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um a sociedade em plena ( t rans) form ação.

Cruzeiro Velho

pós a descrição dos aspect os físicos do Cruzeiro Velho e do Set or Sudoest e, chegam os nest e t rabalho ao ano de 2005, quando esses dois núcleos urbanos, proj etados e const ruídos pelo Est ado em m om ent os polit icam ent e e econom icam ent e dist int os, j á est ão im plant ados e consolidados t errit orialm ent e.

Durant e as quat ro décadas aqui relat adas, Brasília presenciou e est im ulou o surgim ent o de um a dinâm ica social própria at ravés da m ist ura das diversas t raj et órias individuais, perm it indo a est rut uração de um a vida em sociedade calcada no trabalho, na fam ília, nos cost um es ant igos e nos recém - criados. As raízes originais vão perdendo m uit o de sua im port ância e significado ao se m esclarem , at ravés de laços de vizinhança, com costum es e valores de t ant as out ras regiões que possuem represent ant es na est rut ura social de Brasília. Assim , recriar vínculos, const ruir am izades, est rut urar um a vida social em um am bient e t ot alm ent e novo foi um a const ant e durant e essas décadas – o que, sem dúvida, produziu um a sociedade dit a brasiliense que j á conta com t rês gerações de filhos de sua t erra.

Nunes ( 2004: 89) nos fala da form ação de um a sociedade brasiliense em sua obra Brasília: A fant asia corporificada, da qual ext raím os o t recho abaixo:

Muit as são as hist órias individuais que se confundem com a história da cidade e esta inter- relação dá a característica do lugar do indivíduo na sociedade urbana de Brasília. Na m edida em que o proj eto atraiu m ultidões, para as quais a cidade se

transform a- se em aspiração do conj unto destes indivíduos, que agem em bloco para a concretização da proposta. A m obilização é, portanto, a post eriori, depois de instalados e tendo que, pouco a pouco, se adaptarem ao lugar. Não há um a consciência clara de que as ações individuais estão se integrando num coletivo com obj etivos com uns. O som atório das ações produz algo superior e qualitativam ente diferente à som a das partes. I nteresses grupais se geram , novas relações se form am e os indivíduos vão se aj ustando a um a nova realidade que é const it uída ao longo da im plantação da nova capital.

Aqueles que chegaram nas décadas de 60 e 70, em busca de post os de t rabalho e m elhores condições de vida, encont raram aqui o local apropriado para sua ascensão social e econôm ica, principalm ent e os que se engaj aram no funcionalism o público ( cuj a est abilidade financeira é um a caract eríst ica m arcante) . Da m esm a form a, m uitos m igrantes tam bém assistiram à ascensão social de seus descendent es, reforçando a int enção de perm anecer em Brasília e afast ando a int enção de ret orno às cidades de origem ( Nunes, 2004: 90) .

O Cruzeiro Velho e o Set or Sudoest e, com o t errit órios int egrant es do proj et o de expansão urbana do Plano Pilot o de Brasília, não se dist anciaram desse processo de am adurecim ent o urbaníst ico. Junt am ent e com a Oct ogonal e o Cruzeiro Novo, eles abrigam hoj e 87.763 habit ant es ( 2,38% da população de todo o Dist rito Federal) , dos quais 33.029 nasceram no Distrito Federal46.

Para avançar na análise da est rut ura social e, ao m esm o tem po, explicar o porquê da constante citação dos quatro núcleos urbanos ( Cruzeiros Velho e Novo, Oct ogonal e Set or Sudoest e) agrupados em um a m esm a região, faz- se necessária um a pequena parada para m aiores inform ações.

Região Adm inist rat iva do Cruzeiro – RA XI

No prim eiro capít ulo dest e t rabalho, bem com o na sua I nt rodução, abordam os a divisão adm inist rat iva do t errit ório do Dist rit o Federal. Aqui, volt arem os a falar de Região Adm inist rat iva, que é a m enor unidade censit ária ut ilizada nas pesquisas no Dist rit o Federal.

A Região Adm inist rat iva do Cruzeiro ( RA XI ) foi criada a part ir de um desm em bram ent o da Região Adm inist rat iva de Brasília ( RA I ) . Em at endim ent o à solicit ação da j á const it uída com unidade cruzeirense – que reivindicava um a unidade adm inist rat iva local –, o ent ão governador do Dist rit o Federal José Aparecido de Oliveira criou em 30 de dezem bro de 1987, por m eio do Decret o nº 10.970, a Adm inist ração do Cruzeiro, com post a pelos Setores Residencial Econôm ico Sul ( o Cruzeiro Velho) ; de Habit ações Colet ivas Econôm icas Sul ( o Cruzeiro Novo) ; de Áreas Oct ogonais Sul ( a Oct ogonal) e “ áreas adj acent es” . Para com pletar a com posição dessa RA, foi criado em 1988 o Setor de Habit ações Colet ivas Sudoest e nas “ áreas adj acent es” cit adas no Decret o.

Porém , essa com posição adm inist rativa form ada pelos quatro núcleos urbanos só durou at é o ano de 2003, quando, em seis de m aio, o governador Joaquim Dom ingos Roriz criou a Região Adm inist rat iva XXI I , com post a pelos núcleos urbanos Set or Sudoest e e Oct ogonal. Dessa form a, a Adm inist ração Regional do Cruzeiro ( RA XI ) passou a ser form ada apenas pelos núcleos urbanos Cruzeiro Velho e Cruzeiro Novo, unidos na caract eríst ica de set ores de habit ações econôm icas ( Mapa 1) .

Nos vários discursos que m ot ivaram essa separação adm inist rat iva, foram usados argum ent os com o a necessidade de aproxim ação do governo do DF aos problem as dessas com unidades. Ficou subj acent e, t am bém , um preconceit o em relação à possibilidade de convivência ent re grupos sociais com diferentes níveis de renda e escolaridade em um a m esm a RA. Sobre os m ot ivos e conseqüências dessa separação, falarem os adiante ao discut ir os conflitos sociais nas RA’s em est udo.

dessas duas RA’s. Os dados censit ários disponíveis para a região foram obt idos pela Pesquisa Dist rit al por Am ost ras de Dom icílios – PDAD 2004 ( CODEPLAN/ SEPLAN/ GDF) , que cont em pla a at ual divisão polít ico- adm inist rativa do Dist rit o Federal.

Do SRES ao Cruzeiro Velho.

Criado para abrigar boa part e do funcionalism o público federal com m enor poder aquisit ivo, hoj e o Cruzeiro Velho é habit ado por um a classe m édia que lá encont ra qualidade de vida aliada à proxim idade dos post os de t rabalho.

Segundo o Mem orial do Lot eam ent o SRES, elaborado pela NOVACAP em set em bro de 1966, o Cruzeiro Velho foi criado para a const rução de casas para operários que t rabalhassem no Set or de I ndúst rias e Abast ecim ent o ( SI A) , por causa da sua proxim idade com est e setor. Porém , após a conclusão das obras das 1490 unidades residenciais construídas em convênio com a NOVACAP, o GTB dist ribuiu os im óveis aos funcionários públicos t ransferidos do Rio de Janeiro, e não a operários, com o previsto pelo plano original47.

De acordo com os regist ros im obiliários da TERRACAP, esses im óveis foram repassados na m odalidade venda direta a órgãos m ilitares e civis, com o os Minist érios da Aeronáut ica, do Exércit o e da Guerra e o próprio GTB – que, por sua vez, repassou- os a diversos órgãos federais ( Tribunais Superiores; I m prensa Nacional; Câm ara dos Deput ados; Senado Federal; Minist érios da Fazenda, Saúde, Educação, Trabalho, Just iça, Relações Ext eriores e Previdência Social) .

47 O afastam ento territorial das faixas m ais baixas de renda em relação ao Plano Piloto se tornou um a prática com um no DF. A criação prem atura das cidades- satélites é o seu m aior exem plo. A intenção inicial de Lúcio Costa de propiciar um “ certo grau de coexistência social” através da gradação social e dem ográfica nas Superquadras, “ a fim de evitar a estratificação social da cidade em bairros ricos e bairros pobres” , converteu- se em um a ocupação hom ogênea e m aciça de t écnicos graduados, políticos e funcionários públicos de m édio e alto padrão social. Maria Elisa Costa, referindo- se à não efetivação da coexistência social, apresent a algum as causas para as m odificações: “ De um a parte o ‘falso realism o’ da m entalidade im obiliária insistiu em vender todas as quadras a pretexto de tornar o em preendim ento autofinanciável; de outra parte, a abstração utópica só adm itia um m esm o padrão de apartam entos, com o se a sociedade atual j á fosse em classes. E assim , a oportunidade de um a solução verdadeiram ente racional e hum ana, para a época, se perdeu.” ( Lim a, 1985: 13) . Em verdade, Brasília expõe, sem subterfúgios, a estratificação social existente na sociedade m oderna. E o fato de o Cruzeiro ter sido ocupado por funcionários

Com a conclusão das prim eiras m oradias em 30 de novem bro de 1959 ( segundo os arquivos da Associação Recreat iva Cult ural Unidos do Cruzeiro – ARUC) , funcionários públicos t ransferidos do Rio de Janeiro pelo Depart am ent o Adm inistrativo do Serviço Público ( DASP) foram aloj ados nas casas gem inadas pront as at é ent ão ( Mapa 6) . Mesm o diant e da sit uação precária daquele m om ent o, eles vieram m ot ivados pela prom essa de casa própria e pelos salários que seriam pagos em dobro pelo período de dois anos – a cham ada “ dobradinha”48.

No início, t udo era m at o, barro e poeira. “ As noit es eram t rist es. Não havia ilum inação pública. ( ...) O único ent retenim ent o era m esm o ouvir rádio, ou sej a, a Rádio Nacional, a única instalada em Brasília” ( Vasconcelos, 1988: 347) . I nicialm ent e desprovidos de água encanada, luz elét rica, esgot o e t ransport e público, os novos m oradores se viram im ersos em um a experiência de vida t ot alm ent e dist int a da que t inham originalm ent e no Rio de Janeiro, pois passaram a m orar em um local m ais parecido com um acam pam ent o do que com um a cidade nova.

Ao depararem com o cenário descrit o acim a, onde vários blocos de casas gem inadas pint adas de branco pareciam surgir do m at o e da t erra verm elha, os prim eiros m oradores passaram a cham ar o local de Cem it ério ( resist indo ao nom e oferecido pelos planej adores de Brasília, o Set or de Residências Econôm icas Sul – SRES) , nom e que foi logo subst it uído por Gavião, devido ao grande núm ero de gaviões verm elhos que por lá apareciam .

Em 1960, um grupo de m oradores insatisfeit os com o nom e Bairro do Gavião procurou o j ornal Correio Braziliense para expor a sua m anifest ação. A part ir dessa iniciat iva, a com unidade escolheu um novo nom e para o núcleo residencial, que passou a ser cham ado de Cruzeiro – em referência à grande cruz de m adeira vizinha ( Fig.3) , pont o final dos ônibus da em presa Transport es Colet ivos de Brasília ( TCB) que por lá passavam 49.

Sem a opção de volt a para o Rio de Janeiro, pois os órgãos federais j á haviam sido t ransferidos para Brasília, os novos m oradores foram forçados a se adapt arem da m aneira que m elhor lhes aprouvesse. Caso cont rário, ficariam

desem pregados.

Crescia o núm ero de funcionários t ransferidos para Brasília. Assim , no Cruzeiro do início da década de 1960 form ou- se um grupo social hom ogêneo, com m oradores de faixas de renda sem elhant es, adequado à configuração econôm ica de residências populares que o núcleo urbano oferecia. Dessa form a, um sentim ent o de com unidade foi sendo const ruído e cult ivado; as dificuldades iniciais eram enfrent adas em conj unt o e convert idas em benefícios para a colet ividade.

Sennet t ( 2002: 275) , conform e apresentado no prim eiro capítulo do present e t rabalho, fala da criação de um a ident idade colet iva a part ir de sit uações de risco pelas quais passaria um det erm inado grupo. No caso em est udo, aquele grupo recém - form ado de m oradores do SRES, at ingido por t oda a sort e de problem as típicos de um local em form ação, poderia não t er t ido out ra opção a não ser se unir em t orno de sua causa com um ; era preciso enfrent ar diret am ent e as dificuldades que am eaçavam a sua sobrevivência com o grupo social. Dessa form a, est aria sendo desenvolvido um elo ent re os m oradores, um senso de com unidade, nas palavras de Sennet t , a part ir de ações que m ant ivessem unido o grupo social at ravés de seu com prom et im ent o psicológico.

Laços de vizinhança foram sendo criados diante da necessidade de suprir carências básicas, com o ir ao superm ercado ou à igrej a. Segundo Vasconcelos, os m oradores iam à Cidade Livre50, aos dom ingos, para fazer suas com pras da sem ana em ônibus cedidos pelo GTB. Os m oradores prat icam ente se viam obrigados a ut ilizarem esses ônibus – eles cert am ent e passariam por necessidades durant e a sem ana caso não o fizessem , pois não havia nenhum m ercado nas proxim idades do Cruzeiro.

De m aioria católica, os habitant es reuniam - se em algum as casas do núcleo devido à ausência de um a edificação m ais apropriada para o at o lit úrgico. Som ent e em dezem bro de 1961 foi fundada a Paróquia Nossa Senhora das Dores, que at é hoj e é a única igrej a cat ólica do Cruzeiro Velho51.

Em ent revist a ao j ornal Correio Braziliense de 24 de j ulho de 2005, a prim eira habit ant e do Cruzeiro Velho, Dona I vone, de 74 anos, declara que a Associação Recreat iva Cult ural Unidos do Cruzeiro ( ARUC) nasceu do espírit o com unit ário dos prim eiros m oradores, em 1961. Ela guarda na m em ória os m om ent os difíceis vividos após sua chegada em Brasília. Sem a infra- est rut ura básica esperada, ela e sua fam ília foram m orar em um a das prim eiras 10 casas pront as no Cruzeiro Velho, m uit o longe dos post os de t rabalho e em m eio a cobras, inset os e out ros bichos. Som ent e 20 dias depois da chegada de Dona I vone, um a segunda fam ília se instalou em outra das nove casas disponíveis; logo as dem ais foram ocupadas, dando início ao prim eiro grupo com unit ário cruzeirense.

Em out ubro de 1961, foi criada a ARUC, lit eralm ent e em um fundo de quint al nas im ediações da casa de Dona I vone. Frut o da necessidade dos cariocas, agora cruzeirenses, de reproduzir o am bient e cult ural do Rio de Janeiro em Brasília, a ARUC se t ornou um legít im o ponto de encont ro e de int egração social da recém - criada com unidade ( Mapa 3) .

I nst alada em um a área dest inada ao Clube Unidade de Vizinhança do SRES – a Área Especial nº 8 –, em pouco t em po a ARUC passou a ser um a das referências carnavalescas e desport ivas m ais im port antes do Dist rit o Federal. Desde o prim eiro desfile, em 1962, at é 2004, foi 26 vezes cam peã do carnaval brasiliense e vem conquistando títulos em diversas categorias esportivas, com o fut ebol de salão, handebol, fut ebol de cam po e fut ebol de areia ( DePHA, 1998) .

Principalm ent e devido à sua posição at iva na com unidade, a ARUC foi um a das principais responsáveis pela form ação do m ovim ent o com unit ário que culm inou na fixação do Cruzeiro com o um a Região Adm inist rat iva ( RA) de Brasília, a Região Adm inistrat iva XI .

São várias as hist órias de pioneirism o que ainda hoj e podem ser encont radas no Cruzeiro Velho. Dispost o a m elhorar de vida por m eio da realização do sonho da casa própria, o Sr. Joaquim Gonzaga da Silva chegou a Brasília, em 1960, com o auxiliar de port aria do Tribunal Federal de Recursos ( TFR) – at ualm ente denom inado Superior Tribunal de Just iça ( STJ) –, t endo sido aloj ado, provisoriam ente, em um apart am ent o com caract eríst icas econôm icas

ele providenciou a m udança de sua fam ília assim que soube do t érm ino das obras das casas destinadas ao TFR no Cruzeiro Velho ( que então se cham ava Gavião) .

O sust o foi im ediat o: não havia m ercadinhos, t ransport e público nem ilum inação. “ Quando queriam dar punição para o servidor, bot avam pra m orar no Cruzeiro. A W3 era da t urm a da elit e! ” , lem bra o Sr. Joaquim Gonzaga, referindo- se às casas m ais confortáveis const ruídas ao longo da via W3, na Asa Sul, para onde eram encam inhadas as fam ílias de funcionários com m elhores rendim ent os. Com um a biciclet a, o Sr. Joaquim ia at é a Cidade Livre com prar frut as e verduras e, para as com pras quinzenais, fazia uso do ônibus que o TFR colocava à disposição de seus funcionários.

No segundo sem estre de 1960, o núcleo residencial passou a ser adm inist rado por João Scarano, servidor do GTB responsável pela dist ribuição das casas funcionais e pela solução de problem as relativos à infra- estrutura urbana. Som ent e em 1961, quando j á exist iam 600 casas, o sist em a de abast ecim ent o de água e o fornecim ent o de energia elét rica foram norm alizados, com o apoio do prefeit o do Dist rit o Federal, I srael Pinheiro. Com eçou, ent ão, a ser inst alada a ilum inação pública no Cruzeiro ( Fig. 21) .

Mais m oradores foram chegando para ocupar out ras casas gem inadas concluídas ao longo dos seis anos seguintes. Em m eados de 1966, as casas, antes funcionais, com eçaram a ser vendidas pelo GTB aos titulares dos term os de ocupação vigentes. De acordo com os dados fornecidos pelo Sr. Joaquim e confirm ados pelos docum entos consultados na TERRACAP, o terreno era financiado separadam ent e da casa, cham ada de benfeit oria. O prim eiro era negociado pela NOVACAP e o segundo pelo GTB, am bos com financiam ent o da Caixa Econôm ica Federal em até 100 parcelas m ensais e sucessivas. Com o m uitos dos funcionários que lá m oravam j á haviam adquirido um a certa estabilidade financeira, não encont raram dificuldades iniciais ao ingressar em um plano de financiam ent o para a casa própria, apost ando no aum ent o de seu pat rim ônio at ravés da valorização do im óvel. Porém , ao longo do financiam ent o as parcelas sofreram reaj ust es sucessivos e significativos, o que alterou a econom ia fam iliar de m uit os m ut uários.

Figura 21 – Cruzeiro Velho em 1964.

Fonte: ArPDF.

De acordo com Vasconcelos ( 1988: 370) , um percentual elevado da população deixou o Cruzeiro at é o final da década de 70, m ot ivado pela alt a valorização dos im óveis. Dessa form a, um grande núm ero de profissionais liberais e com erciant es m udou- se para o Cruzeiro Velho, o que result ou em um a alt eração do perfil sócio- econôm ico da região: houve um aum ent o na renda dom iciliar e a um a sensível redução no núm ero de funcionários públicos ent re os m oradores.

Conform e dados da PDAD 2004, dos 10.478 chefes de dom icílios dos Cruzeiros Velho e Novo, 3.772 atuam na Adm inistração Pública Federal ou Dist rital. Ou sej a: em sua m aioria, os chefes de dom icílios da RA XI são funcionários públicos ( 35,99% ) , seguidos de pert o pelos 24,90% em pregados