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Estimation with repeated cross-sectional data

4 Evidence on consumption and income inequality

4.2 The partial insurance framework

4.2.2 Estimation with repeated cross-sectional data

Com a arquitetura projetada simbolicamente para rememorar constantemente a presença sacramental do patriarca beneditino no espaço religioso, os sons musicais interiores figuram-se também em formas espectrais torneadas em alguns indícios do registro histórico da Regra de São Bento.

A ordem beneditina, antes de quaisquer observações, alinha sua cosmologia religiosa para o avivamento da proporção simétrica contida nos elementos animados e inanimados adentro da abadia, ao entrar no espaço da igreja, pois significa ser “[...] símbolo da unidade

79 Os homens fazem a história, mas ignoram que a fazem. Claude Lévi-Strauss, apud: BRAUDEL, Fernand.

História e ciências sociais: a longa duração. Tradução de Ana Maria de Almeida Camargo. Revista de História. São Paulo, FFLCH-USP, v. XXX, ano XVI, abr./jun. 1965, p.278.

pela síntese dos contrários. Expressa a redução do múltiplo ao um, que é o sentido profundo da ação Criadora.”80

Contudo, quando uma dimensão religiosa humana inserida em uma determinada temporalidade aspira encontrar-se com a divindade, tida como suprema, há o desejo avivante na memória de assemelharem-se simetricamente seus sons, considerados sagrados para o mais próximo de Deus.

Nesse conjunto, a Regra de São Bento, é herdeira de muitos costumes ao longo da história monástica, visto que não há um único texto que tivera sido escrito originalmente pelo próprio patriarca.

Ela é essencial para (re)criar as interpretações acerca de sua utilização cotidiana em cada monastério ao longo do tempo, porque:

Há vários códices medievais da Regra de S. Bento, anteriores ao ano mil, de que a tradição cassinense constitui um filão de transmissão, [...]. Hoje, pensa-se que o código mais antigo o Hatoon 48 de Oxford, princípios do século VIII, mas o mais autorizado é o Ms., Sangallensis 914, datado dos começos dos séc. IX.81

Na abadia, os monges – a grande maioria com formação superior em Filosofia e Teologia – acolhem a ocorrência de não haver uma única produção imaculada atribuída unicamente ao patrono da ordem, mas a obediência pessoal à sua Regra deve sim aproximar- se constantemente aos costumes vetustos do catolicismo, influenciado também pela tradição oriental:

À medida que a Igreja cristã primitiva se expandia de Jerusalém para a Ásia menor e para o Ocidente, chegando à África e à Europa, ia acumulando elementos musicais provenientes de diversas zonas. Os mosteiros e igrejas da Síria tiveram um papel importante no desenvolvimento do canto dos salmos e dos hinos. Estes dois tipos de canto parecem ter-se fundido a partir da Síria via Bizâncio, até Milão e outros centros ocidentais.82.

80 CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos: mitos, sonhos, costumes, gestos,

formas, figuras, cores, números. Tradução de Vera da Costa e Silva. Rio de Janeiro: José Olimpo, 2012, p.384.

81 DIAS, Geraldo J. A. Coelho. A regra de São Bento, norma e vida monástica: sua problemática moderna e

edições em português. História. Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto, III série, v. 3, p.9-48, 2002, p.3. Disponível em: <http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/2278.pdf>. Acesso em: 20 mar. 2013. (grifo do autor)

A Regra, portanto, foi sendo alterada ao longo dos séculos. As diferentes temáticas que encontramos nela seguem desde a formação hierarquizada da ordem, como a presença do Abade Maior, bem como a maneira de se comportar perante a vida sacramental, dentre outros.

A Regra é a carnalidade da norma para todo o agir do monge no aqui e agora do seu viver circunstancial, o código normativo do seu ser e agir. Todavia, a Regra Beneditina enquanto norma não pode considerar-se um texto intocável, uma campo fechado e inacessível, [...] mas em ser um texto lido e relido [...]. É isso que cria a dimensão oral da regra.83

Com isso, a observância dos preceitos normativos relacionados às condutas internas reforça a simetria entre os cantos com alguns princípios da própria Regra: “Consideremos, pois, de que maneira cumpre estar na presença da divindade e de seus anjos; e tal seja a nossa presença na salmodia, que a nossa mente concorde com nossa voz”.84

Nota-se, no excerto acima da Regra de São Bento, a importância evidente dada pelo patriarca em equalizar a projeção acústica realizada pela voz humana na hora da salmodia, com a mente ou pensamento do executante. Estes últimos pertencem ao campo do humano ligado às ações terrenas e não podem conter pensamentos que escapem dessa meditação.

A utilização da voz e seu significado dado pelo autor precisam desprender-se da condição corpórea (e dionisíaca)85 para veicular o significado das palavras proferidas na salmodia, alinhar a mente do executante e dos demais que estão a ouvir, com o objeto sagrado, preservando o próprio imaginário das palavras. S. Bento:

[...] apontara como missão específica do monge cantar a glória de Deus, e consagrara a ordenação dos ritos litúrgicos doze dos capítulos de sua regra. Para ele, o objetivo da profissão monástica era celebrar em comunidade e para o benefício de todo o povo a oração pública.86

83 DIAS, Geraldo J. A. Coelho. A regra de São Bento, norma e vida monástica: sua problemática moderna e

edições em português. História. Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto, III série, v. 3, p.9-48, 2002, p.10. Disponível em: <http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/2278.pdf>. Acesso em: 20 mar. 2013.

84 MOSTEIRO SÃO JOÃO. Regra de São Bento. Disponível em: <http://mosteirosaojoao.org.br/index.php/

comunidade-monastica/regra-de-sao-bento?showall=&start=20>. Acesso em: 02 dez. 2012. (grifo nosso)

85 Tem-se a transferência arquetípica das manifestações corporais e que foge ao controle da consciência humana

ao deus grego Dionísio, pois “simboliza as forças obscuras que emergem do inconsciente, pois que trata de uma divindade que preside à liberação provocada pela embriaguez, por todas as formas de embriaguez, a que se apossa dos que bebem, a que se apodera das multidões arrastadas pelo fascínio da dança e da música e até mesmo a embriaguez da loucura com que o deus pune aqueles que lhe desprezam o culto”. CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos: mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números. Tradução de Vera da Costa e Silva. Rio de Janeiro: José Olimpo, 2012, p.358.

Nessa confluência, o espaço da igreja atual ressignifica o conjunto normativo das “palavras” que teriam sido proferidas e registradas pelos monges que viveram com São Bento e sua acústica silenciosa denota aquiescer outro registro da Regra: “[...] e se pelos anjos que nos foram designados, todas as coisas que fazemos são cotidianamente, dia e noite, anunciadas ao Senhor, devemos ter cuidado, irmãos, a toda hora [...]”87

No excerto, a forte indicação das formas sagradas é elementar para a vida monástica. O atento dado pelo autor aos monges para que vivifiquem a vigília constante em tornar suas vidas parecidas com a contemplação idealizada oriundas da forma angelical é ressignificada na conjuntura atual pelo espaço do monastério.

Tal fato percorre da proeminência iconográfica contida nas paredes da igreja com pares de anjos dispostos como guardiões locais.

Na imagem abaixo, é possível visualizar ilustrações de alguns santos ao meio, segurados por pares de anjos ou a representação de passagens bíblicas no alto dos arcos balizares nas laterais da igreja.

Figura 4 – Vista panorâmica do centro da igreja e adornos88

87 MOSTEIRO SÃO JOÃO. Regra de São Bento. Disponível em: <http://mosteirosaojoao.org.br/index.php/

comunidade-monastica/regra-de-sao-bento?showall=&start=20>. Acesso em: 02 dez. 2012.

88 MOSTEIRO DE SÃO BENTO DE SÃO PAULO. Disponível em: <http://www.mosteiro.org.br/>. Acesso em:

Para a cultura cristã pertencente ao rito católico romano e ao rito católico ortodoxo, as pinturas de anjos nos espaços internos e externos de uma igreja demonstram na memória religiosa uma herança simbólica das formas litúrgicas ou pictóricas e confluem-se entre si de modo simétrico, conforme observamos.

As igrejas orientais, na ausência de uma autoridade central forte, desenvolveram liturgias diferentes em várias regiões. Embora não subsistam manuscritos anteriores ao século IX, com a música usada nestes ritos orientais, algumas inferências podem ser feitas quanto aos primórdios da música religiosa no Oriente.89

A função exercida pelos anjos em ocasionar as ações anunciadoras dos desígnios de Deus utilizam as palavras e são acompanhadas por instrumentos de sopros, geralmente trombetas.

Tal forma delata um antigo hábito perdurado pela sacralidade beneditina na longa duração90 hodierna no espaço investigado e apegada à antiga sonoridade das grandes catedrais do medievo.

O monge volta-se ao silêncio, marcha para o céu e para a luz divina. Verá mais cedo o brilho dela se deixar aflorar na consciência, pelo jogo espontâneo da lembrança, tal vocábulo, tal imagem. A intuição brotará naturalmente da associação dessas palavras e da iluminação dos símbolos. Tal foi o quadro mental que rodeou no século XI o nascimento da pintura, da escultura e da arquitetura monástica.91

Ao compreender a atual estruturação arquitetônica construída no início do século XX, trouxe uma maior significância para a permanência do quadro mental da alta Idade Média.

A importância do legado histórico religioso dessa temporalidade supracitada aproxima ainda mais os frequentadores e os monges residentes para um possível imaginário medieval. A afirmação produz veemência: em relação às primeiras construções do mosteiro,

89 GROUT, Donald J.; PALISCA, Claude V. História da música ocidental. Lisboa: Gradiva, 1994, p.36. 90 “Entre os tempos diferentes da história, a longa duração apresenta-se, assim, como uma personagem

embaraçosa, complicada, muitas vezes inédita. Admiti-la no coração de nosso trabalho não será um simples jogo, o habitual alargamento de estudos e curiosidade [...]. Para o historiador, admiti-lo é prestar-se a uma mudança de estilo, de atitude, a uma mudança de pensamento, a uma nova concepção de social. É familiarizar-se com um tempo mais lento, por vezes quase no limite do instável.” BRAUDEL, Fernand. História e ciências sociais: a longa duração. Tradução de Ana Maria de Almeida Camargo. Revista de História. São Paulo, FFLCH-USP, v. XXX, ano XVI, abr./jun. 1965, p.271.

ainda em estilo colonial, e este último não ressignifica a memória física das grandes catedrais ou igrejas do passado cristão medieval.

Então, não há de se separar a projeção acústica com a projeção estrutural arquitetônica, principalmente de um templo religioso beneditino, porque ambos se solidificam em uma estrutura mental baseada na formação da identidade religiosa do local.

Logo, é melhor definir o Brasil atual como resultado da interação de regiões de medievalidade com enclaves de modernidade, e de regiões de modernidade com enclaves de medievalidade. É esse o contraste que chama a atenção e explica a dinâmica histórica própria do país.92

Esse fato torna-se muito peculiar, pois, nas transformações urbanas na cidade de São Paulo no início do século XX, desejou-se muito mais aproximar a simbologia dos monastérios medievais do que inserir na igreja de S. Bento uma lógica estética pertencente às construções do referido século.93

[...] as metrópoles ibéricas não conheceram um Renascimento pleno que tenha representado, como em outras partes da Europa, transição da medievalidade para a modernidade. Mal tocados pela cultura renascentista, Espanha e Portugal continuaram a produzir, no século XVI, uma literatura cavalheiresca tardia, escritos místicos e uma espécie de novos monges-guerreiros, os jesuítas. Na América ibérica, [...] o outono da Idade Média ocorreu apenas no século XVII.94

De tal modo, a acústica extremamente ampliada pelo espaço físico interno dilata a vocalização dos cantos e rememora, assim, as diretrizes normativas relacionadas ao estilo monástico, reforçado pelo beneditismo medieval, para fortalecer-se em outro mote da Regra: “Se há artistas no mosteiro, que executem suas artes com toda humildade, se o Abade o

92 FRANCO JUNIOR, Hilário. Raízes medievais do Brasil. Revista USP. São Paulo, v. 78, p.80-104, jun./ago.

2008, p.85.

93 Nota-se na pesquisa a escolha em arguciar elementos do medievo e que não estão no plano auditivo

necessariamente. Ela encarou desafios que colocassem à prova também outras fontes históricas. Devido à complexidade em transpor por tais caminhos, houve um fortalecimento em adentrar nos termos Modernidade, Medievo, Ocidente e Oriente, e que trouxeram detalhes das fontes à tona, propiciando maturação teórica para dialogar com as simbologias existentes em nosso olhar e em nosso ouvir. É o caso das imagens fotografadas e dos registros escritos, como a Regra de S. Bento e as demais, buscando insistentemente formas não evidentes ou inatuais nos sons do tempo medieval. “Mas o inatual recobra uma segunda significação: é um convite para dar uma atenção particular a pequenos objetos, a detalhes. A história do detalhe, aliás, uma tendência dos historiadores da literatura [...].” CORBIN, Alain. O prazer do historiador. Entrevista concedida a Laurent Vidal. Tradução de Christian Pierre Kasper. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 25, n. 49, p.11-31, 2005, p.26.

permitir. E se algum dentre eles se ensoberbece em vista do conhecimento que tem de sua arte, [...] que seja este tal afastado de sua arte e não volte a ela [...].”95

Dessa forma, percebe-se o cuidado em manter a arte fora do plano pessoal e pô-la em função do Abade, que é a autoridade máxima da hierarquia beneditina. A conduta artística na visão de S. Bento deve, então, aproximar-se de Deus para que não haja benefícios pessoais ligados principalmente à soberba, considerada um pecado capital na cosmogonia cristã católica.96

Já era próximo das três da tarde, quando Crispin decide se levantar do banco onde estava. À medida que caminhava em meio a tanto silêncio para frente da igreja, vislumbrava os finos raios de sol transpassados no vitral principal situado logo acima do altar. Observara também, por um tempo, as pessoas próximas a ele de joelhos ou sentadas em alguns pontos perto das imagens dos santos. Julgou que tal cena poderia ganhar força com a contribuição de toda a composição simbólica contida naquele local.

Nesse dia, o encontro repentino e descerimonioso com o monge trouxera para sua mente uma inquietude em investigar ainda mais alguns elementos do passado na ordem beneditina. Assim que interrompeu seus passos, chegou ao limite do altar e olhou para o teto da abadia, observando todas as pinturas. Seus ouvidos sentiram a condição hermética do silêncio quase absoluto, que fora interrompido sem que esperasse pelo badalar do sino, indicando exatamente três horas da tarde.

“Aqui dentro da abadia, a reverberação do sino torna-se tão audível que podemos sentir seus ecos passarem por toda a igreja. Este local é de fato um templo para a busca do silêncio e somente alguns sons parecem fazer parte dele. Seria o sino este exemplo?” – refletiu por um momento.

Os intervalos de tempo entre uma badalada e outra não são tão rápidos, dando uma sensação de repouso acústico em seu julgamento.

95 MOSTEIRO SÃO JOÃO. Regra de São Bento. Disponível em: <http://mosteirosaojoao.org.br/index.php/

comunidade-monastica/regra-de-sao-bento?showall=&start=20>. Acesso em: 02 dez. 2012.

96 Na medida em que as decorrências da decadência do Império Romano circundam para a aurora adventícia do

medievo, a clericalização irá alicerçar as estruturas do mundo feudal. Hilário Franco Jr. salienta sobre a criação do clero para “[...] torna-se um grupo social e possuidor de privilégios especiais e de grande poderio político econômico”. Com tal poder, podemos inferir com segurança a importância da Igreja para o cotidiano medieval “[...] monopolizando a comunicação com Deus, o clero torna-se o responsável por todos os homens. Sem ele não haveria salvação”. FRANCO JUNIOR, Hilário. O feudalismo. Coleção Tudo é História. São Paulo: Brasiliense, 1993, p.22.

Estando para sair da igreja e com algumas de suas anotações aprontadas, avistou o monge que havia conversado em uma entrada lateral próxima à saída. Foi em sua direção procurando caminhar de maneira que os sons de seus passos não ecoassem.

– Olá, monge! Posso fazer-lhe algumas perguntas novamente? Desculpe, mas ainda não disse meu nome... Sou Crispin!

– Sou Dom Guilherme!97Neste instante, o monge sorri com a apresentação do jovem,

estende a mão e diz:

– Pode perguntar. Estou em meu horário de descanso e passei por aqui apenas para verificar se os cartazes colados com nossas atividades estão datados corretamente, conforme solicitado por meu superior. Além das atividades litúrgicas, também temos outras atividades como as apresentações musicais em nosso teatro, as palestras para o público em geral realizadas em nossa faculdade de filosofia e teologia, os cursos de línguas estrangeiras, dentre outras.

– Dom Guilherme, agradeço por sua disposição. Estava de saída e foi muito bom reencontrá-lo. Só agora percebi que o tempo passou tão rapidamente. O sino acabou de marcar três horas – dissera Crispin.

– Mas o que deseja saber, meu rapaz? – Perguntou o monge cordialmente e em tonalidade baixa.

– Como faço para encontrar os escritos musicais do canto gregoriano aqui na abadia? Posso levá-los para casa? – Perguntou Crispin.

– Crispin, isto é muito fácil. Há uma missa realizada uma vez por mês, na qual imprimimos alguns cantos, escritos ainda na notação medieval. Ela não é exatamente igual a este tempo, porém as abadias beneditinas procuram manter uma aproximação com ele. Somos uma ordem muito velha, como já deve saber, mas também estamos neste século. Algumas músicas são retiradas de endereços eletrônicos para sua surpresa, presumo, e as imprimimos a fim de que as pessoas possam cantar. A notação, como deve supor, está em tetragrama, evidenciando nosso costume vetusto. Acho que possuo algumas músicas aleatórias na recepção do mosteiro. Pode me acompanhar? – Findou Dom Guilherme e esperou a resposta óbvia de Crispim.

– Que interessante saber que os cantos estão dispostos dessa forma e digitalizados – respondeu o jovem.

Ao dirigirem-se para a secretaria geral do mosteiro, Dom Guilherme apresentou os espaços internos, como o teatro, a recepção do colégio integrado com a faculdade e alguns ornamentos presentes nas paredes. Estas últimas não eram amplamente adornadas em relação à igreja. Eram esbranquiçadas e muito largas, com o teto ligeiramente abobadado e acentuado somente quando encontravam as colunas polidas.

Sem muita demora, o monge pediu para a secretária retirar uma pasta de cantos da gaveta e deu algumas folhas à Crispin, convidando-lhe para participar de uma missa e poder, nela, cantar com o coral. Eles ficaram ali por mais alguns momentos e a generosidade de Dom Guilherme contribuiu para que os dois iniciassem uma amizade. Ao terminar a conversa, com os e-mails anotados, Crispin despediu-se, retornando para sua casa com o material que recolhera nesse dia e com os cantos a serem analisados.

CAPÍTULO II – INTERLÚDIO: APOLO ECOA E RESISTE