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Calculations of clearance and fractional clearance, and free water clearance

2.4 Methods used to analyze urine, plasma, and kidney tissue

2.4.5 Calculations of clearance and fractional clearance, and free water clearance

forma a eliminar impactos ambientais adversos após o fim das atividades. O fechamento se dá com a redução do período de monitoramento e manutenção a longo prazo através da efetiva estabilidade física, química e biológica das áreas degradadas. Além disso, é necessário o estabelecimento de condições consistentes, com o objetivo do uso futuro da área; a aplicação de indicadores que demonstrem o sucesso do processo de fechamento que deve ser embasado em uma legislação clara; o interesse das partes envolvidas e que sejam desenvolvidos critérios atingíveis e aceitáveis.

O tempo de duração do fechamento é variável dependendo do potencial de geração ou não de drenagem ácida, métodos de disposição de rejeitos, métodos de lavra, área de abrangência do empreendimento, envolvimento da empresa e da sociedade e eficiência dos projetos executados.

De acordo com Sanchez (2001), só recentemente a dimensão do longo prazo começou a ser introduzida na reflexão sobre a desativação de minas. O reconhecimento hoje amplo do problema de drenagem ácida contribuiu para essa tomada de consciência, já que os processos de formação de ácidos podem durar séculos. Na Europa conhecem-se pequenas minas subterrâneas, do tempo do Império Romano, que ainda hoje produzem drenagem ácida. A situação das estruturas de retenção de rejeitos é particularmente importante. Como se tratam de estruturas que requerem manutenção e monitoramento contínuos, mesmo depois de desativadas, torna-se necessário o estabelecimento de mecanismos institucionais que atribuam responsabilidades claras para esses serviços. Em outras palavras, deve-se poder responder à seguinte pergunta: depois que a mina for fechada, durante quantos anos caberá à empresa mineradora a atribuição de zelar pela integridade da estrutura?

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Num programa de fechamento de uma mina, o processo de envolvimento das partes interessadas e afetadas, deverá incluir, a identificação dos diversos grupos e o desenvolvimento de uma estratégia de comunicação para desenvolver uma boa relação entre as partes. Isso servirá de fundamento para o sucesso do programa de fechamento da mina, sendo os principais envolvidos e afetados o empreendedor (acionistas e funcionários), os órgãos reguladores, os fornecedores e a comunidade. Os interesses, pontos de vista e restrições de cada parte devem ser considerados no processo de consulta e envolvimento.

Em regiões tradicionalmente mineiras, o fechamento de mina causa impactos sociais e econômicos devido ao desemprego, perda de receita e, em muitos casos, o governo perde um importante aliado na garantia da infra-estrutura básica a comunidade como centros de saúde, manutenção de estradas, etc. Um programa de fechamento de mina deve enfatizar tais perdas e propor, conjuntamente com a comunidade e o poder local, formas de mitigação destes impactos.

Em minas localizadas em áreas remotas, normalmente em regiões subdesenvolvidas os impactos nos valores sociais e culturais resultam, freqüentemente, em mudanças na estrutura social e no modo de vida local. Os impactos mais reportados na literatura são: mudanças de estilo de vida do agrário para o urbano, de religião e convicções, no valor e na natureza das terras, nas visões e relações com o ecossistema e nas tradições e valores.

Em se tratando de fechamento de mina e reabilitação, Knol (1999) e Sassoon (2000), apud Lima (2005b) identificam três estágios, definidos como:

• estágio do planejamento – o plano de reabilitação deve ser estabelecido e integrado aos planos de lavra e gerenciamento ambiental o quanto antes e, periodicamente, atualizado durante a vida operacional do projeto;

• estágio de tratamento ativo – o programa de tratamento ativo deve ser implementado imediatamente após a cessação das operações em uma área específica, isto é, o fechamento de uma pilha de estéril ou o completo fechamento da mina;

• estágio de tratamento passivo – trata-se de um período ou estágio em que um programa de monitoramento é implementado para demonstrar que o programa de tratamento ativo alcançou o sucesso almejado e que um estado de não intervenção na área foi atingido.

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GOLDER (2003) identifica três tipos de fechamento, definidos como:

• fechamento sem restrições – condição alcançada quando nenhuma atividade adicional de prevenção e de manutenção é requerida no período de pós-fechamento da mina. Nestes casos, a empresa pode transferir, ceder ou vender o terreno a terceiros para que nova atividade seja realizada;

• fechamento com cuidado passivo – no qual a necessidade de programas de prevenção e de manutenção é mínima no período de pós-fechamento da mina. Esta condição pode, por exemplo, ser atingida quando da reabilitação de uma área minerada para fins agrícolas, e por último;

• fechamento com cuidado ativo e manutenção - requer programas de prevenção e de manutenção de longo prazo no período de pós-fechamento da mina. O caso típico ocorre quando há, por exemplo, a necessidade de tratamento de efluentes para atender aos objetivos ambientais. Esse tipo de fechamento, freqüentemente, envolve a presença de equipe permanente trabalhando no local.

Sanchez (2001) enumera as razões para o fechamento de minas:

• a quantidade conhecida de minério remanescente, ou o seu teor, é insuficiente para permitir a extração dentro de uma margem de rentabilidade aceitável para o investidor; • flutuação de preços dos minérios, principalmente os fixados internacionalmente, como o

da maioria dos metais;

• mudanças tecnológicas necessárias para o fornecimento, que atendam às exigências do mercado mas que não são suportadas pelo empreendedor;

• questões ambientais que podem reduzir o mercado de determinado tipo de minério (ex: amianto);

• problemas gerenciais, como a falta de investimentos em pesquisas;

• relacionamento com a comunidade, principalmente em minas localizadas próximo a zonas urbanas;

• valor imobiliário do terreno onde se situa a mina pode ser maior que a receita auferida pela explotação do minério.

O plano de fechamento deve ser visto como um projeto e, como tal, deverá ser desenvolvido em nível conceitual, básico e detalhado, sempre acompanhado de uma estimativa de custo e da análise custo-benefício, definindo sua viabilidade técnica e econômica. Deve ser implementado pelo empreendedor, pois ele é o responsável pelos impactos gerados.

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Devem também ser estabelecidos os objetivos do fechamento, os quais implicarão no comprometimento da empresa com os resultados esperados e atividades a serem implementadas. Estes podem ser especificados em função do estudo das opções, mas também de outros fatores como requerimentos legais e preferências da comunidade.

Durante a operação de uma mina deve-se buscar a mitigação dos fatores ambientais de modo que, quando do fechamento, não se crie um impacto maior do que a abertura, como:

• estabilidade física - possibilita um novo uso sustentável, através do restabelecimento da vegetação, uso agrícola ou qualquer outro. Deve restringir falhas potenciais de instalações de disposição de resíduos e minas de cava aberta, além de prevenir e evitar erosão a longo prazo em pilhas de estéril e barragens de rejeitos principalmente;

• estabilidade química - deve garantir a qualidade da água nas minas, para que não ocorra impacto na qualidade da água superficial e subterrânea na região;

• estabilidade biológica - requer a preservação de espécies, a recriação de habitats anteriores à mina e a não introdução de espécies diferentes da região;

• uso da área - o uso do solo pela mineração impede em geral, a utilização para outras atividades econômicas. Tal impacto pode se dar por longos anos quando áreas mineiras são abandonadas sem um fechamento apropriado. O plano de fechamento deve ser empreendido para um uso alternativo planejado, sustentável aceitável e de acesso seguro. Um elemento crítico para embasar a decisão quanto ao uso futuro é o interesse da própria empresa mineradora em reutilizar total ou parcialmente a área minerada. Outro condicionante básico é a titularidade dos imóveis ocupados pela mina. Naturalmente, nos casos em que a empresa não é proprietária do solo, as alternativas de uso futuro deverão levar em conta os interesses e intenções dos superficiários (GOLDER, 2003).

Deve ser elaborado um plano de monitoramento para indicar que os critérios de fechamento foram atingidos. Mecanismos de suporte para a fase de manutenção e monitoramento são necessários, pois há o risco de que nem todas as estratégias de fechamento iniciais tenham êxito. Monitoramento e manutenção devem ser tratados como atividades complementares devendo, portanto, serem planejados, implementados e revisados periodicamente conforme a necessidade.

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O plano de fechamento deve levar em conta os requerimentos legais e as características ambientais, econômicas e sociais da região e da operação. A seguir, com base na literatura analisada, apresenta-se o conteúdo básico sugerido de um plano de fechamento, que pode sofrer variações dependendo das características de cada mina avaliada:

• introdução e descrição do projeto; • objetivos do fechamento;

• banco de dados ambientais;

• obrigações legais: estatutos básicos e regulamentações; identificação das autoridades responsáveis e instrumentos reguladores;

• partes envolvidas: identificação das partes e consulta à comunidade;

• avaliação de riscos: passivo ambiental presente; riscos futuros; análise custo/benefício; • critérios e custos de fechamento: provisões financeiras e garantias financeiras;

• plano de ações para o fechamento: recursos humanos / distribuição de responsabilidades; reabilitação progressiva; descomissionamento; avaliação geotécnica; conformação do relevo; revegetação; conformação estética; herança cultural; valor histórico; saúde e segurança pública; plano de monitoramento e manutenção para o pós-fechamento; documentação e arquivamento dos relatórios; projetos; superfície (estruturas remanescentes e fontes potenciais de contaminação); relatório dos trabalhos efetuados; caracterização das reservas remanescentes; plano de desmobilização das instalações e equipamentos que compõem a infra-estrutura do empreendimento mineiro indicando o destino a ser dado aos mesmos; atualização de todos os levantamentos topográficos da mina; planta da mina na qual constem as áreas lavradas recuperadas, áreas impactadas recuperadas e por recuperar, áreas de disposição do solo orgânico, estéril, minérios e rejeitos, sistemas de disposição, vias de acesso e outras obras civis;

• programas de acompanhamento e monitoramento relativos a: sistemas de disposição e de contenção, taludes em geral, comportamento do lençol freático e drenagem das águas; • planos de controle da poluição do solo, atmosfera, recursos hídricos e do lançamento de

efluentes, com as respectivas caracterizações de parâmetros controladores;

• medidas para impedir o acesso à mina de pessoas estranhas e interditar com barreiras os acessos às áreas perigosas;

• definição dos impactos ambientais nas áreas de influência do empreendimento considerando-se os meios físico, biótico e antrópico;

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• aptidão e intenção de uso futuro da área: conformação topográfica e paisagística levando em consideração aspectos sobre a estabilidade, controle de erosões e drenagens; relatório das condições de saúde ocupacional dos funcionários durante a vida útil do empreendimento mineiro;

• renúncia do título mineiro;

• cronograma físico e financeiro das atividades propostas.

A CVRD tem como base para o desenvolvimento dos seus trabalhos de mineração o Guia de Fechamento de Minas do Grupo CVRD (GOLDER, 2003). Ele contém a descrição de princípios, diretrizes e metodologias para as melhores práticas e traz sugestões de metodologias que permitem a padronização das principais atividades necessárias para um adequado fechamento de mina. Além disso, o guia permite avaliar os custos de fechamento, com a apresentação de planilhas de composição de custos e dá enfoque aos aspectos sócio- ambientais considerados. Esse guia objetiva orientar os profissionais envolvidos no projeto, planejamento e operação de minas da CVRD, sobre as melhores práticas atualmente recomendadas para o fechamento de minas.

O plano de fechamento da mina deve ser revisto e modificado constantemente e criticamente de acordo com a evolução da vida operacional da mina, sendo portanto um processo dinâmico. Decisões técnicas, envolvimento da comunidade e realidades financeiras mudam a todo tempo, de forma que é importante manter a flexibilidade no desenvolvimento de conceitos de fechamento e sua implementação (ROBERTS et al., 2000).

Oliveira Júnior (2001) relata que o fechamento inadequado de uma mina é fruto da falta de um plano de desativação que tenha sido previsto antes do início da operação ou durante a operação da mina. Dentre as desculpas apresentadas pelos mineradores para o não preparo e implementação de um plano de desativação, estão:

• os órgãos ambientais não os solicitam, apenas pedem planos de recuperação de áreas degradadas;

• a longa vida da operação de uma mina – os mineradores alegam que têm muito tempo para preparar a desativação;

• as incertezas com a eventual produção podem tornar impraticável projetar um plano de fechamento com antecedência;

• possibilidade de que novas tecnologias possam ser desenvolvidas durante a vida útil operacional de uma mina.

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Para se avaliar o problema de minas abandonadas no mundo citam-se os dados a seguir:

De acordo com Cochilco e Unep (2001) no Chile das 659 minas do país, 345 (52,4%) estão abandonadas; nos EUA o Bureau of Land Management estima que entre 100.000 a 500.000 minas de médio a pequeno porte no Oeste Americano encontram-se abandonadas e com drenagem ácida. No leste, 13.000 minas de carvão encontram-se abandonadas, a maior parte de pequeno a médio porte.

MMSD (2002) informa que, no Canadá, existem aproximadamente 10.139 minas abandonadas; no Reino Unido, aproximadamente 10.000 minas; na Suécia 1.000 minas e, no Japão, 5.500. Coe (2005) relata que em Queensland (Austrália), 15.000 minas encontram-se abandonadas;

A Diretoria de Fiscalização (DIFIN) pertencente ao DNPM, tem se dedicado à questão das minas paralisadas ou abandonadas no Brasil. Não se sabe exatamente quantas existem no país, a não ser aquelas de grande porte, já que não foi realizado um levantamento sistemático que avaliasse quantas unidades são e em que situação se encontram. Como existe, na questão das minas desativadas, a vertente ambiental, o assunto está sendo tratado em uma comissão, criada que tem como incumbência elaborar uma Agenda 21 para o setor mineral. (ALVES e MURGIA, 2004).

Dessa comissão participam o Ministério de Minas e Energia, a Secretaria de Minas e Metalurgia, o DNPM, a CPRM e o Ministério do Meio Ambiente. A comissão trata, também, das minas que serão fechadas e, para isso, dispõe de uma portaria para retomar o Grupo de Trabalho de Fechamento de Minas, do DNPM. O Grupo tem representantes de diversas entidades do setor mineral, representantes das entidades dos trabalhadores (que não participavam anteriormente) e das comunidades envolvidas. Os trabalhos têm, como principal objetivo, discutir a questão de normatização de fechamento de mina (ALVES e MURGIA, 2004).

Oliveira Júnior (2001) esclarece que, dentre os problemas gerados pela falta de plano de fechamento, destacam-se:

• necessidade de recuperação de grandes áreas degradadas que não foram recuperadas na fase de operação;

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• os custos de recuperação são mais elevados, pois com a duplicidade de operações, conseqüentemente, há um aumento dos custos;

• as empresas estão descapitalizadas devido à paralisação e portanto, empregam alternativas mais baratas e menos duradouras para a recuperação das áreas mineradas;

• as empresas tendem a reduzir os gastos despendidos no momento da recuperação, uma vez que será desembolsado em pouco tempo;

• a perda iminente do emprego pelo mineiro, gera estresse, desestímulo, baixa auto-estima, e, conseqüentemente, o relacionamento familiar torna-se ruim;

• não há uma consulta à comunidade: a recuperação é unilateral, isto é, as decisões são tomadas pela empresa, o que gera insatisfação na comunidade local.

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4.2 Panorama das exigências internacionais e brasileiras em fechamento