3 Teori. Del 1
3.3 Lean
3.3.4 Fra Japansk bilindustri (TPS) til begrepet Lean
Em uma análise global e sistematizada das falas dos entrevistados sobre os pontos construtivos da realização do PROERD entre as professoras, destaca-se o caráter preventivo, o processo de interação entre alunos e policiais e a conscientização sobre as temáticas drogas e violência. Segundo a entrevistada (A1) a possibilidade de afastamento das crianças e adolescentes de uso abusivo de drogas, através da educação preventiva é o grande destaque do programa.
Eu acho de muito construtivo no programa é falar sobre drogas para estes alunos, para esses jovens, por pessoas preparadas, entendeu, preparadas para falar sem ter medo e eu aprendi a ficar sem ter medo. (A3)
Outros pontos apontados relaciona-se a possibilidade de interação entre a polícia e comunidade escolar possibilitando: a conscientização sobre os malefícios do uso abusivos de drogas, a possibilidade dos alunos aprenderem a temática com pessoas preparadas; oportunidade de diálogo; um maior envolvimento da escola com a Polícia Militar, a possibilidade de mais segurança no âmbito da escola, inclusive para falar de drogas. Observamos a partir dos relatos que a temática droga gera entre os profissionais, insegurança, inclusive para tratar o tema em sala de aula, conforme a entrevistada (A3) ―o PROERD é um programa que propicia a entrada de forma mais sistemática da polícia na escola, permite uma maior tranquilidade aos profissionais‖. Com a realização do programa, segundo os relatos, a visita da PM tornou-se mais sistemática no âmbito da escola, as relações entre a comunidade escolar e a polícia se estreitaram, as visitas deixaram de ocorrer apenas quando chamadas para atender ocorrências, tornando-se habituais, inclusive em eventos da própria escola, onde os policiais eram convidados até para apadrinharem turmas de formaturas.
Nas falas dos Policiais Militares, a ação educativa do programa, destaca-se como ponto construtivo por propiciar a possibilidade de um maior convívio com a comunidade escolar, ao levar mensagens positivas de prevenção e acima de tudo permitir a aproximação
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entre o policial e a comunidade escolar, desmistificando a ação repressiva do PM, em um trabalho voltado para os princípios da polícia comunitária.
Ser um dos programas mais efetivos no que consiste a aproximação do policial com a comunidade então, ele é o programa que exterioriza essa aproximação e essa política de policiamento comunitário. (B3)
Outro ponto que merece destaque dentre as falas analisadas diz respeito ao entendimento por parte do entrevistado PM que a ação educativa na escola o permite compreender o indivíduo, desmistificando o pensamento de que os sujeitos que moram em áreas de risco estão propensos à marginalidade, entendimento claros nos relatos em destaque.
Isto serve para a gente desmistificar algumas coisas que foram construídas de forma equivocada na sociedade né, eu posso muito bem trabalhar em uma comunidade vamos dizer assim, violenta e que aparece constantemente como uma das comunidade mais violentas da cidade e no entanto, ao trabalhar dentro desta comunidade, a gente percebe que as coisas não são bem assim, que tem uma parcela significativa de pessoas que estão envolvidas no crime, mas que lá as pessoas, são como nós somos, que saem cedo para trabalhar, que as crianças estudam, que tem criança inteligente sim, com potencial.(B1) Em me ajudar quando estou a compreender o indivíduo que está por trás do bandido, do usuário de drogas, as motivações que o levaram a tal prática. (B2)
Os aspectos ressaltados pelos entrevistados, como prevenção, interação, oportunidade, desmistificação, aproximação, nos aponta que o trabalho realizado pelo programa é bem recebido pela comunidade escolar, sendo uma importante estratégia de discussão e de ações preventivas na escola. As entrevistas pressupõem que no que concerne ao trabalho policial militar, a ação preventiva realizado nas escolas funciona também como difusor da aproximação do policial militar com a comunidade embasada na ideologia da policia comunitária.
Quanto ao educador do PROERD ser um policial militar, houve unanimidade sobre o entendimento de que esta especificidade é um ponto construtivo do programa, falas como: ter um profissional preparado; um profissional que passa segurança; ter um policial educador; preparado para o que faz, demonstrou que a comunidade escolar acredita que o profissional tem o conhecimento teórico e prático para falar da temática.
Para o policial militar, também percebemos uma renovação dentro do trabalho militar, já que eles conseguem perceber uma motivação que está além do simples benefício financeiro, o que fica clara nas falas abaixo:
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Quando entramos em sala de aula, esquecemos todos os problemas pessoais e vamos nos dedicar aquilo que saímos de casa pra fazer, ali, sabemos que as crianças não tem nada a ver como o nosso trabalho, com a nossa vida pessoal, as crianças estão ali querendo que você traga uma mensagem positiva para elas e que você esteja ali como diferencial, como referencial, então quando entro em sala de aula, esqueço o mundo e vou fazer o trabalho melhor possível. (B4)
Não só eu, como os outros policiais que trabalham com o PROERD, tendem a ter uma alta estima muito maior, a ter um senso de responsabilidade maior, a sentir-se melhor nas suas funções, porque o PROERD nos permite esse processo educativo, esse constante aprendizado, processo de relacionamento com as outras pessoas e outras instituições, posso afirmar que me sinto um policial diferente e os policiais do PROERD tem uma diferenciação. (B4)
As narrativas em experiências de segurança comunitária que se fundamentam nas relações de proximidade e confiança revelam um ideal democrático de relação entre policia e sociedade, já que as falas expressam: felicidade pela aproximação com as crianças; retorno afetivo; melhora na autoestima; oportunidade de ajudar; constante aprendizado. Diante de tais afirmações apreendemos que a atuação no PROERD é um trabalho em que os policiais se comprometem com a proteção social gerando com isso um trabalho harmônico com os interesses comunitários gerando satisfação e motivação no trabalho da segurança preventiva. Sendo um ponto importante do programa, já que para Balestreri (1998, p.40)
Em nível pessoal, é fundamental que o cidadão policial sinta-se motivado e orgulhoso de sua profissão. Isso só é alcançável a partir de um patamar de ―sentido existencial‖. Se a função policial for esvaziada desse sentido, transformando o homem e a mulher que a exercem em meros cumpridores de ordens sem um significado pessoalmente assumido como ideário, o resultado será uma autoimagem denegrida e uma baixa autoestima.
Resgatar a realização profissional do policial através do seu trabalho, é permitir a ressignificação da função social da profissão, em práticas que o façam sentir-se valorizados, motivados e legitimados.