1. Perfil biográfico de Robert Graves
1.1 Gran Bretaña 1895-1929
CARÁTER PRÓPRIO A UMA ESPÉCIE VIZINHA, OU REGRESSA A ALGUNS DOS CARACTERES DE UM ANTEPASSADO DISTANTE
Compreender-se-ão facilmente estas proposições examinando as nossas raças domésticas. As raças mais distintas de pombos, em países muito afastados uns dos outros, apresentam sub-variedades caracterizadas por penas reviradas sobre a cabeça e por patas emplumadas, caracteres que não possuía o torcaz primitivo; é isto um exemplo de variações análogas em duas ou mais raças distin-
tas. A presença freqüente, no grande-papudo, de catorze e mesmo dezesseis pe- nas caudais pode ser considerada como uma variação representando a conforma- ção de uma outra raça, o pombo-pavão. Ninguém deixará de admirar, penso eu, que estas variações análogas provêm de que um predecessor comum transmitiu por hereditariedade às diferentes raças de pombos uma mesma constituição e uma tendência à variação, quando são expostas a influências desconhecidas se- melhantes.
O reino vegetal fornece-nos um caso de variações análogas nos caules tu- mefeitos, ou, como se designam habitualmente, nas raízes dos nabos da Suécia e do rutabaga, duas plantas que alguns botânicos consideram como variedades de- rivando de uma origem comum e produzidas pela cultura; se não fosse assim, ha- veria então um caso de variação análoga entre duas pretendidas espécies distin- tas, às quais poderia juntar-se uma terceira, o nabo ordinário. Na hipótese da cria- ção independente das espécies, teríamos que atribuir esta semelhança de desen- volvimento de caules nas três plantas, não à verdadeira causa, isto é, à comunhão de descendência e à tendência a variar numa mesma direção que é a conseqüên- cia, mas a três atos distintos da criação, atuando sobre formas extremamente vizi- nhas. Naudim observou muitos casos semelhantes de variedades análogas na grande família das cucurbitáceas, e diversos sábios nos cereais. M. Walsh discutiu ultimamente com muito talento diversos casos semelhantes que se apresentam nos insetos no estado de natureza, e agrupou-os sob a sua lei de igual variabilida- de.
Todavia, encontramos um outro caso nos pombos, isto é, a aparição aci- dental, em todas as raças, de uma coloração azul-ardósia, de duas faixas negras sobre as asas, dos flancos brancos, com uma barra na extremidade da cauda, de que as penas exteriores são, junto da base, exteriormente bordadas de branco. Como estes diferentes sinais constituem um caráter de origem comum, o torcaz, ninguém contestaria, creio eu, que isto seja um caso de regressão e não uma va- riação nova e análoga que aparece em muitas raças. Podemos, assim o penso, admitir esta conclusão com toda a segurança; porque, como temos visto, estes sinais coloridos estão muito sujeitos a aparecer nos filhos resultando do cruza-
mento de duas raças distintas tendo uma coloração diferente; ora, neste caso, não há nada nas condições exteriores de existência, salvo a influência do cruzamento sobre as leis da hereditariedade, que possa causar a reaparição da cor azul- ardósia acompanhada de outros diversos sinais.
Sem dúvida, é muito surpreendente que reapareçam caracteres depois de terem desaparecido durante um grande número de gerações, centenas talvez. Mas, numa raça cruzada uma só vez com uma outra raça, a descendência apre- senta acidentalmente, durante muitas gerações - alguns autores dizem durante uma dezena ou mesmo durante uma vintena - uma tendência a regressar aos ca- racteres da raça estrangeira. Depois de doze gerações, a proporção do sangue, para empregar uma expressão vulgar, de um dos predecessores é apenas de 1 para 2.048; e portanto, como vemos, julga-se geralmente que basta esta propor- ção infinitamente Pequena de sangue estranho para determinar uma tendência ao regresso. Numa raça que não tenha sido cruzada, mas na qual os dois predeces- sores-origem têm perdido alguns caracteres que Possuía o seu predecessor co- mum, a tendência ao regresso a este caráter perdido poderia, depois de tudo o que podemos saber, transmitir-se de modo mais ou menos marcante durante um número ilimitado de gerações. Quando um caráter perdido reaparece numa raça após um grande número de gerações, a hipótese mais provável é, não que o indi- víduo afetado se coloque prestes a assemelhar-se a um predecessor de que está separado por muitas centenas de gerações, mas que o caráter em questão se en- contrasse em estado latente nos indivíduos de cada geração sucessiva e que en- fim este característico se tenha desenvolvido sob a influência de condições favo- ráveis, de que nós ignoramos a causa. Nos pombos bárbaros, por exemplo, que produzem muito raramente aves azuis, é provável que haja nos indivíduos de cada geração uma tendência latente à reprodução da plumagem azul. A transmissão desta tendência, durante um grande número de gerações, não é mais difícil de compreender que a transmissão análoga de órgãos rudimentares completamente inúteis. A simples tendência à produção de um rudimento é mesmo algumas vezes hereditária.
uma origem comum, poderíamos esperar que elas variassem acidentalmente de maneira análoga; de tal modo que as variedades de duas ou muitas espécies se assemelhariam, ou que uma variedade se assemelharia por certos caracteres a uma outra espécie distinta - sendo esta, pela nossa teoria, apenas uma variedade permanente bem acentuada. Os caracteres exclusivamente devidos a uma varia- ção análoga teriam provavelmente pouca importância, porque a conservação de todos os caracteres importantes é determinada pela seleção natural, que os apro- pria aos hábitos diferentes da espécie. Poderia esperar-se, além disso, que as espécies de um mesmo gênero apresentassem acidentalmente caracteres perdi- dos desde há muito. Todavia, como não conhecemos o predecessor comum de um grupo natural qualquer, não podemos distinguir os caracteres devidos à re- gressão dos que provêm de variações análogas. Se, por exemplo, ignorássemos que o pombo-torcaz, origem dos nossos pombos domésticos, não tinha nem pe- nas nas patas, nem penas voltadas na cabeça, ser-nos-ia impossível dizer se de- veriam ser atribuídos estes caracteres a um fato de regressão ou unicamente a variações análogas, mas teríamos podido concluir que a cor azul é um caso de regressão, por causa do número de sinais que estão em relação com esta cambi- ante, sinais que, segundo toda a probabilidade, não apareceriam todos reunidos no caso de simples variação; estaríamos, além disso, tanto mais certos de chegar a esta conclusão, quanto a coloração azul e os diferentes sinais reaparecem mui- tas vezes quando se cruzam raças tendo cores diversas. Por conseguinte, posto que, nas raças que vivem no estado de natureza pudéssemos apenas raramente determinar quais os casos de regressão a um caráter anterior, e quais os que constituem uma variação nova, mas análoga, deveríamos, todavia, pela nossa teoria, encontrar algumas vezes nos descendentes de uma espécie em via de mo- dificação, caracteres que existem já noutros elementos do mesmo grupo. Ora, é isto certamente o que acontece.
A dificuldade experimentada em distinguir as espécies variáveis provém, em grande parte, de que as variedades imitam, por assim dizer, outras espécies do mesmo gênero. Poderia também fazer-se um catálogo considerável de formas intermediárias entre duas outras formas que não é possível ainda considerar-se a
não ser como espécies duvidosas; ora, isto prova que as espécies, variando, têm revestido alguns caracteres pertencendo a outras espécies, a não ser que se ad- mita uma criação independente para cada uma destas formas tão próximas. Toda- via, encontramos a melhor prova de variações análogas nas partes ou órgãos que têm um caráter constante, mas que, contudo, variam acidentalmente de modo a assemelhar-se, em certa medida, à mesma parte ou mesmo órgão numa espécie vizinha. Constituí uma longa série destes casos, mas infelizmente encontro-me na impossibilidade de poder dá-la aqui. Devo, pois, contentar-me com afirmar que estes casos se apresentam na realidade e que são muito notáveis.
Não obstante, citarei um exemplo curioso e complicado, não que afete um caráter importante, mas porque se apresenta em muitas espécies do mesmo gênero, de que umas estão reduzidas ao estado doméstico e outras vivem no estado selva- gem. É quase certamente um caso de regressão. O jumento tem, nem sempre, nas pernas, riscas transversais muito distintas, semelhantes às que se encontram nas pernas da zebra; tem-se afirmado que estas riscas são muito mais manifestas no jumentinho, e os estudos que fiz sob tal ponto confirmam-me este fato. A risca da espádua é algumas vezes dupla e varia muito com respeito a cor e a desenho. Tem-se descrito um jumento branco, mas não albino, que não possuía risca algu- ma nem sobre a espádua nem sobre o dorso; -estas duas riscas são algumas ve- zes muito fracamente notadas ou faltam por completo nos jumentos de cor escura. Tem-se visto, afirmam, o koulan de Palas com uma dupla risca sobre a espádua. M. Blyth observou uma hemíona tendo sobre a espádua uma risca distinta, posto que este animal não a tenha de ordinário. O coronel Poole informou-me, além dis- so, que os novos desta espécie têm ordinariamente as pernas raiadas e uma faixa fracamente notada sobre a espádua. O quaga, de que o corpo é como o da zebra, tão completamente listrado, não tem, contudo, riscas nas pernas; porém, o Dr. Gray desenhou um destes animais cujas canelas tinham zebraduras muito mar- cantes.
Com respeito ao cavalo, recolhi em Inglaterra exemplos da risca dorsal, nos cavalos pertencendo às raças mais características e tendo faixas de todas as co- res. As riscas transversais nas pernas não são raras nos cavalos isabel e nos de
pêlo de rato; tenho-as observado também no alazão; percebe-se algumas vezes uma ligeira risca sobre a espádua dos cavalos isabel e tenho notado um fraco ves- tígio no cavalo baio. Meu filho estudou com cuidado e desenhou um cavalo de tiro belga, de cor isabel, tendo as pernas raiadas e uma dupla risca sobre cada espá- dua; eu mesmo tive ocasião de ver um pônei isabel de Devonshire, e descreve- ram-me, com cuidado, um pequeno pônei tendo a mesma faixa, originário do País de Gales, ambos tinham três riscas paralelas na espádua.
Na região noroeste da índia, a raça dos cavalos Kattywar é tão geralmente listrada, que, segundo o coronel Poole, que a estudou para o governo Hindu, não se considera como raça pura um cavalo desprovido de riscas. A risca dorsal existe sempre; as pernas são ordinariamente raiadas, e a risca da espádua, muito co- mum, é algumas vezes dupla e mesmo tripla. As riscas são, freqüentemente, mui- to caracterizadas no potro, desaparecem algumas vezes completamente nos ve- lhos cavalos.
O coronel Poole teve ocasião de ver cavalos Kattywar cinzentos e baios raiados no momento do parto. Indicações que me têm sido fornecidas por M. W. W. Edwards, autorizam-me a crer que, no cavalo de corrida inglês, a risca dorsal é muito mais comum no potro que no animal adulto. Eu mesmo tenho tratado recen- temente um potro proveniente de uma égua baia (e esta produto de um cavalo turcomano e de uma égua flamenga) e de um cavalo de corrida inglês, tendo uma faixa baia; este potro, na idade de uma semana, apresentava entre as ancas e na fronte numerosas zebraduras carregadas, muito estreitas, e ligeiras riscas nas pernas; todas estas riscas desapareceram, em breve, completamente. Sem entrar aqui em mais amplas minúcias, posso notar que tenho entre mãos muitos docu- mentos estabelecendo de maneira positiva a existência de riscas nas pernas e nas espáduas de cavalos pertencendo às mais diversas raças e provenientes de todos os países, desde a Inglaterra à China, e desde a Noruega, ao norte, até ao arqui- pélago malaio, ao sul. Em todas as partes do mundo, as riscas apresentam-se as mais das vezes nos cavalos isabéis e pelo-de-rato; compreendo, no termo isabel, uma grande variedade de cambiantes estendendo-se entre o escuro-negro, de uma parte, e da outra a cor de café com leite.
Eu sei que o coronel Hamilton Smith, que escreveu sobre este assunto, jul- ga que as diferentes raças de cavalos descendem de muitas espécies primitivas, de que uma tendo a cor isabel era raiada, e atribui a antigos cruzamentos com esta origem todos os casos que acabamos de descrever. Mas, pode rejeitar-se esta maneira de ver, porque é muito improvável que o grande cavalo de tiro belga, que os pôneis do País de Gales, o duplo pônei da Noruega, a raça delicada de Kattywar, etc, habitando partes do Globo tão afastadas, tenham todas sido cruza- das com uma suposta fonte primitiva.
Examinemos agora os efeitos dos cruzamentos entre as diferentes espé- cies do gênero cavalo. Rollin afirma que o macho ordinário, produto da burra e cavalo, é particularmente sujeito a ter as pernas listradas; segundo M. Gosse, no- ve décimos dos machos encontram-se neste caso, em certas partes dos Estados Unidos. Vi, uma vez, um macho cujas pernas eram listradas a tal ponto que pode- ria tomar-se como híbrido de zebra; M, W. C. Martin, no seu excelente Tratado do Cavalo, apresentou um macho semelhante. Vi quatro desenhos coloridos repre- sentando híbridos entre o jumento e a zebra; ora, as pernas são muito mais listra- das que o resto do corpo; um deles, além disso, tem uma dupla risca sobre a es- pádua. No famoso híbrido obtido por lorde Morton, do cruzamento de uma égua alazã com um quaga, o híbrido, e mesmo os potros puros que a mesma égua deu subseqüentemente com um cavalo árabe negro, tinham sobre as pernas riscas ainda mais pronunciadas do que existem no quaga puro. Enfim, e é este um dos casos mais notáveis, o Dr. Gray apresentou um híbrido (diz-me ele que em segui- da teve ocasião de ver um segundo exemplo) provindo do cruzamento de um bur- ro e de uma hemíona; posto que o jumento tenha apenas acidentalmente riscas sobre as pernas e que elas faltem, assim como a risca sobre a espádua, na hemí- ona, este híbrido tinha, além das riscas nas quatro pernas, três curtas riscas na espádua, semelhantes às do pônei isabel de Devonshire e do pônei isabel do País de Gales que temos descrito; tinha, além disso, algumas marcas zebradas nos lados da face. Eu estava tão convencido, relativamente a este último fato, que ne- nhuma destas riscas pode provir do que se chama ordinariamente o acaso, que só o fato da aparição destas zebraduras da face, no híbrido do jumento e da hemío-
na, me excitou a Perguntar ao coronel Poole se não existiam iguais caracteres na raça de Kattywar, tão eminentemente sujeita a apresentar riscas, e a resposta, como já vimos, foi afirmativa.
Ora, que conclusão devemos tirar destes fatos? Vemos algumas espécies distintas do gênero cavalo que, por simples variações, apresentam riscas nas per- nas, como a zebra, ou nas espáduas, como o jumento. Esta tendência aumenta no cavalo desde que aparece a cor isabel, cambiante que se aproxima da coloração geral das outras espécies do gênero. Nenhuma mudança de forma, nenhum outro caráter novo acompanha a aparição das riscas. Esta mesma tendência a tornar-se listrada manifesta-se muito fortemente nos híbridos provindos da união das espé- cies mais distintas. Ora, voltemos ao exemplo das diferentes raças de pombos: derivam todas de um pombo (compreendendo nela duas ou três subespécies ou raças geográficas) tendo uma cor azulada e tendo, demais, certas riscas e certas marcas; quando uma raça qualquer de pombos reveste, por uma simples variação, a cambiante azulada, estas riscas e estas outras marcas reaparecem invariavel- mente, mas sem que se produza qualquer outra mudança de forma ou de caráter. Quando se cruzam as raças mais antigas e mais constantes, afetando diferentes cores, nota-se uma grande tendência à reaparição, no híbrido de cor azulada, de riscas e marcas. Tenho dito que a hipótese mais provável para explicar a reapari- ção de caracteres muito antigos é que há nos novos de cada geração sucessiva uma tendência a revestir um caráter desde há muito perdido, e que têm algumas vezes esta tendência em razão de causas desconhecidas. Ora, acabamos de ver que, em muitas espécies do gênero cavalo as riscas são mais pronunciadas ou reaparecem mais ordinariamente no novo que no adulto. Como se chamam espé- cies a estas raças de pombos, de que muitas são constantes desde séculos, e se obtém um caso exatamente paralelo ao das espécies do gênero cavalo? Quanto a mim, indo com o pensamento a alguns milhões de gerações atrás, antevejo um animal raiado como a zebra, mas talvez de uma construção tão diferente com res- peito a outras relações, predecessor comum do nosso cavalo doméstico (quer es- te último derive ou não de muitas origens selvagens), do jumento, da hemíona, do quaga e da zebra.
Ainda que se admita que cada espécie do gênero cavalo faz o objeto de uma criação independente, é-se disposto a admitir, presumo eu, que cada espécie foi criada com uma tendência à variação, tanto no estado selvagem como no esta- do doméstico, de modo a poder revestir acidentalmente as riscas características das outras espécies do gênero; deve admitir-se também que cada espécie foi cri- ada com uma outra tendência muito pronunciada, a saber, que, cruzada com es- pécies vivendo nos mais afastados pontos do Globo, produziu híbridos semelhan- tes pelas riscas, não aos pais, mas a outras espécies do gênero. Admitir tal hipó- tese é querer substituir uma causa real por outra imaginária, ou pelo menos des- conhecida; é querer, numa palavra, fazer da obra divina uma irrisão e uma decep- ção. Quanto a mim, eu desejaria admitir também, com os cosmogonistas ignoran- tes de há alguns séculos, que as conchas fósseis não viveram, mas foram feitas em pedra para imitar as que vivem nas praias do mar.
RESUMO
A nossa ignorância com respeito às leis da variação é muito profunda. Não podemos, uma vez por cento, pretender indicar as causas de uma variação qual- quer. Contudo, todas as vezes que podemos reunir os termos de uma compara- ção, notamos que as mesmas leis parecem ter atuado para produzir tanto as pe- quenas diferenças que existem entre as variedades de uma mesma espécie, como as grandes diferenças que existem entre as espécies do mesmo gênero. A mu- dança das condições não produz geralmente senão uma variedade flutuante, mas algumas vezes também efeitos diversos e definidos; ora, estes efeitos podem, com o tempo, tornar-se muito pronunciados, posto que nada possamos afirmar, por falta de provas suficientes. O hábito, produzindo particularidades constitucio- nais, o uso fortificando os órgãos, e a falta de uso enfraquecendo-os ou diminuin- do-os, parecem, em muitos casos, ter exercido uma ação considerável. As partes homólogas tendem a variar de forma igual o a soldar-se. As modificações das par- tes duras e externas afetam algumas vezes as partes moles e internas. Uma parte muito desenvolvida tende talvez a atrair a si a nutrição das partes adjacentes, e
toda a parte da formação é economizada, que o pode ser sem inconveniente. As modificações de formação, durante a primeira idade, podem afetar partes que se hão de desenvolver mais tarde; produzem-se, sem dúvida alguma, muitos casos de variações correlativas de que não podemos compreender a natureza. As partes múltiplas são variáveis, no ponto de vista do número e da formação, o que provém talvez de tais partes não serem rigorosamente especializadas para desempenhar funções particulares; as suas modificações escapam à ação rigorosa da seleção