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1.3 Case history

1.3.3 Future

Para a efetivação da coleta de dados neste estudo, optou-se pela utilização de três ferramentas: documentação, entrevista e observação direta.

5.4.1 Ferramentas de coleta de dados

Documentação

Yin (2002) apud Maffezzolli e Boehs (2008) afirma que a documentação pode ser representada por cartas, memorandos, agendas, avisos administrativos, recortes de jornal e outros. Creswell (1998) acrescenta que documentos também podem ser documentos públicos, autobiografias e biografias, fotos e vídeos. Para Yin (2010), apesar de essa fonte oferecer maior estabilidade e exatidão, pode ser dificultada pelo acesso ou capacidade de recuperação. Stake (1995) diz que a revisão de documentos é uma tarefa de complementaridade às demais fontes de evidência.

Gil (2009) destaca a importância da consulta documental para o pesquisador obter informações referentes à estrutura, organização e especificidades / modalidades de atuação dos professores, tendo em vista a organização curricular e pedagógica.

Sendo assim, a coordenação da denominada ‘Escola da Pediatria’ nos forneceu alguns documentos importantes para nossa ciência, como o projeto pedagógico, bem como alguns planejamentos de áreas do conhecimento e material documental, que serviram de base a esta investigação.

Entrevista

A entrevista, segundo Yin (2010), é dedicada a abordar o entrevistado de forma a satisfazer as necessidades da linha de investigação. É comum que seja conduzida de ‘forma espontânea (perceptiva)’ e, para isso, sugere-se cuidado com as influências interpessoais. Outro tipo de entrevista é a focada (direcionada). Apesar de ainda ser espontânea e informal, o pesquisador segue um conjunto de perguntas orientadoras.

Creswell (1998) atribui às entrevistas a possibilidade de registrar informações em profundidade apoiadas em roteiros não-estruturados ou semi-estruturados, que devem ser gravadas e depois transcritas, para posterior análise.

Conforme André e Lüdke (1986), uma das formas de investigação do estudo de caso pode ser por meio de entrevistas com o fim de se obter narrativas da experiência pessoal e coletiva dos pesquisados.

Ressalta-se que ficaram assegurados o sigilo e a privacidade dos participantes da pesquisa em relação aos dados obtidos. Esse quesito, assim como outros, encontra-se assinalado no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, termo que cada participante leu e nele registrou sua assinatura, como forma de manifestação de seu aceite enquanto participante da pesquisa. Antes da realização de entrevista com cada professor, foi entregue o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para ciência e posterior assinatura.

Em relação ao processo das entrevistas, houve: uma pergunta inicial ‘disparadora’, como forma de o participante sentir-se mais ‘livre’ e ‘sensibilizado’ para se pronunciar. Tal questão se alinhou a um roteiro norteador previamente elaborado. Defendemos a proposta de que, ao abrirmos espaço a cada participante para se pronunciar a partir de uma questão-chave envolvendo elementos não só técnicos, mas também subjetivos, seja possível sensibilizá-lo a relatar aspectos não tão aparentes do cotidiano. (APÊNDICE A).

As entrevistas com os professores pedagogos da denominada ‘Escola da Pediatria’, além de previamente agendadas e autorizadas por parte da coordenação da referida ‘escola’, foram gravadas. Seguindo as recomendações de Gil (2009, p. 82),

a gravação das falas dos participantes da pesquisa constitui-se em uma forma de validar o procedimento adotado da entrevista, para que não se perca nenhum dado emitido, e para permitir que o pesquisador considere outros dados como relevantes, como por exemplo, tom de voz, pausas, comunicação gestual, comunicação não-verbal, entre outros.

As entrevistas foram realizadas no hospital, na unidade da Oncologia Pediátrica, em ambiente apropriado (sala de suporte ao atendimento ambulatorial da pediatria), designado pela coordenação. Optou-se por realizar as entrevistas no local de trabalho dos professores pedagogos por se considerar dois pontos fundamentais: a possibilidade de captar a dinâmica dessa área de trabalho, tendo em vista o planejamento das atividades de cada semana; a dificuldade de agendamento para entrevista com os professores pedagogos fora do ambiente de trabalho. As entrevistas foram realizadas considerando a disponibilidade de cada professor e respeitando a sua agenda de trabalho.

O número de participantes da pesquisa foi definido considerando a proporcionalidade representativa do corpo docente como um todo e, especificamente os professores com formação em Pedagogia, que atuam na educação infantil e no ensino fundamental de 1ª a 4ª

série. Foram entrevistados ao todo cinco professores pedagogos que receberam nesta investigação a seguinte nomenclatura: P1, P2, P3, P4, P5 (a letra P designa o termo Professor, e o número atribuído a cada letra representa cada um dos professores entrevistados). Preservar-se, assim, a identificação de cada participante.

Procedimento das entrevistas

Ao todo foram realizadas 5 (cinco) entrevistas, que ocorreram às sextas-feiras, excetuando-se dois encontros, que aconteceram na segunda-feira. A opção pela realização das entrevistas às sextas-feiras, a partir das 13h, relaciona-se com o fato de o cronograma de atividades desse dia ser mais flexível para os professores pedagogos no hospital, uma vez que, via de regra, é destinado a atendimentos no ambulatório e a reuniões do grupo. As entrevistas, obtidas em gravações e posteriormente transcritas, permitiu-nos coletar informações ricas em detalhes do cotidiano.

Ao término de cada entrevista em que os dados foram gravados, a pesquisadora perguntou se os participantes teriam interesse em ter acesso à transcrição antes da análise. A resposta foi unânime a favor da obtenção das informações somente ao final dos resultados da pesquisa.

Observação direta

Se a investigação não for puramente de caráter histórico, Yin (2010) sugere que visitar o local em estudo já é uma oportunidade para a observação direta. Essa fonte de evidência auxilia na compreensão do contexto e do fenômeno a serem estudados. Os pontos positivos ressaltados nessa fonte de dados estão associados à capacidade de captar acontecimentos em tempo real, além de tratar diretamente do contexto do evento.

Processo de triangulação de dados

De acordo com Stake (1995), a triangulação constituem a base para a validação da pesquisa qualitativa. Há uma forte presença do processo de interpretação nessa fase da pesquisa, segundo o autor. A validação, nesse caso, consiste em confirmar ou não as hipóteses por meio dos dados coletados. Para Yin (2010), a triangulação consiste em fundamento lógico para se utilizar várias fontes de evidência, permitindo que sejam desenvolvidas linhas convergentes de investigação e que os dados obtidos à luz de sua análise se tornem mais acurados e convincentes.

As possibilidades de triangulação podem ocorrer de diferentes formas (STAKE, 1995; DENZIN, 1994; YIN, 2010; CRESWELL, 1998): a. triangulação dos dados: quando fontes diversas de dados são adotadas, as quais, no entanto, convergem ao mesmo conjunto de fatos ou descobertas; b. triangulação metodológica: a utilização de várias técnicas de pesquisa, tais como observação, entrevistas, torna as fontes de evidências mais ricas, ao mesmo tempo que demanda do pesquisador domínio sobre sua aplicação.

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CARACTERIZANDO O CAMPO INVESTIGADO: alguns dados

documentais