5. Skjerpede krav for permanent
5.1.9 Endringer i statsborgerloven
5.1.9.3 Endringer i statsborgerloven § 16
Dada a multiplicidade de pressupostos teóricos que norteiam os pilares de sustentação da Pedagogia, interessa agora especificar a metodologia que serve de base metodológica ao trabalho desenvolvido ao longo do processo de intervenção didático-pedagógica e que vise, incondicionalmente, uma evolução das aprendizagens dos alunos.
Na perspetiva de Fortin (1999, p. 372) a metodologia “é o conjunto dos métodos e das técnicas que guiam a elaboração do processo de investigação científica”. É também uma “secção de um relatório de investigação que descreve os métodos e as técnicas utilizadas no quadro dessa investigação”.
Face ao explanado, este termo, metodologia, refere-se a um conjunto de ações, que visam uma abordagem de problemas atuais, sendo o principal objetivo orientar a resolução de problemas. Tal premissa permite o desenvolvimento de um estudo de investigação. É também a partir da metodologia, que se pode estudar, descrever e explicar os métodos intrínsecos ao desenvolvimento do trabalho, de forma a organizar os procedimentos escolhidos durante as várias etapas da investigação, garantindo a fidelidade e validade dos resultados.
Por outro lado, a investigação, segundo Coutinho et al. (2009, p. 360), pode ser descrita como “uma família de metodologias que inclui ação (ou mudança) e investigação (ou compreensão) ao mesmo tempo, utilizando um processo cíclico ou espiral, que alterna entre a ação e a reflexão crítica”.
Já Guimarães (2007, p. 230) refere que “uma investigação é uma tentativa de leitura da realidade que queremos conhecer mediante o recurso a meios adequados”. Neste sentido, atendendo a estes pressupostos, é essencial a seleção de uma metodologia apropriada à investigação que se pretende realizar, traduzida em técnicas e métodos que permitam a recolha e análise do máximo de informação possível e pertinente.
Mediante tal, este relatório académico, dada a sua natureza e atendendo às reais necessidades e interesses da turma, bem como as caraterísticas individuais de cada aluno, baseou-se metodologicamente numa perspetiva de investigação-ação, adotando na essência uma abordagem qualitativa, que de acordo com Bogdan e Taylor (1975, p. 33) é “aquela que produz dados descritivos: as próprias palavras das pessoas, faladas ou escritas, e o comportamento observável”.
De acordo com McKernan (1998, citado por Máximo-Esteves, 2008, p. 20) a investigação-ação
é um processo reflexivo que carateriza uma investigação numa determinada área problemática cuja prática se deseja aperfeiçoar ou aumentar a sua compreensão pessoal. Esta investigação é conduzida pelo prático - primeiro, para definir, claramente o problema; segundo para especificar um plano ação -, incluindo a testagem de hipóteses pela aplicação da acção ao problema. A avaliação é efectuada para verificar e demonstrar a eficácia da acção realizada. Finalmente, os participantes reflectem. Esclarecem novos acontecimentos e comunicam esses resultados à comunidade de investigadores-acção. Investigação-acção é uma investigação científica sistemática e auto-reflexiva levada a cabo por práticos, para melhorar a prática.
A metodologia de investigação-ação de acordo com a perspetiva teórica supracitada tem como objetivo primordial, no contexto deste estudo, trabalhar uma situação concreta, com vista a inserir mudanças reais, pragmáticas e consistentes na motivação das crianças pelos processos de aprendizagem.
Como refere Carmo e Ferreira (2008, p. 228), o propósito da investigação-ação “é resolver problemas de caracter prático, através do emprego do método científico”. Para Máximo-Esteves (2008, p. 42), a investigação-ação é “concebida actualmente, como um processo de investigação conduzido pelas pessoas que estão diretamente envolvidas numa situação e que desempenham, simultaneamente, o duplo papel de investigadores e participantes”.
Kemmis e McTaggat (1988, citados por Máximo-Esteves, 2008, p. 19), referem-se à investigação- ação como
uma forma de indagação introspectiva colectiva empreendida por participantes em situações sociais, com o objectivo de melhorar a racionalidade e a justiça das suas práticas sociais ou educativas, assim como a sua compreensão destas práticas e das situações em que estas têm lugar.
Através desta metodologia, e atendendo ao suporte teórico apresentado sobre a mesma, pretende- se que o investigador possa desenvolver um conjunto de estratégias pedagógicas, que permitam analisar a evolução dos conhecimentos dos alunos e a sua motivação para a concretização das atividades. Esta análise exige obrigatoriamente uma avaliação constante das práticas desenvolvidas, podendo passar, caso seja necessário, por uma alteração e/ou restruturação da prática inicialmente definida. Segundo Coutinho (2009, p. 358),
prática e reflexão assumem no âmbito educacional uma interdependência muito relevante na medida em que a prática educativa tem inúmeros problemas para resolver, inúmeras questões para responder, inúmeras incertezas, ou seja, inúmeras oportunidades para reflectir. E é na capacidade de reflectir que reside o reconhecimento dos problemas e, consequentemente, emerge o “pensamento reflexivo” de que falava Dewey (1976) associado à “prática reflexiva” defendida por Donald Schon (1983).
Neste sentido, em termos práticos, existe um ciclo associado à investigação-ação, pautado por quatro etapas fundamentais, nomeadamente a elaboração do plano de ação, a ação propriamente dita, a observação da ação e a reflexão (Figura 10).
Figura 10 – Ciclo de investigação-ação.
Segundo Moreira (2001, citada por Sanches, 2005, p. 129),
a dinâmica cíclica de acção-reflexão, própria da investigação-acção, faz com que os resultados da reflexão sejam transformados em praxis e esta, por sua vez, dê origem a novos objectos de reflexão que integram, não apenas a informação recolhida, mas também o sistema apreciativo do professor
em formação. É neste vaivém contínuo entre acção e reflexão que reside o potencial da investigação- acção, recolhendo e analisando informação que vai usar no processo de tomada de decisões e de intervenção pedagógica.
Segundo Alonso (2008), a investigação-ação integra assim ciclos continuados de planificação, intervenção, observação e reflexão, devendo por isso os agentes, que adotam esta metodologia de investigação ter como premissa a intenção de transformar as práticas. Assim, com a adoção desta perspetiva metodológica, procurou-se promover e desenvolver uma prática capaz de transformar as salas de aula em locais que estimulam o pensamento, motivem os alunos e promovam a melhoria da qualidade das suas aprendizagens.