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Funn fastleger (gjennomsnittstall – inntekståret 2009)

Este projeto teve como objetivo perceber se existe uma mudança nas práticas criativas das narrativas publicitárias, nas redes sociais por parte dos profissionais das agências de publicidade, de acordo com o sugerido pela literatura. Pretendeu-se ainda perceber se o digital está a tornar-se na principal aposta das marcas, nos seus planos de meios e a forma como estas marcas procuram contar as suas histórias nas redes sociais. Pretendeu-se também perceber a forma como o digital influenciou a mudança das práticas criativas das narrativas publicitárias e como a interatividade, que as redes sociais proporcionam, tem efeitos nestas mesmas narrativas. Esta investigação ainda teve como objetivo perceber a participação que os consumidores têm na construção das narrativas publicitárias, assim como quais os principais desafios e obstáculos que estas narrativas colocam às agências de publicidade. Por último, procurou-se perceber qual a real mudança que se assiste nas narrativas publicitárias.

Para atingir estes objetivos, realizou-se um enquadramento teórico de temáticas relacionadas com o tema do projecto: a publicidade como técnica de comunicação de imagem de marca; as narrativas publicitárias; a publicidade nas redes sociais; a publicidade digital; as redes sociais; as narrativas publicitárias nas redes sociais; a influência e interação do consumidor nas narrativas; o storytelling e o transmedia

storytelling. Complementarmente, foi ainda realizado um trabalho empírico de análise

dos dados primários, com a realização de quinze entrevistas a agência de publicidade portuguesas.

Com este estudo conclui-se que existe uma mudança das práticas criativas das narrativas publicitárias nas redes sociais por parte dos profissionais das agências de publicidade, uma vez que, dentro das agências foi necessário começar a transformar o produto, serviço ou experiência em algo mais interessante, impactante e com conteúdo

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relevante. A esta mudança está inerente a componente emocional que é a razão de existir das agências, dado que, hoje em dia, é necessário prolongar e embelezar as histórias, através dos recursos humanos das empresas. Dá-se uma mudança de hábitos e de consumo dos media por parte das pessoas, corroborada com a relevância que o digital e as redes sociais alcançaram, o que implica que se olhe para as coisas de forma diferente, primeiro é preciso olhar para os consumidores, para que depois se possa construir as narrativas das marcas, ou seja, na prática o que mudou foi o conteúdo das narrativas, porque foi necessário começar a contar muitas mais histórias. Histórias interessantes e de qualidade para despertar o interesse dos consumidores. A publicidade online veio também revolucionar o modo de atuar das agências de publicidade. A maior alteração prende-se com a passagem para uma comunicação bidirecional, onde é extremamente importante contar com a reação dos consumidores, uma vez que as narrativas nas redes sociais passaram a exigir às marcas, resposta imediata.

Atualmente, apesar do relevo que o digital tem alcançado e da forte e crescente aposta das marcas neste meio, quase todos os planos de meios e de comunicação das marcas têm os dois meios inerentes, o tradicional e o digital, uma vez que ambos se complementam. O digital não é apenas mais um meio, faz parte da cultura dos dias de hoje e veio formatar o mundo e abolir fronteiras geográficas distâncias. Este meio mudou a comunicação, as marcas deixaram de ser o ator principal em detrimento dos consumidores, pelo que as narrativas têm de ser interessantes, têm de chamar à atenção e possuir conteúdos relevantes. As marcas cada vez mais procuram as redes sociais para transmitir as suas narrativas porque perceberam o valor comunicacional que estas possuem, bem como a fácil propagação, os custos reduzidos e a capacidade elevada de tornar as mensagens virais. No entanto, as marcas tiveram de aprender a comunicar e a recorrer a novos conceitos criativos, como os widgets, o podcast ou videocast. Portanto, o digital, as redes sociais e os avanços da tecnologia levaram a uma mudança das narrativas e na forma como as histórias são contadas. O consumidor passa a ser o herói da comunicação e desde logo exige que uma resposta imediata, pelo que as narrativas devem ser possuir interesse, relevo e devem ser impactantes.

As agências de publicidade recorrem a estudos de mercado sobre os consumidores, quer sejam internos ou externos a ela, de forma a obterem informações que se revelem fundamentais e que permitam segmentar e direcionar as narrativas de acordo com as caraterísticas e comportamentos do consumidor.

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O principal desafio, colocado aos publicitários na construção das narrativas, prende-se com a visibilidade em conseguir elevar a marca a um patamar que a permita demarcar-se e destacar-se das restantes, dado que os consumidores são diariamente expostos a uma grande quantidade de mensagens publicitárias. O principal obstáculo prende-se com a imprevisibilidade do comportamento dos consumidores e é necessário estar muito atento a este facto e à forma como ele reage às mensagens, porque o mínimo deslize pode colocar em causa um plano de comunicação de uma marca.

A interatividade permitiu ajustar a comunicação e as narrativas publicitárias nas redes sociais aos consumidores, reforçando a notoriedade e a imagem da marca.

Para terminar, uma grande conclusão que se pode retirar de toda a pesquisa realizada é que existe um monopólio nesta problemática, onde a grande concentração de informação, oportunidades e agências localiza-se em Lisboa, pelo que, as agências da capital trabalham num ritmo e com projetos de um patamar superior relativamente às agências do Norte.