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Etiske betraktninger

Kapittel 4 Forskningsopplegg og gjennomføring

4.4 Etiske betraktninger

O avanço tecnológico do mundo atual trouxe consigo um aumento nos comportamentos sedentários no dia a dia dos infantes. O uso exagerado de videogame, computadores, televisão e DVD no tempo livre das crianças, combinado com fatores externos como a falta de locais adequados a prática de atividades, a dieta inadequada, a violência urbana e diminuição do tempo das aulas de educação física, tornam a prática de atividade física cada vez menos interessantes para as crianças e adolescentes (SALLIS et al., 2000; HILLS et al., 2007).

Atualmente, o tempo gasto em comportamentos sedentários tem sido alvo de diversos estudos, entre os quais se destaca a associação entre o tempo que a criança assiste televisão e a adiposidade corporal. Dietz e Gortmaker (1985), pioneiros nos estudos dessa área, observaram que crianças e adolescentes que assistiam mais horas de televisão por dia eram significativamente mais obesos dos que assistiam menos TV. Os autores estimaram que, em adolescentes de 12 – 17 anos, a prevalência de obesidade aumentava em 2% para cada hora adicional assistindo televisão. Jackson et al.

(2009) também encontraram associações positivas entre tempo de televisão e gordura corporal. Outro achado importante deste estudo foi o que crianças que assistem mais televisão são menos ativas e ingerem uma maior quantidade de alimentos de baixo valor nutricional. Manios et al. (2009), constataram que crianças que assistem mais de duas horas de TV por dia tinham entre 30% e 50% mais chances de consumirem alimentos calóricos, e que o aumento de uma hora no hábito diário de assistir televisão resultaria em um incremento de aproximadamente 12% na ingestão de alimentos não-saudáveis. Wake et al. (2003) ressaltaram que os pais possuem influência sobre os comportamentos das crianças. Levantando a hipótese de que crianças que assistem muito televisão possivelmente residem em um local onde os adultos passam tempo demasiado com a TV ligada.

Pratt et al. (2008) constataram que meninas de 12 anos permanecem aproximadamente 13 horas por dia no sedentarismo e, em 54% – 64% deste tempo assistem TV, vídeos, filmes, usam a internet ou não fazem nada. Matthews et al. (2008) relataram que crianças americanas entre 6 – 11 anos ficam sedentárias cerca de seis horas por dia, este número aumenta para 7,5 horas nos adolescentes de 12 – 15 anos e sobe para pouco mais de oito horas entre os 16 – 19 anos. Em raciocínio semelhante, Giugliano e Carneiro (2004) observaram que o percentual de gordura corporal e IMC de crianças entre 6 – 10 anos tiveram correlação direta e significativa com o tempo médio de permanência sentado.

A atividade física durante a infância, por sua vez, traz benefícios como a contribuição no crescimento e manutenção de um sistema músculo-esquelético saudável; ajuda a manter uma composição corporal adequada; ajuda a prevenir a hipertensão arterial e também a diminuí-la; auxilia no desenvolvimento motor, mental e de socialização da criança. Além disso, a atividade física e a dieta são responsáveis por 20 – 40% da variabilidade do pico de massa óssea (HILLS et al., 2007).

Silva et al. (2003) relataram que atividades com impacto promovem aumento significativo de densidade mineral óssea quando comparados com esportes com suporte de peso (natação e pólo aquático, por exemplo). Estes últimos, por sua vez, causam melhoras significativas na densidade mineral óssea quando comparados a crianças não-praticantes de atividade física.

Schneider e Meyer (2005), estudando nadadores pré-púberes e púberes observaram que os meninos pré-púberes foram cerca de 6% e os púberes aproximadamente 8% mais altos que crianças não atletas. Entre as meninas os valores foram superiores em 10% e 5% para as pré-púberes e púberes, respectivamente, quando comparadas com não-atletas da mesma faixa etária.

McCall e Raj (2009) relataram redução do percentual de gordura e melhorias nos marcadores de resistência à insulina e marcadores inflamatórios em crianças fisicamente ativas. Watts et al. (2005) descreveram os benefícios da atividade física na composição corporal e o aumento da capacidade cardiovascular e força muscular. Faigenbaum et al. (1993) relataram um aumento médio de 74,3% de carga no teste de dez repetições máximas e diminuição de 2,3% da gordura corporal após 8 semanas de treinamento em crianças de 10 anos. Faigenbaum et al. (2003), não constataram ocorrência de lesões ao realizarem testes de uma repetição máxima em crianças entre 6 – 12 anos e concluíram que crianças saudáveis podem realizar exercícios de força desde que estejam bem instruídos e supervisionados. Yu et al. (2005) encontraram aumentos significativos na massa corporal magra e conteúdo mineral ósseo em crianças que praticaram exercícios físicos durante 6 semanas.

Kropski et al. (2008) avaliam que um programa para controle de incidência e prevalência de sobrepeso e obesidade em ambiente escolar poderia facilitar a implementação de mudanças alimentares e de atividade física sem a necessidade de dietas restritivas, por exemplo. Além disso, o custo de implementação de um programa desta natureza seria significativamente menor do que o planejamento e execução de um projeto fora do ambiente escolar. Heran et al. (2008) sugerem que um modelo de trabalho cooperativo incluindo médicos, enfermeiros, escolas de educação infantil, ambiente domiciliar e comunidade têm o poder o divulgar mensagens positivas para melhor engajamento de pais e outros prestadores de serviço relacionados na promoção de um estilo de vida e crescimento saudável das crianças. Por outro lado, Wieting (2008) ressaltam que informações nutricionais, apesar de ajudarem, não terão muito impacto se os menus das escolas não mudarem. O mesmo acontece com a atividade física, ela pode ajudar a prevenir e diminuir a

obesidade infantil, porém, recomendar maior tempo de atividade física não funcionará se não houver programas de educação física nas escolas.