2 Omtale av instituttene og rapport for bruken av basisbevilgningen
2.5 Frischsenteret - Stiftelsen Frischsenteret for samfunnsøkonomisk forskning
O Papa João Paulo II, em Santo Domingo, acenou pela primeira vez para a reunião continental em forma de sínodos como preparação do Jubileu do ano dois mil54. O “sínodo da América55” nasceu como inspiração das “Conferências Episcopais Latino- americanas”. Nas palavras do próprio Papa João Paulo no documento conclusivo
Ecclesia in América (EA) afirma:
No mesmo dia em que completavam-se os quinhentos anos do início da evangelização da América, dia 12 de outubro de 1992, desejando abrir novos horizontes e dar renovado impulso à evangelização, no discurso de abertura dos trabalhos da IV Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano em Santo Domingo, fiz a proposta de um encontro sinodal, visando incrementar a cooperação entre as diversas Igrejas particulares para juntos enfrentar, no âmbito da nova evangelização e como expressão da comunhão episcopal, ‘os problemas relativos à justiça e à solidariedade entre todas as nações da América’ A reação positiva com a qual os bispos da América acolheram minha indicação, permitiu-me anunciar na Carta apostólica Tertio millennio
adveniente o propósito de convocar uma Assembléia Sinodal ‘sobre as problemáticas da nova evangelização em duas partes do mesmo Continente tão diversas entre si pela origem e pela história, e sobre as temáticas da justiça e das relações econômicas internacionais, tendo em conta a enorme disparidade entre Norte e Sul’ (EA, 2)
O objetivo deste acontecimento era aumentar a cooperação entre as diversas Igrejas particulares, para enfrentar os problemas sociais e a Nova Evangelização que foi tão enfatizada pelo Papa João Paulo II, como preparação para o terceiro milênio. A idéia era que o sínodo fosse um órgão deliberativo, isto é, que o Papa e os bispos decidissem juntos por onde a Igreja deve caminhar. Não foi assim, o sínodo teve apenas caráter consultivo. Desse modo, ele perde a força de instaurar um novo tipo de exercício do poder na Igreja.
O Sínodo da América foi aberto pelo Papa João Paulo II na Basílica de São Pedro, no dia 16 de novembro, dando inicio aos trabalhos que se concluíram em 12 de dezembro de 1997, festa de Nossa Senhora de Guadalupe. Realizado em Roma, com o lema “Encontro com o Cristo vivo”, visava reforçar a Evangelização, a solidariedade e a comunhão entre as Igrejas que constituem a América através da chamada “nova evangelização”. Participaram 233 bispos delegados das Américas. Ao ser realizado fora da realidade do Continente, Dom Demetrio Valentini (1998:23-30) afirma “O ânimo
54 Em vista do ano jubilar o papa João Paulo II realizou uma série de “Sínodos Especiais” continentais:
África (1995), América (1997), Ásia (1999), Europa (1999) e Oceania (1999).
55 Desde 1965 os sínodos foram incorporados como um modelo da Igreja Católica vivenciar a
inicial dos participantes não era de grandes expectativas”. A novidade foi a presença dos bispos dos Estados Unidos e do Canadá, reunindo pela primeira vez bispos de toda América. No sínodo os bispos se deram conta de estar num Continente que se caracteriza por ser cristão, mas que está ameaçado de perder esta identidade, motivo pelo qual é abortado o desafio das “seitas”, e do proselitismo como problema sério para a Igreja Católica na América.
Entre as varias preocupações que aparecem no documento final dado pelo Papa João Paulo II, estão os marginalizados, os migrantes, os jovens, a corrupção, as minorias vítimas de descriminação (MOSER, 1998:62). É dedicada muita atenção à perda de fiéis da Igreja, vista como conseqüência do proselitismo das chamadas “seitas” dentro de um Continente que tem como identidade o cristianismo. “A atividade de proselitismo, que as seitas e novos grupos religiosos desenvolvem em várias regiões da América, constitui um grave obstáculo ao esforço evangelizador” (EA, 75). O proselitismo por parte das chamadas “seitas” são grande preocupação da Igreja Católica. Inclusive, a palavra ‘proselitismo’ tem sentido negativo quando reflete um modo de conquistar adeptos, não respeitador da liberdade daqueles que são atingidos por uma determinada propaganda religiosa (EA, 75). A expansão das “seitas” sem dúvida constitui séria preocupação da Igreja, sobretudo, por considerar, que a maioria são católicos, que migram para esses grupos religiosos. “A Igreja Católica na América critica o proselitismo das seitas e, por esta mesma razão, na sua ação evangelizadora exclui o recurso a tais métodos” (EA, 75). O Papa João Paulo II, ao tratar do desafio das ”seitas”, pede que seja feito um estudo para poder reverter o processo de êxodo dos católicos:
As conquistas do proselitismo das seitas e dos novos grupos religiosos na América não podem ser encarados com indiferença. Exigimos da Igreja neste Continente um profundo estudo, a ser realizado em cada nação e também internacionalmente, para descobrir os motivos por que tantos católicos abandonam a Igreja. (EA, 73)
Como resposta a essa situação seria necessário realizar maiores esforços catequéticos, preparando as pessoas para um aprofundamento da fé, através de certa apologia para dar resposta com segurança contra as acusações contra o catolicismo. Logo a grande preocupação do Papa era a missão da Igreja na América, a chamada nova evangelização como preparação para o terceiro milênio apresentando uma Igreja forte e unida.
O documento Ecclesia in América, reconhece a dificuldade do ecumenismo. Porém, o desafio e a dificuldade de estabelecer relações de diálogo, são sobretudo das Igrejas Evangélicas Pentecostais, pois na sua maioria, são anticatólicas, anti- modernistas, anti-ecumênicas e, até alguns anos atrás, anticomunistas.
Apesar de que o Concílio Vaticano II se refira a todos os batizados e crentes em Cristo como a ‘irmãos no Senhor’, é necessário saber distinguir com clareza as comunidades cristãs, com as quais é possível estabelecer relações inspiradas na dinâmica ecumênica, das seitas, cultos e outros movimentos religiosos falazes. (EA, 49)
O Sínodo reconhece que existe certa abertura para o ecumenismo na América com um esforço sincero no diálogo entre a Igreja Católica e as outras Igrejas e Comunidades Cristãs. “É um esforço que se alimenta pela oração, o diálogo e a ação comum” (EA, 49). O exemplo mais concreto é com relação ao Chile onde existem: Igreja Pentecostal Evangélica e Igreja Missão Pentecostal que faz parte do Conselho Mundial de Igrejas:
Sugere-se, em primeiro lugar, ‘que os cristãos católicos, pastores e fiéis, promovam o encontro dos cristãos das diferentes confissões, na colaboração, em nome do Evangelho, para responder ao grito dos pobres, com a promoção da justiça, a oração em comum pela unidade e a participação na Palavra de Deus e na experiência da fé em Cristo vivo’. Deve-se estimular também, quando for oportuno e conveniente, as reuniões de peritos das diversas Igrejas e Comunidades eclesiais para facilitar o diálogo ecumênico. O ecumenismo deve ser objeto de reflexão e de comunicação de experiências entre as distintas Conferências Episcopais católicas do Continente. (EA, 49)
Finalmente, o sínodo faz um apelo para que se estimule entre as conferências episcopais da América a cooperação missionária, a educação, as migrações, o ecumenismo (Cf. EA, 37).