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FORVALTNINGEN AV VANLIG UER (SEBASTES NORVEGICUS)

Regulering av vanlig uer

SAK 5 FORVALTNINGEN AV VANLIG UER (SEBASTES NORVEGICUS)

No intuito de responder à pergunta da pesquisa, os dados foram analisados por meio de reflexões, em que procuramos identificar os processos de (re)construção de sentidos-e-significados aqui apresentados. Investigamos como os participantes Surdos refletiram em sua interação com o pesquisador, tomando como base a postura reflexiva, possibilitando novos conhecimentos e novas formas de construção discursiva.

Identificamos que foram necessárias, para a negociação dos sentidos-e- significados de conceitos sejam cotidianos ou abstratos em uma interação entre o pesquisador e os participantes Surdos:

 Soletrações de palavras (datilologia)

 Uso de sinais específicos em língua de sinais  Recursos verbo-visuais

 Uso de diferentes tipos de perguntas  Levantamento de hipóteses

 Exemplificações.

Durante o desenvolvimento da pesquisa, esses recursos foram fundamentais, pois, possibilitaram identificar como acontecia o processo de (re)construção de sentidos-e-significados de conceitos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Essa pesquisa se insere no campo da linha de Educação e Linguagem e visa valorar os estudos voltados à língua de sinais, apresentando sua importância à área da surdez e da linguística da língua de sinais.

Ao iniciar meus estudos no mestrado, apresentava inúmeros questionamentos em relação não apenas à educação de Surdos, mas a várias questões que envolviam a língua de sinais num contexto fora do ambiente pedagógico- educacional.

O fator de relevância que procurei destacar foi a prática social que envolve a inserção da língua de sinais. Por isso, afastei-me um pouco do cenário educacional, que a maioria das pesquisas se propõem a investigar, como: a aquisição de língua de sinais como primeira ou segunda língua, metodologias de ensino de língua portuguesa para surdos, aspectos gramaticais diferenciais entre língua de sinais e língua portuguesa, ausência de sinais específicos para o ensino de disciplinas regulares da educação básica, papel e contribuições do intérprete de língua de sinais em sala de aula e tantos outros assuntos que convergem ao ambiente pedagógico-educacional.

Acredito que para acontecer a (re)construção de sentidos-e-significados de conceitos, como proposto nessa pesquisa, seja necessário mais que a apresentação de um sinal específico em língua de sinais. A mediação deve ser feita a priori, na língua de domínio dos participantes Surdos, por alguém fluente, aliado a um contexto social, permitindo que haja reflexão em todo esse processo.

No desenvolvimento da pesquisa, questionava-me como identificar o “momento exato” em que os participantes Surdos demonstrariam ter compreendido os conceitos que eu estava apresentando. Sentia-me confiante pelo fato de que os conceitos trabalhados estavam pautados num contexto sócio histórico e fortemente veiculados nas mídias impressas, televisivas, na internet e nas redes sociais virtuais. As respostas dos participantes Surdos, normalmente foram criadas pela fala e complementação da fala de outro participante, o que reforçou a perspectiva da interação e da mediação dialética.

Quando Sobral (2008) utiliza a expressão: “dizer o „mesmo‟ a outros”, para mim, ficou claro que a produção do conhecimento é extremamente particular e individual, (re)construída a partir de informações mediadas por uma interação. Por vezes, a informação é a mesma produzida para os participantes da interação, contudo, a ressignificação de sentidos e a correlação ao conceito apresentado pode ser variável e particularmente compreendida de maneiras diferentes.

Ao identificarmos um nicho a ser estudado, não poupamos esforços para que dados pudessem ser produzidos e analisados sob essa perspectiva, e identificamos que os contextos sociais fora do ambiente escolar também podem e devem ser explorados. A língua de sinais está presente não apenas nos ambientes pedagógicos-educacionais, mas se insere nos espaços sociais, culturais, empresariais, televisivos, jurídicos, religiosos, de assistência médica, entre outros. Por isso, pesquisas devem ser desenvolvidas em língua de sinais, beneficiando a comunidade Surda que, insistentemente luta por garantia e respeito de inserção da língua de sinais nesses espaços.

A pesquisa aqui apresentada não revela um ponto final, no que diz respeito à continuidade de novas investigações. O que se pretende com o produto desta é justamente provocar novas pesquisas, novos olhares, baseados em perspectivas que visem a língua de sinais como detentora do status linguístico, como língua, desde 2002.

Com essa experiência, pretendo prosseguir meus estudos acadêmicos no doutorado, no programa de neurociência e continuar com a temática dos conceitos, investigando como acontece a representação cognitiva (imagem & sinal específico) em participantes Surdos e intérpretes de língua de sinais, para uma construção de sentidos, numa prática discursiva dirigida.

Entendemos que a pesquisa apresentada indica alguns fatores positivos à análise discursiva, sendo preponderante para a (re)construção de sentidos-e- significados numa prática social. Entretanto, identificamos que a coleta dos dados, via entrevistas com utilização de recursos visuais e elementos característicos da língua de sinais, pode facilitar práticas pedagógico-educacionais em ambientes escolares.

A metodologia aqui utilizada pode ser replicada em salas de aulas, aliadas a sequências didáticas, trabalhos com gêneros textuais e discursivos, a fim de que diferentes conteúdos sejam trabalhados de forma mais propícia à educação de Surdos inseridos em qualquer nível de escolaridade.

Quando a educação de Surdos for mediada pela inserção de uma metodologia que objetive a prática social, acreditamos que melhores resultados de (re)construção e sentidos-e-significados acontecerão de forma mais natural. Além de permitir reflexão para a ressignificação de diferentes conceitos apresentados, bem como, uma organização discursiva coesa.

Vygotsky dizia que: “Não é a surdez que define o destino das pessoas, mas o resultado do olhar da sociedade sobre a surdez”. Acredito que a sociedade, depois de processos transformacionais ao longo dos anos, passa a olhar com menos indiferença e mais sensibilidade questões relativas à surdez e à comunidade Surda.

Imaginava que ao término do mestrado minhas perguntas seriam respondidas. O que aconteceu foi mais do que isso. Além de perceber como aconteceu a (re)construção de sentidos-e-significados referentes a conceitos, pude constatar uma transformação tanto no “eu” quanto no “outro”.

Saio desse processo transformado, aprendendo estratégias de como mediar a ressignificação de conceitos pela língua de sinais. Se, como a epígrafe de Artur da Távora em “O velho tema do Eu e do Outro”, se a gente é o eu-individual e o outro para o outro, tenho a convicção que o meu eu-individual aprendeu e ensinou, refletiu e ajudou a refletir, questionou e foi questionado, transformou e ajudou transformar, ressignificou e auxiliou na ressignificação.

Mas foi mais que isso: o meu eu soube compreender que o outro é tão gente como a gente, tão gente quanto eu. As transformações apenas são possíveis quando saímos da zona de conforto, na qual, por vezes, permanecemos. Ainda nos resta uma pergunta: esse é o fim? Com certeza, não. Apenas uma etapa concluída. Rumaremos a outros desafios!

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ANEXO A – QUESTIONÁRIO INDIVIDUAL

QUESTIONÁRIO INDIVIDUAL

1) Nome completo:

______________________________________________________

2) Data de nascimento: ____ / ____ / _____ Idade: __________ anos 3) Local de nascimento: __________________________________________ 4) Você se considera: a) branco b) pardo c) preto d) amarelo e) indígena

5) Qual é a sua religião? (A) Católica. (B) Protestante ou Evangélica. (C) Espírita. (D) Umbanda ou Candomblé. (E) Outra ________________________ (F) Sem religião

6) Onde e como você mora atualmente? (A) Em casa ou apartamento, com minha família.

(B) Em casa ou apartamento, sozinho(a).

(C) Em quarto ou cômodo alugado, sozinho(a).

(D) Em habitação coletiva: hotel, hospedaria, quartel, pensionato, república etc.

(E) Outra situação.

7) Quem mora com você?_________________________________________ 8) Quantas pessoas moram em sua casa? (Contando com seus pais, irmãos ou outras pessoas que moram em uma mesma casa).

Total de pessoas: ______________ 9) Até quando seu pai estudou? (A) Não estudou.

(B) Da 1ª à 4ª série do ensino fundamental (antigo primário).

(C) Da 5ª à 8ª série do ensino fundamental (antigo ginásio).

(D) Ensino médio (antigo 2º grau) incompleto.

(E) Ensino médio completo. (F) Ensino superior incompleto. (G) Ensino superior completo. (H) Pós-graduação.

(I) Não sei.

10) Até quando sua mãe estudou? (A) Não estudou.

(C) Da 5ª à 8ª série do ensino fundamental. (D) Ensino médio incompleto.

(E) Ensino médio completo. (F) Ensino superior incompleto. (G) Ensino superior completo. (H) Pós-graduação.

(I) Não sei.

11) Em que o seu pai trabalha?_____________________________________ 12) Em que sua mãe trabalha?_____________________________________ 13) Sua mãe sabe Libras? ( ) Sim ( ) Não

14) Seu pai sabe Libras? ( ) Sim ( ) Não

15) Das pessoas que moram com você, mais alguém sabe Libras? ( ) Sim ( ) Não

( ) Quem?_______________________________________________________

16) Com que idade foi descoberta sua surdez?

_______________________________

17) Com que idade começou a aprender Libras?

_____________________________

18) Você estudou em qual tipo de escola no Ensino Fundamental? ( ) Escola Regular Inclusiva sem Intérprete

( ) Escola Regular Inclusiva com Intérprete ( ) Escola Particular com Intérprete

( ) Escola Particular sem Intérprete ( ) Escola Bilíngue para Surdos 19) Com que frequência você lê:

SEMPRE VEZES ÀS NUNCA

1 Jornais (A) (B) (C)

2 Revistas (A) (B) (C)

3 Livros (romances, de contos, ficção

poesias etc.). (A) (B) (C)

4 Dicionários, enciclopédias e manuais. (A) (B) (C)

5 Sites e matérias na Internet. (A) (B) (C)

Sim ( ) Qual:__________________________________________________________ Não ( )

Por que?

ANEXO B – AUTORIZAÇÃO DO COMITÊ DE ÉTICA DA PUC-SP

São Paulo, _____ de _____________________ de 2014

AO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA DA PUC-SP

Prezados Senhores,

Eu,_____________________________________________________, surdo, participante desta pesquisa, tenho conhecimento e autorizo o mestrando Rogério Timóteo Tiné da Pontifícia Universidade Católica – PUC-SP – sob a orientação da Profª Drª Angela Brambilla Cavenaghi Themudo Lessa, a filmar- me com uma câmera de áudio e vídeo durante uma conversa reflexiva para coleta de dados de pesquisa acadêmica.

Essas imagens serão analisadas como registros de dados e tem como objetivo colaborar com seu projeto de pesquisa de Mestrado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem, tendo como título: A (re)construção de sentidos-e-significados de conceitos em uma interação entre Surdos e pesquisador ouvinte bilíngue.

Atenciosamente,

ANEXO C – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE)

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA APLICADA

AOS ESTUDOS DA LINGUAGEM

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Convidamos o (a) Sr (a)

________________________________________________ para participar da Pesquisa: A (re)construção de sentidos-e-significados de conceitos em uma interação entre Surdos e pesquisador ouvinte bilíngue, sob a responsabilidade do pesquisador Rogério Timóteo Tiné, a qual pretende investigar como acontece a apropriação dos conceitos por Surdos, pela uma intervenção de um ouvinte bilíngue?

Sua participação é voluntária e se dará por meio de uma entrevista mediada por mim, sendo filmada para posterior análise de dados.

Os riscos decorrentes de sua participação na pesquisa decorrem apenas do uso de sua imagem para fins acadêmicos. Se você aceitar participar, estará contribuindo para compreender a como a apropriação de conceitos abstratos acontece pelo uso da Libras, em contextos não educacionais, mas produzidos pela prática social.

Se depois de consentir em sua participação o Sr (a) desistir de continuar participando, tem o direito e a liberdade de retirar seu consentimento em qualquer fase da pesquisa, seja antes ou depois da coleta dos dados, independente do motivo e sem nenhum prejuízo a sua pessoa. O (a) Sr (a) não terá nenhuma despesa e também não receberá nenhuma remuneração. Os resultados da pesquisa serão analisados e publicados, mas sua identidade não será divulgada, sendo guardada em sigilo. Para qualquer outra informação, o (a) Sr (a) poderá entrar em contato com o pesquisador no endereço Rua Monte Alegre, 984, Perdizes - São Paulo - SP, CEP: 05014-901, pelo telefone (11) Fone: (11) 3670-8000, ou poderá entrar em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa – O CEP – Sede Campus Monte Alegre localiza-se no andar térreo do Edifício Reitor Bandeira de Mello, na sala 63-C, na Rua Ministro Godói, 969 – Perdizes – São Paulo – SP – CEP: 05015-001 – Tel./FAX: (11) 3670-8466 – e-mail:[email protected]

Eu, ______________________________________________________, fui informado sobre o que o pesquisador quer fazer e porque precisa da minha colaboração, e entendi a explicação. Por isso, eu concordo em participar do projeto, sabendo que não vou ganhar nada e que posso sair quando quiser. Este documento é emitido em duas vias que serão ambas assinadas por mim e pelo pesquisador, ficando uma via com cada um de nós.

Data:___/____/____

________________________________ Assinatura do Participante

_________________________________