2.4 Study 2 – Article 3
2.4.3 Data gathering
A análise descritiva envolvendo a Comunidade dos Docentes do IFSP – Câmpus Araraquara (APÊNDICE C) foi realizada através da aplicação do questionário para a comunidade docente que se deu na reunião geral do mês de agosto de 2017 no IFSP – Câmpus Araraquara, o questionário também foi encaminhado por e-mail e deu-se o prazo de uma semana para respostas.
O total de docentes do câmpus é de 73, a amostra efetiva foi de 54 docentes, dos quais 53 responderam a pesquisa.
De acordo com as respostas do Gráfico 54, a maior parte (34%) dos docentes tem baixa familiaridade com a GC, seguido daqueles que possuem muito baixa ou nenhuma familiaridade ou média familiaridade com 26,4% cada. Apenas 13,2% afirmaram ter alta familiaridade com a GC e nenhum afirma ter familiaridade muito alta.
Gráfico 54 – Nível de familiaridade com a terminologia Gestão do Conhecimento
Fonte: Elaborado pela autora.
A familiaridade com a prática da GC é média para a maioria dos docentes respondentes. Na sequência aparecem aqueles com uma baixa familiaridade com a prática (20,8%); muito baixa ou nenhuma familiaridade com 17%; alta familiaridade com 13,2% e apenas 5,7%, representando 3 docentes disseram ter familiaridade muito alta com a prática da GC, como aponta o Gráfico 55.
Gráfico 55 – Nível de familiaridade com as práticas de Gestão do Conhecimento
Fonte: Elaborado pela autora.
Quanto ao nível de importância de um RI, como ferramenta estratégica nas práticas de GC para uma organização, Gráfico 56, os docentes, em maioria afirmam ser alto com 62,3%, seguido daqueles que acreditam que a importância seja muito alta com 30,2% e daqueles que acreditam ser uma importância média com 7,5%.
Gráfico 56 – Nível de importância de um Repositório Institucional, como ferramenta
estratégica nas práticas de Gestão do Conhecimento
Fonte: Elaborado pela autora.
De acordo com o Gráfico 57, o nível de relevância da composição de CoP para conduzir os processos de implementação e elaboração das políticas e diretrizes de inserção, uso e acesso das informações contidas em um RI, é em sua maioria alto (62,3%), seguido daqueles que afirmam que o nível de relevância é muito alto (28,3%) e na sequência ficam aqueles que acreditam que a relevância é média com 9,4% dos respondentes.
Gráfico 57 – Nível de relevância da composição de uma Comunidade de Prática
Fonte: Elaborado pela autora.
O Gráfico 58 mostra que a maioria dos docentes (64,2%), afirma ser de alta importância que a composição de uma CoP seja interdisciplinar, seguida daqueles que acreditam que essa importância é muito alta (30,2%) e apenas 5,7% (3 respondentes) afirmam ser de média importância que a composição seja interdisciplinar.
Gráfico 58 – Grau de importância para que a Comunidade de Prática seja interdisciplinar
Fonte: Elaborado pela autora.
Os docentes consideram em sua maioria (75%) que os membros pertinentes da CoP devem ser arquivistas, bibliotecários-documentalistas, equipe de tecnologia da informação, discentes, docentes e representantes da direção e da comunicação organizacional, conforme mostra o Gráfico 59.
Sendo que, 19% afirmam que os membros devem ser somente arquivistas, bibliotecários-documentalistas, equipe de tecnologia da informação e docentes; 4% afirmam que devem ser arquivistas, bibliotecários-documentalistas e equipe de tecnologia da informação; e 2% afirmam que deveriam fazer parte apenas arquivistas e bibliotecários documentalistas.
Gráfico 59 – Membros pertinentes da Comunidade de Prática
Fonte: Elaborado pela autora.
No Gráfico 60 verifica-se que 64,2% dos docentes, ou seja, a maioria, já usou um RI como pesquisador, seguidos de 20,8% que nunca usaram e 11,3% que usaram como autores. Nenhum docente usou como colaborador e 2% usou como analista do software.
Do total de docentes, 79,3% consideram relevante que o RI armazene informações científicas e administrativas da organização e 20,8% que armazene apenas informações científicas da organização. Esse armazenamento pode ser tanto por equipe especializada quanto pelo próprio autor (autoarquivamento), segundo a opinião de 62,3% dos docentes, apenas por equipe especializada com 28,3% e apenas por autoarquivamento segundo 9,4% dos docentes.
Gráfico 60 – Nível de uso do Repositório Institucional
Fonte: Elaborado pela autora.
Os documentos mais importantes que devem ser considerados no RI e que mais de 91% dos docentes concordam são: artigos, dissertações, teses e trabalhos de conclusão de curso (TCCs). Entre 70 e 90%, os documentos importantes são capítulos de livros, livros e documentos administrativos e normativos. Os que têm menos concordância entre os docentes são imagens, com 49%. São citados (9%) outros tipos de documentos como registros acadêmicos, patentes, manuais e procedimentos de equipamentos e leis, de acordo com o Gráfico 61.
Gráfico 61 – Documentos importantes no Repositório Institucional
Fonte: Elaborado pela autora.
Sobre as opções de busca no RI, os respondentes afirmam, a partir do Gráfico 62, que assunto e autor são opções 98% necessárias no RI; já tipo de documento é necessário
para 81% dos docentes; 66% afirmam que data da publicação da produção científica é obrigatória; 49% afirmam que data do armazenamento é necessária; e 9% acreditam que possam haver outras opções de busca, tais como: título, palavras-chave, resumo, área de concentração e localidade.
Gráfico 62 – Opções de busca
Fonte: Elaborado pela autora.
Quando considerado como uma base de dados o RI deve contemplar textos completos, resumos e referências, segundo a maioria dos docentes com 58,5%, Gráfico 63. Além disso, 73,6% dos docentes consideram necessária toda a documentação possível de digitalização e inserção; 13,2% acredita que não seja necessário inserir dados anteriores a aplicação do RI e 13,2% afirma que deva ser inserida de acordo com um período específico, que no caso foi indicado de 1 a 5 anos, ou de 2005 para cima, ou que a digitalização dependa do documento.
Gráfico 63 – Repositório Institucional como base de dados
A metade (49,1%) dos docentes considera que o acesso pelos usuários do RI deva ser restrito mediante login e senha; e metade (49,1%) considera que seja aberto e sem nenhuma restrição. Uma única pessoa, representando 1,9%, acredita que o acesso deva ser aberto, sem nenhuma restrição para publicações e etc e restrito dependendo do tipo de documento, como registros escolares, aponta o Gráfico 64.
Gráfico 64 – Acesso ao Repositório Institucional
Fonte: Elaborado pela autora.
De acordo com o Gráfico 65, o nível de retorno esperado pelos docentes do IFSP – Câmpus Araraquara com a implementação do RI no IFSP é na maioria das vezes alto (52,8%) ou muito alto com 45,3%, para todas as opções de retorno. Observa-se que as opiniões para todos os tipos de níveis são muito próximas.
Gráfico 65 – Nível de retorno esperado
Alguns docentes deixaram críticas e/ou sugestões, que estão apresentadas no Quadro 6 através dos comentários. Destaca-se que não foi suprimido nenhum comentário, crítica ou sugestão.
Quadro 6 – Comentários dos Docentes
“Sugiro que sejam realizados treinamentos periódicos para que todo servidor possa contribuir para a solidificação do RI do IFSP.”
“Trabalho muito importante para nossa instituição” “Excelente iniciativa!”
“Excelente trabalho! Estou ansiosa para ter acesso.”
“Realizar um trabalho de divulgação e também de treinamento da comunidade” “Parabéns pelo projeto, com certeza é uma necessidade do IFSP e a implementação do RI trará muitos benefícios”
“Com relação a questão 11: considero importante que os processos organizacionais (como fazer uma solicitação de compra de material? Como reservar uma sala ou um veículo oficial? etc) também sejam documentados em um RI, protegidos pelos devidos níveis de acesso de usuários. Não faria sentido, por exemplo, publicar o processo de solicitação de material para não servidores; Sobre a questão 12: considero fundamental para o sucesso de qualquer plataforma ou ferramenta que seu uso seja simples e
desburocratizado. Assim, do meu ponto de vista, seria melhor não concentrar o trabalho de arquivamento em uma equipe de especialistas, que provavelmente ficaria sobrecarregada com o trabalho. Talvez uma opção mais interessante seja atribuir a essa equipe a responsabilidade de garantir as políticas de uso e de organizar os conteúdos do repositório, mas deixando que o próprio autor realize os arquivamentos. Pelas
definições apresentadas até aqui, acredito que o Arxiv (http://arxiv.or/) seja um
exemplo de RI, destinado a drafts de artigos científicos. Outro possível exemplo de RI, é a ferramenta Microsoft Sharepoint, muito usada em ambientes corporativos para o compartilhamento de processos organizacionais. Particularmente, não considero o
Sharepoint uma boa ferramenta do ponto de vista da usabilidade. Questão 14: quanto
mais amplo o leque de opções, melhor, desde que a interface do sistema não fique sobrecarregada. O ideal é que a interface seja simples, de maneira a não "afugentar" os usuários com o excesso de opções. Um exemplo de interface simples pode ser
encontrado no portal de bibliotecas da USP (http://buscaintegrada.usp.br), na opção "Busca Geral"; Questão 17: considero que há conteúdos que possam ser publicados abertamente e conteúdos que requeiram autenticação.”
“Ótima proposta da criação de um RI para o IFSP. O aporte é muito bem vindo. Ajuda muito nos processos com o MEC (avaliação de cursos). Para a classificação CAPES de instituições de Ensino, visibilidade e internacionalização. Também ajuda no ensino, disponibilizando a produção do campus para as atividades do dia a dia”
Fonte: Elaborada pela autora.
Os apontamentos dos docentes manifestam algumas melhorias que poderiam ser feitas no questionário, destacam também a importância da pesquisa realizada e destacam pontos a considerar, como a necessidade de treinamento, customização e atualização da ferramenta, quando instalada.