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2.3 Den nye nordområdepolitikken

3.4.1 Fiskeri og Svalbard

O item a seguir trata dos diminutivos encontrados no corpus dos homens madri- lenos. Considerando o gênero masculino de ambas as variantes, o corpus madrileno se revelou muito mais expressivo (nove ocorrências) no que diz respeito ao uso de diminu- tivos de base substantiva concreta que o corpus dos homens da variante carioca (uma ocorrência analisável).

Dos três entrevistados apenas o de 32 anos não realizou formações diminutivas de base substantiva concreta. Mas todos apresentaram diminutivos de base adjetiva ou adverbial – poquillo, tranquilito, poquito, ladito, pequeñito, fresquito, famosillo, vieji- tos, bajitos, ratito, cerquita, delgadito, normalito, facilito. Quanto ao uso referencial, o

mais recorrente no corpus das mulheres madrilenas, só o entrevistado de 28 anos reali- zou diminutivos com esta função.

A trigésima quarta ocorrência é a formação diminutiva abriguito em estágio baixo de lexicalização (derivação real) e com funções sobrepostas, neste caso função referencial e de afeto positivo.

(34)< 1.> mi hermana mayor/ que me lleva tres años se llama N// porque el año que nació ellos esperaban un niño claro// y nació una niña y la llamaron N porque se había tirado:// todo el invierno nevando// o sea que ...// y lo de este año/ que ha nevado un poquito creo que fue este año// en: navidades nevó un día pues// antes yo me acuerdo que nevaba más// más que nevar granizaba más hacía: más frío/ y llovía más era- era-/ era diferente// ahora va con un abriguito/ pasas frío un día o dos y ya está// pero yo creo que también tenía que ver con la ropa era peor/ o/ que/ vivíamos peor/ o no sé// o que no había calefacciones en las casas eran ca- lefactores// puede ser que: sea así

O diminutivo abriguito se encontra entre o pólo referencial e o pólo subjetivo de afeto positivo, posto que o entrevistado está comparando o inverno de antigamente com o inverno dos dias de hoje na Espanha. Segundo ele, hoje em dia é possível passar o inverno com um casaco mais leve – uso referencial, que interfere na espessura do casa- co, a base abrigo permite redução de tamanho em termos concretos.

Quanto ao uso subjetivo de afeto positivo, o entrevistado o faz por referir-se à qualidade do casaco que, embora mais fino, é possivelmente melhor que as roupas que ele usava antigamente. Esta última classificação pode ser confirmada no fato de ele con- trapor uma estrutura reiteradora de pejoratividade – La ropa era peor, à formação dimi- nutiva – abriguito.

Pode-se dizer que tal ocorrência está a serviço da construção de face do entrevis- tado, visto que a mesma aparece em uma comparação que ele faz aos tempos em que era mais novo e que vivia com menos renda, o que o impossibilitava adquirir um casaco de mais qualidade (que o aquecesse mais).

Já a trigésima quinta ocorrência sobrepõe a função referencial à de afeto negati- vo. Diferentemente dos parquinhos em português que, em geral, aparecem em estágio avançado de lexicalização, a formação parquecillos em espanhol está em estágio médio de lexicalização porque ainda alterna com a forma básica.

(35)< 1.> yo// no/ yo creo que no// creo que no hay mucha// además// suelen ir a ca- feterías/ y las cafeterías además cerca del centro o darse una vuelta por el centro o sea lo de la plaza el domingo// que- que vas por la calle Libreros y ves como un mar de gente por la calle Mayor// eso es una tradición/ aquí// como ciudad caste- llana más que:-/ que del sur/ y esa tradición sigue// y luego la gente de más de sesenta también se pasean pero a lo mejor se quedan más en casa// o se quedan por el barrio// o en: los parquecillos// eso es lo que yo veo// pero mis padres tie- nen más de sesenta y van por allí o sea que no sé

O próprio entrevistado intercala as formas; quando trata dos entretenimentos para crianças usa a forma simples, já quando fala sobre os idosos utiliza a formação diminutiva. Há sobreposição de funções, afinal a função referencial está presente.

No entanto, não é esta a função sobressalente. O uso subjetivo afetivo negativo é o que mais se destaca quando, ao falar sobre o que os idosos de mais de sessenta fazem, ele diz que quando não estão em casa, estão pelo bairro ou nos parquinhos. Mais adiante ele usa uma conjunção adversativa para dizer que, embora seus pais tenham mais de sessenta, eles continuam freqüentando os mesmos lugares que os mais jovens entre trin- ta e sessenta costumam ir.

Tal uso contribui à construção da imagem do entrevistado, visto que revela seus valores, quanto ao que é aprovado ou não por ele. Neste caso ele deixa claro que não é favorável que seus pais fiquem muito tempo em casa ou se limitem às mediações do bairro. Podemos pensar que o entrevistado zela pelo bem-estar e saúde mental de seus pais.

4.2.1 Usos Referenciais

As ocorrências 36, 37 e 38 se referem à formação casita em estágio baixo de lexicalização (derivações reais), as três são usadas em um mesmo contexto, pois fazem parte da descrição de um bairro determinado em Alcalá, e aparecem com função refe- rencial.

(36) < 1.> o sea es// Cuatro Caños:// sí es un sitio de- de negocios ¿no? ahí no vive nadie realmente/ son/ pues oficinas/ pequeños negocios empresas/ pero luego yendo hacia lo que te digo hacia el cuartel militar/ pues empieza un ba- rrio de casitas bajas// que llega prácticamente ha sta ahí/ hasta ...

(…)

(37) < 1.> ¡uf:!// barrio de a lo mejor del año:- del año sesenta y: cinco o por ahí/// mis viviendas son del año cincuenta y nueve// son un poco más antiguas pero vamos/// hay casitas bajas/ que son bastante antiguas también// que pueden ser del año cincuenta// el año cincuenta/ sí

(…)

< 2.> ese era el más antiguo

(38)< 1.> el más antiguo/// entonces te digo que es una zona antigua donde hay casi- tas también// casitas de construcción barata/ ¿sabes?///

Esta classificação pode ser comprovada pelo fato de a palavra base ser passível de redução de tamanho (casa - casita) em termos concretos e a possibilidade de se subs- tituir a forma sintética pela analítica (casita - casa pequeña), sem comprometer o senti- do do todo enunciado. Há ainda os adjetivos baixas e baratas, que, neste contexto, con- tribuem à imagem dimensional das casas.

Os usos referenciais acima compõem um cenário de descrição de um bairro de- terminado em Alcalá, logo não contribuem à construção de face do entrevistado que, certamente o faz por outros meios ao longo da interação.

4.2.2 Afeto Positivo

As três formações diminutivas a seguir são usadas com afeto positivo. A primei- ra ocorrência com função exclusivamente de afeto positivo (a trigésima nona dos corpo- ra) é o diminutivo cerrito em estágio baixo de lexicalização (derivação real).

(39) < 1.> pues/ la primera operación era subir el cerrito ése donde están-/ había como un estanque allí/ con peces de colores/ íbamos a ver los peces// y después a los columpios// a ti-/ primero/ pasando: la comida a los patos// y después a los columpios a los peces no les echábamos comida//

Ao ser questionado sobre o que fazia no parque O’donell quando criança, o en-

trevistado de 30 anos usa a formação diminutiva para compor o cenário de onde ele brincava. A recordação de sua infância justifica o uso afetivo positivo.

O diminutivo usado com afeto positivo contribui à construção da imagem do entrevistado, pois aparece na composição de um lugar que lhe é agradável ainda hoje, visto que atualmente ele leva seus sobrinhos. Tal escolha projeta a imagem de um ho- mem que aprova determinadas atividades voltadas às crianças; tanto é assim que ele não

só se recorda de quando frequentava o parque como também proporciona a mesma ati- vidade a seus sobrinhos.

A quadragésima ocorrência é o diminutivo ancianitos em estágio baixo de lexi- calização (derivação real).

(40)< 2.> ¿tratas de tú a la gente normalmente? < 1.> yo hasta a los ancianitos (risa = 1)

No início da entrevista, em meio a negociação de qual forma de tratamento usar, o entrevistado de 28 anos encerra essa discussão afirmando que até os idosos ele trata por tu, logo não há porque, ainda que não se conheçam, tratarem-se de maneira formal. Tal ocorrência revela um uso afetivo positivo voltado ao referente ancianos, que retrata o juízo de valor do entrevistado, logo interfere na construção de sua imagem pública.

Esta formação diminutiva contribui à veiculação da idéia de que o entrevistado tem dos mais idosos e isso contribui à formação de sua face nesta interação. Mais adian- te o entrevistado diz que alguns idosos não gostam desse tratamento, mas que sempre tenta tratar a todos da mesma maneira.

Consideramos a quadragésima primeira ocorrência em estágio baixo de lexicali- zação (derivação real), embora a formação diminutiva já remeta o entrevistado a um referente específico, neste caso o hospital.

(41) <1> (…) íbamos (m:) mis padres y los cinco/ y si estaban mis abuelos también mis abuelos/ de iglesia en iglesia empezábamos en el Cristo de los Doctrinos// y íbamos luego al: convento de Santa Úrsula/ a las Agustinas a la Magistral// a las Bernardas/// luego a la calle de La Imagen el convento que hay ahí el de Santa Clara// a:l hospital de altez-/ bueno al hospitalillo que le llamamos aquí// y luego a Santa María//

Ao falar sobre as coisas que ele fazia em família quando era criança, o entrevis- tado relata que na Semana Santa visitava com seus pais e seus irmãos monumentos his- tóricos e dentre eles estava o hospital, que o entrevistado opta por mencioná-lo em di- minutivo. Durante o discurso o entrevistado substitui a forma básica pela diminutiva, porque segundo ele é assim que chamam o hospital onde ele mora.

Muito provavelmente a formação diminutiva foi motivada pelo tamannho do hospital, no entanto, a questão que o entrevistado faz em se corrigir e se referir ao hospi- tal por sua forma sintética revelam seu afeto positivo frente o objeto mencionado.

O entrevistado parece fazer questão em chamar o hospital pela forma diminutiva para marcar um valor subjetivo que remonta os tempos de sua infância. Desde este pon- to vista, a ocorrência é usada com um valor afetivo positivo, coerente com o que ele apresenta como uma infância feliz. A formação diminutiva serve à construção da ima- gem do entrevistado como alguém que teve uma infância saudável, sem luxo, porém em família, com brincadeiras de criança e passeios a monumentos públicos.

4.2.3 Atenuante

No que concerne ao âmbito da atenuação, a quadragésima segunda ocorrência – cosillas – é a única no corpus dos homens madrilenos com esta função. Consideramos a formação em estágio baixo de lexicalização, porque se trata de uma derivação real, com a forma básica cosa acrescida do sufixo illo.

(42)< 1.> pues hice: ima- imagen y sonido/// < 2.> ¿y qué pasa no encuentras ...?

< 1.> hombre sí he hecho cosillas pero (m:)-// pero no me centro en nada concre- to

O entrevistado de 28 anos, ao ser indagado sobre seu trabalho, parece evitar di- zer que não trabalha na área que se formou e responde fazendo uso de uma formação diminutiva. No entanto, mais adiante ele acaba explicando que o mercado de trabalho em sua área é muito concorrido e especializar-se custa muito caro.

Deste modo o diminutivo aparece no pólo subjetivo, porém estabelecendo uma relação não com o referente, mas com o interlocutor. Nesse caso, o entrevistado se dis- tancia do enunciado, para não se comprometer com o dito e, consequentemente, não comprometer sua face. Esta formação aparece como um atenuante para proteger a face do entrevistado diante de seu interlocutor.

Em síntese o que se pode afirmar é que os diminutivos nos corpora apareceram muito mais no pólo subjetivo que no referencial. O uso dos diminutivos para expressar afeto negativo não é um recurso produtivo na variante madrilena, afinal não houve ne- nhuma sobreposição de funções com afeto negativo no corpus das mulheres e não apa-

receu nenhum diminutivo com função apenas de afeto negativo no corpus do homens. Ou seja, no primeiro só foram realizadas quatro ocorrências com afeto negativo enquan- to no segundo houve apenas a ocorrência de um diminutivo sobrepondo as funções de afeto negativo e dimensão.

O corpus madrileno confirma, de certa forma, a tese de Amado Alonso (1951) de que os diminutivos sintéticos em espanhol são usados para expressar afetividade (a- feto positivo), visto que esta é a segunda função mais frequente no corpus. Porém, vai de encontro ao afirmado por Alonso (op. cit.) de que a função afetiva é a mais recorren- te para os diminutivos sintéticos; afinal, o corpus revelou a função referencial como a mais frequente nas entrevistas madrilenas.

Considerando as funções sobrepostas, em um total de 25 ocorrências no corpus madrileno, 11 desempenharam a função de afeto positivo, somente os usos referenciais superaram os de afeto positivo – 14 ocorrências referenciais. O que vai de encontro à afirmação de Alonso (op. cit) de que para expressar pequenez em espanhol o falante utiliza a forma analítica.

No corpus investigado, mesmo que sobreposta a outras funções, a marca refe- rencial esteve presente em mais da metade das ocorrências, revelando um vínculo ainda bastante forte entre o traço de dimensão e os diminutivos sintéticos.

Quanto à função de atenuante, só houve duas ocorrências, sendo uma no corpus das mulheres (cosillas) e a outra no corpus dos homens (cosillas). O resultado para a atenuação reflete a atividade entrevista sociolingüística, que baliza os tipos de ato que possam surgir. O uso quase nulo de atos exortativos nas entrevistas pode justificar a baixa incidência de atenuantes.

Porém não influi no trabalho de elaboração de face dos entrevistados. Em ambos os corpora, os diminutivos se mostraram ativos contribuindo não só com a construção de face dos falantes, mas com a construção de identidades, ou seja, em um total de 25 ocorrências, 19 estiveram à serviço da construção de face do interlocutor.

Gráfico 4 – Resultado das categorias morfopragmáticas no corpus madrileno.

O gráfico acima retrata a distribuição das funções subjetivas e referencial no corpus madrileno. Os sete diminutivos com funções sobrepostas aparecem com suas funções desmembradas, com o intuito de tornar os usos comparáveis entre si. Para o corpus feminino encontramos 9 usos referenciais, 7 usos com afeto positivo, 4 com afe- to negativo e 1 atenuante. Já no corpus masculino, houve 5 usos referenciais, 4 com afeto positivo, 1 com afeto negativo e 1 atenuante. Desse modo, podemos observar que a função referencial foi predominante no corpus das mulheres e dos homens, o que indi- ca a permanência de um uso mais canônico do diminutivo no corpus madrileno.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com os resultados, que indicaram um uso predominante de diminuti- vos com funções subjetivas, confirmamos a hipótese de que, em uma atividade como a entrevista sociolinguística, o falante utiliza o diminutivo em contextos em que esse uso serve para projetar aspectos da face do entrevistado.

Logo, o diminutivo não seria apenas um atenuador de ameaças à face, como a- firmam Brown e Levinson (op. cit.), mas também pista contextual que contribui ao tra- balho de construção de face.

Quanto aos valores projetados por cada comunidade de fala, as entrevistadas do corpus carioca usam os diminutivos em contextos em que querem marcar o grupo do qual não fazem parte, atribuindo ao grupo do outro um afeto negativo por meio, dentre outros elementos, das formações diminutivas.

Coerente com o ethos mais consensual desta comunidade de fala, as entrevista- das evitam ser taxativas, diretas na expressão de sua opinião e optam por construções como algumas cidadezinhas por ali, qualquer joguinho mesmo, etc.

Os homens cariocas não usaram os diminutivos para a construção de sua face. Os usos diminutivos, inclusive os de outra classe gramatical, apareceram em descrições e narrativas, o que provavelmente influenciou no resultado de uma única ocorrência diminutiva, sendo ela de função referencial.

Para o corpus madrileno, os diminutivos contribuem à projeção de uma comuni- dade de fala que valoriza a autonomia, não só para expressar seus juízos de valores, mas para marcar uma independência que vai do concreto (financeiro) ao mais abstrato (as idéias).

Homens e mulheres usam os diminutivos para marcar afeto positivo por seu re- ferente e assim construir seus argumentos (mientras siga em mi pisito) ou ainda constru- ir seus discursos descritivo-narrativos (la primera operación era subir el cerrito).

Porém, se focamos os homens de ambas as variantes, observamos que os dimi- nutivos não são tidos como um recurso produtivo para a expressão de subjetividade – são muito mais marcadores de dimensão.

O gráfico a seguir demonstra a distribuição dos diminutivos com função referen- cial e subjetiva nas variantes madrilena e carioca. As formações com funções sobrepos- tas, sete para o espanhol e três para o português, foram desmembradas de modo a tornar comparável o pólo referencial e o subjetivo.

Gráfico 5 – Resultado dos usos subjetivos e referenciais nas variantes madrilena e carioca

Fonte: Própria.

Os três diminutivos (joguinho e as duas ocorrências de cosilla) que funcionaram como atenuantes marcaram um distanciamento entre o falante e o enunciado e, conse- quentemente, a proteção da face do entrevistado. A proteção da própria face por parte dos entrevistados está condicionada à atividade entrevista sociolinguística que, ao ser gravada e focada nas informações dos entrevistados, gera um maior cuidado com a ima- gem que está sendo veiculada – exposta. A ameaça ao entrevistador não se concretiza porque, dentre outras coisas, os papéis dos participantes estão muito bem definidos den- tro dessa atividade. No entanto, o resultado para os diminutivos que funcionam como atenuantes pode refletir as limitações que um corpus composto por entrevistas sociolin- guísticas apresenta, afinal tal atividade baliza os atos de fala que possam surgir na inte- ração.

A alta incidência do uso de diminutivos com afeto negativo no corpus das mu- lheres cariocas e a baixa incidência do mesmo no corpus das mulheres madrilenas está relacionado ao ethos dessas duas comunidades de fala, já que as cariocas se valem do caráter polissêmico do sufixo diminutivo para expressar uma crítica ou atribuir um valor pejorativo a seu referente e as madrilenas o fazem por meio de adjetivos, ou seja, de forma direta. Quanto ao resultado morfopragmático para os homens, os diminutivos de base não substantiva se mostraram muito mais produtivos que os de base substantiva concreta.

Diferente do corpus carioca e contrário ao que afirmava Alonso (op. cit.) sobre o aspecto marginal de dimensão nos diminutivos sintéticos do espanhol, o corpus madri- leno revelou a permanência do traço dimensional em quase todas as ocorrências, ainda que houvesse uma função sobreposta. Porém, confirmou a alta frequência de uso dimi- nutivo com afeto positivo por meio dos sufixos -illo (a) / -ito (a).

Logo, pode ser afirmado que os usos morfopragmáticos dos diminutivos diver- gem nas entrevistas cariocas e madrilenas – afinal, enquanto o caráter referencial per- manece atrelado ao sufixo diminutivo em espanhol para ambos os gêneros, em portu- guês a expressão da subjetividade por meio dos diminutivos é preponderante no corpus feminino.

Já o corpus dos homens da variante carioca se mostra inexpressivo tanto para a função referencial quanto para a subjetiva, o que pode indicar que os diminutivos sinté- ticos são uma característica do gênero feminino na variante carioca e que os homens se valem de outros recursos linguísticos para expressar subjetividade e fazem uso dos di- minutivos analíticos para expressarem tamanho.

Em suma, corroboramos a noção de que os diminutivos não só atenuam ameaças à face, mas servem à construção da mesma. As formações diminutivas contribuem com a projeção do valor de autonomia para os madrilenos e da conformidade e habilidade dos cariocas para expressar sua subjetividade.

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