• No results found

2 Arbeidarforfattarar, arbeidarlitteratur, og den litterære arbeidarkroppen 16

3.2 Fia fortrenger arbeidarkroppen i teneste i prestegarden

3.2.1 Fia blir som presten i sinn og skinn

As variáveis explicativas utilizadas no modelo de regressão logit ordenado encontram-se descritas no Quadro 4. Foram utilizadas 5 variáveis independentes. Quatro delas permitem investigar o papel desempenhado pela especificidade dos ativos: Folhosas (especificidade temporal), Ativo Físico, Ativo Humano e Produto Certificado (especificidade de marca). Também foi utilizada uma variável de controle (Área).

Quadro 4 - Descrição das variáveis explicativas do modelo de regressão logit ordenado

Variável Descrição esperado Sinal

Folhosas

Identifica a existência de ativo temporal. Recebe valor 1 se o tipo de produto transacionado for classificado como folhosa, 0

caso contrário.

+

Ativo Físico

Intensidade de ativo físico presente na transação. Indicador construído a partir da somatória das variáveis: hidroponia (1 utiliza, 0 não utiliza) + irrigação (presença de irrigação por gotejamento e/ou microaspersão na transação | 1 presença, 0 não presença) + cultivo protegido (1 adota cultivo protegido, 0 não adota). Portanto, o indicador pode assumir 4 valores – 0, 1, 2 e 3.

+

Ativo Humano

Mede a intensidade de ativo humano presente na transação. O indicador foi construído a partir da somatória das variáveis: curso de irrigação e/ou cultivo protegido (recebe valor 1 se na transação foi indicado que o produtor participou de curso ou evento deste tipo, 0 caso contrário) + outros cursos de produção agropecuária (recebe valor 1 se na transação foi indicado que o produtor participou de curso ou evento deste tipo, 0 caso contrário) + curso sobre gestão da produção agropecuária (recebe valor 1 se na transação foi indicado que o produtor participou de curso ou evento deste tipo, 0 caso contrário) + assistência técnica (recebe valor 1 caso o produtor indicou que receba assistência técnica da associação/cooperativa e/ou assistência técnica contratada). Portanto, a variável pode assumir 5 valores (0, 1, 2, 3 e 4).

+

Produto Certificado

Proxy para presença de especificidade de marca. Recebe valor 1 caso o produto indicado na transação era certificado, 0 caso

não era.

+

Área

Variável de valor contínuo referente a área (em hectare) sob gestão do produtor (área própria + área arrendada pelo produtor + área em parceria e/ou meação – área arrendada a terceiros).

-

Fonte: autor (2017)

A classificação das hortícolas pode ser utilizada para definir ativos com diferentes níveis de especificidade temporal. Como já apresentado, a perecibilidade de uma hortícola folhosa é maior que a perecibilidade de uma hortícola não folhosa. Farina et al. (1997, p. 86) ressalta sobre a especificidade temporal em que “o valor de uma transação, depende, sobretudo, do tempo em que ela se processa, sendo especialmente relevante no caso da negociação de produtos perecíveis”. Logo, a variável “folhosas” foi utilizada no modelo para definir ativos com maior especificidade temporal. Portanto, espera-se aumento na intensidade de coordenação governando a transação.

No Quadro 4 tem-se a variável “Ativo Físico”. A variável é um indicador de especificidade de ativo físico construída segundo a adoção de tecnologias que possuem algum grau de especificidade. A hidroponia é uma tecnologia de cultivo que não necessita de terra (solo). O cultivo hidropônico facilita o controle de pragas e doenças, aumenta a produtividade pelo ganho em escala e possibilita produção sazonal. Percebe-se que uma das maiores vantagens do investimento nesta tecnologia é o ganho em qualidade e escala, permitindo o cultivo de plantas em uma densidade muito maior que o cultivo convencional no solo. No entanto, para implementação do sistema hidropônico de produção o produtor terá um custo elevado, pois terá que adquirir materiais e equipamentos especiais, próprios para este tipo de cultivo (PAULUS et al., 2010). Desta forma, transações em que os produtos foram cultivados por meio hidropônico possuem algum grau de especificidade. Espera-se, portanto, que o horticultor que utilizou essa tecnologia para produção adote estruturas de governança em suas transações com maior intensidade de coordenação na tentativa de reduzir os riscos vinculados ao investimento realizado.

O investimento em irrigação na produção hortícola é quase que imprescindível. A irrigação, apesar de não diferenciar o produto, permite produção em épocas de escassez de chuva. Sua implementação deve considerar o tipo de produto a ser produzido, área e sistema de irrigação a ser utilizado. Nesse sentido, o sistema de irrigação localizado (gotejamento e/ou microaspersão) exige alto investimento em tubos, mangueiras e gotejadores e/ou microaspersores previamente dimensionados de acordo com o tipo de produto, área a ser plantada, densidade de plantas entre outros fatores. Por exemplo, o espaçamento e a necessidade hídrica da alface se diferem do tomate, o que torna os projetos de irrigação localizada destes dois produtos diferentes entre si. Assim, a reinstalação da tecnologia de irrigação localizada para uso em diferentes áreas ou tipos de produtos, implica em perda de valor da mesma quando comparada a tradicional tecnologia de aspersão. Nessa, as mangueiras, tubos e demais equipamentos conseguem ser deslocados e reinstalados com maior facilidade resultando em menor perda de valor. No entanto, esse sistema se torna menos eficiente por desperdiçar maior volume de água e energia quando comparado ao sistema localizado. Somado a isso, dependendo do tipo de hortícola cultivado, o impacto das gotas de água gerado pelo sistema de aspersão pode danificar a planta prejudicando sua qualidade. Desta forma, produtores que investiram em sistemas de irrigação por gotejamento e/ou microaspersão possuem ativos com maior grau de especificidade física.

Do mesmo modo que o déficit hídrico é prejudicial à planta o excesso de água também pode afetar negativamente sua produtividade. O cultivo em ambiente protegido

permite não só o controle hídrico, bem como facilita no controle de temperatura, umidade do ar, radiação e ventos que influenciam na produção e qualidade das hortaliças. Presume-se que a utilização da tecnologia cultivo protegido além de aumentar a produtividade proporciona maior qualidade às hortaliças quando comparado com o cultivo tradicional no campo. Por outro lado, o cultivo em ambiente protegido apresenta sua desvantagem com relação ao custo de implantação. Logo, o produtor que investe em uma estrutura de cultivo em ambiente protegido visa aumento de produtividade e qualidade, principalmente para os produtos que são mais sensíveis às condições climáticas e do solo. O uso alternativo em outros produtos, que não os mais sensíveis, dificulta a capacidade do produtor em recuperar o investimento realizado. Tornando assim, o cultivo protegido, um ativo com maior grau de especificidade.

Como descrito no Quadro 4 a variável Ativo Físico é a somatória de três variáveis que indicam especificidade de ativo físico (cultivo hidropônico + irrigação por gotejamento e/ou microaspersão + cultivo protegido). Dispõe-se assim de um indicador de especificidade de ativo físico com 4 níveis que permite medir a intensidade de ativo físico presente na transação. O nível 0 do indicador indica ausência de especificidade física na transação, já o nível 3 indica presença das 3 tecnologias que elevam a especificidade. A Tabela 7 apresenta a distribuição de transações de acordo com cada nível do indicador de especificidade de ativo físico. Espera-se que quanto maior o nível de especificidade física presente na transação, maior seja a intensidade de Coordenação governando a transação.

Tabela 7 – Distribuição de transações conforme nível do indicador de especificidade de ativo

Ativo Físico Ativo Humano

Nível Obs. % Nível Obs. %

0 447 79,62 0 490 86,80 1 101 17,10 1 50 8,68 2 7 1,27 2 22 3,63 3 12 2,01 3 5 0,89 4 0 0,00 Total 567 100,00 Total 567 100,00 Fonte: autor (2017)

Para terceira variável explicativa utilizada no modelo logit ordenado, tal como a variável Ativo Físico, foi construído um indicador. Neste caso se busca medir a intensidade de ativo humano presente na transação. Conforme apresentado no Quadro 4 o indicador de ativo humano possui 5 níveis e foi construído com base em 4 variáveis. Três dessas variáveis procuram identificar se o produtor, seus familiares e/ou funcionários da propriedade participaram de eventos ou cursos relacionados a: (i) irrigação, (ii) cultivo protegido, e (iii) outras técnicas de produção ou gestão agropecuária. Presume-se que se o produtor investiu

recursos para que seja cursado um ou mais desses cursos, terá à sua disposição conhecimento em forma de ativo humano. A variável assistência técnica fornecida pela associação/cooperativa e/ou contratada particular, também faz parte do indicador de ativo humano. Espera-se que o produtor que contrate ou busque assistência técnica esteja à procura por diferencial produtivo, seja por aumento de produção e/ou qualidade. Assim, a variável “Ativo Humano” mede a intensidade de especificidade desse ativo humano presente na transação podendo, variar de 0 a 4.

No nível 0, indica as transações em que o horticultor não cursou ou participou dos cursos mencionados acima. Tampouco recebeu assistência técnica da associação/cooperativa ou contratada particular. No oposto (nível 4), admite-se que na transação o horticultor possui elevado investimento em ativo humano. Cursou ou participou de eventos relacionados a irrigação, cultivo protegido e outras técnicas de produção ou gestão agropecuária, bem como conta com assistência técnica contratada e/ou fornecida pela associação/cooperativa. Portanto, espera-se uma relação positiva entre a variável indicadora de especificidade humana com a variável Coordenação. Na Tabela 7 observa-se a distribuição de transações por nível do indicador de especificidade de “Ativo Humano”. Não se nota presença de transações com o nível 4 do indicador. Assim sendo, esse nível não será utilizado no modelo de regressão logit ordenado.

A quarta variável que permite investigar o papel desempenhado pela especificidade dos ativos é se o horticultor possui algum “Produto Certificado”. A certificação é uma especificidade de marca que atesta os atributos intrínsecos do produto. Ou seja, se o produto certificado tiver que ser vendido como um produto tradicional perderá todo valor e informação intrínseca que a certificação busca transmitir. Portanto, a certificação do produto (orgânica, agricultura familiar, selo da rede de supermercado) gera especificidade de ativo de marca, elevando consigo a necessidade de a transação ser coordenada por formas organizacionais mais complexas.

Conjuntamente às variáveis de especificidade de ativos utilizou-se no modelo a variável de controle “Área”. Como apresentada no Quadro 4, refere-se à área em hectare sob gestão do produtor. O produtor que possui maior área tende a ter maior capacidade de produção e, portanto, maior escala de comercialização resultando em uma menor dependência de incentivos do comprador.

4 ANÁLISE DAS TRANSAÇÕES DOS PRODUTORES HORTÍCOLAS DA SERRA FLUMINENSE

O intuito deste capítulo é analisar as transações a partir da variável Coordenação. Porém, antes de se iniciar a análise descritiva, com o propósito de ampliar o entendimento da dinâmica da cadeia produtiva, serão apresentados os principais aspectos da comercialização dos produtos da agricultura familiar que ocorrem entre os diversos agentes presentes nesta cadeia. Na seção seguinte, os grupos de intensidade de coordenação identificados na seção 3.3 serão comparados a partir de estatísticas descritivas (médias e frequências). Nesse caso, serão utilizadas variáveis que permitam caracterizar os grupos, bem como identificar potenciais fatores determinantes da intensidade de coordenação. Por fim, na terceira seção, será apresentado o resultado do modelo logit ordenado, utilizado principalmente para testar o papel da especificidade de ativos na determinação da intensidade de coordenação.

Outline

RELATERTE DOKUMENTER