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planilhas para a análise e avaliação dos Objetos Digitais de Ensino- Aprendizagem emerge a sistematização da taxionomia.

A primeira etapa considerou a seleção das categorias conceituais e operacionais dos Objetos Digitais de Ensino-Aprendizagem para a elaboração do instrumento de investigação.

A partir desse mapeamento, que foi realizado em várias planilhas, foram identificadas as semelhanças e aproximações dos autores, bem como a complementaridade das escolhas de cada um. Depois do mapeamento realizado foi necessária a classificação dos atributos. Nesse momento, percebe-se a limitação da visualização e reorganização do processo no modo digital.

Resgatam-se os conceitos de design thinking de Reinhold Steinbeck (2011), que propõe pensar o design como uma pedagogia da inovação e construir competência criativa.

Nesse contexto, a dinâmica do processo de produção com a equipe técnica, para a prototipagem, emerge do processo de brainstorming, partindo dos princípios norteadores da pesquisa, dos indicadores mapeados e dos descritores necessários.

Resgata-se o processo desenvolvido no modo digital para o modo analógico, no papel. Esse processo de criação tem outra natureza e respeita a singularidade da presentificação do modo do fazer humano. O design thinking resgata e demonstra a inigualável criação humana!

Muitos testes foram descartados até ser encontrado o modo possível e convincente para a continuidade dos registros.

O trabalho criativo foi intenso e árduo, pois esse modo tem sido cada vez mais deslocado de nossos fazeres, tão mais aproximados de modo digital, porém, de fundamental importância.

A segunda etapa elege o modelo de registro dos protocolos; estes foram revistos e atualizados, para que todos os postulados teóricos e as considerações dos autores mapeados na pesquisa pudessem ter sido devidamente considerados.

As anotações são recortadas e reorganizadas por aproximação, assim a primeira versão da estrutura da taxionomia para os objetos começa a ser desenhada. (Apêndice A).

Feito o mapeamento, definida a estrutura e o registro em protocolos, avança-se para a próxima etapa.

A terceira etapa consiste na análise e seleção dos itens do Apêndice A, destacando as características observáveis para a organização do instrumento de análise e avaliação dos Objetos Digitais de Ensino-Aprendizagem.

A quarta etapa trata da concepção, definição e escolha dos pares de adjetivos para a elaboração da escala de diferencial semântico. Foram criados quarenta e quatro pares de adjetivos55 mais apropriados e coerentes para as áreas do saber, respeitando a natureza do campo e a especificidade de cada item investigado, para comporem o instrumento.

A “Escala de Diferencial Semântico” é menos utilizada do que outras escalas, como a escala likert. A escolha da escala de diferencial semântico é pela facilidade de exploração da faixa “ENTRE” dois adjetivos a respeito de uma ação em particular ou, ainda, de um item.

55 A análise destes adjetivos contou com a colaboração da professora Dra. Beatriz Helena Dal

Normalmente são formuladas com sete posições entre os dois pares de adjetivos, e definidas como valores para cada escala, bem como os escores. (PREECE; ROGERS; SHARP, 2005).

Os modelos taxionômicos podem ser criados com análise de cluster sobre similaridade dos dados de comparações pareadas; deste modo foi construída essa etapa.

Nesta pesquisa, foi definido como seis posições entre os pares para que a resposta tivesse sua aproximação com um dos dois adjetivos e não ficasse no meio destes dois. Os polos foram misturados, o que é indicado para não fortalecer uma possível tendência para um dos lados, positivo-negativo.

Paralelo a esse processo de criação, fez-se uma busca de possíveis ferramentas para a construção do instrumento on-line, considerando que um dos propósitos da pesquisa era utilizar softwares de código aberto, para que pudessem ser instalados no servidor da pesquisa e customizado, de acordo com as especificidades do instrumento.

O primeiro ensaio dentre as discussões com a equipe técnica para a realização da coleta de dados foi à construção de um formulário on- line dentro do MOODLE. Este ensaio se mostrou limitado, dada a complexidade das escalas eleitas e, além disto, implicava no cadastro dos especialistas, o que nem sempre é bem aceito.

O segundo ensaio foi a possibilidade de envio de um formulário por e-mail em anexo. Este também foi descartado, pois fazer download56 de um formulário, preencher, salvar, fazer upload e reenviá-lo é uma tarefa um tanto quanto desmotivadora, além de que já seria necessário fazer isso com o Objeto. Então, a opção foi não sobrecarregar o especialista e, sim, tornar sua atividade menos complexa.

Frente às dificuldades, chegou-se à conclusão que, neste caso, o mais indicado para essa coleta de dados seria um formulário on-line.

Na sequência, fez-se a análise de diversas possibilidades, de soluções prontas em várias plataformas, como o formulário do Google Docs.

56 Download é utilizado para descarregar, "baixar", ou seja, fazer uma cópia de arquivos,

páginas, programas, objetos, que estão em um servidor, para o computador. Todo acesso a uma página é uma operação de download e fica armazenada em uma pasta temporária no computador. Os programas ou arquivos "baixados" podem conter vírus de computador. Sempre é bom observar se o arquivo que se pretende baixar tem alguma extensão executável. Exemplos de extensões comuns, com risco de vírus, são: “.exe”; “.pif”; “.scr”; “.cmd”. Portanto, manter programa de antivírus atualizado é importante, bem como não rodar programas com extensões como essas, sem saber a procedência dos mesmos. (CATAPAN et al., 2005).

Devido à particularidade das perguntas, principalmente as que utilizam a “Escala de Diferencial Semântico”, não foi encontrado formulário on-line de código aberto, que pudesse ser instalado no servidor e customizado.

A decisão então foi pelo desenvolvimento de um instrumento próprio que atendesse as premissas anteriormente elencadas.