3. Addressing Changes in Brazilian Foreign Policy
3.4 The Foreign Policies of Lula and Dilma: A Comparison
A televisão analógica caracteriza-se, de acordo com Paternostro (1999), pela transmissão de 30 quadros por segundo, com uma resolução de 525 linhas, através de um sistema de radiodifusão4 (broadcasting), que emite mensagens em todas as direções, por ondas eletromagnéticas. Hoineff (1991) esclarece que a imagem é produzida por milhares de pontos, distribuídos em linhas e que, a cada momento, varrem a tela do aparelho receptor.
A televisão, atualmente, lida com informações de áudio e vídeo. Segundo Machado (1995), na codificação analógica, cada valor luminoso da imagem corresponde a uma quantidade de eletricidade. A imagem convertida em energia elétrica também pode ser enviada de um lugar para outro, através de cabo, satélite ou via terrestre.
Clivati (2003) acresce que o atual sistema analógico de transmissão terrestre emprega faixas de frequência VHF5 (Very High Frequency) e UHF6 (Ultra High
Frequency) e que ambas apresentam um espaçamento de 6MHz, para cada canal
4 Emissão através de ondas hertzianas de radiofrequência, que são moduladas e propagam-se
eletronicamente através do espaço (Machado,1995).
5 Espectro eletromagnético utilizado na radiodifusão, que compreende as frequências de 30 a 300
MHz. Dentro desse espectro, destinam-se à emissão televisual as frequências de 54 a 216 MHz, que equivalem do canal 2 ao 13 (Ibid.).
6 Espectro eletromagnético utilizado na radiodifusão, que compreende as frequências de 300 a 3.000
MHz. Dentro desse espectro, destinam-se à emissão televisual as frequências de 470 a 890 MHz, que equivalem do canal 14 ao 83 (Ibid.).
de TV. Neste sinal, são enviadas as informações de luminância7 (brilho), crominância8 (cor), sinais de sincronismo9 e o sinal de áudio (estéreo e mono). O sistema VHF permite utilizar, no máximo, doze canais e o sistema UHF possibilita o uso de até sessenta canais. Na prática, os números mencionados reduzem pela metade, devido à necessidade de um canal livre entre as emissoras, para que o sinal de uma não interfira no sinal da outra.
Com o avanço da tecnologia, a nova televisão, que se adotará, trabalhará com dados em formato digital. Cada ponto de luz da imagem transforma-se em um valor numérico, que pode ser armazenado na memória de um computador, conforme enuncia Machado (1988). A imagem em forma de dado pode ser manipulada de acordo com a necessidade do emissor, sem prejuízo de qualidade ou definição. Desta forma, a digitalização permite a manipulação do vídeo, produzindo cópias fiéis ao original, o que não era possível no sistema analógico.
Lévy (1999), que também aborda a questão, aponta que as informações codificadas digitalmente podem ser transmitidas e copiadas sem perdas, o que não ocorre na transmissão analógica. O autor define a digitalização como a tradução da informação em números, portanto, qualquer imagem ou sequência de imagens pode ser traduzida em uma série dados.
A televisão digital é definida por Dizard Jr. (2000, p. 151) como “um salto na direção da computadorização dos aparelhos domésticos de televisão, levando ao seu eventual uso como telecomputadores multimídia”. Os dados armazenados podem ser empregados de acordo com os interesses do receptor, quantas vezes forem necessários, no momento em que ele julgar mais adequado e sem comprometer a qualidade da imagem.
7 Medida da intensidade de uma fonte de luz, percebida em um vídeo. Também adotada como
sinônimo de brilho. É o único sinal reconhecido nos sistemas de vídeo monocromáticos (preto e branco) (Machado,1995).
8 Combinação dos sinais de cor e saturação de cor da imagem eletrônica (Ibid.).
9 Impulsos elétricos que são sobrepostos ao sinal de vídeo, com o fim de regular a análise e a síntese
da imagem. É também a denominação que se dá à exata coincidência entre uma imagem e o seu correspondente som (Ibid.).
De acordo com Cebrián (1998), o processo de transição do sistema analógico para o digital está fundamentado no desenvolvimento de três tecnologias: os microprocessadores, que são pequenos cérebros artificiais, capazes de realizar milhões de operações por segundo; a transmissão ótica de dados, permitindo que os dados possam circular, até mesmo na velocidade da luz; e os sistemas de compressão e codificação dos sinais digitalizados.
O processo digital consiste na transformação de todo tipo de informações, sejam elas imagens, sons ou grafismos, em códigos de números (dígitos) que, para sua compreensão pelos computadores, se expressa em base binária, isto é, utilizando-se tão-somente de ‘zeros’ e ‘uns’. Diante do tradicional método analógico – que, como seu próprio nome indica, supõe a utilização de sinais físicos que produzem ou simulam a mensagem originariamente transmitida -, a digitalização sugere maior simplicidade e precisão – ainda que à custa da eliminação de determinados matizes; permite maior rapidez na transmissão e, principalmente, graças à moderna compressão do sinal, consume bem menos espaço na freqüência que utiliza, com conseqüente redução de custos (CÉBRIAN, 1999, p. 36).
No princípio digital, afirma Hoineff (1991), o sinal de luz registra “um” e a ausência registra “zero”. Cada sequência de pulsações (ou bits10) é composta por uma informação digital que, em conjunto, reproduz os sinais que formam a imagem e o som. Bolãno e Brittos (2007) acrescem que o sistema digital de televisão é a transformação do som e da imagem em dados, através do código binário, ou seja, 0 e 1. Estes dados podem ser transmitidos por antenas ou redistribuídos por cabos, até a residência do receptor. O telespectador, no entanto, para visualizar a imagem e ouvir o som, deve adquirir um televisor com receptor digital, capaz de decodificar os sinais enviados.
Existem, à disposição no mercado, aparelhos de televisão com o receptor digital embutido, seu custo, porém, ainda é muito elevado. Em razão disso, a solução para a maioria da população seria adquirir o set top box, uma pequena caixa que converte o sinal digital e possibilita ao telespectador assistir ao que é transmitido pela emissora, através da televisão analógica. Bolaño e Brittos (2007) esclarecem
10 Menor unidade binária de informação que pode ser armazenada ou transmitida. Adotada na teoria
da informação e nos sistemas cibernéticos. Um bit pode assumir somente 2 valores: 0 ou 1 (Machado, 1995).
que o set top box consiste em um minicomputador, que decodifica os sinais digitais, para que eles possam ser captados pelos aparelhos convencionais. Os autores alertam que os receptores analógicos possuem um limite em termos de qualidade de imagem e som, portanto, não permitem o aproveitamento pleno do potencial da digitalização.
O set top box também possibilita a interatividade entre o telespectador e a televisão através de um canal de retorno, conforme referem Montez e Becker (2005). O equipamento permite a navegação pela internet ou a interatividade com os serviços oferecidos pelas emissoras. Diante de tal possibilidade, os telespectadores adquirirem o controle ao acesso, devido à utilização de diversas tecnologias comuns ao mundo da computação como hardware, memória, modem, discos rígidos para armazenamento de dados, entre outros.
Mota (2009), além disso, evidencia que o set top box possui a capacidade de gravar, guardar e processar qualquer tipo de informação (tanto sinais elétricos, quanto dados). Outro ponto positivo está na possibilidade de adaptar-se a equipamentos comuns no cotidiano de muitos indivíduos, como banda larga, impressora, computador, televisão, telefone, DVD, etc.
2.2.2 Alta definição ou multiprogramação
No que se refere à televisão digital, Montez e Becker (2005) analisam três modalidades: a SDTV (Standard Definition Television), a EDTV (Enhanced
Defenition Television) e a HDTV (High Defenition Televison). A diferença entre os
modelos está no número de linhas horizontais de varredura. O atual modelo analógico trabalha com 525 linhas, enquanto o HDTV pode utilizar até 1.080 linhas, proporcionando, desta maneira, um importante aumento na qualidade da imagem.