LITERATURE REVIEW AND
3. GROUNDED THEORY: METHODOLOGICAL ROOTS
3.1 The empirical work and fit of concepts
Neste capítulo, buscou-se estudar a evolução da arquitetura hospitalar no Ocidente, abarcando-se um período que vai da Idade Média até a contemporaneidade, com a finalidade de construir uma matriz de referência para a análise da evolução tipológica de arquiteturas hospitalares locais, ou regionais.
Tendo em vista sintetizar os elementos mais essenciais da análise realizada, esta seção apresenta um quadro-resumo das conclusões obtidas no capítulo (Quadro 1A a 1J, a seguir).
Quadro 1A – Síntese da evolução tipológica da arquitetura hospitalar no Ocidente
Medieval
Período
Tipo Claustral
Instrumento 1
Espaços organizados a partir de um pátio interno, por meio do qual são estabelecidas as inter-relações entre os compartimentos e as relações destes com o exterior da edificação. Através do pátio, os espaços interiores recebem iluminação, servindo ele também para preservar a intimidade do edifício com respeito à área externa. O consolo espiritual é exercido a semelhança dos ritos religiosos dos monges, privilegiando a relação dos enfermos com a religião. A disposição dos espaços segue uma hierarquia em que o conjunto pátio-claustro é o elemento mais valorizado, seguido pelas quatro enfermarias, o refeitório e a capela, e por fim, as latrinas e a cozinha.
Palavras-chave: religião; introspecção; intimidade; simplicidade.
Instrumento 2
Retângulos concêntricos formados por pátio e claustro, na parte mais central, e por enfermarias, refeitório e capela na parte mais externa. Cozinha e latrinas estão anexadas ao retângulo, formando uma espécie de edícula. Como os aposentos não são de grandes dimensões, nem em grande quantidade, a altura do volume é igual à metade dos lados. Logo, a volumetria assemelha-se a um cubo cortado na metade da altura, sendo a parte interna vazada pelo pátio. Apesar de que os espaços são organizados a partir do pátio, a volumetria destaca a capela, com pé direito mais alto que o do conjunto.
Palavra-chave: retângulos concêntricos; simetria; cubo vazado.
Instrumento 3
A estrutura do claustro é resolvida em colunas lançadas no perímetro do pátio, igualmente espaçadas, encimadas por arcos semicirculares, tudo em pedra, que suportam abóbadas em pedra. O resto do conjunto é estruturado sobre paredes de pedra, os cômodos tendo ou não tetos abobadados. O uso da madeira se restringe à estrutura da coberta, apoiada nas paredes de pedra dos compartimentos.
Palavras-chave: arcos sucessivos, abóbadas, pedra.
Quadro 1B – Síntese da evolução tipológica da arquitetura hospitalar no Ocidente
Medieval
Período
Tipo Basilical
Instrumento 1
O principio norteador da organização dos espaços é o de garantir que a missa celebrada no altar possa ser vista e ouvida desde uma grande quantidade de leitos. Por outra parte, cumpre também que todas as atividades dos enfermos, religiosas ou não, possam ser realizadas dentro do mesmo espaço. Logo, a configuração resultante é fortemente influenciada pela relação entre os leitos e a capela, à qual se segue a necessidade de abrigar, no mesmo espaço dos leitos, as atividades não-religiosas como beber, comer e dormir, exercidas coletivamente. Um anexo ao edifício provê latrinas e banhos.
Palavras-chave: Igreja, ambiente coletivo, grandiosidade, magnificência.
Instrumento 2
Planta retangular, com três naves, dotadas as laterais de mezanino. O altar é colocado em lugar de destaque, na extremidade do retângulo; o espaço reservado para a disposição – perpendicularmente às paredes – de grande quantidade de leitos alonga um dos lados do retângulo. A planta é desenvolvida em uma só direção, a do eixo longitudinal que passa pelo altar. Cozinha e latrinas ocupam anexos longitudinais, incorporados à edificação por circulações e acessos. A volumetria do conjunto, com coberta em duas águas de grande inclinação, justapõe um paralelogramo de seção trapezoidal do hall aberto, discorrendo horizontalmente, e um prisma de altura destacada, correspondente ao volume da capela. Palavras-chave: retângulo, paralelogramos, hall aberto, dimensão vertical destacada.
Instrumento 3
A estrutura tinha linhas de colunas, de grande altura, no perímetro da nave central e com as paredes laterais de fechamento, tudo em pedra. O teto da nave central era em abóbada semicircular, em pedra ou madeira, culminando com a capela, abobadada a uma altura superior e coberta em cúpula. Nas naves laterais, um piso intermediário em madeira se apoiava em abóbadas que ligavam a série de colunas às paredes externas do hall, e cujo teto podia ser igualmente abobadado ou simplesmente revelar a cobertura estruturada em madeira. Assim, a estrutura acompanha a hierarquia tipológica, exibindo magnificência crescente das naves laterais para a central, e desta para a capela.
Palavras-chave: arcos, grandes abóbadas, pedra, madeira.
Quadro 1C – Síntese da evolução tipológica da arquitetura hospitalar no Ocidente
Medieval
Período
Tipo Colônia
Instrumento 1
Perseguia-se a reprodução de uma estrutura física segregada, que disponibilizasse aos usuários os espaços e atividades necessárias para a vida de uma comunidade isolada, em contato direto com a natureza e que buscasse a autosuficiência, exceto pela dependência de doações e esmolas. Atividades comunitárias – como cozinha, alimentação, banhos – e as religiosas deveriam ser destacadas, pela centralidade, da vida das famílias, em acomodações simples, com certo grau de privacidade.
Palavras-chave: coletividade, segregação espacial, natureza, religiosidade
Instrumento 2
A segregação espacial da comunidade induzia a uma planta fechada, em formato retangular ou elipsóide, reservando-se o perímetro da área para as acomodações individuais ou familiares, articuladas em torno de uma área central ocupada por espaços propícios às atividades coletivas – religiosas ou não. Da volumetria resultante destaca-se uma coroa perimetral continuamente construída, em pequena altura, ao redor de um grande pátio onde pontificam as estruturas da capela e as áreas dedicadas a outras atividades coletivas.
Palavras-chave: perímetro retangular, centralidade, coroa perimetral, pequena dimensão vertical.
Instrumento 3
As estruturas singelas e vernaculares das acomodações familiares e dos ambientas de uso coletivo se resolviam em madeira e alvenarias de pedra brutas, reservando-se as soluções mais sofisticadas, em pedra e madeira trabalhada, para a capela, eventualmente com o uso de arcos e abóbadas.
Palavras-chave: simplicidade, pedra bruta, madeira rústica.
Quadro 1D – Síntese da evolução tipológica da arquitetura hospitalar no Ocidente
Renascença
Período
Tipo Enfermarias cruzadas
Instrumento 1
A organização dos espaços deve propiciar que um maior número de enfermos, desde seu leito, possam ver e ouvir a missa na capela. A relação entre esta e os leitos exerce ainda muito influência na configuração geral, mas há uma preocupação voltada para maximizar a área de leitos. Apesar do consolo espiritual ainda ser a atividade mais valorizada, aparecem outras atividades de caráter terapêutico, como farmácia e serviços de apoio. Na distribuição desses espaços são utilizadas regras de composição geométricas, simetrias, proporções da arquitetura clássica, bem como a separação dos pacientes por gênero. Palavras-chave: capela, ambiente coletivo, composição, proporção, harmonia, hierarquia
Instrumento 2
A planta é formada por dois retângulos cruzados na área onde seria localizada a capela. Estes retângulos cruzados estão localizados em cada lado de um grande pátio central onde no final localizava-se uma igreja. Os compartimentos de apoio são posicionados de maneira que completassem pátios quadrados, com claustros, com as pernas da cruz das enfermarias, em ambos os lados do grande pátio. Há semelhanças geométricas com o tipo claustral, mas os pátios são maiores e sua justaposição produz conjuntos bem grandes com respeito às enfermarias do tipo claustral. Comparadas ao tipo basilical, as enfermarias são halls abertos cruzados, com proporcionalidade e harmonia entre as dimensões de planta e a altura. A volumetria do conjunto resulta, entretanto, em larga hegemonia das dimensões no plano horizontal, em função da justaposição de paralelogramos de baixa altura relativa, e no destaque para os grandes espaços abertos. Palavras-chave: paralelogramos cruzados, planta cruciforme, espaços abertos.
Instrumento 3
A estrutura é repetitiva, simétrica, com uso de pedras, tijolos e madeira. Alvenarias estruturais suportam tetos planos apoiados em terças de madeira. O piso do primeiro pavimento é apoiado em abóbada que serve de teto para o porão. Com essa exceção, arcos e abóbadas de pedras já não mais se sobressaíam na configuração final do edifício, aparecendo eventualmente com funções estéticas, tendo em vista principalmente a harmonia das fachadas.
Palavras-chave: madeira selecionada e trabalhada, alvenaria estrutural de pedra.
Quadro 1E – Síntese da evolução tipológica da arquitetura hospitalar no Ocidente
Renascença
Período
Tipo Casa de campo
Instrumento 1
A relação leito-capela dos tipos anteriores é substituída pelo sentimento de privacidade na orientação da organização dos espaços. As enfermarias são menores e contém menor quantidade de leitos. Os enfermos são separados por gênero. São utilizadas regras de composição por hierarquia e simetria. A atividade religiosa ainda é importante, com a capela integrada ao edifício, mas as atividades de caráter terapêutico e de serviços ganham maior relevância. A preocupação com os custos, a busca de simplicidade e uma certa racionalidade também influenciam na organização dos espaços. O caráter civil do edifício confere importância ao acesso e hall de entrada, a partir de que aumenta, na horizontal e na vertical, o grau de privacidade da atividade.
Palavras-chave: privacidade, austeridade, simplicidade, composição, hierarquia, simetria.
Instrumento 2
Planta retangular com desenvolvimento axial e simétrico, em forma de H, U, E ou C. A planta se desenvolve a partir de um eixo longitudinal linear, cortado no final e/ou no meio do corpo do edifício por eixos transversais. Os compartimentos de apoio e enfermarias estão distribuídos ao longo desses eixos, ora através de circulações, ora através de compartimentos sucessivos (enfermaria–corredor). A capela e a escada são localizadas no centro da planta. Nos três pavimentos, pode-se observar uma ligeira concentração dos primeiros no térreo e das enfermarias no último. A volumetria resulta da interseção entre paralelepípedos secundários e o paralelepípedo maior, segundo eixos ortogonais. A dimensão horizontal da fachada principal se destaca das demais.
Palavras-chave: retângulo, eixos principal e secundário, interseção de paralelepípedos.
Instrumento 3
A estrutura da entrada é mais portentosa e aparente, valorizando o saguão com vãos amplos apoiados em colunas de pedra, arcos e eventuais abóbadas. No resto do edifício, o usual é a utilização de alvenarias autoportantes em pedras e tijolos como apoio a tetos e pisos planos, preferencialmente em madeira, mesmo material da estrutura da coberta. Arcos podem ser usados, mas sua presença é mais estético-decorativa que propriamente justificada por necessidades estruturais: os vãos não são grandes e as tecnologias de estruturas de madeira estavam suficientemente evoluídas.
Palavras-chave: madeira selecionada e trabalhada, alvenaria estrutural de pedra.
Quadro 1F – Síntese da evolução tipológica da arquitetura hospitalar no Ocidente
Iluminismo
Período
Tipo Pavilhonar
Instrumento 1
Espaços organizados a partir das prescrições de um código sanitário, em que ventilação e insolação são os principais aspectos tratados. O arranjo do mobiliário e a ergonomia dos espaços também são considerados. As atividades terapêuticas são as mais importantes e o espaço mais valorizado é a enfermaria, estruturada de modo a facilitar a supervisão dos enfermos. As circulações assumem importância na distribuição de espaços e na disciplina dos fluxos. Ao longo da vigência do tipo, há uma crescente valorização da privacidade e uma crescente absorção das idéias funcionalistas. Uma noção preliminar de zoneamento funcional é utilizada.
Palavras-chave: sanitarização ambiental, disciplina, supervisão x privacidade.
Instrumento 2
Os pavilhões se resolvem em plantas retangulares, e se conectam a um extenso hall de circulação. A orientação vigente na conexão é usualmente a 90º, mas o tipo contempla soluções radiais ou a 45º. O espaço interior da enfermaria é semelhante a um grande hall aberto, em que os leitos são colocados lado a lado sem divisórias, para facilitar a supervisão de enfermos desde o posto de enfermagem. Com o tempo, diminui-se a quantidade de leitos, devido ao sentimento crescente de privacidade. O posto se situa numa extremidade do pavilhão; na extremidade oposta estão os banhos e latrinas. Algumas atividades, como salas de cirurgias, refeitórios, salas dos médicos, podem estar descentralizadas. A volumetria do conjunto é dada pela interseção entre os pavilhões prismáticos (cobertos em duas águas), com até três pavimentos, e o contínuo corredor de interconexão, em um pavimento, sendo também marcada pelos espaços abertos.
Palavras-chave: retângulos, paralelos, regularmente espaçados, grandes circulações.
Instrumento 3
A estrutura é organizada de forma repetitiva, reincindindo sobre alvenarias autoportantes de pedra e tijolo. Essa solução implica que os arranjos espaciais em cada piso de um dado pavilhão requerem que as alvenarias de fechamento dos compartimentos recaiam sobre alvenarias no pavimento inferior. As exceções devem ainda ser equacionadas com recurso ao arco de pedra facejada ou tijolos. Em geral, entretanto, os tetos são planos, em madeira, com apoio em peças de madeira. A partir da segunda metade do século XIX, entram em cena as estruturas metálicas e, posteriormente, o concreto armado.
Palavras-chave: alvenaria estrutural, madeira, pedra e tijolos.
Quadro 1G – Síntese da evolução tipológica da arquitetura hospitalar no Ocidente
Modernismo
Período
Tipo Torre sobre pódio
Instrumento 1
O principio organizador do espaço é o de produzir um conjunto eficiente, racional e produtivo. A organização segue uma hierarquização funcional em unidades, que depois se reúnem em zonas – internação, clinica e apoio. Estas zonas são distribuídas, segundo suas inter-relações funcionais, formando um todo concentrado. Usam-se equipamentos mecânicos para climatização e circulações verticais. A internação é a principal zona e contém enfermarias com pequena quantidade de leitos e apartamentos individuais. Os fluxos de pacientes externos e internos, funcionários, resíduos, material, são separados e hierarquizados, tudo isso de uma maneira sistêmica. São considerados aspectos como lote e relação com o entorno.
Palavras-chave: concentração espacial, sistêmico, funcional, eficiente, fluxos hierarquizados
Instrumento 2
Planta retangular, com vários pavimentos conectados através de circulação vertical, escadas ou elevadores, posicionados estes no centro da planta. As circulações horizontais formam uma espécie de anel que inscreve as circulações verticais. Externamente ao anel, ficam os compartimentos que, por sua vez, estão na parte mais externa do retângulo, recebendo iluminação natural. Observada a volumetria, pode-se identificar a localização das zonas, uma torre em forma de paralelogramo vertical onde se localiza a internação. O eixo da torre é ortogonal com respeito à base, em forma de paralelogramo horizontal (pódio), onde estão localizadas as zonas de apoio e clinica. A zona de internação se destaca na volumetria final.
Palavras-chave: base, paralelogramos, torre, prismas, pavimento-tipo, circulação vertical
Instrumento 3
O avanço dos materiais e tecnologias de estrutura, com o uso de treliçados metálicos e pórticos em concreto, tridimensionais em ambos os casos, possibilita que o pódio seja tratado de forma a garantir grandes vãos livres, necessários principalmente na zona de apoio, e que a torre seja de grande altura pelo uso de peças verticais em concreto armado. Palavras-chave: concreto armado, treliças metálicas, torre
Quadro 1H – Síntese da evolução tipológica da arquitetura hospitalar no Ocidente
Modernismo
Período
Tipo Rua hospitalar
Instrumento 1
O principio organizador do espaço é o de produzir um conjunto que possa expandir suas partes, em tempo e intensidades diferentes, sem afetar o conjunto. Atividades são grupadas em unidades que, por sua vez, são organizadas em zonas funcionais e distribuídas segundo suas inter-relações em áreas espalhadas e independentes. Uma circulação principal faz a ligação entre as unidades e zonas, fazendo um itinerário que segue o fluxo e sequenciamento de procedimentos. Há preocupação com os acessos e com a ocupação do lote. Não há zona principal, todas podem crescer segundo seu ritmo. Palavras-chave: expansível, sistêmico, funcional, fluxos, sequenciamento.
Instrumento 2
Plantas retangulares se conectam a uma via de circulação troncal. As plantas são posicionadas paralelamente e se desenvolvem segundo um eixo longitudinal que se cruza ortogonalmente com o eixo da circulação principal. As extremidades das plantas ficam livres para crescer, podendo cada uma delas ter um tamanho diferente. O espaço interno de cada edifício é desenvolvido a partir de um módulo tridimensional. O tamanho final varia de acordo com os requerimentos funcionais de cada unidade ou zona, mas tendo como base um módulo básico de crescimento. A volumetria configurada no tipo é dada por uma série de paralelogramos, de pouca altura, que se conectam a uma circulação aberta nos extremos. O conjunto é hegemonizado pela extensão da rua hospitalar de conexão entre os edifícios.
Palavras-chave: modulação, padronização, volumes paralelepipedais.
Instrumento 3
Em geral, a estrutura é o fator de uniformização arquitetônica, na medida em que o sistema estrutural é modular e tem seus componentes singulares padronizados. A solução é viabilizada pela tecnologia de concreto armado ou protendido, pré-usinado, para pilares, vigas e lajes. Soluções baseadas em tecnologia de estruturas metálicas também são passíveis de aproveitamento.
Palavras-chave: estrutura modular, pré-fabricação, padronização de componentes.
Quadro 1I – Síntese da evolução tipológica da arquitetura hospitalar no Ocidente
Modernismo
Período
Tipo Sanduíche
Instrumento 1
A organização espacial é fortemente influenciada pelos requerimentos ambientais dos equipamentos médicos de tecnologia avançada e o combate à obsolescência provocada pelo rápido avanço tecnológico. Esse combate se dá principalmente através da disciplina das instalações e utilidades em pavimentos técnicos e da estrutura independente modular. As distintas atividades são grupadas hierarquicamente em unidades e zonas funcionais, sendo posicionadas de acordo com suas inter-relações. A zona clínica é a mais importante e nela se concentra a presença das atividades que utilizam os equipamentos de alta tecnologia.
Palavras-chave: flexibilidade, instalações disciplinadas, funcional, combate à obsolescência
Instrumento 2
As plantas são retangulares, ordenadas umas sobre outras segundo um eixo vertical. Intercaladas entre duas plantas dedicadas às atividades hospitalares está uma planta técnica, usada para circulação horizontal e distribuição das instalações e utilidades. A circulação vertical das instalações se faz por shafts que ocupam espaços nos extremos do volume edificado. A volumetria resultante é a do bloco monolítico, de altura relativamente baixa e de dimensões de planta comparáveis entre si.
Palavras-chave: espaços técnicos, espaço universal, bloco monolítico.
Instrumento 3
Estrutura em concreto armado, com lajes colméia ou protendidas, com o fim de garantir grandes vãos livres, pisos e tetos planos em todos os pavimentos, mesmo os intersticiais. O contorno do edifício é marcado pela presença de colunas e vigas periféricas de grande porte.
Palavras-chave: grandes vãos, estrutura aparente, estrutura modular independente
Quadro 1J – Síntese da evolução tipológica da arquitetura hospitalar no Ocidente
Pós-modernismo
Período
Tipo Shopping center/hotel/residência
Instrumento 1
Os espaços são organizados em torno de um pátio interno, considerando a idéia de familiaridade, atendimento menos impessoal e humanizado. As atividades são agrupadas por função e seu posicionamento relativo leva em conta, além das rotinas médicas e das necessidades de fluxo e tecnologia, as necessidades dos pacientes internos. O pátio interno ou átrio é o espaço mais valorizado da edificação, responsável por consolidar um ambiente agradável para pacientes e visitantes, ambiente esse reforçado pelo caráter residencial das acomodações de quartos e enfermarias.
Palavras-chave: foco no paciente, humanização, familiaridade
Instrumento 2
A planta se desenvolve a partir do átrio, ao qual se conectam compartimentos ou grupos de compartimentos, seja diretamente ou por meio de circulações. O átrio tem altura de mais de um pé direito, encerrado em teto que permite iluminação zenital. Os grupos de compartimentos formam volumes diferentes entre si, não havendo um volume predominante no conjunto, exceção feita ao destaque do átrio.
Palavras-chave: diferenciação interior, átrio,
Instrumento 3
As soluções estruturais são diversificadas mesmo no âmbito de cada projeto, com uso de concreto, madeira ou metal segundo indique a situação. Salienta-se a solução usual para átrios e lobbies, estruturados mediante vigas e pilares de contorno e panos de coberta em treliçados metálicos tridimensionais. Nas áreas de internação, a estrutura é menos evidenciada, embutindo-se pilares e vigas em alvenarias e disfarçando-se as lajes colméia ou planas por forros falsos em pvc, madeira ou gesso.
Palavras-chave: diversificação, flexibilidade
I m p l a n t a ç ã o d e h o s p i t a i s e m N a t a l
a o l o n g o d o s é c u l o X X
4. Implantação de hospitais em Natal ao longo do século XX
Este capítulo visa a caracterizar o conjunto de edificações hospitalares implantadas em Natal desde fins do século XIX, conjunto que constitui o objeto empírico da dissertação. Por certo, a caracterização dos hospitais de Natal requer a elaboração de um pano de