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4   Tingene

4.2   Metafor  og  metonymi

4.2.4   Et  unntak  som  bekrefter  regelen

O uso de outros materiais didáticos é pertinente ao uso e à avaliação das coleções, tendo em vista que as coleções do PNLD 2012 são acompanhadas de CD. Nas representações das professoras sobre a utilização de outros materiais didáticos, na categoria Segmentos de Orientação Temática, SOT, foram evidenciadas algumas representações expostas no quadro e nos parágrafos seguintes.

QUADRO 32 – Representações das professoras sobre o uso de outros materiais didáticos Categoria SOT

Representações Participantes Enunciados

Apenas o professor utiliza o CD.

Internet é utilizada quando necessário.

Natália A escola tem gravador. Eu uso o CD. [...] Eu pedi na escola através dos meninos, então eu faço uso do CD na sala, mas o interessante é

que os alunos não usam o CD em casa. [...]Às vezes, eu procuro alguma coisa na internet quanto necessito.

Uso do dicionário para ensino de vocabulário.

Natália [...]eu levo muito dicionário pra sala também.

Os alunos trabalham no livro e a gente tem

os dicionários para enriquecer a parte de vocabulário

Os conhecimentos de mundo da professora são os recursos

utilizados por ela.

Cristina [...] eu não sou muito de preparar aula não. Mas eu sempre usei muito meu conhecimento

de muitas coisas para enriquecer. [...] Então

são esses recursos que eu enriqueço minhas

aulas. A preparação de outras materiais

objetiva suprir lacunas no livro didático.

A internet é utilizada para preparar material didático.

Sílvia

[...] eles têm dificuldade pra ler um texto... a leitura, né?... na escrita... produção... acho que

todas as habilidades, eles têm sentido isso.... Agora, claro que o professor tem um papel fundamental aí, né? O que eu procuro fazer é

desenvolver outras atividades pra suprir essa necessidade.

Sim, internet, por exemplo, posso citar a internet, não só eu, os alunos também [...]. Fonte: Textos das entrevistas com as participantes.

A participante Natália, utilizando-se de modalizações lógicas, afirma, em seu enunciado, que utiliza o CD, mas que este material não veio junto com o livro, como é previsto nos documentos oficiais. Para resolver a questão, a professora ressalta que pediu o CD aos alunos. Evidencia-se, desse modo, pelo uso de modalizações pragmáticas “Eu pedi”, e pelas modalizações deônticas “nós nos preocupamos”, “a gente insista” que se responsabiliza por seu agir como professora, incentivando os alunos a utilizarem o CD nos seus estudos extraclasse também. A professora, utilizando-se de modalização lógica “quando necessito”, explicita que faz pouco uso dos materiais da internet no seu trabalho pedagógico, ficando, portanto, bem restrita ao uso do livro didático e do CD que o acompanha:

A escola tem gravador. Então, eu uso o CD. No meu livro de professora mesmo, não veio. Eu pedi na escola através dos meninos, então eu faço uso do CD na sala, mas o interessante é que os alunos não usam o CD em casa. Porque, às vezes, nós nos preocupamos em escolher um livro que tenha um CD, mas eles não lançam mão do recurso, não estão habituados, por mais que a gente insista e mostre para eles a importância, né? Às vezes, eu procuro alguma coisa na internet quando necessito, uso aparelho de som, CD, no mais é isso. (NATÁLIA).

Em seus enunciados, Cristina demonstra que considera apenas o seu conhecimento de mundo como recurso que utiliza constantemente em suas aulas, desprezando as possibilidades que outros materiais poderiam propiciar para auxiliar o processo ensino-avaliação-

aprendizagem. Consequentemente, ela se representa como detentora do conhecimento e da cultura e não considera as experiências do aluno e nem os seus saberes. Essas representações podem ser observadas pelo uso de modalizações lógicas “eu não sou de preparar [...]”, “Gosto de trabalhar [...]” “eu sempre usei muito”, [...] são esses recursos que eu enriqueço [...]; “Não é com som, não é com sala de multimídia, não é com coisa de internet”, e pelo uso da modalização deôntica “eu sempre tive essa opinião [...]” no seguinte enunciado:

[...] com os meus alunos do Ensino Médio [...] eu não sou muito de preparar aula não. Às vezes, assim, eu olho antes da aula um pouco, às vezes, um dia antes o que é que eu vou lecionar, mas não sou de ficar preparando material. Gosto de trabalhar com minha experiência de vida, minha vivência e o que eu sei de inglês. [...] Mas eu sempre usei muito meu conhecimento de muitas coisas pra enriquecer. Por exemplo, outro dia, a gente tava lendo um texto sobre o efeito estufa, que tá sendo muito discutido hoje, mas assim, uma série de coisa diferente. Aí eu trouxe pros meninos porque eu assisti no Discovery... uma porção de informação... então eu gosto de texto assim pra trazer outros conhecimentos. Então são esses recursos que eu enriqueço as minhas aulas. Não é com som, não é com sala de multimídia, não é com coisa de internet, sabe, com conhecimento geral, que associado ao que eu tô trabalhando lá com eles que tá nos textos, eu acho que eles aprendem muito .. então, eu sempre tive essa opinião: se ele não aprender inglês, pelo menos a cultura ele vai ter maior. (CRISTINA).

Observo, portanto, a contradição no enunciado da professora que, conforme já explicitado nesta tese, ao avaliar a coleção do PNLD, afirmara que “o grande problema dos livros [...] , é que ele não tem material que o acompanha... que não adianta CD só com track”, ressaltando que precisava de “imagens mesmo que a gente possa pôr numa sala de multimídia e fazer uma extensão da aula”. Cabe evidenciar, no entanto, que o volume 3 da coleção Upgrade enfatiza ainda mais a leitura e não apresenta o apêndice Picture Dictionary112, que tem como objetivo complementar uma atividade presente no livro do aluno ou como material para uma nova atividade. Essa lacuna não é apontada no Manual do Professor, pois as orientações teórico- metodológicas, apontadas nesse manual, são iguais para os três volumes.

A professora Sílvia afirma que prepara outros materiais, utilizando também a internet, para suprir lacunas apresentadas pelo livro didático, objetivando o desenvolvimento das habilidades linguísticas. Essa representação pode ser evidenciada em seus dizeres, pelo uso da modalização pragmática “O que eu procuro fazer, posso citar a internet.”

Durante o período de observação de aulas, verifiquei que a professora enviou dois vídeos para os alunos sobre o tema da unidade, Violence against women, solicitando-lhes que comentassem sobre os mesmos:

A professora enviou dois vídeos curtos sobre o tema da unidade para os alunos da turma com cópia para mim, com a seguinte mensagem: ‘Students, here are links with important videos related to the issues we’ve been studying. See them and make your comments.’ Os vídeos eram At UN, Malala Yousafzai rallies youth to stand up for universal education,113 e UN Multi-Country study on

Men and Violence. 114Assisti aos vídeos, e agradeci à professora. ‘Thank you

for the videos, X’. They’re very powerful and easy to be understood”. Alguns alunos falaram que não tinham tido tempo de assistir a eles. [...]. A professora retomou, então, o tema dos vídeos, organizou a turma em trios. Um trio só discutiu em Português; os outros trios iniciaram o debate em Inglês, mas depois começaram a falar em Português. (NOTAS DE CAMPO DE OBSERVAÇÃO DE AULAS DA PESQUISADORA, REFERENTES ÀS AULAS 1 A 6).

O uso da língua materna nas atividades de produção oral, que deveriam ser realizadas em Língua Inglesa, foi uma das dificuldades percebidas pela professora no desenvolvimento do letramento crítico proposto pelo livro didático. No entanto, o material complementar preparado pela professora também evidenciou esse mesmo entrave. Considero que uma das formas de trabalhar essa dificuldade seria ter estabelecido critérios de análise do conteúdo do vídeo para o debate em sala de aula.

6.6 O processo ensino-avaliação-aprendizagem de Língua Inglesa na escola pública