4.1 Kvalitative data frå oppsynsrapportar
4.2.4 Fokusområdet i dei austlege vinterbeiteområda
5.1. A vantagem competitiva na relação entre empresas de moldes e estampos com a indústria automobilística
Esta seção apresenta a percepção dos fabricantes de moldes e estampos, participantes da pesquisa, sobre a posição de destaque que lhes foi conferida pelos gestores que coordenam a cadeia de valor da indústria automobilística.
Para tanto foram buscadas as dimensões de valor obtidas a partir da competitividade do setor automobilístico, segundo a perspectiva de seus gestores, seguidos da visão dos gestores do segmento ferramenteiro.
5.1.1. A Competitividade na indústria automobilística como antecedente para compreensão do valor gerado pelo segmento ferramenteiro.
Considerando ser a vantagem competitiva definida pela diferenciação na geração de valor econômico - do qual o aumento da disposição a pagar por benefício percebido pelo cliente e a eficiência do custo econômico são seus direcionadores -(BRADENBURGER; STUART, 1996) (PETERAF; BARNEY, 2003), esta pesquisa buscou o entendimento dos fatores que influenciam o valor sob a perspectiva do cliente, ou seja, das principais empresas representantes da indústria automobilística em relação ao segmento de moldes e estampos.
Para tanto, buscou-se, como dado que antecede a questão do valor, a compreensão dos principais desafios competitivos do setor automobilístico e suas relações com o segmento de fabricação de moldes e estampos.
5.1.1.1. A questão do custo
Dentre os desafios apontados pelos gestores das empresas automobilísticas pesquisadas, o primeiro deles é a busca de economia de escala.
Segundo o entrevistado M1, as empresas automobilísticas competem por “volume”, indicando a economia de escala ou o aumento da participação de mercado como um de seus fatores competitivos mais importantes.
O entrevistado M3 ressaltou que os preços dos automóveis passaram a ser decrescentes e o consumidor mudou a sua forma de valorizar. As razões apontadas foram a saturação do mercado de automóveis em países industrializados, a inserção da indústria automobilística japonesa e o novo foco em mercados ainda em demanda nos países em potencial de desenvolvimento, dando ensejo à expansão do cenário competitivo. Disse M3 que “[...] o desenvolvimento da indústria automobilística em países como Brasil, China, Rússia, se dá pela maturidade dos mercados tradicionais, pelo potencial de demanda nos novos mercados, e pela necessidade de um mercado de reposição para a indústria local”.
Foi constatado também que, em vista da saturação dos mercados e do novo cenário competitivo, os executivos identificam um irreversível movimento de consolidação e concentração da indústria automobilística.
Estas informações ratificam as conclusões de Boyer e Freyssenet (1999, apud SAKURAMOTO, 2002) para os quais, as novas condições competitivas do mercado global da indústria automobilística levaram as empresas fabricantes de automóveis à adoção de estratégias comuns tais como: (a) a busca e consolidação de economia de escala, por meio de fusões, aquisições e alianças; (b) redefinição de competências e ativos essenciais; (c) redução de custos; e (d) agregação de valores e serviços oferecidos aos clientes.
Outra característica encontrada está ligada ao aumento da variabilidade de produtos fornecidos ao mercado, como reflexo da integração do comércio global que, por sua vez, impulsionou a diminuição do ciclo de vida dos produtos e o aumento da freqüência de novos lançamentos.
Afirmou M2 que “[...] a diversificação no mercado de automóveis pressiona o aumento do número lançamentos de novos veículos”. O entrevistado M1 declarou que “[...]
Preços decrescentes
Mudanças no padrão do consumidor Inserção da indústria japonesa Saturação de mercados
Consolidação da indústria Automobilística
Economia de Escala
as automobilísticas têm que lançar novos produtos com maior freqüência”. Consequentemente, disse M2 que “[...]antes um carro era lançado a cada 5 anos; hoje são de 1 ano e 8 meses a 2 anos para mudança do ciclo do carro”.
Ainda conforme o M1 o “[...] ciclo de vida do produto impacta nos negócios, pois faz com que a montadora tenha que trabalhar um pouco mais rápido com os lançamentos para poder acompanhar o mercado”.
De acordo com Bolwijn e Kumpe (1990), desde o início da década de 80, a indústria japonesa intensificou o lançamento de novos modelos em intervalos cada vez menores. Os consumidores se viam diante de ampla oferta de produtos, com ciclos de vida mais curtos e atributos de atualização tecnológica.
Como terceira característica, verificou-se que a expansão do comércio global propiciou a expansão da produção em nível global.
De acordo com M1, “[...] as automobilísticas fazem cotação de ferramentas em empresas fora do país[...]”, já que conforme M3, “[...]a indústria automobilística tem capilaridade e comparabilidade em qualquer lugar do mundo”, o que foi justificado por M3 quando afirmou que “a razão de se comprar no exterior é por formulação econômica” e por M2, quando disse que o “[...]o desafio é tentar chegar em um custo idêntico ou melhor ao que você tem no contexto de comparação global”.
Confirma-se também a posição de Gereffi (2004) que observa a ocorrência de um processo evolutivo, que partiu de um cenário sob efeito da internacionalização do comércio, para o contexto da globalização, onde se deu uma profunda integração de atividades produtivas dispersas ao redor do planeta.
Consequentemente (e paradoxalmente), a integração das atividades produtivas gerou a fragmentação dos processos produtivos, ocorrendo a separação física das diferentes partes da cadeia de valor, e possibilitando que atividades de manufatura fossem realizadas em diferentes países, por meio de redes transnacionais de produção.
Preços decrescentes
Mudanças no padrão do consumidor Inserção da indústria japonesa Saturação de mercados
Consolidação da indústria Automobilística
Aumento da variabilidade produtos Diminuição do ciclo de vida dos produtos
Como conseqüência da busca por economia de escala associada com a diminuição dos ciclos dos produtos e a globalização dos mercados, evidenciou-se que a competitividade da indústria automobilística seria guiada (a) pela busca crescente de maior eficiência nos custos de desenvolvimento e de fabricação dos novos modelos, bem como (b) pelo desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores.
Segundo M3, “[...] a operação da indústria automobilística, na busca de custos, foi mudando, e quem tinha modelos totalmente insourcing, foi dando maior papel para a cadeia de fornecedores”.
Neste sentido, afirmou M2: “Antes nos tínhamos 200 pessoas acompanhando estampos. Hoje temos 12 pessoas”. O entrevistado justificou a estratégia de horizontalização ao dizer que “[...] o custo de acompanhamento dos projetos junto aos fornecedores é de 1% do custo do projeto”. O entrevistado reforçou também que “[...] hoje são 18 meses para construir os estampos. Antes tínhamos 60 meses. Por isso a necessidade de parceiros”.
Por outro lado, embora na visão de M1, “[...] a flexibilidade de se ter uma ferramentaria interna, e fabricar moldes aqui, seja muito grande”, o próprio entrevistado reconheceu que “[...] o custo de se ter uma ferramentaria interna é mais alto”.
Sendo os moldes e estampos produtos projetados e construídos como meios auxiliares para produção de peças e componentes automobilísticos e, estando vinculados ao momento do projeto e do desenvolvimento e lançamento de novos veículos, os fatores acima elencados (escala, variedade, freqüência e eficiência em custos) mostram-se sensíveis à maneira como a indústria automobilística concebe o segmento ferramenteiro.
Afinal, conforme afirma M3, “[...]a comparação com o custo global não atinge só o produto final, automóvel, mas toda a estrutura de custo para fabricá-lo”.
No tocante a importância dos custos, disse M2 que “[...] nós procuramos parceiros que consigam reduzir os custos internos, de transformação, para que ele possa ser competitivo”. Afirmou também o mesmo entrevistado que “o budget construtivo da empresa automobilística está abaixando a cada ano [...]”.
Preços decrescentes
Mudanças no padrão do consumidor Inserção da indústria japonesa Saturação de mercados
Consolidação da indústria Automobilística
Expansão do comércio global Integração das atividades produtivas Fragmentação da cadeia de valor
No mais, o segmento ferramenteiro cuida de uma atividade sensível ao desenvolvimento de novos produtos, já que conforme M1, “o investimento em ferramental é gigantesco”. Para M2, cerca de 30% do custo de desenvolvimento de um novo veículo é aplicado na construção de ferramentais.
Assim, o segmento de fabricação de moldes e estampos nasceu e se desenvolveu em meio à cadeia de suprimentos da indústria automobilística sob a lógica da maximização da eficiência e visando a diminuição dos custos de fabricação, sendo este um dos principais objetivos a justificar, não apenas a existência do segmento, mas também a nortear o processo de criação de valor e a vantagem competitiva de empresas tidas como destacadas.
As análises acima foram feitas com base nos temas que formam a Categoria 01 – Escala, Novos Produtos, Frequência, Internacionalização e Custos, conforme Quadro 7 abaixo.
Quadro 7: Categoria 01 – Escala, Novos Produtos, Frequência, Internacionalização e Custos CATEGORIA 01: ESCALA, NOVOS PRODUTOS, FREQUÊNCIA,