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Grid connection of EV charging

4 EV charging systems in Norway

4.3 Grid connection of EV charging

Na visão do BB, a estratégia negocial DRS tem como interesse o desenvolvimento regional (sustentável) e a viabilidade econômica dos negócios, do que decorre na ampliação dos seus negócios na região e o fortalecimento de suas Agências com a criação de demanda para produtos e serviços do Banco (FRANCO, 2006; BUARQUE; TAVARES, 2008). Entretanto, o foco do DRS está voltado para negócios e, para tanto, procura tornar sustentáveis os negócios locais. Assim, as oportunidades de negócios seriam resultado da dinamização das atividades produtivas e da economia do território.

Para a maioria dos entrevistados97 nos níveis estratégico e tático do BB, os três pilares do desenvolvimento sustentável (ambiental, social e econômico) apresentam o mesmo grau de importância para a estratégia negocial DRS.

Entretanto, os objetivos propostos pelo DRS, conforme apresentado no capítulo 3 deste trabalho, focam apenas objetivos sociais e econômicos. O pilar ambiental não fica evidente como um objetivo da estratégia. Apenas na metodologia de atuação do DRS é que questões ambientais são tratadas, isto é, no caso do pilar ambiental a atividade econômica apoiada pelo DRS deve compatibilizar a preservação ambiental com o processo produtivo. Neste caso, não há um objetivo específico do DRS com a questão ambiental, como a redução da emissão de carbono das atividades apoiadas pela estratégia, por exemplo.

O BB adota o desenvolvimento sustentável como referência para a estratégia negocial DRS, entretanto o foco dessa estratégia está baseado no conceito de negócio sustentável e visa promover o desenvolvimento sustentável da atividade produtiva. Assim, para o Banco, o negócio sustentável é a atividade produtiva sustentável.

Segundo os entrevistados, para atingir os objetivos do DRS pode-se considerar que o Plano de Negócios, baseado na escolha de uma atividade econômica específica, não é o único meio para se atingir os objetivos da estratégia negocial DRS.98

Entretanto, para mais da metade dos entrevistados, o Plano de Negócios DRS é o principal produto, isto é, o principal meio para o alcance dos objetivos da estratégia negocial DRS. Além disso, 28% dos entrevistados concordam muito e 21% concordam totalmente que a estratégia negocial DRS deve ser totalmente focada no Plano de Negócios.

97 Dos entrevistados, 25% concordam muito e 47% concordam totalmente que para estratégia negocial DRS os três pilares do desenvolvimento sustentável apresentam o mesmo grau de importância.

98

Derivada dessa percepção entre os entrevistados pode-se afirmar que há um conflito de ideias acerca do meio pelo qual a estratégia negocial DRS deve atingir seus objetivos. Cerca da metade dos entrevistados acredita que o DRS é uma estratégia mais global que visa o desenvolvimento sustentável de uma região, principalmente pela articulação entre os atores (Banco, beneficiários, parceiros e sociedade). Nesse caso, a concertação pode promover o desenvolvimento sustentável do território por meio do envolvimento do conjunto de entes ligados ao desenvolvimento sustentável (por exemplo: o BB pode se articular com governos, lideranças locais, parceiros, entre outros, para contribuir em ações que promovam o desenvolvimento sustentável, não necessariamente apoiando apenas um Plano de Negócios). Contudo, para a outra metade dos entrevistados, a estratégia deve ser focada na atividade produtiva, isto é, no negócio sustentável. Nesse caso, o apoio do Banco deve estar diretamente focado no apoio à cadeia de valor das atividades apoiadas pelo BB.

Da forma como a estratégia está configurada atualmente, os policy makers entrevistados acreditam que o DRS pode contribuir com o desenvolvimento sustentável da região por meio dessas duas maneiras.

Para Buarque e Tavares (2008, p. 18, grifo dos autores):

O conceito de desenvolvimento sustentável foi perdendo precisão e ganhando diferentes formulações, segundo as interpretações e aplicações de diversas instituições. De qualquer forma, mesmo convivendo com várias formas de conceituação, o desenvolvimento sustentável é definido, normalmente, como o processo que concilia e harmoniza a eficiência e a competitividade econômica (assim como elevação da renda); a equidade social e a qualidade de vida da população e a conservação do meio ambiente no território.

Para os autores, a diferença entre desenvolvimento sustentável e negócio sustentável (atividade produtiva) é que o primeiro é o resultado do efeito combinado da dinâmica e da estrutura econômica, das relações sociais e da interação entre as atividades econômicas e o ambiente natural, mediada pela tecnologia. O fundamental é o resultado da interação entre as dimensões e não o desempenho de cada uma delas isoladamente. Assim, para alcançar o desenvolvimento sustentável, todos os componentes do sistema econômico e social, incluindo as atividades produtivas e as empresas, devem contribuir para o equilíbrio entre as variáveis econômicas, sociais e ambientais. Neste caso, segundo Buarque e Tavares (2008), o que o DRS chama de negócio sustentável é apenas uma parte da totalidade do

sistema complexo que constitui um território, limitada a um dos componentes da dimensão econômica (atividade produtiva ou empresa).

Para Buarque e Tavares (2008), é um reducionismo impreciso falar de sustentabilidade da economia regional (desenvolvimento sustentável de uma atividade produtiva) embora a dimensão econômica tenha que incorporar processos tecnológicos e organizacionais que evitem ou minimizem os efeitos negativos na sociedade, como desemprego e concentração de renda, e no meio ambiente, poluição, degradação dos recursos florestais e hídricos, por exemplo. Na visão dos autores, rigorosamente, o conceito de desenvolvimento sustentável só pode ser aplicado ao conjunto de um sistema complexo, pois é a síntese da interação entre as dimensões econômica, social e ambiental.

Em relação ao DRS, a atividade produtiva que se pretende tornar sustentável é apenas um componente da dimensão econômica, cuja contribuição para o desenvolvimento sustentável do território reside, fundamentalmente, no aumento da sua eficiência, produtividade e rentabilidade, favorecendo a elevação geral da renda regional.

A dicotomia entre desenvolvimento sustentável e negócio sustentável permite identificar com maior precisão à natureza do Plano de Negócios. Se o negócio sustentável é a atividade produtiva economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente correta, como define o DRS, representa apenas uma parcela do desenvolvimento sustentável concentrada na dimensão econômica.

Desta forma, o Plano de Negócios não pode ser confundido com um plano de desenvolvimento sustentável do território que tem uma abrangência mais ampla e deve contemplar projetos e iniciativas nas outras dimensões (social e ambiental, principalmente), para além das articulações com a atividade produtiva. Neste caso, para o DRS o Plano de Negócios é um empreendimento que almeja promover a competitividade das atividades produtivas selecionadas no território, contribuindo assim, para o desenvolvimento local na dimensão econômica e complementando com ações que moderem ou evitem impactos ambientais e melhorem os seus resultados na dimensão social.

Essas ações podem ser em conjunto com outras ações já existentes no território, complementando políticas públicas, por exemplo. Na percepção dos entrevistados, 44% concordam muito e 41% concordam totalmente que são indispensáveis, para atender os objetivos da estratégia negocial DRS, as parcerias entre o BB e os governos (em suas três esferas: municipal, estadual e federal) em programas ou políticas de desenvolvimento.

Buarque e Tavares (2008) corroboram com esse argumento de que é mesmo válida a focalização do DRS no negócio, e considerando a missão do BB, seria sempre um grande avanço se o Plano de Negócios estivesse articulado e consistente com uma estratégia de desenvolvimento sustentável do território. Pois receberia desta as influências positivas para o crescimento da atividade produtiva (sustentabilidade do negócio) e contribuiria para a estratégia mais ampla de desenvolvimento. Em território que já exista plano de desenvolvimento ou que esteja em processo de elaboração, o DRS deve buscar se inserir e articular com os patrocinadores visando trabalhar atividades produtivas de forma consistente e convergente, fortalecendo o caráter social do DRS.