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Elever på mellomtrinnet (4-7): Hvordan påvirker digitaliseringen

Conforme já estava programado no âmbito deste contexto, a observação

in loco, que consistiu em uma visita ao Laboratório de Informática, permitiu que se

conhecessem as condições e o funcionamento do local e, deste modo, se pudesse confrontar o observado com as informações oriundas dos questionários aplicados ao

diretor e aos professores. Durante a visita, contou-se com o acompanhamento da funcionária responsável pelo local, no turno matutino, Sra. S. C. Falcão.

Apresentar-se-ão, assim, a seguir, os aspectos mais gerais dessa observação, sendo que as informações mais detalhadas constam no relatório de observação (Apêndice P).

Quanto às condições físicas, é fato que a escola possui um Laboratório de Informática (LI), instalado em uma sala bastante ampla, com climatização e iluminação adequadas. Além disso, há mobiliário suficiente para acomodar, em média, 60 computadores, muito embora haja, para uso dos alunos, apenas 09 CPU e 18 monitores (LCD), o que dá para atender apenas 18 alunos, caso o professor deseje fazer atividades individuais.

Em relação à Internet, a conexão é do tipo banda larga (2 megabytes) e há disponibilidade de rede Wi-Fi para uso não só nesse espaço, mas em toda a escola, permitindo que professores e alunos possam se conectar à rede mesmo em sala de aula. Além disso, o acesso a redes sociais é liberado, mas com limitação de tempo de permanência. Há uma reclamação, no entanto, no sentido de que a capacidade/velocidade da Internet (2 Mb) é insuficiente para atender a toda a demanda. O fato de a escola dispor de rede Wi-Fi facilita o trabalho do professor em direção ao letramento digital e, por extensão, às práticas multiletradas, pois, de posse de um laptop e de um projetor de imagem, ele pode usar a Internet e explorar a multissemiose das linguagens em ambientes digitais, discutir sobre leitura e escrita nesses ambientes, trabalhar os gêneros mais comumente utilizados nesses espaços etc. Mas, considerando o grande número de alunos atendidos pela escola, não se pode esquecer que é preciso aumentar a capacidade/velocidade da Internet, para potencializar esse tipo de trabalho.

Em relação ao que se acabou de discorrer, é bom destacar que fica evidenciado que os programas voltados à disponibilização da Internet na escola pública, mesmo aquelas da zona urbana, ainda não atendem a contento. Bom seria que se tivesse conexão de alta capacidade/velocidade em todas as escolas.

Os computadores, cujo sistema operacional é o Linux, possuem kit multimídia e estão ligados em rede, com exceção da impressora multimídia, para facilitar o controle das impressões. Como tais equipamentos foram recebidos no segundo semestre de 2012, estão, portanto, em excelentes condições e funcionando normalmente. Isso contribui para evidenciar que a escola possui, pelo menos,

condições mínimas para o desenvolvimento das práticas letradas digitais com uso do computador.

Quanto aos recursos humanos, há apenas uma funcionária responsável pelo local (turno Matutino), ficando os demais turnos descobertos. Além disso, a escola não trabalha com o serviço de monitoria. Aqui está um fator agravante, pois a disponibilização de, pelo menos um funcionário em cada turno, com domínio em relação ao uso dos recursos, poderia talvez estimular a utilização do espaço pelos professores, já que teriam a quem recorrer em caso de problemas técnicos durante as atividades.

No que se refere à utilização, o espaço é usado pelos alunos (para realização de pesquisas e digitação de trabalho) tanto no turno em que estudam quanto no contraturno e a utilização da impressora por alunos só ocorre com a autorização da Direção. Aqui também se percebe que alguns docentes, talvez por não utilizarem o espaço, desconhecem o uso que os alunos fazem dele ou como poderiam utilizá-lo para ampliarem as práticas letradas. É bom destacar que as atividades pedagógicas que são realizadas nos laboratórios de informática, nesta primeira parte da segunda década do século XXI, assemelham-se ao que já era feito quando eles foram criados, conforme Almeida (2009), não obstante os tantos avanços tecnológicos já ocorridos ao longo desse tempo, que parece terem passado distantes da escola.

Quanto aos registros do uso do local, segundo a funcionária, como o LI estava sem funcionar, não está havendo agendamento para utilização, mas disse que é feito registro, em ficha, em relação ao uso (data, nome do aluno e turno). Há também espaço na dita ficha para registro do número do micro e atividade, mas essas informações não vêm sendo registradas. No âmbito deste trabalho, considera- se que esses registros são de grande valia, pois podem ser utilizados pela direção e supervisão para fazerem as intervenções administrativas e pedagógicas.

Acrescenta-se que não há material afixado com informações relativas ao uso do espaço e/ou atividades nele realizadas, o que normalmente é feito nesse tipo de espaço como parte da ambientação. Supõe-se que, se esse aspecto fosse explorado pela equipe, o local poderia ficar mais atrativo para os docentes e os alunos. Segundo a funcionária responsável pelo local, como a escola dispõe de sala multimídia, esta costuma ser mais utilizada do que o próprio Laboratório de Informática.

Por sua vez, a sala multimídia possui uma lousa digital (tela + computador + projetor de imagem), com o Software “Interwrite Workspace”, que permite, entre outras ações, por meio de uma caneta digital - com borracha para apagar -, desenhar qualquer imagem, facilitando a ilustração do conteúdo trabalhado. Há um cabo que conecta o computador à tela branca. O professor pode usar apenas os recursos do computador, apenas os softwares da própria tela ou pode fazer a convergência de mídias, recursos. Destaca-se que a aquisição da lousa se deu no segundo semestre de 2012, após o que foi realizada uma oficina para instrumentalizar os docentes sobre o uso da ferramenta, e a sala onde ela fica é utilizada pelos professores mediante agendamento.

Considerando todos esses aspectos analisados, naturalmente se é levado a imaginar as condições que se encontraria em escolas localizadas em regiões de periferia ou na zona rural, tanto em termos de físicos quanto humanos. Se nesta escola de grande porte e localizada na região central da cidade, há apenas 18 computadores para atender a um contingente de 2.400 alunos e 130 docentes, considerando todos os componentes curriculares, como será então a realidade das escolas menores? Essa é uma questão para ser pensada.

A partir desses aspectos gerais do relatório, passar-se-á ao confronto do que foi colhido por meio dessas duas técnicas de coleta de dados, a aplicação de questionários e a observação, o que se fará no tópico seguinte.

4.2.3 Confronto das informações dos questionários com o Relatório de