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Etablering av lag og fastsetjing av vedtektervedtekter

In document Prop. 101 L (2012–2013) (sider 147-151)

Deling av eigedom

8.15 Etablering av lag og fastsetjing av vedtektervedtekter

A RAF não teve, no entanto, o monopólio do terrorismo de esquerda na Alemanha Federal. Neste período existiram mais organizações terroristas, que embora menos famosas, também deixaram algumas marcas, mesmo se aparecendo muitas vezes associadas à imagem de um movimento único.

Ao mesmo tempo que a RAF nascia, outros pequenos grupos também apareciam, consequências da situação política e da junção de grupos diferentes de pessoas. Parte destes

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Alexander, Yonah e Pluchinsky, Dennis (2000) Europe’s Red Terrorists, Londres, Frank Cass Publishing

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grupos, originalmente pequenas organizações autonomistas, com objectivos que iam desde o combate ao imperialismo até à despenalização das drogas vieram a dar origem a outros dois movimentos de cariz terrorista que viriam a aparecer na Alemanha Federal.

Outro movimento de cariz terrorista que apareceu, durante a década de 70, na Alemanha Federal, foram o Movimento 2 de Junho, Bewegung 2 Juni, muitas vezes abreviado para B2J, que foi directamente formado a partir de membros vindos dos West Berlin Tupumaros e de membros reminiscentes da desaparecida Kommune 1. Ao contrário da RAF que, pelo menos, se reclamava de ter uma ideologia marxista adaptada à realidade em qual os seus membros viviam, o B2J era um movimento de cariz claramente anarquista, de membros que muitas vezes tomaram parte em acções conjuntas com a RAF.

O B2J teve o seu nome inspirado pela morte de Benno Ohnesorg, em 1967, e manteve sempre uma grande proximidade, embora tenha sempre mantido a sua autonomia. A sua origem era mais proletária que a da RAF, sendo claramente inspirada pela personagem de Michael Bommi Baumann, um operário da construção civil, que disse mesmo que se via a fazer a mesma vida durante muito anos e ser mal visto pela sociedade por ter cabelo comprido44.

Os membros do B2J também participaram em diversos atentados, como o atentado à bomba contra o British Yacht Club de Berlim Ocidental, assim como o rapto do candidato a burgomestre de Berlim Ocidental, Peter Lorenz, que foi libertado após a libertação de alguns membros aprisionados do B2J.

O B2J teve algumas clivagens com a RAF, nomeadamente devido ao consumo de drogas, nomeadamente por parte de Baumann e do seu círculo próximo, assim como algumas pequenas questões ideológicas, dado que membros do B2J considerarem a RAF de certa forma elitista.45 O B2J discordava também da estrutura de absoluta clandestinidade, encorajando a participação dos seus membros em actividades legais em simultâneo à participação no movimento, e discordando da existência de uma estrutura directiva, como existia na RAF.

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http://www.baader-meinhof.com/podcast-16-interview-with-urban-guerrilla-bommi-baumann/

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Della Porta, Donatella (1995) Social Movements, Political Violence and the State: A comparative analysis of Italy and Germany, Cambridge, Cambridge University Press

De acordo com o próprio Baumann, as primeiras armas a que o B2J teve acesso, através da Kommune 1, foram obtidas através de um agente infiltrado do Gabinete de Protecção da Constitução, Bundersverfassungschutz.46

O terceiro movimento terrorista que apareceu na Alemanha Ocidental ficou conhecido como Células Revolucionárias, Revoluzionäre Zellern, normalmente conhecidos como RZ. As RZ, embora tendo sempre sido um movimento pequeno, de activistas que escolheram o método violento, embora não se escolhessem juntar à RAF, tinham em comum com o B2J o facto de se manterem no limbo entre as actividades legais e ilegais.

As RZ eram organizadas numa estrutura de grande autonomia, onde os seus membros se mantinham legais, participando na sociedade, tendo empregos, famílias, sendo o terrorismo como uma espécie de actividade secundária.

As RZ foram também responsáveis por várias acções menos violentas, com métodos mais simples, como sabotar máquinas de venda de bilhetes com cola, ou outras acções que pudessem ser efectuadas de forma simples, como ensinar a construir bombas a partir de ingredientes domésticos, fáceis de encontrar.

No entanto, no número global de acções as RZ foram, dos 3 movimentos, aquele que mais acções efectuou, pese embora ser menos dado a reivindicar todas as suas acções, tendo mesmo participado em algumas das acções terroristas mais violentas da altura, nomeadamente colaborando no sequestro da sede da OPEP, em Viena, acabando por funcionar como um aliado de peso, quase um braço europeu de grupos palestinianos.

Entre os seus elementos mais famosos, as RZ contavam com Hans-Joachim Klein, que havia sido o motorista de Jean-Paul Sartre na sua visita a Andreas Baader. Klein ficaria também a ser conhecido pelas suas ligações a movimentos terroristas, tendo participado pessoalmente na operação contra a sede da OPEP, tendo ao seu lado, entre outros, o notório terrorista Carlos, o Chacal.47

Klein acabou aliás, em 1978, por desertar da organização, escrevendo uma carta ao jornal Libération, onde declarava renunciar ao terrorismo, o que o obrigou a viver escondido, procurando permanecer incógnito, dado as informações que possuía e as consequências que daí poderiam advir para a sua segurança pessoal.

Tal como o B2J, as RZ também eram bastante críticas do clima de ultra clandestinidade da RAF, e do seu total compromisso com a clandestinidade, o que fazia com que, na opinião

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Idem

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deste grupo, a RAF perdesse completamente o contacto com a realidade onde se enquadravam as massas, para quem era destinada a revolução, sendo que acordar essas mesmas massas era a principal razão pela qual a luta era travada.

O ambiente de secretismo sempre rodeou as RZ, que eram formadas por pequenos grupos, que viviam integrados na sociedade, com empregos e famílias, e onde a participação em actividades terroristas era algo paralelo. As RZ formavam assim células pequenas, onde o contacto era mantido ao mínimos, permitindo-lhes assim manter uma existência relativamente despercebida, sendo mais capazes de, ao mesmo tempo, não se isolarem completamente das massas, o que criticavam na RAF, e também, conseguiram ser menos expostas à possível captura.

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CAPÍTULO IV

In document Prop. 101 L (2012–2013) (sider 147-151)