Chapter 6 – Results and Discussion
6.3 Connecting the findings to the dominating models of behavioral change
6.3.5 Environmental games and the motivation-opportunity-ability model (MOA)
Diversos fatores condicionam um projeto de acessibilidade em um edifício, e cada um desses fatores estão associados a diversas variáveis que assumem características particulares a cada tipologia de uso. Os desvios no projeto de acessibilidade de um edifício, normalmente, estão vinculados à sua implantação (distâncias e acessos inadequados), ao dimensionamento do sistema de distribuição espacial (larguras insuficientes e desníveis inadequados), ao emprego errôneo de materiais e componentes (texturas e formatos inadequados) e a forma de aplicação em desacordo com as necessidades de utilização. A segurança em acessibilidade nos edifícios depende do uso de alguns critérios funcionais, a serem adotados quando da elaboração do projeto de arquitetura, caso contrário não atenderá as necessidades humanas.
O ser humano passa por diversas fases ao longo de sua vida, que representam ganho de conhecimento, habilidades e mudanças de suas características físicas. Infelizmente, nesse percurso, muitas coisas acontecem de forma acidental (disfunção das células ainda na fase fetal, doenças e acidentes com perda de membros ou funções do corpo). Se tudo ocorresse dentro da normalidade, teríamos basicamente
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quatro sistemas a serem adequados. O primeiro, relacionado à primeira infância; o segundo, à fase infanto-juvenil; o terceiro, à fase adulta; e o quarto, à fase da terceira idade. Entretanto, é necessário adotar, dentro da mesma escala cronológica, a adaptação àquelas pessoas portadoras de deficiência, possuidoras do mesmo direito de participar e conviver socialmente no meio em que habitam.
As sociedades têm encarado e avançado com essa questão de forma distinta, pois cada povo conta com uma cultura diferente e, conseqüentemente, com valores distintos quando tratam esse tema.
As melhorias alcançadas nas áreas de saúde pública, clínica médica e biofármacos contribuíram para o aumento da média de idade vivida pelos seres humanos. Essas melhorias tiveram como conseqüência o aumento do tempo de convívio da população idosa com seus familiares e no meio onde habitam. Este fato tem imposto algumas alterações no espaço construído com a reformulação dos conceitos de dimensionamento, implantação e a adoção de sistemas mais seguros para o usuário.
As mudanças alcançadas na área de projeto ficam restritas a ambientes específicos, sem avançar muito no que se refere ao espaço urbano coletivo.
Antes da 2ª Guerra Mundial, costumava-se tratar os indivíduos que sofriam qualquer debilidade, deformidade ou deficiência física, exclusivamente, no âmbito do núcleo familiar. Essa guerra gerou um grande volume de pessoas portadoras de deficiência (PPD) e ficou difícil negar a esses “heróis” o direito do convívio em sociedade. Ao longo do tempo, os grupos dos iguais (por defesa de um ideal, por serem portadores de alguma deficiência físicos ou por interesse políticos) juntaram-se e fizeram valer os seus anseios na forma da lei. Esse movimento, no Brasil, consolidou- se por meio da formulação NBR 9.050, em 1985, que saiu do status de norma brasileira
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(recomendada) e passou à lei federal. Essa luta percorre caminhos a passos curtos, pois toda e qualquer melhoria envolve uma cadeia produtiva complexa e não só o ordenamento do espaço.
Cambiaghi (2004) escreve: “Quanto mais os projetos forem pensados para atender, conjuntamente, as necessidades funcionais do maior número de possível de pessoas, mais estaremos praticando a arquitetura inclusiva”.
O universo da acessibilidade permeia vários grupos sociais; conhecer as várias tipologias permite compreender as diferenças existentes entre eles, suas necessidades e níveis de vinculação necessária à qual um projeto de arquitetura deve atender.
A primeiro grupo está relacionado às pessoas com mobilidade reduzida, são os idosos, pessoas temporariamente privadas de suas funções físicas, pessoas com problemas crônicos sob determinado nível de controle (uso de prótese ou órtese), e pessoas normais, mas que estão, temporariamente, privadas de determinadas habilidades ou desempenho das funções físicas. Nesse grupo estão aquelas pessoas que utilizam cadeira de rodas, bengala, andador, etc., e com limitações das capacidades visuais, auditivas e de fala.
Segundo Cambiaghi (2004),
[...] estas pessoas têm dificuldade de manobras, envolvendo: circulação em linha reta (avanço e retrocesso), rotação, giro, abrir portas, transferência para algum lugar (vaso sanitário, cama etc.). Dificuldades em vencer desníveis, tais como: desníveis contínuos como rampas, degraus bruscos e isolados, escadas e pisos irregulares. Dificuldade de alcance, tais como: manual (lugares altos ou sem área de aproximação); visual, quando são locados acima de seu campo visual e auditivo. Dificuldade de controle de seu próprio corpo e de manipulação de objetos
O segundo grupo envolve as crianças e exige ambientes adequadamente preparados, tanto em dimensões e proporções como em segurança de uso, manuseio e em situação de emergência. A questão da segurança individual e coletiva dessa população deve ser criteriosamente considerada, pois ela não conta com a capacidade
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de percepção de risco desenvolvida e, portanto, não consegue se esquivar com facilidade de uma situação perigosa.
O terceiro grupo é composto pelos idosos que perderam ou estão perdendo suas capacidades físicas de mobilidade e de orientação. Elas são suscetíveis às influências de variação de temperatura, cores, formas, luminosidade e sustentação de objetos. Sua capacidade de deslocamento e mobilidade corporal tende a diminuir, tornando o corpo mais rígido e menos flexível. Os tecidos da pele são mais frágeis e a capacidade de tato é menor. Esses dados fazem com que a projetista saia do formato convencional de proposição projetual, precisando introduzir uma nova concepção do ambiente a ser construído, tanto na especificação dos materiais como no dimensionamento de espaços e disposição de sistemas dos utilitários e dos objetos inseridos no espaço.
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3 METODOLOGIA
Este capítulo trata de toda a sistemática da conceituação teórica e do processo metodológico empregado na realização da pesquisa e do estudo de caso.
O autor Robert K. Yin (2005), em seu livro Estudo de caso – Planejamento e métodos apresenta as diversas estratégias envolvidas no desenvolvimento de uma pesquisa, além das bases metodológicas que podem ser utilizadas em um estudo de caso. Ele discute e exemplifica todas as interfaces e articulações que devem ser atendidas do decorrer de uma pesquisa. Com base nas orientações formuladas por ele, montaram o plano de pesquisa e o planejamento do estudo de caso.
Os condicionantes de validade e de confiabilidade da pesquisa foram trabalhados de maneira a obter-se uma apresentação justa e rigorosa dos dados empíricos. Foi estabelecida a caracterização dos princípios norteadores da pesquisa, por meio das respostas às questões do tipo “como” e “por quê”. Pôde-se formalizar o tema, as estratégias de planejamento da pesquisa, a organização dos trabalhos a serem desenvolvidos, incluindo a fundamentação bibliográfica, o tratamento dos dados e sua forma de apresentação.
Yin (2005) resume a questão teórica com a seguinte frase:
[...] Nesse sentido, o estudo de caso, como experimento, não representa uma amostragem... e, ao fazer isso, seu objetivo é expandir e generalizar teorias (generalização analítica) e não enumerar freqüências (generalização estatística).
No estudo de caso, as questões mais utilizadas são do tipo “como” e “por quê”; no entanto, as questões do tipo “o quê”, também, podem ser utilizadas para facilitar as ações. Estrategicamente, o estudo de caso não exige um controle sobre os eventos comportamentais, o que facilita entender os acontecimentos contemporâneos.
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relevantes da pesquisa. Os exemplos apresentados por Yin permitiram visualizar as várias possibilidades de montagem da estratégia com relação à lógica de planejamento, às técnicas de coleta de dados e às abordagens específicas de análise dos dados.
A situação a ser investigada não dispunha de referencial bibliográfico, focado especificamente na análise de risco em projeto de arquitetura. Era uma situação considerada tecnicamente única, com diversas variáveis de interesse. Para facilitar a investigação, adotou-se a convergência de dados no formato de triângulo. Assim, seria mais fácil visualizar o desenvolvimento prévio da proposição teórica, quando da condução da coleta e da análise dos dados.
O fundamento lógico para projetos de casos múltiplos deriva diretamente das replicações teóricas e literais. Os casos devem funcionar de maneira semelhante ao experimento múltiplo, com resultados similares (replicação literal). Desse modo, esta pesquisa pode ser considerada como um estudo de caso único com uso de múltiplas bases de aplicação (edifícios I1 e I3).
A questão vinculada ao desenvolvimento da pesquisa originou a necessidade de ordenação das bases teóricas a serem empregadas; a definição dos conceitos e variáveis envolvidos nesse universo; o estabelecimento do vínculo entre a proposta e o modelo utilizado; a definição do propósito da exploração e dos critérios a serem utilizados na avaliação.
A Figura 5 apresenta uma customização da estruturação teórica utilizada por Yin (2005), na qual as interações estão baseadas nas pertinências de aceitação para o avanço do processo de análise. Na primeira fase se tem a análise dos primeiros conflitos representados por quatro caixas (A, B, C e D); na segunda se têm os conflitos entre os focos específicos e a escolha mais adequada; na terceira, os conflitos entre as constatações e a necessidade de adequação aos objetivos da
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pesquisa; e, na quarta, há a tomada de decisão pelo desenvolvimento do estudo de caso.
Configuração da estruturação teórica do estudo de caso
Fase da Análise
Figura 5. Configuração da estrutura teórica do estudo de caso
A ordenação das etapas operacionais de aplicação da APP para a obtenção dos dados seguiu a estrutura conforme se observa na figura 6.
A passagem da Figura 6 designada como Verifica as disfunções e ajusta A -Teoria (Análise de
risco)
B -Teoria concorrente (os deferentes conceitos)
C - Implicação da aplicação
D - Implicação da teoria concorrente (foco utilizado)
2º fase Verificação da
adequação 2º fase Comparação e
análise com os focos específicos
2º fase Constatações das diversas aplicações experimentais 3º fase Verificação da aplicação das ferramentas 2º fase -Identificação e Características das diversas ferramentas
3º fase Projeto piloto- teste das variáveis
4º fase. Decisão pelo desenvolvimento do estudo de caso, para validação ou não da ferramenta em projetos de arquitetura
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ferramenta, no quadro em destaque, permite o retorno à etapa inicial. Nesse momento,
o processo de melhoria contínua fica estabelecido para o aprimoramento da ferramenta.
Etapas
1 2 3 4 5
Figura 6. Configuração da estrutura teórica do estudo de caso.
Definição da ferramenta Seleciona os objetos p/teste Protocolo de coleta de dados Conduz 1º base – edifício I1 Conduz 2ºbase – edifício I3 Completa as análise por focos específicos Escreve relatório síntese dos com interferências entre edifícios Escreve relatório individual Escreve um relatório individual Emite conclusões Desenvolve implicações negativas e positivas Verifica a eficácia da ferramenta Conclui as Interferência s entre os casos
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