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3.3 Hermeneutical injustice as epistemic injustice

3.3.1 No epistemic asymmetry?

Título No de

projetos submetidos

Valor (R$) 1 Manutenção de Equipamentos de Custo

Elevado 54 2.000.000

2 Programa Pesquisador Mineiro – PPM 437 7.680.000 3 Aquisição de Livros para Pós-graduação 26 2.000.000 4 Apoio à Publicação de Periódicos Científicos 65 800.000 5 Bolsa de Incentivo à Pesquisa e ao

Desenvolvimento Tecnológico 167 2.000.000

6 Apoio à Criação e/ou manutenção de NITs 26 2.000.000 7 Difusão e Popularização da Ciência e

Tecnologia 119 1.000.000

8 Projetos de Extensão em Interface com a

Pesquisa 377 1.000.000

9 Projeto Santos Dumont 38 500.000

10 Chamada FAPEMIG - FAPESP - FAPESPA

- VALE 131 40.000.000

11 Mestres e Doutores na Empresa - Whirlpool 2 1.000.000 12 Pesquisa Tecnológica para Linha Branca

(Whirlpool) 9 3.000.000

13 Comunicação e Relacionamento (FIAT) 31 500.000 14 Cooperação FAPEMIG – University of

Queensland 8 1.000.000

15 Programa Primeiros Projetos – PPP 667 5.000.000 16 Programa de Apoio aos Núcleos Emergentes

- PRONEM 101 10.000.000

17 Programa de Apoio aos Núcleos de

Excelência – PRONEX 39 10.000.000

18 Biotecnologia – Julgamento Cego 15 1.400.000

19 Apoio às Incubadoras de Empresas Base

Tecnológica 17 1.000.000

20 Tecnologia Industrial Básica: Consolidação

de Laboratórios Metrológicos 15 800.000

21 Pesquisa em Mudanças Climáticas 35 3.000.000

22 Cooperação FAPEMIG - Inria 5 500.000

23 Inovação Social – Plug Minas 17 500.000

24 Inovação Regional em Municípios 13 1.000.000

Total 2.414 97.680.000

* No documento Edital 03/2010 - Programa Pesquisador Mineiro - PPM IV - RESULTADO DE JULGAMENTO – PROPOSTAS APROVADAS PARA CONTRATAÇÃO, aparece que apenas 180 propostas foram aprovadas, totalizando o valor de 7.416.000,00. No entanto empregou-se os dados apresentados no Relatório de Atividades do ano de 2010, uma vez que, para as demais tabelas, os Relatórios de Atividades em seus respectivos anos, foram os documentos utilizados.

Foram 24 editais de Demanda Induzida no ano. Segundo FAPEMIG (2011c), como consequência das parcerias estabelecidas, a Fundação captou, em 2010, volume significativo de recursos extra-orçamentários, dos quais R$ 51 milhões foram plenamente executados ao longo do ano. Ressalta-se a captação de recursos internacionais provenientes do instituto Francês INRIA, que já foram executados em 2009 e permitiram o lançamento de um novo edital em 2010. Ainda no âmbito internacional, com investimentos em 2010, foram efetivadas parcerias com as agências alemãs DFG e DAAD. No ano, também merecem destaque especial às parcerias da FAPEMIG com empresas privadas, como Fiat, Whirlpool, Ericsson e Vale.

Ainda, segundo o Relatório de Atividades da FAPEMIG 2010 (FAPEMIG, 2011c), através de parcerias internacionais, a FAPEMIG,

estimulou o desenvolvimento de novas tecnologias e o aperfeiçoamento de pós-graduandos e docentes, por meio do financiamento de projetos conjuntos de pesquisa, valorizando a troca de informações científicas e a produção de documentação especializada e publicações científicas e técnicas, bem como o aumento da produtividade e da qualidade científica por meio da participação de equipes de ambos os países”. (FAPEMIG, 2011c, p. 61).

Países como a Alemanha, Canadá, Austrália, Estados Unidos, Coreia e Reino Unido, veem nos avanços nas fronteiras globais a possibilidade de buscarem por know- how e tecnologias; fundamentais para manter uma alta produtividade em CT&I.

Tais países, tem na internacionalização, uma das ações e estratégias mais comumente utilizadas pelos seus Sistemas de Políticas Tecnológicas, para o enfrentamento dos desafios globais. Segundo o MCTI (2012, p. 30-31), essa proximidade e colaboração do Brasil com outros países, através de pesquisas no exterior, ainda que de forma incipiente, é vista como mecanismo importante para impulsionar o desenvolvimento do país. A FAPEMIG tem apoiado a internacionalização não apenas através das pesquisas em universidades, mas, também através de pesquisas em indústrias e empresas internacionais, como é o caso do edital “Mestres e Doutores na Empresa – Whirlpool”, “Pesquisa Tecnológica para Linha Branca (Whirlpool)” e “Cooperação FAPEMIG – Inria”. Assim, a FAPEMIG, através do fomento à Demanda Induzida,

transita não apenas através da internacionalização em virtude da aproximação com outras universidades, mas, também através da transnacionalização de conhecimentos e tecnologias.

Segundo Cruz e Bodnar (2009, p. 6), “o prefixo trans denota a emergência de um novo significado construído reflexivamente a partir da transferência e transformação dos espaços e modelos nacionais”. Para Ianni (2000) e Benakouche (1980), articulam-se nesse contexto e prática por parte da FAPEMIG com as universidades e empresas internacionais, capital, tecnologia e força de trabalho, dissolvendo fronteiras e agilizando o desenvolvimento de negócios internacionais e a expansão de negócios. O trabalho intelectual do pesquisador, por ora improdutivo, revela-se para a estrutura comercial, produtivo e materializado na atividade inovadora de pesquisa através do seu papel no crescimento econômico.

Em 2011, de um total de R$234.502.000,00, a FAPEMIG investiu para cada um dos conjuntos de programas:

- Despesas administrativas: R$8.911.076;

- Projetos de Pesquisa Induzidos: R$64.019.046,00; - Projetos de Pesquisa Universal: R$45.727.890,00; - Bolsas e Formação de RH: R$41.741.356,00; - Eventos Científicos: R$4.690.040,00

- Programas e Projetos Especiais: R$67.067.572,00; - Outras Atividades: R$2.345.020,00.

Nos conjuntos de programas Projetos Induzidos, Bolsas e Formação de RH e Programas e Projetos Especiais, a FAPEMIG continua promovendo o fomento de forma a consolidar a competitividade do Estado de Minas Gerais, quer seja através das pesquisas em cooperação entre universidades e pequenas e médias empresas, através da melhoria da infraestrutura de pesquisa ou através da oferta de bolsas e preparação de recursos humanos para as pesquisas. Percebe-se cada vez mais o destino de significativa parte dos recursos à Formação de RH. A FAPEMIG, ligada ao governo estadual, exerce um papel fundamental e necessário de apoio à pesquisa e inovação tecnológica e científica, e reconhece a necessidade de recursos humanos qualificados para a pesquisa. Segundo Borges (2011), o sucesso das atividades de desenvolvimento tecnológico e de inovação depende tanto das políticas públicas e do investimento de capital como da

como redes entre grupos de excelência - universidades e agências federais e estaduais de fomento. São elas: Ciências Agrárias e Agronegócio; Energia; Engenharia e Tecnologia da Informação e Comunicação; Exatas e Naturais; Humanas e Sociais; Ecologia e Meio Ambiente; Nanotecnologia e Saúde.

Na tentativa de comparar, para uma melhor compreensão do SNCTI brasileiro (e da FAPEMIG enquanto parte de uma unidade dentro do mesmo), na Alemanha, segundo o Centro Alemão de Ciência e Inovação (2017b), por exemplo, há cinco grandes áreas de pesquisa. São elas: Meio Ambiente e Energia, Futuro e Sociedade, Saúde e Segurança, Comunicação e Mobilidade e Tecnologias Interdisciplinares.

Percebe-se na Alemanha um arranjo e organização de áreas que, de uma forma ou de outra, parece considerar em todas elas, o desenvolvimento social.

Importante tal percepção e organização das áreas de pesquisa por parte dos organismos políticos, fomentadores e executores das atividades de PD&I, porém, não se pode negligenciar a participação e interesse da sociedade com relação à C&T.

Cabe apresentar que, segundo pesquisa do CGEE (2015, p. 3), sobre percepção pública da C&T no Brasil94 (Ciência e Tecnologia no olhar dos brasileiros), realizada

com o intuito de conhecer e analisar o grau de informação e conhecimento geral, atitudes e as visões da população brasileira sobre C&T, há um “interesse declarado dos brasileiros sobre assuntos de C&T”, especialmente acerca de temas como medicina e saúde, meio ambiente e ciência e tecnologia, “comparáveis ou superiores às médias da maioria dos países nos quais tais enquetes foram efetuadas”. Para os brasileiros, a área prioritária para investimento, similar ao que ocorre em outros países, é a dos medicamentos e tecnologias médicas. Os brasileiros colocam como opções predominantes, após esta, o investimento em energias alternativas, agricultura e, em proporção menor, porém, não menos importantes, mudanças climáticas e exploração dos recursos da Amazônia.

       

da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI - 2016). Disponível em: http://estatico.cnpq.br/programas/inct/_apresentacao/apresentacao.html

94 O Brasil fez sua primeira enquete nacional desse tipo em 1987 (MAST; CNPq; GALLUP) e duas pesquisas quantitativas mais amplas em 2006 e 2010, coordenadas pelo então Ministério da Ciência e Tecnologia. Foram realizadas também, em anos recentes, enquetes de percepção pública da ciência em âmbito estadual ou municipal, em São Paulo, patrocinadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e agora, em 2015, em Minas Gerais, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). (Disponível em: http://percepcaocti.cgee.org.br/wp- content/themes/cgee/files/sumario.pdf).

Contempla-se assim que, a área de Ciências Humanas, Sociais e Educação, detentora dos maiores valores recomendados pela própria FAPEMIG em 2011, não é apontada pela sociedade brasileira como prioritária.

No entanto, para fins de análise do gráfico, acredita-se que áreas com menores valores percentuais recomendados pela FAPEMIG, como CRA, CSA, CVZ e TEC, nesse momento, não contribuam cientifica ou tecnologicamente para os propósitos do SNCTI e consequentemente aos propósitos da própria FAPEMIG, uma vez que o montante de recursos é significativamente inferior às outras áreas de conhecimento.