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4. Hvilket omfang og hvilken utbredelse har merkevareallianser i Norge?

4.3 Hvordan er framtidsutsiktene?

Após diplomar-se em Direito, em 1922, no Rio de Janeiro, Anísio retornou à Bahia (Caetité) em 1923. Em 1924, iniciou a carreira na área da educação como inspetor-geral do Ensino85 do governo de Francisco Marques de Góes Calmon (1924–8).86 Como tal, segundo

83 NUNES, 2000a, p.4. 84 TEIXEIRA, 2007a, p. 247.

85 A influência e o prestígio político de Deocleciano Teixeira foram determinantes para que o então governador

Góes Calmon convidasse Anísio, então inexperiente, para o cargo de inspetor-geral do Ensino na Bahia. Entretanto, Deocleciano não lhe desejava a carreira de educador. Sua intenção era introduzir o filho na carreira política e, como segunda opção, ou paralela a essa, a carreira jurídica — a promotoria. Segundo Lima, “[...] na antiga feição das chefias sertanejas, a estabilidade da posição econômica assentada na posse da terra constituía a primeira fonte de prestígio”. Deocleciano tinha essa fonte de prestígio, ou seja, “[...] tinha três ou quatro (fazendas) no São Francisco. Donos de latifúndios a 60 até 150 quilômetros da cidade, largas extensões de terras destinadas à criação de gado solto, os fazendeiros controlavam e manipulavam o poder político na região”. Lima ainda diz que “[...] a liderança do Dr. Deocleciano fortalecia-se por um conjunto de virtudes pessoais qualificadoras de sua presença na cena pública. [...] O pensamento moldado em termos civis, republicanos, abrangia área mais ampla que a dos interesses municipais do mando político. A preocupação pelos negócios do Estado e do país excedia os limites da cisão paroquial” — cf. LIMA, 1978, p. 25.

86 Francisco Marques de Góes Calmon (1874–1932) governou a Bahia de 1924 a 1928. Como governador, criou

a polícia de carreira com a exigência de que todos os delegados fossem bacharéis, dentre outras ações. Para coordenar a reforma da educação, o governador convidou Anísio, então advogado. Com ele, o governador procurou disseminar o ensino secundário no interior. Para isso, inaugurou, em 1928, o Ginásio Santamarense, na cidade de Santo Amaro da Purificação. Também deu ênfase à saúde pública, criando a Secretária de Saúde e Assistência Pública, além de incentivar a agricultura e a indústria. Cf. FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS/FGV. Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. CALMON, Francisco Marques de Góis — *gov. BA 1924–1928. Verbete.

Viana Filho, ele se destacou pela inquietação e disposição para inovar, como sugere a reforma que ousou fazer na instrução pública da Bahia com a fé de um missionário.

Inicialmente, elaborou um amplo projeto de lei, para modernizar e ampliar o ensino. Transformado em lei em 1925, o projeto suscitou veementes debates no Legislativo, onde Hermes Lima foi um dos ardorosos defensores da proposta, cuja filosofia contrariava a Escola Única, em grande voga com os trabalhos de Carneiro Leão. Enquanto em São Paulo se defendia a alfabetização em massa, apressada; na Bahia, por circunstâncias peculiares, pretendia-se ir além da simples alfabetização. Luiz Henrique Dias Tavares, em estudo sobre a reforma de Anísio, dela fez esta síntese: “Não se tratava, portanto, de “alfabetizar em massa”, mas sim de educar maior número de crianças, para que adquirissem o maior número de conhecimentos na melhor escola permitida. E isso era inovação na Bahia”. Eram muitas, aliás, as faces novas da reforma, que além do problema da participação dos municípios, cuidava da Escola Primária Superior, do Ensino Médio, do Ensino Normal e Profissional, e do professorado. Quase uma revolução.87

Durante seu primeiro período como gestor, Anísio fez uma viagem para a Europa e duas para os Estados Unidos a fim de estudar e observar sistemas educacionais de um ponto de vista pedagógico. Em 1925, ele visitou o Vaticano, em companhia de dom Augusto Álvaro da Silva, arcebispo primaz da Bahia e reformista católico. Ele procurou conhecer os sistemas escolares da Espanha, Bélgica, Itália e França.88 Sobre as viagens aos Estados Unidos, Lima indica que o objetivo da primeira ida, em abril de 1927 (FIG. 1), era fazer “[...] estudos de organização escolar [...]”; o que lhe permitiu conhecer um “mundo novo”89 e mudar suas

convicções sobre a sociedade e o papel da educação na vida social. Em 1928, foi de novo aos Estados Unidos, dessa vez a convite da Universidade de Columbia para fazer um curso de pós-graduação, finalizado em 1929. Essas viagens foram determinantes na formação intelectual e filosófica de Anísio, pois lhe permitiram conhecer não só realidades educacionais distintas, mas também intelectuais e educadores, em especial dos Estados Unidos,90

importantes para que ele estabelecesse uma rede de contatos fundamental em sua carreira.

87 VIANA FILHO, Luiz. Anísio Teixeira: a polêmica da educação. 3. ed. São Paulo: ed. UNESP; Salvador: ed.

UFBa, 2008, p. 29.

88 Há no CPDOC quatro cartas remetidas por Góes Calmon em 16 de julho de 1925, apresentando Anísio

Teixeira, em viagem pela Europa, aos embaixadores do Brasil: Armando Guerra Duval, Berlim; Régis de Oliveira, Londres; Magalhães Azeredo, Santa Sé; e, ainda, ao cônsul-geral do Brasil em Berlim, Bento Carvalho dos Passos. Nessas cartas, Góes Calmon apresenta e recomenda Anísio — diretor-geral de Instrução Pública de seu estado — como alguém que fez viagens de estudos e observações pedagógicas. Localização do documento: Fundação Getúlio Vargas/CPDOC, Arquivo Anísio Teixeira/ATt, 1925.07.16.

89 Cf. LIMA, 1978, p. 60.

90 Cf. carta de Lois Christy a Anísio enviando-lhe publicações de monografias sobre o ensino de física, biologia

e matemática. Denver (EUA). Localização do documento: Fundação Getúlio Vargas/CPDOC, Arquivo Anísio Teixeira/ATc, 1928.04.23; carta de Heloise Brainerd a A. F. Kallach, solicitando o envio para Anísio de publicações referentes às fases da educação dos Estados Unidos. Washington. Localização do documento:

FIGURA 1. Anísio Teixeira nos Estados Unidos, por ocasião da primeira viagem ao país, 1927

À esquerda, Sebastião Sampaio, cônsul-geral do Brasil, à direita, Anísio Teixeira, em Nova York. Fonte: dados da pesquisa91

Dentre vários encontros, dois influenciariam mais sua vida e seu trabalho. Um deles lhe rendeu um amigo para toda a vida. Em Nova Iorque, provavelmente recomendado por Otávio Mangabeira — então Ministro das Relações Exteriores do Brasil —, Anísio foi recebido e acolhido por Monteiro Lobato.92 Nasceu entre eles amizade profunda, alimentada

Fundação Getúlio Vargas/CPDOC, Arquivo Anísio Teixeira/ATc 1927.05.14/3; carta de R. O. Small a Heloise Brainerd informando-lhe do envio a Anísio de publicações sobre educação vocacional. Boston. Localização do documento: Fundação Getúlio Vargas/CPDOC, Arquivo Anísio Teixeira/ATc, 1927.05.20/1.

91 Arquivo CPDOC/FGV Nova York, 1927. Localização da foto: FGV/CPDOC/Arquivo Anísio Teixeira AT

foto 005. Fotógrafo não identificado.

92 O escritor, editor e produtor José Bento Monteiro Lobato, filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia

Monteiro Lobato, nasceu em Taubaté (SP), a 18 de abril de 1882, e faleceu em 4 de julho de 1948, na capital paulista. Foi registrado como José Renato Monteiro Lobato, mas veio a adotar, anos depois, o prenome de seu pai. Dedicou quase toda sua vida à literatura, realçando as questões do povo brasileiro. Conciliou a vida de escritor com as funções de editor, fazendeiro e representante comercial. Durante o governo de Washington Luís, foi nomeado, em 1927, adido comercial do Brasil em Nova Iorque, por influência do amigo jornalista e escritor Alarico da Silveira, então secretário da presidência da República. Lobato permaneceu nos Estados Unidos de 1927 a 1930. Lá, encantou-se com a eficiência e acreditava que esse país era exemplo e lição para o Brasil. Deslumbrado com o progresso de lá, ele passou a buscar caminhos para transferir experiências para o contexto

por uma troca intensa de correspondência,93 até a morte de Lobato, em 1948. Nas conversas

missivistas com Lobato, eram longos os desabafos e as discussões sobre a terra natal, filosofia, educação brasileira e a vida. Não por acaso, no retorno de Anísio, em 1929, foi Lobato quem o apresentou a Fernando de Azevedo, então diretor-geral da Instrução Pública do Distrito Federal.

FIGURA 2. Anísio Teixeira e Monteiro Lobato

Anísio Teixeira, à esquerda, ladeado por Monteiro Lobato, durante visita ao poço de petróleo Araquá, estado de São Paulo, por volta de 1932 e 1933. Anísio o acompanhou nas questões de petróleo no Brasil.

FONTE: dados da pesquisa94

daqui. Concluiu que o desenvolvimento da indústria do ferro e do petróleo era decisivo para fazer desenvolver a economia. Estudou processos de obtenção de ferro, permuta de café, borracha, cacau, couros e outros produtos brasileiros. Em 1931, retornou. No início de 1932, começou a concentrar sua atenção no incentivo aos investimentos privados na prospecção de petróleo, não sem dificuldades como a falta de recursos disponíveis para empreendimentos desse porte e as limitações impostas pelo governo. Cf. FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS/FGV. Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. José Bento Monteiro Lobato. Verbete biográfico. Ele escreveu contos e artigos para os jornais de sua cidade natal. Foi

nomeado promotor público de Areias (SP), onde a vida pacata era preenchida com literatura. Com a morte do avô, em 1911, e a herança da fazenda, passou a se dedicar às atividades agrícolas até a venda da propriedade, em 1917. Em 1918, adquiriu a Revista do Brasil, na cidade de São Paulo, e lançou Urupês, onde cria um estereótipo

do camponês brasileiro: o Jeca Tatu. A obra o projeta nos meios literários de São Paulo, a ponto de o sucesso levá-lo a se tornar editor e se associar a Octalles Marcondes Ferreira na Companhia Gráfico-editora Monteiro Lobato. Com a revolução de 1924, que paralisou a vida da capital paulista, e a crise econômica de 1925, Lobato faliu. Mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1925, fundou a Companhia Editora Nacional e passou a colaborar com jornais de grande circulação como O Jornal e A Manhã. Aí publicou crônicas que se tornaram livros depois.

Suas ligações com a política paulista e o presidente Washington Luís contribuíram para que, em 1927, ele fosse nomeado adido comercial em Nova Iorque, onde permaneceu até 1931. Em 1932, já de volta ao Brasil e impressionado com a vida e o progresso dos Estados Unidos, publicou o livro América, onde relata suas

impressões da vida nesse país. Cf. VIANNA, A.; FRAIZ, P. (Org.). Conversas entre amigos: correspondência

escolhida entre Anísio Teixeira e Monteiro Lobato. Rio de Janeiro: CPDOC; Fundação Cultural da Bahia, 1986.

93 Cf. VIANNA; FRAIZ, 1986.

94 Arquivo CPDOC/FGV Nova York, 1927. Localização da foto: FGV/CPDOC/Arquivo Anísio Teixeira AT

foto 005. A fotografia está reproduzida em VIANNA; FRAIZ, 1986; também está disponível na Biblioteca Virtual Anísio Teixeira.

Sobre a amizade de Anísio com Lobato, Viana Filho escreveu que “O idealismo borbulhava: a educação e a confiança no Brasil uniu-os [sic] definitivamente. Anísio chegara a Nova York tateante e inseguro, atônito diante da grandeza da América. Lobato abrira-lhe os braços e desvendara-lhe caminhos. Ele nunca mais o esqueceria”.95 Em carta datada de 12 de

1930, após o retorno de Anísio ao Brasil, Lobato verbalizou a saudade do amigo: “Anísio, Anísio — deixaste marca nesta casa. Continuas lembrado e citado. [...] você diminuiu New York com a deserção. Deixou nossos domingos vazios e insípidos — e estragou museus e novidades”. Nessa mesma missiva, ele criticou o retorno de Anísio à Bahia para lecionar Filosofia na Escola Normal de Salvador e lamenta a ausência:

Estou designado pelo meu ministério para em agosto ir à Califórnia, representar o Brasil numa conferência agrícola. Isso vem proporcionar-me a realização de um velho sonho — cortar o país de auto, conhecer o maravilhoso Colorado e o deserto e Hollywood e tudo mais. Pretendo ir com a tribo e tenho a certeza de que cem vezes pelo caminho uma exclamação nos brotará incoercível: — “Que pena não estar também o Anísio”.96

Com data provável de 8 de julho de 1931,97 uma correspondência de Anísio a Lobato

revela a força dos laços da amizade; eis o tom: “Você me acolheu um dia quando quebrava a cabeça, inquieto, diante da revelação americana, para me dar o presente magnífico de sua convivência e de sua amizade”.

Com efeito, a proximidade com Lobato não só marcou as primeiras décadas da vida pública de Anísio, como também influenciou sua rede de sociabilidades. Lobato lhe apresentou vários amigos seus, tais como Fernando de Azevedo, que se tornaria amigo particular de Anísio. Em artigo publicado em 6 de julho de 1948 no jornal A Tarde, dois dias após a morte de Lobato, Anísio lhe dedicou uma frase lapidar: “A arte não era o seu trabalho, mas o seu repouso”, salientando que o “trabalho de arte” saía “das mãos e do espírito” de Lobato feito uma “travessura”, um “brinquedo”, em meio “[...] às lutas e canseiras de uma existência sonhadora e agitada”.98

Nos Estados Unidos, o segundo contato importante de Anísio foi com o professor e filósofo John Dewey, que se tornou fonte de inspiração filosófica e educacional para o brasileiro. Não seria demais afirmar que ele foi o “pai intelectual” de Anísio, em uma relação estabelecida por parentesco intelectual. Ele se encantou não só com as ideias do filósofo, mas

95 VIANA FILHO, 2008, p. 37.

96 LOBATO, Monteiro. Carta a Anísio Teixeira. Nova Iorque, Estados Unidos, 12 de abril de 1930. 97 VIANNA; FRAIZ, 1986, p. 62.

também com a vida e ambiência dos Estados Unidos. Os estudos na universidade lhe proporcionaram conhecer o pensamento de Dewey99 e William Kilpatrick.100 Em carta-

resposta a Lobato101 datada de 26 de agosto de 1944,102 Anísio relata que encontrou em

Dewey o que buscava inconscientemente.

Mas a sua carta trouxe-me o desejo de voltar ao meu Dewey. E se puder voltar, isto é, se tiver forças de refazer a viagem, hei de lhe escrever sobre essa “residência da casa de meu pai”.103 Porque o Dewey, como o Ubaldi, construiu uma esplêndida morada, dessas de que a gente não quer mais sair. Aliás, com Dewey não é bem uma morada, mas uma “plataforma de lançamento”, de onde a gente parte para todas as direções do quadrante do futuro... De todos os filósofos é, com efeito, o único que não quis fazer uma filosofia, mas dar-lhe o método para você fazer a sua filosofia... [...] Mas a verdade é que em Dewey encontrei alguém que põe na busca mais alguma cousa que o puro buscar. Não é a busca pela busca. Mas um buscar consciente da felicidade que produz esse esforço por encontrar; com encontros que constituem tão somente novas plataformas para novas buscas, numa confirmação daquela sábia palavra de Laocoonte,104 se não me engano, pela qual a verdade toda só a Deus pertenceria, e a nós homens, o buscá-la eternamente, a imensa delícia de um eterno jogo com a verdade...

Disso se infere que, após as viagens à Europa (em 1925) e aos Estados Unidos (1927 e 1928), Anísio se liberta da forte influência jesuítica e da crença em uma fé revelada. Parece não ser exagero afirmar que a religião, enfim, cedeu lugar à educação, dali em diante seu novo credo. Segundo Mirian Warde, há nos escritos de Anísio no período 1920–30 um esforço em evidenciar que “[…] o encontro com os Estados Unidos preencheu, de forma positiva, a

99 Segundo Mirian Warde, “Anísio Teixeira esteve no Teacher's College no ano escolar de 1928-1929, onde

frequentou as aulas de William Kilpatrick e George Counts. Infelizmente, não conseguiu frequentar nenhum curso de John Dewey ou encontrar-se com ele pessoalmente; Dewey estava fora da Universidade de Columbia naquele tempo em função de uma longa viagem internacional na qual ele voltou para Turquia, China, visitou a União Soviética e o México. Teixeira certamente se arrependeu por não encontrar Dewey, mas as razões estavam fora de seu alcance; o mesmo não aconteceu com Edward L. Thorndike e sua equipe, os cursos que Teixeira intencionalmente manteve distância”. Cf. WARDE, M. J. “John Dewey through Anísio Teixeira: or Reenchantment of the World”. In: POPKEWITZ, T. (ed.). Inventing the Modern Self and John Dewey: Modernities and the Traveling of Pragmatism in Education. Chennia, Palgrave 2005, p. 214. A tradução de fragmentos do texto em inglês de Warde foi feita por Marcela Freitas exclusivamente para a pesquisa descrita nesta tese.

100 Na faculdade Teacher’s College, Dewey se associou a Kilpatrick, seguidor de seu pragmatismo que

desenvolveu suas ideias em pesquisas sobre processos de transformação educacional e social pela valorização da experiência do aluno.

101 A carta-resposta de Lobato se refere à resposta de Anísio à carta dele datada de 3 de junho de 1944, onde

Lobato lhe apresenta “A grande síntese — obra de Pietro Ubaldi” e relata “[...] que encontrei o meu livro — o queijo para casa e comida do rato velho que sou”. Cf. VIANNA; FRAIZ, 1986, p. 91.

102 VIANNA; FRAIZ, 1986, p. 93–5.

103 Anísio faz alusão ao trecho bíblico “parábola do filho pródigo” — cf. VIANNA; FRAIZ, 1986, p. 94. 104 Herói troiano, sacerdote de Apolo — cf. VIANNA; FRAIZ, 1986, p. 94.

lacuna deixada pela Europa, que o desapontou em relação às alternativas sociais e, pior ainda, a respeito das orientações do pensamento filosófico, chamado de catolicismo”.105

A partir de 1929, Anísio se dedicou a seus estudos filosóficos. Ao mesmo tempo, assumiu cargos públicos na esfera educacional e participou ativamente das reformas educacionais e campanhas pró-instrução pública, laica e gratuita.