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8.29 Fordeling av planskapt netto verdiaukeverdiauke
8.29.2 Høyringsinstansane
Estrutura do programa e metodologia
Para a construção do programa as 5 fases do modelo de coping proactivo de Aspinwall e Taylor (1997) foram traduzidas em tarefas individuais e de grupo, ao longo de 4 sessões de duas horas cada (aproximadamente). É reconhecido pelas autoras que este formato não segue o modelo teórico em espelho, porque tal não seria possível para construir um programa educacional convincente, atractivo e eficaz, uma vez que, quando passamos do plano teórico para a intervenção na prática, há que procurar a melhor forma para garantir que os participantes compreendem as mensagens e praticam as competências (Bode et al., 2007).
As sessões são realizadas em formato de grupo (com um número ideal de 8 a 10 participantes) e têm uma periodicidade semanal (à excepção da quarta sessão, que
13 Neste estudo, usa-se a expressão “participantes verdadeiros” para designar os participantes que completaram pré e pós teste.
Capítulo III – Estudo 2 acontece duas semanas depois da terceira, com o propósito de proporcionar a cada participante tempo para a realização das acções por si delineadas).
A metodologia empregue na intervenção é de cariz teórico-prático. Ao longo do programa, existem momentos de abordagem teórica, embora o foco esteja na realização de exercícios, dentro ou fora da sessão (TPC), através dos quais se procura promover o desenvolvimento de aptidões associadas ao coping proactivo.
A intervenção seguiu o Manual para Orientadores, que foi traduzido e adaptado para este estudo. Neste Manual é apresentada a metodologia e materiais a usar, incluindo indicações claras ao orientador (o que deve dizer, como deve propor cada tarefa, etc.). O Manual é complementado por um conjunto de fichas de exercícios para cada sessão.
Em seguida apresenta-se uma visão geral do programa, procurando sintetizar o tema e objectivos gerais de cada sessão (ver planeamento das sessões emAnexo 4).
Na primeira sessão aborda-se, de uma forma geral, os passos de uma preparação proactiva e identificam-se vantagens da preparação e da prevenção para o envelhecimento. Depois, os participantes discutem estratégias de preparação para alguns temas-exemplo (p.e., como poderia uma pessoa de 70 anos preparar-se para evitar a solidão e manter uma vida social activa?) e avaliam as suas próprias atitudes face a ser e agir de forma proactiva. Para TPC, é-lhes pedido que reflictam sobre os seus objectivos e sinais de alarme que indicam que algo na vida pode não estar a seguir a direcção certa ou desejada (p.e., sinais internos, como não dormir bem, ou externos, como alguém reparar que já não ouve tão bem).
Na segunda sessão são explicitados os diferentes tipos de sinais de alarme e é focada a utilidade de os detectar precocemente. De seguida, explora-se a importância de definir objectivos com clareza, passíveis de se transformarem em planos e, finalmente, em acções, e pede-se que cada participante seleccione um objectivo que irá trabalhar nas sessões seguintes. No final, os participantes são convidados a realizar, em casa, uma reflexão sobre os sentimentos associados ao objectivo que querem trabalhar durante o programa e sobre estratégias para o concretizar.
É a partir daqui que se segue na terceira sessão com os passos da Simulação Mental. Definidos os objectivos, os participantes revêem-nos mentalmente, bem como às estratégias de acção, avaliando o potencial de cada uma para atingir o objectivo. Em casa, os participantes deverão testar na realidade a acção ou acções planeadas e avaliar todo o processo. É-lhes ainda sugerido que experimentem treinar a Simulação Mental, 34
de forma autónoma, para modificar algo no processo ou aplicando-a a um novo objectivo.
Finalmente, na quarta sessão, discute-se em grupo a utilidade da Simulação Mental no dia-a-dia e insiste-se na importância da auto-avaliação de todo o processo que leva à mudança. Propõe-se que cada participante procure definir um novo objectivo, testando novamente o uso da Simulação Mental, para que esta se torne numa técnica fácil de usar. Para encerrar, os participantes são desafiados a “olhar para trás” e desenvolve-se um plenário sobre questões recorrentes ao longo das quatro sessões e sobre a avaliação do programa na óptica dos participantes.
Considerações sobre a versão experimental portuguesa
Na implementação do programa foi necessário proceder a algumas alterações na preparação e no desenrolar das sessões, relativamente às indicações dadas no Manual. Algumas destas alterações foram acauteladas desde logo na adaptação do Manual para a cultura portuguesa e para a população-alvo em estudo.
Nomeadamente, num exercício que envolvia provérbios (realizado na 2ª sessão), tendo em conta que estes nascem e subsistem na sabedoria popular de uma cultura particular, recorreu-se a um estudo prévio para aferir provérbios portugueses que aludissem ao significado pretendido. Pediu-se a 26 participantes (69% mulheres), com idades compreendidas entre os 23 e os 57 anos, que classificassem uma lista de 32 provérbios, atribuindo uma das seguintes categorias “Atitude proactiva”, “Atitude não- proactiva” e “Desadequado/não entende o significado”. A partir dos resultados obtidos (grau de saturação do provérbio nas três categorias, i.e. número de respondentes por categoria para cada provérbio), seleccionaram-se os dez provérbios, cinco de cada, que reuniam maior saturação nas categorias “Atitude proactiva” (e.g., “Homem prevenido vale por dois”; ”Candeia que vai à frente alumia duas vezes.”) e “Atitute não-proactiva” (e.g., “O futuro a Deus pertence”; “Quem está bem, deixa-se estar”).
Outra alteração prendeu-se com a substituição da maior parte dos cartões de informação em formato de papel, pela comunicação da mesma informação em projecção por computador (recurso ao programa informático Microsoft Powerpoint). Este novo formato permite reduzir os custos associados à implementação do programa, trazendo ainda vantagens do ponto de vista da dinâmica e atractividade da informação que se pretende comunicar. Sempre que a informação foi considerada de extrema importância e quando fosse usada de forma transversal ao longo do programa (p.e., “Os 6 Passos da 35
Capítulo III – Estudo 2 Preparação Proactiva”), forneceu-se a cada participante a mesma informação em formato de papel.
Por vezes, optou-se por alterar o formato de exercícios e, em última instância, eliminar o exercício em função da sua importância relativa de forma a não exceder a duração da sessão. A par destes motivos que se prendem com a primeira aplicação da adaptação do programa, optou-se por alargar a Sessão 3 por se ter sentido necessidade de proporcionar a cada participante a oportunidade de reformular os seus objectivos da forma mais concreta e exequível possível, tendo ao grupo sido alocado o papel de aliado na medida em que podia fornecer experiências, informações, conselhos e, mesmo, suporte emocional14. Neste sentido, a Sessão 3 foi subdivida nas sessões 3 A e 3 B, tendo a segunda sido realizada apenas 3 dias após a primeira.