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Vedlegg 13: Utvikling reklameinntekter for TV

5. Analyse

5.5 Framtidsutsikter og predikasjoner

A microestrutura é a parte do dicionário que o consulente acessa, após ter percorrido a macroestrutura, de modo a obter informações de ordem formal como a classe gramatical ou a pronúncia; ou ainda, de ordem semântica como a definição do item lexical, um sinônimo ou antônimo. A definição é o elemento central, num dicionário de língua, e como suporte a ela, o usuário do dicionário pode ainda se deparar com informações acerca do uso referente ao item lexical em questão.

De acordo com Wiegand (1988 apud FUENTES MORÁN, 1997, p. 47), a microestrutura de alguns dicionários pressupõe uma homogeneidade, segundo a qual haveria uma aplicação sistemática de um conjunto de elementos pensados num projeto que precederia sua elaboração. Por exemplo, estariam incluídos, neste projeto, o emprego das mesmas abreviaturas que diriam respeito a uma mesma informação, a tipografia utilizada para indicar essas informações, entre outras questões que garantiriam a correta interpretação das informações apresentadas na obra.

A microestrutura pode ser composta por diferentes elementos, de acordo com o projeto do dicionário. A título de exemplo, tomemos informações como a pronúncia ou dados etimológicos, as quais não são apresentadas por todos os dicionários. Ao conjunto de elementos que, virtualmente, pode compor a microestrutura, Wiegand (1989 apud FARIAS, 2011) chamou de “microestrutura abstrata”, que estaria condicionada não apenas ao projeto lexicográfico mas às propriedades que caberiam ou não a cada signo-lema. Assim, a indicação de uma irregularidade não caberia, por exemplo, a um substantivo cujo plural, ou aumentativo ou diminutivo são regulares.

Por outro lado, a “microestrutura concreta” diria respeito à efetiva realização da microestrutura. Um elemento que seria virtualmente possível na microestrutura abstrata (e que pode ter se verificado para outros signo-lemas na mesma obra) ao corresponder a um “grau zero de informação” (ibid.) configura-se como a microestrutura concreta.

Disponível em: <http://www.aulete.com.br/site.php?mdl=aulete_coletivo>. Acesso em: 22 jul. 2014.

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Em inglês, usa-se o termo “crowdsourcing” para designar a obtenção de informações e ideias advindas de um

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terceiro, isto é, não aqueles que conceberam o produto, mas indivíduos que, eventualmente, colaboram com ele, enquanto manifestação intelectual ou artística.

Farias (2011) defende que ao seguir, rigorosamente, um padrão quanto ao conjunto de informações apresentadas, o dicionário torna o grau zero de informação um dado significativo, visto que — seguindo o exemplo apresentado — se não há indicação de plural irregular, o consulente assumirá um plural regular para o item lexical que está consultando. Tratamos aqui de alguns desses elementos, sobretudo, aqueles que são importantes para os escopos desta pesquisa, a saber, os exemplos ou abonações e os pré e pós-comentários semânticos.

1.4.1 Os exemplos ou abonações

O lexicógrafo pode apresentar, logo após as definições, usos que ilustrem como os itens lexicais que estão sendo definidos ocorrem na língua. Essas ilustrações podem ser exemplos forjados, adaptados ou abonados, isto é retirados de alguma obra literária. Nesse último caso, confere-se ao uso um maior prestígio, visto que se está reportando um uso que ganha maior relevo por ter sido utilizado por um autor, na maioria das vezes, pertencente ao cânone literário nacional.

O que observamos, nesta investigação, é que ao se tratar de usos ofensivos em relação a um grupo étnico, o uso ilustrado por um autor consagrado aponta exatamente para o fato de que tal uso faz parte do partilhamento linguístico-cultural de um povo e é reconhecido na ficção, assim como na realidade cotidiana. Conforme aponta Lara (1992 apud GARRIGA ESCRIBANO, 2003, p. 120), por muito tempo, a linguagem literária serviu como padrão da sociedade e o uso comum perdeu legitimação.

Os exemplos servem, assim, para evidenciar ao consulente como o uso que ilustram é aplicado num contexto e justificam a presença das definições que figuram na obra. Para os casos descritos, nesta pesquisa, os exemplos (abonados, em sua maioria) apontam para um uso literário das ofensas relacionadas a grupos étnicos. Ao verificarmos que alguns dos exemplos apoiam-se em escritos literários, podemos verificar que o lexicógrafo busca mostrar para o seu leitor que tal uso, ainda que ofensivo, não é a sua opinião, mas é um emprego efetivo que se encontra documentado na literatura. Os exemplos abonados, assim, têm relação direta com a face descritiva do dicionário.

1.4.2 Pré e pós-comentários semânticos

Segundo Farias (2011), o modelo de Wiegand (1989 apud FARIAS, 2011) prevê a existência de comentários marginais, que estão fora da definição propriamente dita, mas que dizem respeito também ao significado ou a uma informação de ordem pragmática e que lança "30

luz sobre as origens da acepção que acompanha o comentário. No dicionário Houaiss, por exemplo, conforme aponta Farias (2011, p. 118), há uma presença constante da informação “uso”, em forma de pré ou pós-comentário, em que se apresentam informações diversas relativas a especificidades de uso do item lexical. Esse tipo de dado, geralmente, vem ainda separado graficamente do restante da definição, seja por um separador como o símbolo “⦿” no caso da informação de uso no Houaiss, ou a utilização de parênteses ou colchetes.

Nos casos observados, nesta pesquisa, há uma presença de pós-comentários semânticos associados a injúrias que dizem respeito a um determinado grupo étnico, que têm como fim explicitar as origens de tal uso ofensivo.