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Et arbeidsliv med plass til alle

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Kapittel 7. Et arbeidsliv med plass til alle

As informações relacionadas à atuação profissional foram obtidas no questionário e no currículo. Na análise do questionário verificou-se que as respostas coincidiram com os dados dos currículos analisados. Questionou-se quanto à função e instituição em que as bibliotecárias trabalham. As informações obtidas nos currículos das Bibliotecárias A, B, D, F e G condizem com suas respostas. Já as respostas das duas Bibliotecárias C e E não são compatíveis com o currículo, talvez pelo fato de estar desatualizado.

A Bibliotecária A é Técnica de Enfermagem no Hospital Universitário da UFSC desde 1980. Dentre suas atribuições está à coordenação da Sala de Leitura, um ambiente de promoção de acesso à leitura para pacientes e funcionários. Ministrou três cursos sobre Biblioterapia Hospitalar em 2009

A Bibliotecária B é Professora da UFSC desde 1995. Biblioterapia é uma das disciplinas que ministra. É integrante do Grupo de Pesquisa Núcleo de Biblioterapia, Bibliotecas Escolares e Leitura, e com isso participou de vários projetos biblioterapêuticos, inclusive orientando alunos em atividades biblioterapêuticas. Orientou 14 monografias, sendo cinco relacionadas à biblioterapia. Orientou 2 (duas) dissertações e está, atualmente, orientando uma dissertação sobre biblioterapia. Ministrou os cursos Palavras que curam e Biblioterapia em 2001.

A Bibliotecária C é Bibliotecária da Faculdade de Tecnologia de Rio Claro – FATEP desde 2008. Nas respostas do questionário, ela afirma ser aposentada pela UNESP e atua como palestrante motivacional.

A Bibliotecária D é Bibliotecária-Documentalista da UFPB desde 1972. Ministrou cursos sobre biblioterapia, denominadas “Aplicabilidade de biblioterapia em três dimensões: Institucional, Clínica e Desenvolvimental” e “Biblioterapia: proposta de um programa de leitura para portadores de deficiência visual em bibliotecas públicas” em 1997 e 2002, respectivamente.

A Bibliotecária E está sem registro de atuação profissional atual, último registro foi como Bibliotecária do SENAI até 2011. Na resposta do questionário a Bibliotecária E informou que é Instrutora (professora) do SENAI.

A Bibliotecária F é Professora da UFC desde 1992. Ministrou oficina de Biblioterapia em 2002. Ministrou o curso “Biblioterapia” em 2003 e 2006. Ministrou também o curso “Práticas leitoras da Biblioterapia” em 2002 e ministrou o curso “Biblioterapia para filhos de servidores da UFC” em 2000. Das 12 orientações em monografia, orientou uma sobre biblioterapia.

A Bibliotecária G é Professora da UFPB desde 2001. Ela também ministrou a disciplina “Biblioterapia: teoria e prática”, na UFPB. De quatro orientações de monografias de conclusão de curso de aperfeiçoamento/especialização, uma foi sobre biblioterapia. Em orientação de monografia de graduação, de 11, 4 foram sobre biblioterapia.

Todas as bibliotecárias trabalham em instituições de ensino, como se vê no Quadro 8. Pode-se ver, também, que a maioria não atua na função de bibliotecário.

Quadro 8 – Atuação Profissional

Bibliotecária Cargo Instituição Cursos

ministrados sobre biblioterapia A Técnica em enfermagem HU/UFSC 1 B Professora UFSC 3 C Bibliotecária FATEP 260 D Bibliotecária UFPB 2 E Professora61 SENAI - F Professora UFC 4 G Professora UFPB 1 Fonte: Da autora 60

Informação adquirida em sua página profissional da web. 61

4.2.3 MOTIVAÇÃO

A motivação é um aspecto fundamental para atuação dos profissionais, tendo isso em vista, questionou-se sobre a motivação das bibliotecárias participarem em atividades biblioterapêuticas. Duas responderam que a motivação veio como campo de estudo no mestrado, como se vê nos relatos abaixo.

O conhecimento da biblioterapia, ainda, na graduação no inicio da década de 90, me encantou e quando ingressei no mestrado apresentei e desenvolvi este tema. Na época, inexistiam trabalhos sobre a prática biblioterapêutica com pacientes hospitalizados. (BIBLIOTECÁRIA A)

Durante minha entrevista para o Mestrado em Biblioteconomia informei a banca examinadora que tinha interesse em realizar um programa de leitura com as crianças do Instituto dos Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha, visto trabalhar voluntariamente naquele Instituto. Não tinha certeza de como seria daí tentar fazer o mestrado para me enriquecer e surgir à proposta. Fui aprovada em primeiro lugar e quando já cursava o Mestrado e estava estudando na Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba com duas amigas, Ana Maria Pereira e Maria Socorro Vásquez, encontrei uma bibliotecária Maria Isabel Lemos Duarte, responsável pela Seção de Processos Técnicos dessa Instituição, que estava com uma publicação do acervo da Biblioteca Central e que seria descartada intitulada ―Using ibliotherapy: a guide to theory and practice ‖ do autor Rhea Joyce Rubin. Esse foi o nosso primeiro contato. Levamos ao conhecimento dos nossos orientadores onde me apaixonei e fiquei muito entusiasmada com algumas leituras referentes à biblioterapia escolhendo assim fazer minha dissertação intitulada ―A Biblioterapia em Instituições de Deficientes Visuais: um estudo de caso‖. ( I LIOTECÁRIA D)

Três bibliotecárias, no entanto, identificaram tal atividade como campo de atuação do bibliotecário, principalmente pelo caráter social da profissão, sendo que a primeira teve contato numa disciplina de graduação.

A oferta da disciplina opcional no curso de Biblioteconomia despertou o interesse pela atividade principalmente a nova possibilidade de atuação do bibliotecário. (BIBLIOTECÁRIA E)

O interesse em resgatar o caráter humano da profissão de bibliotecário. (BIBLIOTECÁRIA B)

Sem dúvida, o marco inicial da minha trajetória na biblioterapia, aconteceu quando ingressei no Curso de Biblioteconomia em 1975. Naquele momento, tudo era novo para mim. Todavia, no decorrer do tempo fui me familiarizando e conhecendo processos, mecanismos e técnicas importantes na Biblioteconomia, que poderiam não somente organizar, processar e disseminar informação, a fim de facilitar o acesso para aqueles que dela necessitar, mas também, ajudar a promoção humana, no sentido de fortalecer o lado social do profissional bibliotecário. Assim sendo, descobri ao longo dos anos que essa promoção pode ser articulada através do livro, haja vista o seu valor terapêutico. Interessada nesse assunto, comecei a pesquisar sobre tal. Um dia, meados de 1978, me deparei com um artigo interessante que versava sobre uma conferência do Professor Viktor Emil Frankl, realizada na Feira do Livro da Áustria. Nessa conferência o professor destacou o valor do livro como recurso terapêutico, defendendo a possibilidade de cura através da leitura. Na oportunidade enfatizou situações em que um livro salvou uma vida, fazendo o leitor desistir da ideia de suicídio, e outras em que pessoas doentes, no seu leito, se viram reconfortadas pela leitura. Comentou igualmente o caso do presidiário de San Quentin, em San Francisco, chamado Mitchell, sentenciado à pena de morte na câmara de gás, que por intermédio da leitura de um livro e de conversas com o prof. Frankl, conseguiu descobrir o sentido da sua vida, mesmo estando em vésperas da morte. Este fato impulsionou, ainda mais, a interessar-me pela biblioterapia. Assim sendo, iniciei minhas atividades biblioterapêuticas com idosos, na Casa de mendicidade de Fortaleza, juntamente, com um grupo de alunos da disciplina serviços de informação, ministrada por mim, no curso de biblioteconomia da UFC. Posteriormente, desenvolvi durante 05 anos um projeto de extensão no Hospital Albert Sabin, unidade de referencia no tratamento de crianças com câncer e nefrologia crônica. (BIBLIOTECÁRIA G)

O caráter social da profissão é defendido por Valentim (2002), Smit e Barreto (2002) e Walter e Batista (2008), já abordados na revisão bibliográfica, em que se reconhece a atuação do profissional segundo as necessidades da sociedade. No caso, a história da biblioterapia demonstra que sua idealização e evolução se justificam na identificação de indivíduos que precisam de melhoria na qualidade de vida e profissionais que reconhecem a leitura como uma forma de resposta a tal problemática. Duas bibliotecárias, inclusive, apontam serem motivadas pela atividade proporcionar melhoria na qualidade de vida das pessoas. A Bibliotecária F ainda pontua que para a aplicação ser realizada com eficácia, é necessário aplicar corretamente.

Pelo desejo de proporcionar ao meu semelhante, um pouco de paz interior através de leituras que possam tirá-lo de algumas situações como: medo, solidão, angústia, tristeza, etc. (BIBLIOTECÁRIA C) O motivo que me levou a implementar as sessões de biblioterapia foi devido perceber que muitas pessoas enfrentam conflitos, de toda natureza e perceber que podemos contribuir para a melhora desses conflitos, desde que tenhamos competência para tal. Então busquei parcerias com psicólogos e terapeutas para poder realizar essas sessões. (BIBLIOTECÁRIA F)

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