tempo livre, uma vez que as atividades culturais são quase inexistentes. A estes, é negado o acesso a direitos culturais, configurando-se isto como forma de opressão,além de reforçar o caráter excludente que permeia o espaço do campo.

134 BRENNER, Ana Karina; DAYRELL, Juarez; CARRANO, Paulo. Culturas do lazer e do tempo livre dos

136 A ausência de demandas sociais e culturais dos jovens pesquisados aponta para essa realidade, o que não difere da maioria de outros jovens residentes no meio rural, já que 94%135 nunca participaram de projetos culturais desenvolvidos pelo poder público ou mesmo por ONGs. Nesse sentido, os conflitos sociais gerados pela sociedade capitalista criam determinadas fronteiras entre os jovens, na medida em que o meio rural não apresenta as opções de lazer que são mostradas, por exemplo, pela mídia cotidianamente. Não podemos esquecer que a diversidade cultural brasileira está atrelada a situações socioeconômicas que se verificam de forma bastante desigual, o que resulta muitas vezes na impossibilidade de acesso aos bens de consumo. Isso se verifica pela falta de democratização da cultura no nosso país. Dessa maneira, esta esfera social vive condições distintas de lazer que se processam através de situações socioeconômicas desiguais. 136

Dados da pesquisa Retratos da juventude brasileira (2005) atestam, por exemplo, que 83% dos jovens rurais nunca frequentaram um teatro. Esses indicadores ratificam a assertiva de que o acesso aos bens e consumo culturais no Brasil revelam as desigualdades, principalmente no que tange às questões culturais. É nesse sentido, talvez, que os jovens rurais se diferenciam dos urbanos.

Numa perspectiva sociológica, entendemos que o exercício do lazer se configura como um meio de construção de identidades, na medida em que é considerado um espaço de aprendizado de relações sociais com a prática de experiências coletivas. Nesse sentido, as relações sociais daí decorrentes, através de conteúdos culturais, proporcionam que os jovens produzam suas subjetividades em novos espaços de sociabilidades, ou recriando os existentes.

Como o cotidiano dos jovens residentes no assentamento José Antonio Eufrosino é afetado por uma ausência de infraestrutura que lhes permita uma condição digna de vida, a falta de opções de lazer é queixa comum entre todos os jovens pesquisados .Eles reagem de forma enfática: ”Diversão aqui não tem “(TIBÉRIO, 17 anos. Entrevista realizada em 10 de Novembro de 2007).

Este reage igualmente: “Nada, não tem lazer aqui”(JOVELINO, 20 anos Entrevista realizada no dia 13 de Novembro de 2007).

A reclamação é total, de forma unânime relatam que na localidade não há opções para diversão tendo seu tempo livre preenchido com os jogos de futebol, principalmente, e visitas

135 Ver. Retratos da Juventude Brasileira Abramo/Branco, 2005.

136 O desafio, neste esforço de compreensão para definir o ser jovem, é discutir a temática sem reforçar as

fronteiras existentes entre o rural e o urbano,uma vez que a sociedade cria um processo de identificação que transcende os parâmetros geográficos.

137 em casas de amigos e parentes, tanto na comunidade local, como no meio urbano.Eventualmente, participam de festas nas localidades vizinhas ou no próprio assentamento.

Para os solteiros, tanto do gênero masculino como feminino, as opções se resumem a jogar bola, ao banho de açude, quando há água no reservatório,visitar parentes nas localidades mais próximas e ainda assistir a programação televisiva ou um DVD.137

Ilustração VI- Os jovens em momentos de lazer

O fato de não desfrutarem de outras opções de entretenimento existentes na zona urbana, e sugeridas cotidianamente pela mídia televisiva principalmente, os instiga a almejarem melhores alternativas para o lazer, o que proporciona um fluxo maior para a zona urbana quando isso lhes é possível. Os que têm mais autonomia desfrutam de algumas opções em localidades circunvizinhas. Joaquim, 16 anos, é um deles: “aqui é muito ruim. Quando quero me divertir vou para a Quixaba no forró ou assistir a um jogo de futebol. (Entrevista realizada em 10 de Novembro de 2007).

Getúlio, 23 anos, relata que gosta muito de andar, ir para a praia. Esta última opção é realizada esporadicamente quando organizam alguma viagem.

Fernando, 17 anos, foi contundente no seu desabafo: “cada vez que eu saio daqui eu preencho uma página na minha vida, quando eu retorno fico pensando e lendo-as”. Perguntamos se no assentamento as páginas da vida daquele jovem também não eram

137 92% dos jovens urbanos e 86% dos jovens rurais adotam assistir televisão como atividade de tempo livre

138 preenchidas. Ele assim se expressou: “ sim, mas com pequenos trechos, pela falta de variedade e de oportunidades.(FERNANDO, 17 anos. Fala espontânea).

O desabafo deste jovem nos remete à música do cantor e compositor Chico César, intitulada Desejo e Necessidade.Ele assim diz: ai, estou nas malhas de estranha cidade,mas uma parte de mim eu diria que a metade ficou lá aonde saí ou seja, eu me reparti desejo e necessidade”.

As formas de sociabilidades que realizam em outros contextos sociais, permitem que incorporem novos habitus e introduzam códigos que trazem para o meio rural. Joel, 15 anos, por exemplo, afirma que quando pode,vai a uma Lan house no bairro periférico onde já residiu. Ele declara que gosta de jogar no computador. Mas, este é um caso isolado, porque as novas tecnologias da comunicação ainda não fazem parte desse mundo rural. Os jovens, nesse aspecto, vivem a política da exclusão138 ,evidenciado-se dessa maneira a necessidade de implementação de políticas voltadas para a inserção digital no meio rural, instrumento de comunicação imprescindível na cultura contemporânea.

Como enfatiza Carneiro (2005) : “tanto a juventude rural como a urbana estaria sendo afetada pela mesma ordem de problemas próprios de uma sociedade que é ao mesmo tempo globalizada e subdesenvolvida”(CARNEIRO, 2005, p.260). No estudo em apreço, podemos dizer que o que diferencia os jovens urbanos dos rurais são os contextos sociais, econômicos e culturais, e não especificamente a territorialidade, até porque esta é uma construção simbólica e não uma construção de espaço. São verdadeiras “fronteiras borradas” que se criam entre esses dois contextos, que se separam muito mais por questões sociais (CASTRO, 2007).

Quanto aos jovens casados, estes se restringem principalmente ao ato de assistir TV como meio de diversão. “Quando tô em casa assisto DVD”(ALBERTO, 22 anos. Entrevista realizada em 11 de Novembro de 2007).

As casadas ocupam suas horas livres em visitas aos parentes. Em seus depoimentos a maioria lamentou a falta de opções para a prática do lazer.

Não tem muito o que se divertir não. Quando termino as tarefas as vezes vamo na casa do pai dele, de um compadre que mora próximo. Eu fico conversando coisa de novela, de criança (JUCÉLIA, 27 anos. Entrevista realizada em10 de Novembro de 2007).

Esta outra age de modo semelhante:

138 Pesquisas apontam que acessar a Internet já é um hábito cotidiano para uma parcela expressiva dos jovens

brasileiros das classes mais abastadas. De acordo com dados do IBGE o internauta brasileiro é jovem , mas

139

Vou visitar os amigos, conversar, tomar refrigerante(JANDYRA, 28 anos. Entrevista realizada em 27 de Outubro de 2007).

Lucinara, 15 anos, casada e grávida de seis meses, diz que se sente diferente no que se refere ao lazer:-“Eu sou uma jovem diferente, eu não brinco muito não, fico mais sentada olhando. (Entrevista realizada em 09 de Novembro de 2007).

Rosalva, 20 anos ,é mais incisiva quando indagada sobre o que faz para se divertir: “Pegar minha filha, botar no braço e ficar andando com ela pra cima e pra baixo”.(Entrevista realizada em 13 de Novembro de 2007).

É interessante destacar que alguns jovens quando interpelados sobre suas práticas de lazer imediatamente as associam ao trabalho. Nos trechos abaixo, expressam que trabalham mais do que se divertem:

A gente faz tudo, ajuda mãe em casa, lavando prato, varrendo a casa. Meu irmão lava roupa também. E trabalhamos no roçado, a gente planta, colhe (WILSON,20 anos. Entrevista realizada em26 de outubro de 2007).

Fred, 17 anos,complementa:

Um vai tirar lenha, outro o gado, outro ajuda a mãe. As mulheres ficam em casa fazendo as coisas(domésticas) Acordo 5:00 h , vou buscar água, depois vou tirar cardeiro e de noite vou assistir Televisão. Não estou estudando porque é muito longe (Entrevista realizada em 05 de Novembro de 2007).

Os gráficos abaixo demonstram quais são os principais itens de lazer apontados pelos jovens: Gráfico I 0 1 2 3 4 5

TV/DVD Dançar Jogar Amigos Música Banho de açude

bar Nenhum

Rapazes casados Rapazes solteiros

140 Gráfico II 0 1 2 3 4

TV Jogar Festa Ciranda Banho de açude Visitar parentes e amigos Nenhum Moças casadas Moças solteiras

Diante desta realidade torna-se pertinente questionar: até onde podemos identificar a condição juvenil mediante os fatores de natureza sociológica e demográfica que permeiam o grupo pesquisado?

Esta é uma questão emblemática que requer melhor atenção: as posições esboçadas aqui supõem diferentes facetas para se definir a juventude. Este fato direciona um entendimento sobre a temática através da diversidade, compreendendo, assim, que a juventude se constrói através do pluralismo de perspectivas sociais. Nesse sentido, a juventude requer análises que se coloquem para além de uma coletividade geracionalmente localizada, em seu tempo social específico, porque os jovens, hoje, expressam visões de mundo marcadas por fronteiras simbólicas.

Os dados nos mostram que a condição de ser jovem não se atrela a uma idade que, supostamente, marcaria a diferença entre juventude e vida adulta, em decorrência da abolição de ritos de passagem que antes norteavam as etapas etárias.139. Como argumenta Canevacci (s/d, 1995) “ser jovem parece estar colocado agora em uma idade sem tempo.”

E aqui nos aproximamos de Bourdieu, quando observa que a “juventude é apenas uma palavra”, pois diante das múltiplas diferenças existentes entre os jovens não se pode mais falar

139 Embora haja referências aos jovens desde os primórdios da civilização, as pesquisas relacionadas ao tema só

surgiram a partir do Séc. XVII, através do estudo de Áries (1978), na sua obra intitulada “História Social da Criança e da Família”, que assinalou a separação entre infância e vida adulta, caracterizando a juventude como grupo social específico.Para Áries (1978) esta fase da vida se compõe como socialmente distinta, processando- se mediante progressiva instituição de um espaço separado de preparação para a etapa adulta. Este processo de divisão foi instituído a partir das modificações registradas na estrutura social que apresentou, por sua vez, mudanças na organização familiar a partir do Séc. XII, no qual a família estrutura-se em torno da criança. A partir do Séc. XVII, na Europa, a constituição da juventude enquanto grupo social emerge através da estruturação do ensino escolar que propiciará a distinção às três fases da vida (criança, jovem, adulto). É nesse período que a criança estabelece convívio com outras na escola, o que legitimará a sua condição juvenil, desatrelada de um contato mais direto com a família.

141 em geração, no máximo em “expressões geracionais”. Assim, o conceito de geração140 deve estar relacionado ao sentido de um “recorte temporal” que atualmente está sendo designado por “cohort” ou “birth cohort” 141.

Uma observação que merece destaque é que estes jovens, na sua maioria, atribuem o ato de assistir televisão a uma forma de ocupação do tempo que se configura para eles como meio de lazer. Antonio, 23 anos, ressalta que o seu maior lazer é assistindo uma televisão, um filme no DVD. Tanto Jussara, 16 anos, como Elba, 18 anos, também alegam que seu divertimento é apenas assistir televisão.

Ainda nos detendo à essa questão, observamos que para os jovens engajados ao Movimento, a opção de lazer configura-se através de suas participações no projeto da Ciranda Infantil, implantada no dia 08 de agosto de 2006, que funciona no assentamento uma vez por semana, aos sábados ou domingos. Trata-se de um projeto que envolve crianças, jovens e adultos que se reúnem uma vez por semana para trabalhar suas realidades, a cultura, os desafios em busca da construção de um novo sujeito.

O objetivo da Ciranda é trazer a criança que está dispersa e oferecer-lhe uma atividade nova. A Coordenadora da Ciranda no Assentamento, Suzy, explica que nas áreas de assentamentos e acampamentos são realizadas atividades voltadas para jovens e adultos, mas geralmente a criança fica um pouco dispersa. Nesse sentido, surgiu a necessidade de se trabalhar com essas crianças e com esses jovens, nascendo daí a Ciranda, com a perspectiva de fazer com que possa nascer um novo sujeito, já que são crianças de certo modo excluídas. “Participando da ciranda, as crianças terão oportunidades de serem trabalhadas, nela são trabalhadas a questão da recreação, porque essas crianças não têm esses espaços; do artesanato;. questão da formação;a dança, a música, e a própria questão de resgatar a nossa cultura que a gente não vê muito. Adianta a Coordenadora: “Essa é uma das formas que a gente tem de trazê-la.”. (SUZY, Entrevista realizada em 29 de Novembro de 2007).

O projeto é aberto a todos. A princípio, ofereceu atendimento específico às crianças, mas os jovens foram se empolgando, engajando-se ao projeto, o que configurou numa ampliação do mesmo, passando a denominar-se de Ciranda Juvenil. Hoje,proporciona espaços de participação para jovens, crianças e adultos.

De acordo com Suzy, com a implantação da Ciranda os jovens e crianças sentem mais

140 O conceito de geração pode ser compreendido a partir de dois parâmetros: aquele que se refere a um corte, ou

seja, a um determinado período da vida, e aquele vinculado a um ethos político, econômico e cultural.

141 Refere-se a um subgrupo etário abrangendo os indivíduos nascidos dentro de um faixa de tempo

142 prazer de estar nas áreas de assentamento, porque antes se sentiam inibidos por serem sem terra, por morarem em uma área de assentamento, e a sociedade os vê de uma forma diferente; não tinha incentivos que chamassem a atenção deles. “Hoje, a gente tem um empenho total desses jovens nas atividades do assentamento, no companheirismo, na preocupação com a nossa áreas e com as áreas vizinhas, o que resulta num empenho desses jovens,”explica.

Sob esta perspectiva, a Ciranda atua como um projeto de aglutinação de jovens do assentamento, no qual o grupo de participantes se reúne para discutir sobre cultura, praticar esportes, pintura,dançar e interagir com a própria comunidade ali assentada. São espaços de sociabilidades que se organizam em torno dos jovens com grupos de danças, capoeira, aulas de música. Ou seja, é o momento em que se encontram para o exercício de atividades lúdicas e educativas.

O projeto constitui a oportunidade que têm para usufruir de um mínimo de diversão, desvinculando-se um pouco da sua rotina, que se concentra mais na relação de trabalho. Conforme atesta Maria do Carmo, 25 anos:” O lazer é sempre voltado para o Movimento”.

Os que estão diretamente empenhados na proposta defendem a ideia com muito entusiasmo. Maria Vitória, 14 anos, revela que é uma oportunidade muito boa e propicia novas experiências.

Artur, 16 anos, defende que o projeto é importante para a formação;

participar da Ciranda é um negócio muito bom aqui pra nós, porque nós tem mais capacidade de formação, aprende mais coisas. A ciranda foi aberta nesse propósito da gente aprender cada vez mais. É nesse propósito, aprender e repassar o que a gente aprende (Entrevista realizada em14 de Outubro de 2007).

Kátia, 18 anos, revela o seu empenho:”para mim é muito gratificante trabalhar na ciranda, com as crianças e os jovens”(Entrevista realizada em 09 de Novembro de 2007).

Na estrutura coletiva que o assentamento tenta fazer funcionar, outros momentos de sociabilidades voltados ao lazer são vivenciados através da realização de eventos. Trata-se de atividades culturais típicas do meio rural, como corrida de argolinhas e vaquejadas. Na realidade, esses eventos fazem parte do calendário cultural que o assentamento instituiu sendo realizado pelo menos duas vezes ao ano.142

142 A corrida de argolinha é uma competição que se exerce entre cavaleiros e quem colocar mais argolas ganha

um premio. Em dias de realização dessa competição o assentamento fica em festa. Jovens, crianças e adultos se unem para a organização do evento, que atrai também pessoas de localidades circunvizinhas. Aos jovens cabe a parte da animação, nesse momento torcidas são criadas,cabendo às moças e às crianças fazer animação, com apitos, fitas e até mesmo com a bandeira do MST. Os rapazes que não estão competindo se organizam também para dar brilho à festa com batuques(relato de observação)

143 A realização de vaquejada uma vez ao ano também é um momento marcante na vida dos assentados. Para o local convergem pessoas das mais variadas localidades, tanto do meio rural como urbano que vivenciam espaços de sociabilidades na forma do lazer, quebrando dessa maneira a rotina dos que ali habitam, possibilitando novos modos de interação face a face.

Adentrando um pouco mais nesta tentativa de construção conceitual da categoria juventude, uma das características peculiares observadas entre os jovens é a disposição de estarem sempre juntos. No caso dos pesquisados, embora suas residências estejam geograficamente distantes umas das outras, isso não os impede que estabeleçam laços interativos. Como o assentamento divide-se em quatro grupos, os jovens aglutinam-se entre os mais próximos. Ou seja, os do grupo um com o grupo dois e os do grupo três com o grupo quatro143. Nesse caso, as questões de gênero também são notórias e estes procuram se aglutinar dentro de um perfil que os identificam pelas faixas etárias ou condição civil. No entanto, os assuntos discutidos em todos são típicos de quem está descobrindo a vida, criando suas expectativas e realizando planos para o futuro,atitude comum aos jovens de qualquer lugar.

Para os rapazes solteiros, os tipos de conversas, numa escala de prioridades, giram em torno de assuntos relacionados: namoro e estudo ; trabalho, jogos e festas.Já entre os casados, os assuntos versam primeiro sobre futebol, em seguida questões estruturais do assentamento e festas de um modo geral.

Gráfico III 0 1 2 3 4

estudo namoro trabalho jogo festas

Rapazes Solteiros

143 Não identificamos nenhuma divergência entre os jovens integrantes dos quatro grupos que constituem o

144 Gráfico IV

0 1 2

futebol festas assentamento

Rapazes Casados

Para as moças solteiras o foco prioritário é o estudo, vindo, em seguida temas relacionados ao grupo de dança e por fim sobre namoro e questões atinentes ao Movimento. Já as casadas, priorizam os aspectos relacionados às questões estruturais relativas ao assentamento, em segundo plano, surge o estudo.

GráficoV 0 1 2 3 4

estudo diversão namoro movimento

Moças Solteiras Gáfico VI 0 1 2 3 4

assentamento movimento estudo

Moças Casadas

Para os jovens militantes, independentemente de gênero ou faixa etária, o assunto prioritário está relacionado às ações do Movimento. Fátima, 26 anos , por exemplo assume

145 que conversa tanto com os adultos como com os jovens:”Eu converso com eles puxando para a militância, tentando ajudar os mais velhos em forma de mutirão”(Entrevista realizada em 25 de Novembro de 2007).

Já Maria do Carmo, 25 anos, se atém aos problemas do assentamento

Aqui tem dois casos que estamos com a pastoral da criança. Uma é a mãe, e a outra é que a mãe tá grávida e não está tendo apoio da família, então a gente se reúne para ajudar. A gente também conversa sobre o que vai acontecer no assentamento, os cursos de capacitação (25 anos. Entrevista realizada em 27 de Outubro de 2007).

Artur, 16 anos, Maria Vitória, 14 anos partem para uma dimensão mais ampla: