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2.6 Generative Adversarial Networks

2.6.1 GAN failure modes and how to avoid them

A fase qualitativa foi elaborado em seis etapas, como se pode ver na figura 04. Em uma

primeira etapa, exploraram-se, por meio de amplo levantamento bibliográfico efetuado, as

principais teorias sobre as temáticas relacionadas a esse estudo: valor percebido pelo cliente,

consumo, moda e marca. Essa etapa foi essencial para prover a pesquisadora de um maior

conhecimento sobre o tema de interesse e possibilitar um melhor refinamento sobre o

problema da pesquisa (MATTAR, 1996).

6 Acrônimo da expressão HyperText Markup Language, utilizada para produzir páginas na web. Documentos no

Figura 04– Fase qualitativa: Trabalho de campo

Fonte – Elaborada pela autora da tese

Cooper e Schindler (2003) priorizam a realização da pesquisa bibliográfica, principalmente

com o propósito de rever estudos anteriores, por meio dos quais, o pesquisador pode

identificar metodologias que se mostrem eficientes ou ineficientes, além de identificar

potenciais pontos para que se efetuem estudos adicionais. Ainda, segundo esses autores, os

dados de fontes secundários eliminam esforços de pesquisa em duplicidade, ajudam a decidir

o que precisa ser feito e configuram-se como ricas fontes de hipóteses.

A concepção do roteiro inicial de entrevista foi baseada nos postulados teóricos a serem

investigados, buscando-se, assim, atingir os objetivos específicos da pesquisa por meio de um

levantamento das variáveis constitutivas dos construtos valor funcional/instrumental, valor

peças de vestuário, dentre as possíveis interseções entre quatro diferentes possibilidades, ou

seja, a orientação a marcas e/ou à moda, ou nem a marcas, nem à moda.

A opção por essa estrutura de investigação deu-se em função da necessidade de se aprofundar

o conhecimento sobre a percepção de valor das consumidoras de vestuário feminino. Em

especial, a entrevista é uma das técnicas de coleta de dados mais utilizadas em ciências

sociais, pois permite ao pesquisador obter informações acerca do que as pessoas sabem e de

suas explicações, ou razões, a respeito das coisas precedentes (GIL, 2007).

A técnica de entrevista utilizada foi a semiestruturada ou entrevista baseada em um roteiro.

Essa técnica emprega um script flexível, que permite ao entrevistador alterar a ordem das

perguntas, ou mesmo, formular novas se assim achar necessário no decorrer das entrevistas

(GODOI e MATTOS, 2006). O roteiro-base utilizado para as entrevistas-piloto encontra-se no

APÊNDICE A.

As entrevistas foram individuais e realizadas pessoalmente em ambientes diversos, mas

principalmente nas residências das entrevistadas ou em seus ambientes de trabalho. Todas as

entrevistas foram conduzidas pela autora deste trabalho.

No início das entrevistas, foram apresentados os objetivos do trabalho e ressaltados os

aspectos de preservação do sigilo das informações fornecidas às quais foram integralmente

gravadas com a aquiescência das entrevistadas. Em seu decorrer, algumas questões ausentes

do roteiro foram inseridas, com o objetivo de aprofundar o conhecimento em determinados

aspectos considerados relevantes para o levantamento.

A seleção das entrevistadas foi realizada de forma intencional. Foram realizadas tantas

entrevistas quantas necessárias para se obter a homogeneidade desejada no discurso nas

(2001), as entrevistas dessa natureza são consideradas suficientes quando as respostas

começam a se repetir e não mais se acrescentam novos elementos e atributos com novas

entrevistas.

Comprovou-se, então, a existência de quatro estratos distintos: consumidoras orientadas a

marcas, independentemente de tendências de moda; consumidoras orientadas a marcas que

seguem tendências de moda; consumidoras orientadas à moda, independentemente de marcas;

e consumidoras sem nenhuma orientação específica nem a marcas, nem à moda.

No total foram realizadas 18 entrevistas. Um breve perfil demográfico das participantes, as

datas e durações das entrevistas podem ser vistos no quadro 06 .

Quadro 06 – Perfil demográfico das respondentes, duração e data das entrevistas qualitativas

Iniciais Idade Estado

Civil Formação Profissão Data

Duração (minutos)

1 SS 35 Casada Economia Corretora de seguros

09/08/11 22:29

2 JM 31 Casada Direito Advogada 10/08/11 29:44

3 MCN 33 Casada Fonoaudiologia Gerente Comercial

11/08/11 27:57 4 BS 27 Solteira Moda Empresária 18/08/11 45:45 5 ML 39 Casada Ciências

Contábeis

Corretora de seguros

23/08/11 28:06 6 DGT 27 Solteira Nutrição Rep. Comercial 24/08/11 29:00 7 CL 44 Solteira Administração Coordenadora 24/08/11 27:03 8 BM 25 Casada Administração Coordenadora 25/08/11 19:56 9 JCA 32 Casada Psicologia Analista de RH 31/08/11 24:44 10 RR 32 Solteira Economia Analista de

Planejamento

31/08/11 15:18 11 GB 30 Casada Administração Analista de

Planejamento

31/08/11 18:16 12 MV 49 Casada Pedagogia Analista de RH 31/08/11 22:19 13 LV 51 Casada Administração Analista de

MKT

31/08/11 21:21 14 DCF 32 Solteira Direito Advogada 01/09/11 18:00 15 VV 19 Casada Direito Estudante 01/09/11 18:37 16 KV 18 Solteira Automação

Industrial

Estudante 01/09/11 08:35 17 DS 24 Solteira Pedagogia Atendente 08/09/11 12:49 18 AO 30 Casada Turismo Design de

interiores

08/09/11 24:20 Fonte - Elaborado pela autora da da tese.

Após a realização das três primeiras entrevistas (Respondentes: 1, 2 e 3). foram feitas algumas

para se reescrever algumas perguntas que geraram algum tipo de incompreensão por parte das

entrevistadas sem, no entanto, interferir de forma significativa na concepção central do

questionamento qualitativo e em seus respectivos propósitos.

A última etapa do trabalho de campo qualitativo deu-se com a transcrição literal das

entrevistas, gerando um material que totalizou seis horas e oito minutos de gravação e um

relatório digitado de 174 páginas. Este último foi o insumo utilizado para as análises que

serão descritas a seguir.

4.4 Fase qualitativa: descrição das etapas do processo de análise de dados

Na figura 05 encontram-se descritas as análises dos dados realizadas nas cinco etapas da fase

qualitativa.

Figura 05 – Fase qualitativa – Análise de dados

Após a leitura aprofundada das entrevistas transcritas, estas foram submetidas à técnica

denominada análise de conteúdo, com o objetivo de codificá-las e estruturá-las em torno dos

conceitos pesquisados (GIL, 2007). Segundo Freitas (2000), essa técnica permite validar

inferências sobre as informações coletadas. Contudo, não foram empregados outros

fundamentos associados à análise de conteúdo, como a quantificação das palavras e a análise

estatística do discurso (LAVILLE e DIONNE, 1999) por terem se revelado desnecessários ao

exercício dessa etapa.

Posteriormente, com auxílio do software NVivo 8.0, o material transcrito das entrevistas foi

separado em trechos que, por sua vez, foram atribuídos às categorias em questão. O recorte

escolhido seguiu as recomendações de Laville e Dionne (1999), consistindo na construção de

várias estruturas gramaticais, como frases ou orações. De acordo com esses autores, trata-se

de um recorte rico, em que cada fragmento corresponde a uma ideia em particular que traduz

os conceitos ou as relações entre os conceitos estudados.

O NVivo é um software de análise qualitativa de dados que permite explorar, analisar e

compreender as informações existentes em documentos ou em depoimentos diversos,

possibilitando que o pesquisador organize e analise as informações relevantes, explore e

visualize padrões, auxiliando-o a chegar mais rapidamente às respostas e a tomar decisões

fundamentadas em sua pesquisa (TEIXEIRA, 2010).

A codificação efetuada nessa etapa consistiu em localizar passagens no material empírico e

atribuir a elas os significados correspondentes às categorias (nodes) com as quais se estava

trabalhando. Os nodes representam categorias ou conceitos e servem para armazenar a

codificação do material analisado. Tais códigos são índices de referência adicionados a

nodes deste estudo foram construídos manualmente e definidos a priori com base na literatura

pesquisada (ver quadro 06) e foram encontrados em determinados trechos das 18 entrevistas

realizadas (casos).

O NVivo 8 permite, ainda, a criação de diferentes tipos de nodes, incluindo free-nodes (nós

livres) e tree-nodes (árvore de nós). O free-node é um código autônomo que não tem uma

lógica clara de conexão com os demais nós, os quais são muito importantes na fase inicial de

estruturação da análise de conteúdo (KUş e SAILARD, 2011). Os tree-nodes por sua vez, são organizados sob a forma de uma estrutura hierárquica, que se constrói, da categoria mais

geral, para as categorias mais específicas. Sempre será possível agrupar um free-node em um

tree-node, na medida em que os códigos se conectem pela interpretação do conteúdo.

Procedeu-se, em seguida, à interpretação do conteúdo qualitativo de forma a se compreender a

visão das consumidoras sobre cada conceito e relacionar os resultados à literatura sobre o

tema e, por fim, poder criar uma primeira versão acerca das variáveis constitutivas de cada

construto deste estudo, processo cujos resultados serão apresentados no capítulo seguinte.