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Evaluators vurderinger

A avaliação é uma atividade que deve “(…) estar presente em todos os domínios da atividade humana, quer formal, quer informalmente, compelindo à clarificação do significado, das funções, dos objetos, dos meios e, ainda, da natureza da avaliação” (Alves, 2004, p. 31).

Na perspetiva de Hadji (1994, p. 29) avaliar significa “tentar estabelecer elos, pontes, entre diferentes níveis de realidade, sempre a marcar e a sublinhar a distância que os separa: a realidade daquele que constrói e formula o juízo de valor, e a daquilo em que incide esse juízo, ainda que se trate da mesma pessoa, num ato de auto-avaliação”. A perspetiva do autor faz-nos compreender que avaliar é indicar um caminho, constitui uma ponte para o ensino-aprendizagem e quando se realiza de forma adequada, pode fornecer as informações que permitirão os agentes educativos compreender aquilo que devem fazer, aquilo que é preciso evitar e melhorar. Assim, a avaliação ajudará os professores a ajustar as suas estratégias de ensino-aprendizagem e avaliação, tendo como finalidade a melhoria da aprendizagem dos alunos.

O autor salienta que a avaliação se desenvolve “no espaço aberto entre dúvida e certeza, pela vontade de exercer uma influência sobre o curso das coisas, de ´gerir sistemas em evolução, constituindo o homem o primeiro desses sistemas. A avaliação é o instrumento da própria ambição do homem de “pesar” o presente para “pesar” no futuro” (Hadji, 1994, pp. 22-23).

A avaliação é um processo sistemático que surge para conhecer e analisar a efetividade de um objetivo, processo, resultados e outros, com base em determinados critérios. Também é conhecida como um processo para descrever, obter ou produzir informações úteis para tomar uma decisão.

Assim, ela “é considerada como uma ajuda para a tomada de decisão. (…) a avaliação é assimilada á tomada de indicadores, a uma análise para efetuar escolhas” (Bonniol & Vial, 2001, pp. 160 - 161).

A avaliação requer o desenho de critérios para auxiliar e facilitar o processo de avaliação das aprendizagens das crianças e dos alunos. Os critérios e os indicadores são fundamentais para melhorar as aprendizagens dos alunos, “pois vão permitir uma boa compreensão e uma boa utilização dos resultados” (Alves, 2004, p. 98).

A avaliação da aprendizagem é um processo ou atividade realizada por uma instituição escolar, o professor e os profissionais da educação, para conhecer o progresso da aprendizagem, ou seja, para obter as informações na forma de feedback para a melhoria da aprendizagem. É fundamental que uma aprendizagem tenha um feedback “(…) estruturado e adequadamente integrado no processo de aprendizagem dos alunos. Na verdade, tem de ser bem mais do que uma simples mensagem, temos de garantir que o que se pretende comunicar aos alunos seja efetivamente percebido para que eles possam saber o que fazer com tal comunicação” (Fernandes, 2008, p. 83). O mesmo autor (2011, p. 132) sublinhou que “a avaliação realizada pelos professores em contexto de sala de aula pode ajudar os alunos a melhorar as suas aprendizagens. Em particular, a avaliação de natureza formativa é, comprovadamente, um processo pedagógico que contribui para melhorar muito as formas de aprender e de ensinar”.

Para Boas (2006, p 25) “a avaliação existe para conhecer o que o aluno já aprendeu e o que ele ainda não aprendeu, para que se providenciem os meios para que ele aprenda o necessário para a continuidade dos estudos (…) porque cada aluno tem o direito de aprender e de continuar os seus estudos”. Neste sentido a avaliação é um meio de comunicação entre o professor e aluno, ou seja, “uma grande aliada do aluno e do professor” (idem, ibidem). De acordo com Fernandes (2008, p. 77):

a avaliação, através do processo de comunicação que se estabelece e, muito particularmente, através de um feedback deliberada e devidamente preparado e utilizado, entra no ciclo do ensino e da aprendizagem. Como se costuma dizer, é o feedback que contribui para a plena integração da avaliação, do ensino e da aprendizagem.

Hadji (1994, p. 29) enfatiza que avaliar “significa tentar estabelecer elos, pontes, entre diferentes níveis da realidade sempre a marcar e a sublinhar por estas mesmas opções a distância que os separa: a realidade daquela que constrói e formula o juízo de valor e a daquela em que incide esse juízo, ainda que se trate da mesma pessoa, num ato de autoavaliação”. Do ponto de vista de Fiorentini (2006, p. 127) a avaliação é “(...) um processo complexo que requer momentos e modos de coleta, análise e síntese das informações obtidas para que se possa caracterizar sua qualidade e seu valor,

numa tomada de posição que pode manter o curso atual dos acontecimentos ou modificá-los tendo em vista melhores resultados”.

Sim, a avaliação é um processo “complexo” que pode ajudar a educação a atingir mais sucesso, pois a avaliação é uma das chaves da “qualidade” e da “equidade” do sistema educativo. Como refere Azevedo (2015, p. 67) a avaliação “é um traçado que quando percorrido de forma adequada e responsável permitirá ajudar os profissionais de educação a compreender o que acontece e porque acontece nos contextos educativos”. Neste sentido, Alves e Machado (2008, p. 10) sustentam que, “a condução de qualquer processo de avaliação não é trivial” no sentido o seu processo é núcleo e “por isso, exige uma boa preparação dos avaliadores, que, para além do domínio das técnicas básicas da investigação avaliativa, precisam de ter algum domínio sobre as condições de construção dinâmica de processos socioculturais, científicos e pedagógicos, com os múltiplos fatores que os intersectam” (idem, ibidem).

Neste sentido compreendemos que o processo de avaliação é fulcral, sendo essencial a formação atualizada e especializada de professores pois, como refere Alves (2004, p. 31) a avaliação “tem vindo ao longo das épocas, a adquirir uma grande variedade de significados, de acordo com a evolução da própria sociedade: alteração económicas, sociais, políticas e culturais originaram diferentes concepções de educação e, consequentemente, diferentes modelos de ensino e de abordagens de avaliação”.