A postura ideológica fica pontuada pelo posicionamento frente às Políticas Públicas e a visão da responsabilidade social universitária. Em ambos os casos predominaram a rejeição aos postulados conservadores e liberais. Também não foi verificado qualquer questionamento à ordem capitalista. Como raramente são cobradas restrições à atuação do
Processos tradicionais Preferencialmente tradicional com complemento tecnológico Preferencialmente tecnológico com complemento tradicional Processos com ênfase em tecnologia Preferência dos gestores quanto a modalidade de ensino
Estratégica de expansão universitária: preferência por modalidade
Locais físicos Preferência por locais físicos com rede complementar Preferência por uso de rede e locais físicos por complementar
Rede Recursos
Estado, em especial às Políticas Públicas, observou-se uma adesão preferencial aos princípios sociais-democratas.
Figura 10 - Escala sobre as posturas ideológicas
A apreensão fenomenológica encerra a análise dos resultados da pesquisa. A seguir apresentam-se as considerações finais do trabalho.
Conservadores Liberais Social-democratas Socialistas
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para início das considerações finais, recupera-se a questão fundamental do estudo “Quais as possibilidades sócio-educacionais para a população maranhense e implicações gerenciais da Educação a Distância no estado do Maranhão, segundo as percepções dos docentes, em especial daqueles com experiência em gestão educacional, nos limites do referido Estado”? Para responder fenomenologicamente a uma questão deve-se propor invariavelmente uma descrição do fenômeno segundo a visão do homem inserto na academia. É necessário, portanto, preocupar-se tanto com a descrição fenomenológica do objeto PNAP, quanto com a apreensão da natureza humana em seu meio, neste caso, dos gestores da UEMA.
Para compreensão do fenômeno estruturou-se o modelo de análise em cinco eixos: Educação a Distância, Gestão, Geografia da paisagem cultural, Responsabilidade social universitária e Desenvolvimento regional. A concentração de quase 60% dos discursos na categoria “Educação a Distância” revelou a apreensão dos gestores com o tema, sendo este pontuado como foco central da pesquisa.
A resposta da questão fundamental permite ser obtida pela divisão da pergunta em duas partes. A primeira parte trata de estabelecer as possibilidades sócio-educacionais para a população maranhense e a segunda trata das implicações gerenciais da Educação a Distância no Estado do Maranhão.
Para responder à primeira parte da pergunta, deve-se iniciar o percurso de observação pelo comportamento dos gestores nas entrevistas. A apreciação do fenômeno PNAP varia de acordo com observador e sua inclinação sobre o tema Educação a Distância. A observação criteriosa do comportamento de cada gestor e de suas falas tornou possível agrupá-los por coerência dos seus discursos. Aqueles que possuem uma visão otimista sobre as perspectivas do programa são atores envolvidos com a implantação e desenvolvimento da Educação a Distância na UEMA, chamados de Grupo avalista da EaD. Os demais gestores mantiveram posições de ceticismo crítico em relação aos avanços do programa. Esta posição é compreensível pelo fato de todos terem forte vínculo com o ensino presencial. A postura de ceticismo crítico baseou-se no questionamento nos riscos de uma queda de qualidade no padrão dos cursos da UEMA e apresentou duas vertentes básicas: um grupo que acredita em problemas com a postura docente e discente da modalidade, portanto focado na crítica paradigmática e outro grupo que acredita em despreparo estrutural da Universidade, uma posição da caráter mais pragmático, portanto.
Assim sendo, com o aprofundamento do trabalho e mais especialmente das críticas ao programa que levaram os gestores a uma posição de ceticismo, foi possível reduzir as subcategorias da categoria “Educação a Distância” em duas forças centrais60 que atuam comprimindo as perspectivas de êxito do PNAP: problemas com a qualidade em função de fatores estruturais e problemas de qualidade em função do novo papel do professor e do aluno na abordagem da aprendizagem.
A única subcategoria que obteve apreciação incondicional foi a “Democratização do acesso” fortemente identificada como uma perspectiva positiva do programa e fruto de uma característica natural do processo de desterritorialização propiciado pela modalidade EaD: as Universidades agora podem chegar aos rincões mais remotos do interior. Nas entrevistas foi possível perceber que a democratização do acesso é a principal força motriz da inclusão, conceito que assume papel central na sua categoria com a descaracterização de uma postura de responsabilidade social universitária por parte dos gestores da UEMA. É em
60 Tal fato tornou-se possível pela baixa expressividade de ocorrência de algumas subcategorias ou por afinidade temática entre as mesmas.
função do processo de inclusão que se desenvolvem os eixos motores das perspectivas sócio- educacionais do programa.
Uma análise acurada dos discursos e dos sujeitos em suas falas permite verificar que essas possibilidades sócio-educacionais são alicerçadas na base estrutural em que repousa o programa: EaD-democratização do acesso-inclusão. A inclusão apresenta-se como grande elo entre os demais temas da pesquisa: a paisagem cultural maranhense, a Gestão pública e o desenvolvimento regional. A recorrência da significante “inclusão” em boa parte das referências dessas categorias permite observar a relação de dependência das mesmas em relação ao tema inserção social. Por decorrência, são transformações esperadas do programa: a mudança qualitativa na paisagem cultural maranhense em função da melhoria do nível educacional local e da fixação do indivíduo na sua cidade, a melhoria na qualidade da gestão pública regional em função do incremento do conhecimento e o desenvolvimento regional sustentável, todos aspectos fundados a partir do processo de inclusão e fortemente associados ao investimento maciço em educação, aspecto que reforça a solidez conceitual da base estrutural do programa. Como as três categorias têm seus resultados em função do processo de inserção social, pode-se afirmar que esses temas “giram” em torno em torno da inclusão. Para efeito de esquematização da apreensão dos sentidos dos gestores, tal aspecto pode ser denominado “eixo orbital da inclusão”. Em outras palavras: temas que giram em função do seu eixo principal.
A segunda parte da pergunta que versa sobre as implicações gerenciais da Educação a Distância no Estado do Maranhão pode ser respondida sob duas óticas: implicações internas e externas. As implicações gerenciais internas do programa estão relacionadas a expectativa de acirramentos das tensões gerenciais no âmbito da própria UEMA. Esta possibilidade torna-se concreta na medida que foi percebido um nítido distanciamento entre a Uemanet e as pró-reitorias de graduação e pós-graduação. Esta lacuna pode ter origem em distanciamentos paradigmáticos e a evolução de um programa como o PNAP pode estimular conflitos internos.
As implicações externas do programa estão relacionadas ao seu sucesso e devem ser exclusivamente imputadas à expectativa de melhoria da qualidade da gestão no interior do estado. Esta última abordagem da implicações gerenciais encontra-se também presente nas possibilidades de melhoria sócio-educacional para a população maranhense. Assim sendo, permite-se a construção de um esquema conceitual que una as duas perspectivas, como na figura11.
Em síntese: a expectativa de sucesso do programa por parte dos gestores está prejudicada por duas forças que comprimem suas possibilidade de êxito: uma força mais preocupada com a falta de estrutura (de caráter pragmático) e outra força mais preocupada com inadequações do modelo EaD (de caráter paradigmático). O grande aspecto positivo do PNAP fica circunscrito à democratização do acesso, fator que propicia a inclusão social. A base estrutural do programa formada pelos fenômenos EaD - democratização do acesso – inclusão é a grande responsável pela expectativa de incremento das possibilidades sócio- educacionais para a população maranhense, manifesta na mudança qualitativa da paisagem cultural, no desenvolvimento regional e na melhoria da qualidade da gestão pública.
Figura 11- Esquema conceitual do programa segundo gestores da UEMA.
O processo fenomenológico não dissocia o pesquisador do fenômeno pesquisado, assim sendo, mesmo diante do alcance da resposta do problema de pesquisa, deve-se atenção ao perfil do pesquisador. Em outras palavras: a compreensão do fenômeno vai se dando à medida que o enredamento agente e mundo vai se desvelando, não apenas sendo descoberto, porque não havia o que descobrir, ele já estava aí á espera de cuidado, por isso vai mostrando- se a si mesmo, á medida que pesquisador e mundo são apreendidos em seu erredamento, o que corresponde à complexidade que, para os que aguardam resultados definitivos pode ser uma limitação. desta forma, fica manifesta a complexidade do agente da ação na UEMA, porque ele não é descolado do mundo.
As entrevistas revelaram um homem comunicativo, sem temor de expressar seus pontos de vista, profissionalmente comprometido com seu trabalho, preocupado com os destinos da Universidade e aspirante da construção de um projeto acadêmico inserido em uma postura social-democrata da sociedade. Analista do programa, acredita ser a grande vantagem do PNAP a inserção social através de um diploma que promove a ascensão social às classes mais favorecidas, funcionando tal qual um passaporte credenciador que legitima sua nobreza intelectual. Simpático e fiel ao ensino tradicional, possui grande dificuldade em entender o paradigma da aprendizagem, razão pela qual teme pelos destinos da modalidade presencial e aponta preocupado para o abandono estrutural que sofre dentro da universidade. Ciente da modernidade do paradigma da aprendizagem, vive um dilema por sua identificação ao ensino tradicional, tendo receio de se opor; em contrapartida, não adere aos princípios da nova modalidade. Reconhece, respeita, mas não se alimenta.
Pressionado entre angustiantes dúvidas e preocupações, esse homem acredita no potencial transformador da educação sobre a sociedade, mas é reticente na transformação do próprio indivíduo, produzindo um paradoxo educacional. Talvez, seja esta a figura que resume melhor este homem inserto em um mundo em transformação, é simultaneamente um
Eixo orbital da inclusão PNAP = f(EaD) Democratização do acesso = f(PNAP) INCLUSÃO = f (acesso) Desenvolvimento Regional Qualidade na Gestão Pública Mudanças na Paisagem Cultural Maranhense Qualidade = f(docente) + f (aluno) Qualidade = f(estrutura)
EaD
obstinado em acompanhar mudanças e tenaz conservador de institutos. É um homem que incorpora toda sorte de valores das forças que emergem e submergem tempestivamente na volatilidade contemporaneidade e processa-os idiossincraticamente dentro do arbítrio de sua subjetividade, fica refém de seus próprios dilemas, é, em síntese, um homem paradoxal.
Tecidas estas considerações, fica uma indagação: teria sido então confirmada a suposição do estudo? Para facilitação da compreensão desta pesquisa, a apreciação da suposição será dividida em cinco postulados, a saber:
a) A introdução da EaD no cenário universitário modifica a geografia da paisagem acadêmica. A nova modalidade tenta tornar-se referente na paisagem universitária através da expansão de vagas e cursos, incitando o debate acadêmico entre heutagogia e pedagogia;
b) Cada modalidade terá adeptos que formarão coalizões que agirão como grupos políticos dentro da UEMA;
c) Cada coalizão tentará trabalhar contra a vertente rival na organização assumindo a forma de conflito interdepartamental;
d) Acirramento do conflito implica em crise do processo decisório levando na intervenção da gestão superior universitária;
e) A perspectiva dos gestores sobre o PNAP fica influenciada pela sua posição frente a EaD. A maioria dos gestores, ligados ao ensino presencial, tende a ver limitações no alcance sócio-educacional do programa.
O primeiro postulado foi aprovado integralmente, pois o aumento das vagas disponíveis para cursos do PNAP ensejou questionamentos na comunidade sobre a Educação a Distância. Boa parte desses questionamentos conceituais partiram de referenciais ligados ao ensino tradicional, evidenciando a dificuldade de compreensão do novo paradigma, ou nova proposta, até que a retomada futura desta pesquisa analise melhor se o conceito de paradigma suporta uma análise rigorosa para emprego, neste caso.
Quanto à formação e articulação de grupos para ação política interna, essa hipótese foi parcialmente rejeitada. Não foram encontradas formações de coalizões, mas pode-se verificar sinais de ação política interna corpore: um gestor ligado a EaD confirmou ter que fazer “articulações” na Universidade para aprovação de projetos de cursos na modalidade Educação a Distância.
É..., tá, como gestor, não, não são raras as ocasiões em que eu tenho que lidar com algum tipo de resistência, dentro do ambiente universitário, dentro da academia, por assim dizer, porque é muito comum que eu tenha que na condição de gestor, de articulador, para oferta de algum curso à distância, eu tenha que, é... ter um alto grau de convencimento para favorecer a compreensão dos meus interlocutores, que estão reagindo ou que estão a alguma tentativa de oferta de um curso à distância por exemplo. Então, em geral, profissionais, no caso da nossa universidade, professores ou outros gestores que não conhecem a Educação a Distância, não sabem como, como ela se materializa, como ela se, se configura, como os cursos são estruturados, de como eles são entregues aos estudantes, geralmente essas pessoas, por ignorância, acabam assumindo uma postura de desconfiança e de resistência, que nos exige ou que faz com que nós gestores, tenhamos que, que adotar um mecanismo de defesa pra garantir que haja uma compreensão correta no trabalho que está sendo feito (G1.13).
Pelo mesmo motivo pode-se rejeitar a suposição de choque de coalizões, muito embora tenham sido encontrados elementos que caracterizam a possibilidade de estar em curso um conflito interdepartamental. Esse processo pode ser evidenciado na crítica feita por um gestor da área de coordenação pedagógica sobre a falta de interação entre Uemanet e pró- reitorias de graduação e pós-graduação.
[...] eu acho também que também à distância e aí é uma opinião muito particular minha, ele não pode caminhar como se ele fosse independente, tá? Porque ele está ligado, o EAD, ele está ligado à pró-reitorias de graduação e pró-reitorias de graduação. Então não é só "capitei o recurso e agora a universidade que se vire", não, eu acho que quem está gerindo o EAD tem que interagir com a graduação, uma pós-graduação, dizer até que nível, até quantos projetos a instituição tem condições de gerir com qualidade, não é capitar o recurso e depois jogar para as outras pró- reitorias “agora se virem pra fazer vestibular”, pra fazer isso, o programa é de vocês pra captar recursos. (G4.10)
Durante o desenvolvimento do programa pôde perceber-se o acirramento do conflito quando os projetos pedagógicos tiveram que ser aprovados ad referendum pela reitoria, implicando em crise do processo decisório nos termos preconizados por March e Simon (1970). Esses elementos permitem a aprovação do postulado 4 de forma integral.
A quinta e última suposição foi aprovada integralmente, visto que o resultado final da análise verificou que os gestores ligados ao ensino presencial61 apresentaram uma concentração do foco de suas narrativas nos óbices do programa. Um dos aspectos centrais foi a rejeição aos novos papéis encenados no processo de aprendizagem pelos atores “aluno” e “professor”. Tal recusa reforça o caráter central da suposição que coloca o conflito paradigmático como combustível principal do conflito organizacional. Destaque-se que mesmo na crítica de cunho pragmático, onde se explora a preocupação com aspectos estruturais do PNAP, as figuras do tutor e do aluno exerceram grande espaço nas construções dos óbices das narrativas. Ainda que as críticas estruturais sejam bem fundamentadas, verifica-se uma reiterada dificuldade na aceitação deste novo ator, o tutor, onde nem sempre fica claro a aprovação do seu espaço como docente atuante no processo educacional. Quanto ao papel do aluno na aprendizagem, há certo ceticismo generalizado fundado na marcante presença da exigência de uma “disciplina” superior ao aluno de EaD, o que quase sempre acaba em desqualificação das possibilidades de inserção do mesmo na modalidade.
Diante de forças tão manifestamente contrárias, fica exaltado o sentido de apreensão dos gestores sobre o futuro do programa, confirmando, assim, o quinto postulado. Como não foram encontrados sinais de coalizão, muito embora existam “interesses conflitivos”62, pode-se afirmar que a suposição foi parcialmente comprovada. O acirramento do conflito é uma hipótese não descartada, restando, para isso, a mediação da alta gerência da instituição empregando técnicas de resolução dos mesmos.
Uma questão que se fez indispensável levantar é: qual a relevância deste trabalho? Inicialmente cabe destacar que esta dissertação alcançou três (importantes) dimensões do trabalho científico acadêmico. Em primeiro lugar, o trabalho apresentado nesta dissertação é útil, pois as diferentes visões de EaD, segundo as percepções e vivências dos sujeitos entrevistados63, podem auxiliar a compreender possibilidades e/ou barreiras às políticas
universitárias enredadas no assunto. Logo, há um resultado prático. Muito embora o método fenomenológico escolhido para este projeto seja próprio à descrição de fenômenos, este pode ser importante para compreensão dos problemas e até mesmo auxiliar a dar visibilidade às problemáticas de sua origens a partir das suas possíveis conclusões. Outro aspecto relevante é
61 Neste caso incluem-se também os gestores ligados a coordenação pedagógica.
62 O conflito de interesse deve ser compreendido nos limites abordados por Morgan (2006) na introdução deste trabalho.
63
que, com o crescimento da EaD no Brasil, mais enfaticamente nas Universidades públicas, aprofundar o conhecimento acadêmico sobre a gestão desta modalidade, poderá contribuir incisivamente para melhoria da qualidade da administração universitária.
Quanto aos horizontes da pesquisa, o programa PNAP está centralmente inserto em um grande tema da gestão universitária, a democratização do acesso64. O horizonte imposto pela magnitude deste programa, em especial a possibilidade de sua continuidade através da próxima década, poderá mudar a paisagem sócio-cultural do Maranhão. Mais especificamente, faz-se referência às perspectivas e possibilidades por ocorrer no interior do Estado. O acompanhamento do programa no seu início, poderá ser relevante para registrar aspectos que contribuam para o entendimento futuro das causas do seu sucesso ou insucesso.
Embora estudos fenomenológicos abordando a Educação e/ou a Gestão educacional não sejam incomuns (CAPALBO, 1990; RESENDE, 1990; MARTINS e BICUDO, 2000; BICUDO e ESPOSITO, 1994; FINI, 1994 e MACHADO, 1994), além do estudo de Fraga (2003,2009), bem mais diretamente voltado à gestão – apesar de a grande motivação para publicá-lo ter surgido da vivência em uma específica organização de ensino e pesquisa - pouco se tem investigado, no Brasil, sob um olhar fenomenológico, à gestão universitária, em especial à busca de compreensão das dificuldades da gestão de uma EaD65, seus conflitos e resistências. No caso de uma região com as características sociais do Estado do Maranhão, não há registros deste tipo de abordagem. Portanto, é possível considerar este estudo como possuidor de um bom grau de originalidade.
Contudo, esta dissertação não pretendeu esgotar o assunto. Ao contrário: reconhece-lhe não somente os limites, mas deparou-se com limitações e, na verdade, buscou abrir uma janela para a discussão sobre o papel da EaD na democratização do acesso universitário, em Estados com baixo nível de desenvolvimento sócio-econômico, como o Maranhão. Portanto, como última dimensão sobre a relevância deste trabalho, destaca-se que o mesmo pode ser objeto de novas pesquisas, visando ao aprofundamento do conhecimento sobre a potencial contribuição das Universidades no desenvolvimento regional, através da elevação dos níveis educacionais locais, onde a EaD também pode desempenhar um papel significativo
Neste ponto, uma questão de método se mostra fundamental para contribuir na administração de problemas concretos: a adoção de pesquisa participante para auxilio à direção da universidade na tarefa de mediação de conflitos paradigmáticos, o foco da pesquisa participante seria basicamente estudos do tipo survey, porém, não se satisfazendo com essa modalidade, buscando compartilhamento, visando a um diagnóstico e à implantação de técnicas de resolução de conflitos na UEMA. Este estudo é de grande importância para o equilíbrio de relações interpessoais dentro da Universidade, na medida em que a pesquisa participante incita uma postura mais ativa do pesquisador. Sobre este tema Demo (2008, p.17,
grifo nosso) denuncia a passividade dos “estudos” de tendência eminentemente teórica, ainda
predominantes nas Universidades tradicionais:
Embora seja hoje querela separar teoria e prática – a importância do conhecimento está em ser não só teórico, mas sobretudo prático – é comum na universidade permanecermos apenas no nível do estudo de tendência especulativa, por vezes por