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3 Norsk beskatningsrett av ikke-hjemmehørende digitale foretak etter skatteavtaleretten .25

3.3 Fast driftssted – Skatteavtalen art. 5

O Quadro 45 apresenta o resumo dos constructos na organização B. Quanto ao constructo sustentabilidade, a organização B possui grandes preocupação com metas ambientais, em que a concepção de sustentabilidade está associada a questões ambientais. Existe grande preocupação com questões relacionadas a saúde e segurança, até pelo fato da organização desenvolver produtos relacionados a esta temática.

Quadro 45 - Síntese dos constructos na organização B.

Constructo Síntese dos constructos na organização B

Sustentabilidade Apesar de assumir a visão do TBL, possui grande preocupação com metas ambientais, e itens de saúde e segurança.

Stakeholders Há diversos meios de interação da organização com seus stakeholders, e quanto ao levantamento das demandas dos stakeholders, a matriz de materialidade e interações durantes as atividades são os principais meios utilizados.

Sustentabilidade Social

A organização possui iniciativas internas e externas para atender aos stakeholders, que são estruturados em produtos sociais com o propósito de atender à objetivos sociais globais e abrangentes.

Medição de

Desempenho A organização possui diversas medidas de desempenho, que são desenvolvidas a partir da estratégia e possuem diversas infraestruturas para coleta e análise dos dados. As medidas são utilizadas para avaliar a estratégia, com comunicações internas e externas, fazem parte da análise de desempenho e para melhoria das iniciativas. As medidas são definidas a partir dos objetivos estratégicos definidos pela matriz. Para projetos sociais externos, define-se projeto a projeto. O sistema ERP e outros sistemas são usadas para coleta e tratamento. Para tomada e interpretação dos resultados para a matriz, o traffic light, que indica se o desempenho é satisfatório ou não. Além disso, as medidas são usadas na análise de desempenho dos funcionários.

Medição de

Desempenho em

Sustentabilidade Social

Há diferenças para o desenvolvimento de sustentabilidade social interna e externa. Para RH-B, os reconhecimentos externos refletem efetividade das ações realizadas. Existe um indicador utilizado para avaliar um projeto social externo, que avalia impacto social, porém, para a organização, não é visto desta forma. Não foram encontradas evidências de que a organização usa a visão de cadeia de impacto para conceber ou analisar medidas de desempenho. Temas desenvolvidos pela organização como: desenvolvimento profissional, relacionamento com as comunidades, saúde e segurança e relacionamento com os clientes. Os propósitos das medidas de desempenho em sustentabilidade social são: medir o desempenho, gerir a estratégia, comunicação com os stakeholder, influenciar comportamentos e gerar aprendizado e melhoria.

Fonte: Elaborado pela autora.

Nesse sentido, quanto à primeira proposição de pesquisa (as demandas dos stakeholders são o primeiro elemento básico para medição de desempenho em sustentabilidade social), a organização interage com seus stakeholders internos por meio de reuniões, murais,

televisões (as duas últimas ferramentas foram comprovadas pela pesquisadora), com relação os stakeholders externos, há ouvidoria, relações governamentais e marketing corporativo.

Para identificar as necessidades dos stakeholders, a matriz da organização desenvolveu uma matriz de materialidade que orienta grande parte das ações das subsidiárias.

Esta questão foi relatada por SUSTENT-B e o no próprio relatório de sustentabilidade, além de verificação pela pesquisadora.

Assim, observa-se que a proposição é válida para a organização e o elemento (requisitos dos stakeholders) se faz presente na organização B.

No que se refere à segunda proposição (os requisitos dos stakeholders são desdobrados em objetivos sociais de curto e longo prazo), a estratégia global da organização

foi desenvolvida com base na matriz de materialidade, que foi construída em 2015. Logo, os objetivos e metas são todos relacionados a esta matriz.

Este desdobramento da materialidade em objetivos e metas é reforçado pelo Performance Prism de Adams, Neely e Crowe (2001), que afirmam que o primeiro questionamento da organização deve ser “o que os stakeholders desejam? ”, o que é expresso no formato dos resultados da matriz de materialidade, que foi desenvolvida pela matriz da organização. O mesmo é corroborado por Rouse e Putterill (2003) e Nudurupati et al. (2011)

De forma geral, observa-se que a organização atende ao triple bottom line, porém, há forte ênfase na dimensão ambiental e em questão de saúde e segurança do trabalho, o que se reflete na definição de objetivos e metas, pois enquanto os objetivos ambientais são mais específicos e claros, os objetivos sociais são mais amplos e abrangentes, como “treinar 5 milhões de pessoas entre clientes e funcionários em educação e desenvolvimento”.

Dessa maneira, observa-se que a segunda proposição de pesquisa é válida para a organização B e o segundo elemento (objetivos sociais) se faz presente.

Quanto à terceira proposição de pesquisa (para avaliar os objetivos, é necessário ter medidas de desempenho que refletem impacto social), não foram encontradas medidas

específicas para impacto, apesar de SOCIAL-B apontar que a organização tem uma medida específica de um projeto, que contabiliza o número de alunos que estão trabalhando ou fazendo faculdade, após dois anos da realização do projeto, porém esta medida não está associada ao sistema ERP da organização, nem está no relatório de sustentabilidade, sendo utilizada somente para controle interno.

Segundo a definição de Lim (2015) e GECES (2015), a definição de impacto social está relacionada a perspectiva de mudança de indivíduos, associado aos programas sociais desenvolvidos. Logo, se a organização está interessada em saber as atividades desempenhadas pelo aluno após a realização do curso, então há interesse em avaliar o impacto da realização do curso.

RH-B relata dificuldades em ter medidas de desempenho que meçam a eficiência de ações relacionadas à diversidade, como os fóruns de liderança feminina e LGBT, pois os

principais resultados a serem obtidos estão relacionados à mudança de comportamento das pessoas e ela considera difícil mensurar essa mudança.

SUSTENT-B também aponta a dificuldade em medir mudança na vida das pessoas, pois, em seu ponto de vista, o ser humano possui dificuldade de entender as suas próprias necessidades sociais. Logo, como avaliar o atendimento das necessidades das pessoas se nem elas sabem o que precisam?

A organização possui medidas de desempenho relacionadas à saída e entrada de processo, apesar de não utilizar estas denominações. Também não utiliza o termo outcome, apesar de ter medidas relacionadas à outcome/impacto, como pesquisa de satisfação dos funcionários. Dessa maneira, a visão de cadeia de impacto não se faz presente na forma de medir o desempenho em sustentabilidade social.

Apesar de não haver evidências da cadeia de impacto social, a terceira proposição é parcialmente válida na organização, assim como o terceiro elemento (cadeia de impacto social) se faz presente, mesmo que de forma não articulada, pois há medidas de desempenho de entrada, saída, outcome e impacto.

No que tange à quarta proposição de pesquisa (as medidas de desempenho em sustentabilidade social devem refletir aspectos internos e externos à organização), a

organização possui medidas de desempenho internas (como número de acidentes de trabalho, número de dias afastado do trabalho e horas de treinamento), além de medidas externas, relacionadas aos projetos sociais desenvolvidos pelo instituto social da organização (como número de alunos formados, número de participantes de projeto).

As práticas de sustentabilidade social internas e externas também refletem essa preocupação em ter medidas internas e externas. Há produtos sociais para atender às demandas dos stakeholders, como o Programa de Curso Técnico a jovens (mencionado por SEG-B, SOCIAL-B e SUSTENT-B), programas de treinamentos para funcionários (mencionado por RH-B e SUSTENT-B), fóruns de liderança feminina e fórum LGBT (RH-B).

Segundo SEG-B as iniciativas são parte do plano estratégico da matriz, o que é corroborado por RH-B, porém essa última entrevistada afirma que há iniciativas próprias desenvolvidas pela subsidiária brasileira como o programa de meditação.

Segundo SUSTENT-B, a organização sabe que os efeitos desses programas serão sentidos no longo prazo. RH-B também comenta algo nesse sentido, pois afirma da dificuldade de associar medidas pois os resultados refletem mudança de comportamento, o que é difícil de mensurar e por isso.

Há outras iniciativas citadas que não estão relacionadas com o planejamento estratégico, como treinamentos em ética (mencionados por SUSTENT-B e SEG-B) e projetos sociais desenvolvidos pelo Instituto.

Logo, a quarta proposição é válida para a organização e o quarto elemento (aspectos internos e externos) também é presente.