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Generelt verktøy for optimalisering av stasjonsnett

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5. Kriterier for det fremtidige stasjonsnettet 21

5.2 Generelt verktøy for optimalisering av stasjonsnett

O sistema de Atitude apresenta três sub-divisões ou tipos de Atitude: AFETO, JULGAMENTO e APRECIAÇÃO. O Afeto refere-se aos recursos para a expressão de sentimentos ou emoções, enquanto que o Julgamento e a Apreciação, sugerem Martin e White (2005), referem-se à institucionalização dos sentimentos como propostas ou normas sobre como as pessoas devem ou não comportar-se (Julgamento), ou sobre como, produtos e performances são avaliados (Apreciação). O AFETO envolve um conjunto de recursos linguísticos para avaliar a experiência em termos afetivos, para indicar efeito emocional positivo ou negativo de um evento.

A AVALIAÇÃO SOCIAL- uma sub-categoria de APRECIAÇÃO, refere-se à avaliação positiva ou negativa de produtos, atividades, processos ou fenômenos sociais.

A GRADUAÇÃO envolve um conjunto de recursos para aumentar ou diminuir a intensidade da avaliação.

O COMPROMISSO é um conjunto de recursos que capacita o escritor (ou o falante) a tomar uma posição pela qual sua audiência é construída como partilhando a mesma e única visão de mundo ou, por outro lado, a adotar uma posição que explicitamente reconhece a diversidade entre várias vozes.

A Avaliatividade permite não somente expressões de significado avaliativo direto ou indireto, mas também explica os modos pelos quais padrões de significado avaliativo se acumulam dinamicamente através do texto. Assim, a Avaliatividade pode apresentar-se de forma:

a) Inscrita (explícita).

As crianças estavam falando alto. b) Evocada (implícita).

As crianças conversavam durante a aula.

c) Provocada (alguma linguagem avaliativa).

A professora já estava na sala, mas as crianças continuavam falando.

Martin explica que a avaliação evocada é feita através do que ele chama de

token de atitude em que um significado ideacional, portanto neutro em termos

avaliativos, pode se investir de função interpessoal. Os tokens de atitude são também sujeitos à influência do contexto, continua o autor, e uma estratégia importante no estabelecimento de posicionamento interpessoal num texto é colocar avaliações inscritas e evocadas de tal modo que o leitor partilha da interpretação do escritor sobre os tokens do texto. É assim que, evocado por uma descrição de um

token, um Julgamento, por exemplo, pode se tornar tão naturalizado numa dada

situação cultural que é provável que seja considerado como Julgamento explícito em vez de implícito.

A importância dos tokens de Atitude pode ser sentida na afirmação de Hunston (1993a; 1993b; 1994). A autora, com base nos trabalhos de sociólogos da ciência (i.e. LATOUR; WOOLGAR, 1979), mostra que é possível persuadir uma comunidade a aceitar as afirmações de novos conhecimentos sem o uso de meios explícitos para essa finalidade. Hunston (1994, p. 193) propõe que:

Para ser convincente a persuasão deve parecer ser uma reportagem. Segue-se que a avaliação, através da qual a persuasão é realizada, deve ser altamente implícita e, assim, evitará a linguagem atitudinal normalmente associada ao significado interpessoal3.

Por outro lado, a Avaliatividade não somente permite expressões de significado avaliativo direto ou indireto, mas também explica os modos pelos quais padrões de significado avaliativo se acumulam dinamicamente através do texto, que tem sido chamado de realização logogenética da Avaliatividade. Assim, os

significados de Avaliatividade não agem isoladamente, mas sim "tendem a se espalhar e colorir uma fase do discurso como falantes e escritores ocupam uma posição" em relação ao tema da comunicação (MARTIN; WHITE, 2005, p. 43). Ao se identificarem diferentes itens atitudinais, é necessário, por conseguinte, olhar para o item no seu contexto textual, bem como para a consideração da 'prosódia' de significados que se acumularam ao longo do texto.

Os recursos léxico-gramaticais permitem expressar a atitude do falante não somente em relação ao interlocutor, mas também em relação ao conteúdo ideacional de suas proposições e propostas, diz Lemke (1998). Lemke (1998) chama de realização prosódica (também chamado logogenética) a esse significado atitudinal que se estende pelo texto e sugere que esses significados avaliativos tenham um papel importante na análise do discurso da heteroglossia social e da identidade individual e coletiva.

Vejamos alguns modos de efetivar a avaliação implícita.

2.3.1.1 O "apito do cão" - O "mundo textual" - O "contrabando de informação" Vejamos um exemplo de token de Atitude, ou seja, de avaliação implícita, num trecho de artigo publicado no The Sun (01/05/04):

(7) Setenta e um LETONESES sorriam enquanto embarcavam num ônibus de dois andares, na capital Riga, para uma viagem de 24 horas para o ocidente.

3

To be convincing what is persuasion must appear only to be reportage. It follows that the evaluation through which the persuasion is carried out must be highly implicit and will, in fact, avoid the attitudinal language normally associated with interpersonal meaning.

Nesse exemplo, de Coffin e O'Halloran (2006), nenhum termo indica que o seu conteúdo seja avaliado de modo negativo, sendo, pois, uma informação neutra em termos avaliativos (i.e., tem significado experiencial); porém, se se considerar que o artigo foi escrito para uma Inglaterra, que não via com bons olhos hordas de europeus orientais, entrando em seu país para competir no mercado de trabalho aceitando baixos salários, então veremos que as escolhas léxico-gramaticais que compõem o texto têm Avaliatividade (de Apreciação Social, segundo as autoras) negativa. É o que as autoras chamam de política 'do apito do cão' ('dog whistle' politics), frase cunhada recentemente para capturar uma forma de avaliação

implícita, que se refere ao uso de significados aparentemente neutros, mas que serão ‘escutados/entendidos’ como uma mensagem negativa (ou positiva, dependendo do contexto) apenas pela comunidade alvo, da mesma forma que apenas os cães ouvem o referido apito, inaudível ao ser humano, devido a elevada frequência desse objeto. Esse recurso tem alta incidência na comunicação política, segundo as autoras.

Cabe aqui a menção do conceito de 'mundo textual', tal como apresentado por Semino (1997: 1) que o defende assim: “Quando lemos, inferimos ativamente um mundo textual ‘atrás’ do texto. Por ‘mundo textual’ ele se refere ao contexto, ao cenário ou tipo de realidade que, evocado em nossas mentes durante a leitura, e que é referido pelo texto.” O mundo textual não é uma entidade fixa que é percebida da mesma maneira pelos leitores; de fato, nem há garantia de que os receptores construirão o mundo textual pretendido pelo produtor.

Do ponto de vista da linguística cognitiva e da semântica cognitiva do significado lexical, Luchjenbroers e Aldridge (2007) afirmam que o significado é ‘enciclopédico’ por natureza: o sentido de uma palavra não está divorciado do seu contexto de uso. O significado linguístico está codificado na memória como um tipo de rotina cognitiva que se apoia em experiências no mundo.

Os autores tratam da noção de frame. Os frames são conjuntos de informações aceitos culturalmente que envolvem qualquer termo lexical. Componentes adicionais de significado são derivados dos frames de referência associados com cada escolha lexical, i.e., cada escolha desencadeia uma rede mais ampla de associações prototipicamente presentes no uso desse termo. O acesso do

interlocutor a essas associações é dependente de sua experiência e compreensão das normas sociais das quais as escolhas lexicais são derivadas.

A adequação do frame escolhido é também muito importante para ‘contrabandear uma informação’, um termo usado quando uma informação (negativa) é sub-repticiamente inserida no texto, com o óbvio intento de manipular o modo como os ouvintes avaliam a informação que lhes é apresentada.

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