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5.1 Sjanger

5.1.2 Spørsmål

O cruzamento entre o mapa A e o mapa D gerou uma matriz de confusão entre as unidades de mapeamento destes (Tabela 27 dos anexos). A matriz resultante é apresentada na forma de mapa de concordância (Figura 18), no qual as cores mais claras representam concordância em nível categórico mais detalhado.

Figura 18 - Mapa de concordância da matriz de confusão entre o mapa A e o mapa D

O cruzamento entre os mapas A e C resultou em uma correspondência espacial para o primeiro nível categórico de 64,82 % (118,22 ha). Para o segundo nível categórico, a correspondência sofre uma acentuada redução de 21,63 % (39,46 ha), passando para 43,19 % (78,77 ha). No terceiro nível categórico verificou-se redução de 11,02 % (20,10 ha) na correspondência, a qual fica em 32,17 % (58,67 ha). Avançando para o quarto nível categórico, verificou-se novamente uma acentuada redução de 24,21 % (44,15 ha) na correspondência, diminuindo-a para 7,96 % (14,52 ha). Por fim, quando considerada a textura do solo além do quarto nível, houve redução de 1,00 % (1,83 ha) na correspondência, a qual fica em 6,96 % (12,69 ha) (Tabela 2). Este resultado final é bem próximo ao obtido na

comparação entre os mapas A e C (item 2.3.4.2) e aproximadamente quatro vezes menor que o obtido na comparação entre os mapas A e B (item 2.3.4.1).

A sobreposição entre esses dois mapas foi a que originou maior número de discordâncias taxonômicas para o primeiro nível entre unidades de mapeamento. Primeiramente são abordadas as discordâncias verificadas entre unidades mais contrastantes, em seguida aquelas entre unidades mais parecidas. Dentre as de maior contraste, houve sobreposição ente parte da unidade PVAdab med/arg, do mapa A, e parte das unidades RLdt

arg, NVeft mt arg e LAet med, as três pertencentes ao mapa D. Pelo fato de serem

classificações bastante distintas, a explicação para tal acontecimento pode residir no fato de que estas se deram, principalmente, em regiões de transição entre materiais de origem (entre diabásio e siltito, e entre siltito e sedimentos fluviais), locais estes onde também ocorre transições de solos. O segundo caso divergência com grande contraste se deu pela sobreposição entre parte da unidade NVeflat mt arg, do mapa A, e parte da unidade PAdt

med/arg + PVAdare ar/med, do mapa D. Esta discordância se deu próximo aos limites das

unidades de mapeamento dos dois mapas, ou seja, em região de contato entre diabásio e siltito, onde em cada mapa foram estabelecidos limites distintos para as unidades de mapeamento, originando esta sobreposição. O terceiro caso de discordância deu-se pela sobreposição entre a unidade NVeft mt arg, do mapa A, e a unidade CXbet arg, do mapa D. Esta também se trata de uma região de transição entre o siltito e diabásio, o que pode ser comprovado no perfil P6 (Figura 2B dos anexos), no qual pode-se verificar solos formados com contribuição do diabásio, que originou solos à montante, e do siltito, que originou solos a jusante e que inclusive pode ser encontrado na base deste perfil. Portanto, tais regiões possuem maior complexidade de solos, o que dificulta o mapeamento dos solos em unidades de mapeamento simples de alta pureza, aumentando as chances de ocorrência de divergências. Outro caso de discordância deu-se pela sobreposição entre a unidade PVAdt med/med, do mapa A, e a unidade LAet med, do mapa D. Este caso se deu em uma pequena posição de topo nas proximidades do rio Capivari. Dentro da unidade do mapa D foram realizadas tradagens em posições situadas abaixo do topo e não exatamente neste, onde pode ter sido observado um solo transicional para o terraço deposicional do rio, o qual não apresenta gradiente textural, o que fez pressupor a ocorrência de um solo desenvolvido na posição de topo (Latossolo). Em contrapartida, dentro da unidade do mapa A, foi examinado o perfil P13 (Figura 4A dos anexos) exatamente no topo desta feição da paisagem, que permitiu classificar esta região como Argissolo. Este caso permite observar a grande variação dos solos a curtas distâncias, o que dificulta o estabelecimento de relações a respeito distribuição destes por

parte dos pedólogos. Em outra situação houve sobreposição entre a unidade CYvdt med, do mapa A, e a unidade TCot med/arg, do mapa D, sendo que a região que esta se deu é um antigo terraço do rio Capivari. Para o mapa A, nesta porção da área foram examinados posição na paisagem e resultados de análise do ponto 179 (Tabela 18 dos anexos), que revelou atividade de argila alta e caráter distrófico, concluindo se tratar de um solo que ainda guarda resquícios da deposição dos sedimentos pelo rio (Cambissolo Flúvico). Por outro lado, para classificar esta região no mapa D foram tomados como base observações de campo feitas mediante tradagens e resultados de análise de solo do ponto 171 (Tabela 18 dos anexos), que permitiu constatar ocorrência de gradiente textural, argila de atividade alta e caráter eutrófico, levando a concluir tratar-se de um solo mais desenvolvido, com horizonte B textural (Luvissolo Crômico). Sendo assim, observa-se que a provável explicação para tal divergência seja devido à grande variação dos atributos do solo mesmo a curtas distâncias, neste caso provavelmente em decorrência da variação nos sedimentos depositados pelo rio.

Outros casos de discordância se deram entre unidades de mapeamento relativamente semelhantes. No primeiro verificou-se a sobreposição entre parte da unidade PVAdab

med/arg, do mapa A, à unidade TCot med/arg, do mapa D. Para classificar a unidade do mapa

D, dentro desta foram consultados resultados de análise de solo do ponto 171 (Tabela 18 dos anexos), indicando a presença de argila de atividade alta associada à alta saturação por bases, que juntamente com as observações de campo embasaram a classificação da unidade como Luvissolo Crômico. Para classificar a unidade do mapa A, dentro desta foram consultados resultados de análise de solo dos pontos 169 e 172 (Tabela 18 dos anexos), os quais apesar de estarem a penas 100 m de distância do ponto 171 indicam argila de atividade baixa e caráter distrófico. Sendo assim, mais uma vez é verificada a grande variabilidade dos atributos do solo nesta área, o que contribuiu para a ocorrência de tal divergência taxonômica. Em outro caso parte da unidade MTft mt arg, do mapa A, sobrepôs parte das unidades NVeft mt arg e

NXdt mt arg + NVeft mt arg, ambas pertencentes ao mapa D. Este caso se deu nas

proximidades dos limites das unidades de mapeamento dos dois mapas, e como se tratam de solos que se confundem em meio à paisagem local, que podem ocorrer associados. Assim, é de se esperar que tal sobreposição venha a ocorrer, uma vez que esses solos têm como material de origem o diabásio, de textura argilosa a muito argilosa, ricos em óxidos de ferro e bases trocáveis. Os dois últimos casos de discordância revelam um aspecto interessante com relação às predições feitas por estes dois pedólogos. Nestes, parte da unidade CXveft arg +

RLeft arg, do mapa A, se sobrepôs parte da unidade NVeft mt arg, do mapa D; parte da

do mapa D. Observa-se que no primeiro enquanto o mapa A indica solos pouco evoluídos (Neossolo e Cambissolo), o mapa D discriminou um solo mais evoluído (Nitossolo). Já no segundo caso ocorreu o inverso, o mapa A classifica um solo mais evoluído (Nitossolo), em contrapartida o mapa D discrimina solos evolutivamente mais jovens (Neossolo e Chernossolo). Apesar disso, referem-se a solos que ocorrem associados na paisagem local, já que são desenvolvidos a partir de diabásio, possuem textura argilosa a muito argilosa e são ricos em óxidos de ferro e bases trocáveis. No entanto, tais casos evidenciam a complexidade quanto à distribuição destes solos na paisagem local, ocorrendo grandes variações a curtas distâncias, sendo que a classificação depende das observações tomadas e dos critérios particulares de cada executor no estabelecimento das relações a respeito da ocorrência dos solos.

No segundo nível categórico houve três principais casos de discordância entre unidades de mapeamento. Em um caso parte da unidade MTft mt arg, do mapa A, sobrepôs-se à unidade RLeft arg + MXot mt arg, do mapa D. Tal caso se deu em uma região de relevo declivoso, e que apresenta matacões de diabásio à superfície, muitos dos quais foram amontoados para facilitar a execução de práticas agrícolas. Com base na observação destas características e de outras tomadas mediante tradagens, no mapa D esta região é classificada como solos pouco desenvolvidos (Neossolo Litólico e Chernossolo Háplico). Em contrapartida, dentro da unidade de mapeamento do mapa A foi examinado o perfil P3 (Figura 1C dos anexos), o qual possibilitou constatar que apesar de serem verificados matacões em meio ao horizonte A chernozêmico, abaixo deste há um horizonte B nítico com cerosidade forte e abundante (Tabela 3 dos anexos), caracterizando caráter argilúvico e conseqüentemente a classe Chernossolo Argilúvico (EMBRAPA, 2006). Apesar de ter sido identificada a ocorrência de horizonte A chernozêmico no mapa D, não foi possível identificar evidências de iluviação de argila no horizonte subsuperficial, que por se tratar de uma característica morfológica, dificilmente pode ser observada sem o exame do perfil do solo (LEGROS, 2006). Sendo assim, para no mapa D foi feita a classificação como Chernossolo Háplico, de forma que se verifica a importância da descrição do perfil do solo. Por outro lado, de acordo com o Legros (2006) tradagens são importantíssimas pois auxiliam na observação dos limites entre horizontes, da textura, da cor, da presença de fragmentos de rochas, dentre outras características. Dessa forma estas são muito úteis como auxílio na identificação de diferentes padrões de solos, de locais para se examinar o perfil do solo, e na determinação dos limites entre unidades de mapeamento. No segundo caso de discordância houve sobreposição de parte da unidade PAeab ar/med, do mapa A, por parte da unidade PVAet ar/med + PVAet

med/arg, do mapa D. No terceiro, parte da unidade PAdare ar/med, do mapa D, sobrepôs

parte das unidades PVAdab ar/med e PVAdab med/arg, ambas do mapa A. Tais discordâncias são semelhantes às verificadas nas comparações feitas entre os mapas A e B (item 2.3.4.1), de forma a reforçar que avaliação da cor do solo quando executada pelo olho humano, é subjetiva e pode gerar divergências na classificação de solos (CAMPOS; DEMATTÊ, 2004), conforme observado nestes dois casos.

As discordâncias referentes ao terceiro nível categórico são devidas em sua maior parte a dois casos de discordância. No primeiro deles, parte da unidade PAeab ar/med, do mapa A, sobrepôs-se à unidade PAdt med/arg + PVAdare ar/med, do mapa D. O local desta divergência é uma região compreende um espigão que se estende de uma posição de topo. Para o mapa A discriminou-se o topo e o espigão que se estende a partir deste como solo eutrófico, tomando como base resultados de análise referentes ao perfil P7 (Tabela 17 dos anexos) e aos pontos 25, 27 e 101, dos quais apenas o último ponto possui caráter distrófico. Este ponto é o que se localiza na região de discordância. Em contrapartida, para o mapa D, foram consultados resultados analíticos referentes aos pontos 101 e 108, os quais apresentam caráter distrófico (Tabela 18 dos anexos). Assim, verifica-se a dificuldade em estabelecer relações entre relevo e os solos para a área de estudo, principalmente em relação a atributos químicos. No segundo caso, parte da unidade PVAdab med/arg, do mapa A, sobrepôs-se à parte da unidade PVAet ar/med + PVAet med/arg, do mapa D. Para classificar a unidade do mapa A foram consultados resultados de análise referentes aos pontos 32 e 85, sendo que o primeiro apresenta caráter eutrófico e o segundo distrófico (Tabela 18 dos anexos), apesar de estarem distanciados cerca de apenas cento e trinta metros um do outro. Com base nesses resultados de análise e de outros locais na área em que foram identificados solos semelhantes por meio de tradagens, decidiu-se classificar a unidade como tendo caráter distrófico. Em contrapartida, para classificar a unidade do mapa D foram consultados resultados de análise referentes aos pontos 26 e 32, os quais apresentam caráter eutrófico (Tabela 18 dos anexos). Nesses dois casos observa-se que houve discordância quanto ao caráter saturação por bases do solo. Apesar de não haver subjetividade envolvida na constatação deste caráter, essa discordância pode ser explicada pelo fato de terem sido consultados resultados de análise de pontos distintos, os quais apresentavam caráter de saturação por bases diferentes apesar de estarem próximos. Isso mostra mais uma vez a grande variação dos atributos do solo em função da ocorrência de materiais de origem diversos associado a relevo ondulado, o que dificulta o mapeamento dos solos (SILVA, 2000) e aumenta a possibilidade de ocorrência de divergências.

Foram observados dois casos de discordância no quarto nível categórico. No primeiro, parte da unidade PVAdab med/arg, do mapa A, sobrepôs parte da unidade PAdt med/arg +

PVAdare ar/med, do mapa D. A classificação da unidade do mapa A foi feita com base em

resultados de análise e no exame de um barranco localizado próximo à uma grota, no qual constatou-se ocorrência de mudança textural abrupta mediante descrição morfológica. Em contrapartida, para classificar a unidade do mapa D foram utilizadas observações feitas através de tradagens e resultados analíticos de pontos, podendo não ter sido possível detectar tal caráter com tais informações. No segundo caso, parte da unidade NVeflat mt arg, do mapa A, sobrepôs as unidades NVeft mt arg e NXdt mt arg + NVeft mt arg, ambas do mapa D. Com relação ao caso à discordância em relação à unidade do mapa A e a primeira unidade do mapa D, dentro da unidade do mapa A foi examinado o perfil P11 (Figura 3C dos anexos), que permitiu constatar a presença do horizonte B latossólico abaixo do horizonte B nítico. Por outro lado, para classificar a primeira unidade do mapa D (NVeft mt arg) foram tomadas informações obtidas por meio de tradagens e resultados de análise do ponto 117 (Tabela 18 dos anexos). Assim, como a constatação de tal característica depende da descrição das características morfológicas do solo realizada durante o exame do perfil do solo, verifica-se que exame feito por meio de tradagens oferece limitações, conforme destacado por Legros (2006), o que pode justificar essa divergência. Para caso que envolve a segunda unidade do mapa D (NXdt mt arg + NVeft mt arg), esse se deu em uma área de topo e parte superior de encosta, a posição mais alta dentro da área de estudo. Para classificar a unidade de mapeamento do mapa A foi examinado o perfil P4 (Figura 1D dos anexos), localizado justamente no topo plano, e que caracteriza um Nitossolo latossólico. Já para classificar a unidade do mapa D, além do perfil P4, dentro desta também foi examinado o perfil P5 (Figura 2A dos anexos), localizado na encosta, sob suave declive, em uma região de contato entre o diabásio e o siltito. Tendo sido observado que este último perfil caracteriza um solo não muito profundo, apesar de estar próximo do primeiro, decidiu-se classificar a unidade do mapa D como Nitossolo típico, presumindo-se que a presença de horizonte B latossólico abaixo do B nítico ocorreria em uma área muito restrita.

Quanto à discordância referente à textura do solo além do quarto nível, esta foi verificada em apenas um pequeno caso em termos de área. Neste, parte da unidade CXbe lep

med + RLdt med, do mapa A, sobrepôs parte da unidade RLdt arg, do mapa D. A divergência

se deu com relação à classe textural adjacente, fato que pode ser explicado pelo teores de argila dos solo nesta região estarem próximos aos limites entre as classes texturais, obrigando- se a optar por uma ou outra.