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As características dos objetos de aprendizagem são importantes no sentido de possibilitar que eles possam ser armazenados adequadamente, possam ser encontrados facilmente, possam ser reagrupados e utilizados em diferentes contextos, sem perder sua potencialidade pedagógica e suas funcionalidades. Respeitar os padrões ajuda na hora de empacotá-los e despachá-los para outro espaço-tempo, em outra ambiência.

Nos aspectos pedagógicos, o que se observa normalmente é a capacidade de garantir a aprendizagem e a avaliação. O Design Instrucional que mais tem se observado é o ADDIE [Assess, Design, Develop, Implement, Evalue], ou seja, analisa, design, desenvolve, implementa, avalia.

Nos aspectos técnicos, observam-se os protocolos específicos e padrões para a entrega de pacotes de conteúdo, que possam garantir a interoperabilidade entre as diferentes ambiências virtuais.

As características mais usuais são acessibilidade, reusabilidade, interoperabilidade, portabilidade e durabilidade. (SILVA, CAFÉ, CATAPAN, 2010).

- Acessibilidade: o usuário, estudante, professor, aprendente precisa ter acesso aos objetos digitais em qualquer lugar que estes estejam disponibilizados. Espaços com cadastros, senhas, não intuitivos e amigáveis dificultam esse acesso. A identificação do Objeto, em acordo com padrões estabelecidos, garante que ele seja encontrado e possa ser recuperado.

- Reusabilidade: possibilidade de compor diversas unidades de aprendizagem.

- Interoperabilidade: permitir que os objetos de aprendizagem sejam independentes do ambiente onde estão instalados ou do repositório onde estão armazenados. Constitui-se na possibilidade de ser transportado, empacotado e enviado para outros espaços e modos de atuação, independente do espaço em que está abrigado.

Segundo Silva, Café, Catapan (2010), a premissa de desenvolvimento de metadados aplicados à representação de objetos que possa abarcar a universalidade para a pesquisa, a recuperação e o acesso em escala global, independendo de sistemas de buscas e de onde estão

armazenados e para onde serão importados e disponibilizados. A essa dinâmica que garanta o conteúdo e as funcionalidades nomina-se interoperabilidade.

Para que se garanta a interoperabilidade dos Objetos de Aprendizagem em diferentes plataformas, e que na migração de uma para outra não se percam conteúdos, funcionalidades e que se tenha garantia do projeto gráfico e instrucional, iniciativas para o estabelecimento de padrões são discutidos em âmbitos internacionais.

- Portabilidade: possibilidade de mover-se e abrigar-se em diferentes plataformas, ou melhor, independente da plataforma.

- Durabilidade: os objetos precisam antever e estarem dentro de determinados padrões que possam suportar mudanças de tecnologias, sem acarretar custos excessivos, permanecendo intactos frente às atualizações de softwares e hardwares. Devem suportar mudanças da tecnologia sem alterações custosas.

Para esta pesquisa consideram-se ainda outras características que foram evidenciadas, além das mais usuais, quais sejam:

- Adaptabilidade: o objeto digital precisa ter a capacidade de se adaptar para satisfazer as necessidades de diferentes usuários, em se tratando inclusive de limitações físicas.

- Agregável: cada unidade pode fazer parte de uma coleção maior, sendo agrupada em conteúdos, incluindo estruturas tradicionais de cursos.

- Alterável: possibilidade de alterar partes da unidade.

- Auto-conteúdo de aprendizagem: que possam ser agrupados em coleções maiores de conteúdos, incluindo as estruturas tradicionais do curso.

- Autocontido: cada objeto é visto de forma independente conceitualmente e, ao mesmo tempo, integrável a outras microunidades. - Configuração: requisitos necessários para instalação e operação.

- Codificação: apostar na codificação dual é pensar na aprendizagem como potencialmente mais efetiva quando explorada em diversos modos, como oralidade e imagética. Fazer uso integrado de mapas conceituais, animação interativa, hipertextos, usando a codificação dual e se configurando como uma representação múltipla de um determinado acontecimento.

- Escalabilidade: estar preparado para crescer de forma unificada. Observam-se modos de diferenciação, como a carga de escalabilidade, que indica se o objeto pode ser distribuído, pode ser expandido. Pode-se dizer que um objeto é geograficamente escalável

quando mantém sua utilidade e sua usabilidade. Também se considera a escalabilidade administrativa, quando a variação de informações que as instituições necessitam compartilhar não interfere no objeto, e este permanece amigável e é pleno de gerenciamento.

- Facilidade de pesquisa: fácil de ser reconhecido e encontrado. - Geração: mapear a geração de conhecimento presente na disponibilização do objeto de aprendizagem.

- Granularidade: indica a potência do objeto se dividir em partes menores de sua composição.

- Independência: ser e estar pronto para o uso, independente do espaço-tempo que lhe abrigam.

- Histórico: breve histórico, características e aspectos técnicos e didático-pedagógicos e, preferencialmente, manter o endereçamento para onde ele está indo, resumidamente, o rastreamento dele.

- Maleabilidade: modo amigável de ser configurado e codificado.

- Manutenção: suporta a condição de evolução, está apto para mudanças, de forma, de design, de configuração ou codificação.

- Metadados: são os dados, as informações estruturadas de modo que descreva, explique, organize e possibilite localizar e recuperar os objetos de aprendizagem. É o modo de identificar o objeto. Digamos que é a identidade do objeto.

- Operabilidade: estar operável em várias ambiências virtuais. - Padronização: seguir os critérios mapeados, as diretrizes especificadas e consolidadas nos padrões internacionais de criação de Objetos de Aprendizagem, como IMS e SCORM.

- Rastreabilidade: possibilidade de acompanhar as diversas unidades de aprendizagem e mapear o seu desempenho.

- Remixar: possibilidade de adaptar-se a outros materiais ou objetos.

- Reutilização: ser reutilizado, em diferentes contextos. Para que os objetos possam ser reutilizados importa que lhe definam políticas para o processo de produção, catalogação, armazenamento, controle de versões, controle de acessos, acompanhamento de uso e lhe confiram os direitos autorais.

- Usabilidade: refere-se ao modo e à aplicabilidade nos processos de uso dos objetos.