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Extending Burridge et al.’s model to fractional viscoelasticity

O avanço nos ambientes de troca de informações caracterizados principalmente pela Internet e Intranet, além da globalização, minimizam as fronteiras entre países e serve como estopim para o aumento dos negócios e da quantidade de informações ao alcance de todos (FURTADO, 2004). No entanto, segundo Junior (2003), a sobrevivência em ambientes com elevados níveis de negócios e grandes quantidades de informação depende da construção e aplicação de uma boa estratégia competitiva apoiada em inovações e criatividade, o que exige da organização conhecer e antever o que representa ameaça ou oportunidade a seu negócio.

A visão a respeito da sobrevivência empresarial é avaliada e enfatizada por Prescott e Miller (2002), onde cada vez mais os estrategistas da gestão empresarial estão se apoiando na Inteligência Competitiva. Os profissionais de IC coletam, analisam e aplicam, de forma legal e ética, informações relativas sobre as capacidades, deficiências e intenções de seus concorrentes. Monitoram também os acontecimentos do ambiente competitivo (como novos concorrentes ou novas tecnologias que podem alterar tudo). O seu objetivo é obter informações que subsidiem o processo de tomada de decisões estratégicas e que possam ser utilizadas para aumentar a competitividade da organização.

Em se tratando de IC, várias são as suas definições. Na visão de Kahaner (1996), é um programa institucional sistemático para garantir e analisar informação sobre as

atividades da concorrência e as tendências do setor específico e do mercado em geral, com o propósito de levar a organização a atingir seus objetivos e metas.

A IC também é definida como um processo sistemático de coleta, tratamento, análise e disseminação da informação sobre atividades dos concorrentes, tecnologias e tendências gerais dos negócios, visando à subsidiação da tomada de decisão e atingir as metas estratégicas da empresa (COELHO, 1999).

Já para NIC/UNB (1999), é um processo sistemático de coleta e análise de informações sobre a atividade dos concorrentes e tendências gerais do ambiente econômico, social, tecnológico, científico, mercadológico e regulatório, para ajudar na conquista dos objetivos institucionais na empresa pública ou privada.

Segundo a ABRAIC (2001), é um processo informacional proativo que conduz para melhor tomada de decisões, seja estratégica ou operacional. É um processo sistemático, que visa à descoberta das forças que regem os negócios, reduz risco e conduzir o tomador de decisão a agir antecipadamente, bem como proteger o conhecimento gerado.

Conforme Miller (2002), IC baseia-se no conhecimento do negócio que um gerente deve ter de maneira formal e sistemática. É a informação filtrada, depurada, visando à obtenção de vantagens competitivas que favoreçam a empresa. Neste sentido, há necessidade extrema de estabelecer processos que facilitem a filtragem e a depuração da informação.

Tyson (1998) define a Inteligência Competitiva no contexto empresarial como um processo sistemático, que transforma dados e informações aleatórias em conhecimento estratégico. É o conhecimento da posição competitiva atual e dos planos futuros dos concorrentes. Pode ser considerada ainda como o conhecimento das forças que dirigem os

como as influências econômicas, políticas e demográficas que tenham um impacto no mercado.

Tarapanoff (2001) descreve a IC como uma metodologia que permite a tomada de decisão e o monitoramento informacional do ambiente depois de sistematizado e analisado. É um processo sistemático que transforma dados em conhecimento estratégico, utiliza informações sobre tecnologia, meio ambiente, usuários, competidores, mercados, produtos, Inclui também o monitoramento de informações externas que afetam o mercado da organização.

Para Vaitsman (2001), a inteligência competitiva é um sistema constituído por pessoas, equipamentos e procedimentos para reunir, selecionar, avaliar e distribuir informações periódicas e necessárias, atuais e precisas para que a gerência de alto nível da empresa possa tomar as suas decisões.

Neste trabalho, o conceito referência sobre IC foi definido por Gomes & Braga (2004), que consiste no resultado da análise de dados e informações coletados do ambiente competitivo da organização, os quais geram recomendações que consideram eventos futuros e não somente relatórios para justificar decisões passadas. A IC tem o propósito de identificar tendências mercadológicas, vantagens e desvantagens de concorrentes, além de subsistir as tomadas de decisões.

Em um mundo globalizado, as empresas estão se virtualizando, ou seja, têm acesso ao mesmo número infindável de informações. Neste sentido, o que pode levar as empresas à vantagem competitiva é modo de coletar, analisar e disseminar informações relevantes que permeiam as empresas. Segundo Leandro Wives (2002), a coleta e análise de informações (em sua maioria textual) têm que ser rápida para que as decisões e ações sejam tomadas antes da concorrência, sendo necessária a utilização de técnicas, metodologias,

ferramentas e Softwares que auxiliem esse processo. Os processos que auxiliam a descoberta de conhecimento em informações textuais estão vinculados a uma área denominada Descoberta de Conhecimento em Textos – KDT – ou Text Mining.

Apesar do forte vínculo da IC com a descoberta de conhecimento em contextos competitivos, é de suma importância frisar, segundo Miller (2002), que a IC de uma empresa está alicerçada em um processo de inteligência. Os dados, quando organizados, tornam-se informação; as informações, quando analisadas, transformam-se em inteligência. A partir deste modelo, os profissionais da inteligência normalmente executam um processo, ou ciclo, de quatro fases: 1) identificam as necessidades de inteligência dos principais responsáveis pelas decisões em toda a empresa; 2) colhem informações sobre fatos relativos ao ambiente externo de uma empresa em fontes impressas, eletrônicas e orais; 3) analisam e sintetizam as informações; 4) disseminam a inteligência resultante entre os responsáveis pelas decisões.

O foco do processo de decisão geralmente determina os objetivos do processo de inteligência, concentrando-se nas perspectivas atuais e potenciais quanto a pontos fortes, fracos, nas atividades organizacionais que tenham produtos ou serviços similares dentro de um setor da economia.