1.3 Care for persons with dementia
1.3.2 Formal care for persons with dementia in Norway
As CoPs podem ser aplicadas na geração e compartilhamento de conhecimento organizacional, conectando pessoas através do uso de redes sociais, fóruns de discussão, videoconferências, entre outras ferramentas, mapeando competências ou sendo modelos de aprendizagem, como apontam Gongla e Rizzuto (2001).
Tanto nas organizações públicas, quanto nas privadas, para que as CoPs tenham efetividade deverão contar com o apoio da alta gestão. Ainda que a participação dos membros e as reuniões sejam processos voluntários, se faz necessário que os níveis diretores e estratégicos das organizações tenham ciência e aprovem o andamento das CoPs.
No contexto das organizações de ensino, as comunidades docente, administrativa e discente, podem aglomerar conhecimento, sendo estes agrupados em áreas de competência e interesses coletivos ou individuais, apontam Gongla e Rizzuto (2001).
Formas efetivas de utilização das CoPs perpassam primeiramente o momento de sensibilização e motivação das pessoas em fazer parte de uma CoP; posteriormente mecanismos e ferramentas podem ser criados para que as reuniões aconteçam, sejam criados grupos de e-mail, blogs, reuniões presenciais ou virtuais, videoconferências, fóruns de discussões, entre outras possibilidades.
Em um segundo momento, após compromissos firmados, os encontros devem acontecer dentro das possibilidades existentes entre os membros para que as temáticas
sejam discutidas, analisadas e soluções sejam apontadas, com vistas ao compartilhamento de informação e à melhoria nos serviços prestados. A Figura 16 ilustra o processo de implantação e desenvolvimento das CoPs pelas organizações.
Figura 16 - Processo de Implantação e Desenvolvimento das Comunidades de Prática
pelas Organizações
Fonte: Vieira (2006).
Vieira (2006) apresenta nove etapas na Figura 16, elas abarcam o processo de implantação de uma CoP em que se tem em um ambiente organizacional sistêmico (SENGE, 1990):
- 1º a partir do interesse voluntário das pessoas comporem uma CoP, se faz necessário que a organização designe um responsável para compor o grupo principal e coordenar as atividades;
- 2º é necessária a identificação, ou seja, um diagnóstico das redes informais já existentes na organização, para evitar conflitos, ou mesmo para expandir e reestruturar essas redes já existentes, isto é, estruturar o domínio;
- 3º após o mapeamento e estruturação das redes, é fundamental mapear também os potenciais participantes, destaca-se que devido ao caráter voluntário das CoPs, o indivíduo participante, geralmente possui interesse pelo tema, ou seja, pelo domínio da CoP;
- 4º reunir os participantes e os grupos envolvidos é inescusável para que as divisões das tarefas e dos subgrupos; grupo principal, ativo ou periférico; que compõem as CoPs sejam formados;
- 5º a CoP geralmente se institui para solucionar um problema, de modo que a quinta etapa se refere a análise dos problemas à serem resolvidos na organização;
- 6º a organização deverá oferecer aos membros da CoP infraestrutura necessária para o desempenho das atividades;
- 7º sistemas de recompensas deverão ser oferecidos pela organização para que os envolvidos se sintam motivados em buscar soluções para resolver os problemas. No serviço público pode-se pensar em algumas iniciativas: incentivo de horas de trabalho; pontuação para eventuais benefícios (afastamentos para capacitações ou participação em eventos);
- 8º mensurar os resultados obtidos com o trabalho realizado, pois propiciará novos direcionamentos para o CoP e até o encaminhamento para a finalização dos trabalhos;
- 9º a nona etapa refere-se a divulgação dos resultados obtidos com o trabalho desenvolvido.
Vieira (2006), baseando-se nos estudos de Wenger e Synder (2000) disserta claramente sobre a importância das CoPs se iniciarem a partir de processos voluntários e informais; porém, deverão seguir as etapas cadenciadas com comprometimento e regularidade, para que tenham seus objetivos alcançados.
No ambiente público de ensino, especificamente em organizações de EPT as CoPs poderão ser instituídas com vistas a solucionar problemas pedagógicos, administrativos, estratégicos, entre outros, cita-se como exemplo: institucionalização de CoPs para: estudar possibilidades de combate a evasão escolar; estratégias de divulgação dos processos seletivos e ingressos de novos alunos; implementação de produtos e serviços (sistemas educacionais, repositórios, entre outros); estudo e estratégia para divisão de verba orçamentária organizacional.
Neste sentido, a CoP se apresenta como uma técnica salutar e viável nos processos de GC.
3 PERCURSO METODOLÓGICO
"Atravessamos o inverno e a casca é fina, se andarmos devagar o chão racha e a gente morre"
(Zygmunt Bauman, 1925-2017) Esta seção apresenta duas funções importantes, a primeira refere-se a permitir a replicabilidade do trabalho e a segunda refere-se a possibilidade de sanar dúvidas com relação aos resultados apresentados, como apontam Lakatos e Marconi (2010).
A pesquisa apresenta uma abordagem qualitativa de caráter exploratório-descritivo, nesta abordagem, de acordo com Neves (1996), é necessário que o pesquisador possua um arcabouço conceitual consistente, assim como a capacidade de percepção ambiental dos atos e feitos que circunscrevem o fenômeno estudado.
As autoras Lima e Mioto (2007) discorrem que a metodologia pode ser compreendida como uma forma de discurso que apresenta o método investigativo escolhido como lente para o encaminhamento da pesquisa.
Optou-se por uma investigação de caráter exploratório-descritivo, pois a pesquisa carrega como essência uma metodologia inventariante e descritiva, constituída pelas vertentes:
1. Revisão da literatura das temáticas sobre Gestão do Conhecimento, Comunidades de Prática e Repositórios Institucionais para fundamentação dos aportes teóricos da pesquisa;
2. Realização de diagnóstico da comunidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo com as seguintes subdivisões e focos:
a) Gestores do IFSP – gestão do conhecimento e repositórios
institucionais – APÊNDICE A;
b) Arquivistas e Bibliotecários-Documentalistas – repositórios
institucionais – APÊNDICE B;
c) Comunidade do IFSP – Câmpus Araraquara – repositórios
institucionais – APÊNDICE C.
3. Identificação e análise de seis modelos de Gestão do Conhecimento existentes como base para a construção do Modelo de Gestão do Conhecimento para Organizações de Educação Profissional e Tecnológica; 4. Institucionalização da Comunidade de Prática para o processo de
5. Utilização das políticas e diretrizes do RI do IFSP para compor o modelo de gestão do conhecimento para organizações de educação profissional e tecnológica por meio da institucionalização de uma Comunidade de Prática.
As vertentes citadas são seguidas como base para responder aos objetivos da pesquisa que foi elaborar um modelo de gestão do conhecimento para organizações de educação profissional e tecnológica.
Destaca-se que para executar o segundo objetivo específico da tese, o projeto foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos da UFSCar sob parecer aprovado nº 2.282.878 (ANEXO A), os sujeitos de pesquisa participantes leram e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), conforme Anexo B.
Freitas et al. (2000) discorrem que as pesquisas exploratórias objetivam a familiarização do pesquisador com os arcabouços conceituais e com as abordagens outrora realizadas, porém a sustentação epistêmica que conduz esta investigação é de raciocínio dedutivo.
Assim, retoma-se a hipótese anteriormente mencionada, pois estruturar um modelo de gestão do conhecimento para organizações de educação e profissional e tecnológica, tendo o processo de implementação de um repositório institucional, elenca diversas possibilidades, que se manifestam desde a manipulação e armazenamento do conhecimento científico, até um maior conhecimento da organização.
As subseções detalham as vertentes metodológicas, de maneira a ressaltar a importância da revisão da literatura aliada à pesquisa empírica.