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GOING FORWARD – PILLARS FOR SUSTAINABLE DEVELOPMENT

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Com o objetivo de amenizar os impactos da crise no abastecimento de energia elétrica, o Governo federal, em 5 de julho de 2001, institui o “Programa Emergencial de Energia Eólica – PROEÓLICA – Resolução nº 24, da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica – GCE, com o objetivo de agregar ao sistema elétrico nacional 1.050 MW de energia eólica até o final de 2003.” (ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL, 2002, p.68)

De acordo com o Atlas de Energia Elétrica do Brasil (2005, p.95), os primeiros estudos sobre o potencial eólico brasileiro, foram feitos na região Nordeste, principalmente no Ceará e em Pernambuco. Conforme o Atlas de Energia Elétrica do Brasil (2005, p.95), os recursos mostrados na figura 4 referem-se à velocidade média do vento a uma altura de 50m acima da superfície para cinco condições topográficas:

Zona costeira: são áreas de praia, geralmente com larga faixa de areia, com o vento incidindo no sentido mar-terra;

Campo aberto: são áreas planas de pastagens, plantações ou vegetação baixa com poucas árvores altas;

Matas: áreas com arbustos e árvores altas mais de baixa densidade. É a região que causa mais obstruções ao fluxo de vento.

Morro: são áreas de relevo pouco ondulado, com pouca vegetação ou pasto; Montanha: são áreas de relevo complexo.

A Figura 4 mostra também o potencial de cada condição topográfica, distribuído nas 4 classes que as compõe, de acordo com a legenda:

Classe 1: apresenta regiões de baixo potencial eólico, sem nenhum aproveitamento da energia eólica.

Classe 3 e 4: apresentam regiões com alto potencial eólico, com aproveitamento da energia eólica.

Classe 2: mostra as regiões com pouco potencial eólico e consequentemente pouco aproveitamento de energia eólica.

Figura 4 – Velocidade média anual do vento a 50m de altura

Fonte: Atlas de Energia Elétrica do Brasil (2005).

Em janeiro de 2002, de acordo com o Atlas de Energia Elétrica do Brasil (2002, p. 68-69), a participação da energia eólica na geração de energia elétrica é praticamente desprezível, havia apenas seis (6) centrais eólicas em operação no Brasil, com uma capacidade instalada de 18,8 MW, destacando-se Taíba e Prainha, no Ceará, representando 80% do parque eólico nacional, conforme a Tabela 7.

Tabela 7 – Centrais eólicas em operação no Brasil em janeiro de 2002

Fonte: ANEEL (2002 apud ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL, 2002, p. 69).

No Brasil, a colaboração da energia eólica na matriz elétrica brasileira ainda é pequena. “Em setembro de 2003 havia apenas seis (6) centrais eólicas em operação no País, perfazendo uma capacidade instalada de 22.075 KW. Entre essas centrais, destacam-se Taíba e Prainha, no Estado do Ceará, que representam 68% do parque eólico nacional.” (ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL, 2005, p.100).

A Tabela 8 demonstra as seis centrais eólicas em operação no Brasil em setembro de 2003. De acordo com a tabela abaixo a soma das potências é 22.025 KW e não 22.075 KW como mostra o atlas de energia elétrica do Brasil (2005, p.100)

Tabela 8 - Centrais eólicas em operação no Brasil em setembro de 2003

Fonte: ANEEL (2003 apud ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL, 2005, p.100).

Um fator importantíssimo para incentivar o desenvolvimento de parques eólicos no Brasil, segundo o Atlas de Energia Elétrica do Brasil (2005, p.100-101), é a possibilidade de complementaridade entre a geração hidrelétrica e a eólica, uma vez que o maior potencial eólico, na região Nordeste, ocorre durante o período de menor disponibilidade hídrica, conforme ilustrado no Gráfico 17.

Gráfico 17 – Complementaridade entre a geração hidrelétrica e eólica

Fonte: CBEE/UFPE (2000 apud ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL, 2005, p.101).

A maior parte dos projetos implantados no Brasil está na Região Nordeste. É a região, “pioneira na instalação de energia eólica devido ao seu potencial de ventos favoráveis para aproveitamento na geração de energia elétrica.” (TOLMASQUIM, 2005, p.173)

Segundo Tolmasquim (2005, p.173),

Os programas de implantação experimental de energia eólica no Brasil somam hoje um total de aproximadamente 1,4 MW. Os projetos implementados pela iniciativa privada somam um total de 27,1 MW ( 17,4 MW no Ceará, 2.5 MW no Paraná, 5,4 MW em Santa Catarina e 1,8 MW no Rio Grande do Norte ).

De acordo com a Tabela 9 o Nordeste brasileiro concentra o maior número de Usinas Eólicas em operação no Brasil em 2004.

Tabela 9 - Usinas Eólicas em operação no Brasil

*Repotencializado para 250 MW.

Fonte: SEN/MME (2004, apud TOLMASQUIM, 2005, p.174).

Os primeiros estudos feitos no Brasil para a exploração de energia eólica foram efetuados na região Nordeste, principalmente no Ceará e em Pernambuco. De acordo com o Atlas de Energia Elétrica do Brasil (2002, p.65),

Segundo esses resultados, os melhores potenciais estão no litoral das regiões Norte e Nordeste, onde a velocidade média do vento, a 50 m do solo, é superior a 8 m/s. Entre outras regiões com grande potencial eólico, destacam-se o Vale São Francisco, o Sudeste do Paraná e o Litoral Sul do Rio Grande do Sul.

A Figura 5 mostra que os melhores potenciais estão no litoral das regiões Norte e Nordeste, onde a velocidade média do vento, a 50m do solo, é maior que 8 m/s ( metros por segundo )

Figura 5 - Atlas eólico do Brasil

Fonte: CBEE (1999 apud ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL, 2002, p.66).

De acordo com o BIG ( Banco de Informações de Geração ) da Agência Nacional de Energia Elétrica ( Aneel), conforme o Atlas de Energia Elétrica do Brasil (2008, p.82),

[...] as 17 usinas eólicas em operação em novembro de 2008 apresentavam capacidade instalada de 273 MW [...]. Em 2007, também, a oferta interna de energia eólica aumentou de 236 GWh para 559 GWh, uma variação de 136,9%, segundo os dados do Balanço Energético Nacional, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A Figura 6 ilustra segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro (2001, p.44), que o Brasil possui um potencial eólico-elétrico disponível da ordem de 143,47 GW ( Giga- watts ), com o vento a uma velocidade maior que 7m/s, resultando numa produção de 272,20 TWh/ano ( Terawatts hora por ano ).

Pode-se observar na Figura 6 que o Nordeste é a região brasileira que possui o maior potencial eólico disponível no país, com uma potência estimada da ordem de 75,05 GW e uma produção de 144,29 TWh/ano.

Figura 6 – Distribuição do potencial eólico brasileiro por regiões

Fonte: Atlas do Potencial Eólico Brasileiro (2001).

Atualmente as discussões sobre matriz energética vem ocupando a cada dia mais espaços nos setores da sociedade e o do governo, principalmente em centros de pesquisas tecnológicas, onde o desafio é produzir cada vez mais energia renovável, limpa e de baixo custo.

“A matriz energética procura representar, ao longo do tempo, quantitativa e ordenadamente, todas as relações entre os energéticos com sua cadeia energética, desde a utilização dos recursos naturais até os usos finais da energia.” (REIS; FADIGAS; CARVALHO, 2009, p. 180)

A matriz elétrica é necessária e fundamental para o planejamento e estabelecimento de políticas e estratégias, para cenários futuros, com prazos entre 20 e 25 anos.

A matriz energética é composta pelos recursos naturais não renováveis, por exemplo, petróleo, gás natural, energia nuclear e os recursos energéticos renováveis, como, energia hidráulica, solar e eólica. Sua função é utilizar as diversas fontes de energia disponíveis para promover o desenvolvimento das atividades econômicas seja na indústria, na agricultura e no comércio promovendo o crescimento econômico e o bem-estar da sociedade.

Segundo o Portal Brasil:

O Brasil possui a matriz energética mais renovável do mundo industrializado com 45,3% de sua produção proveniente de fontes como recursos hídricos, biomassa e etanol, além das energias eólica e solar. As usinas hidrelétricas são responsáveis pela geração de mais de 75% da eletricidade do país.

O Gráfico 18 mostra os tipos de fontes energéticas que fazem parte da matriz elétrica brasileira e os respectivos consumo em 2011.

Gráfico 18 – Matriz Elétrica Brasileira em 2011

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