6.5 Sensitivity analysis
6.5.2 Sensitivity with respect to different parameterization of the
Conforme Shibao et al (2010) a implantação do processo de logística reversa se mostra imprescindível ao desenvolvimento ambiental, econômico, financeiro e operacional das empresas e também se destaca por ser uma ferramenta que agrega vantagem competitiva e controle operacional das suas atividades. Essa ferramenta ainda é capaz de subsidiar ações voltadas ao desenvolvimento ambiental sustentável nas cidades.
Segundo os autores referidos acima, as organizações empresariais tem um papel importante, mesmo havendo uma movimentação de volume na logística reversa ainda pequena, pois se faz necessário apostar em novos arranjos na cadeia produtiva, considerando o crescimento das indústrias de reciclagem, e que futuramente pode se tornar uma importante fonte de suprimento de matéria-prima.
Estudos desenvolvidos por Soares et al (2016) sobre a logística reversa, revelaram que este tema ainda é relativamente recente nas pesquisas acadêmicas e no Brasil ganhou destaque com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os autores analisaram 47 artigos da base Scientific Periodicals Electronic Library (SPELL), publicados entre o ano de 2003 e setembro de 2015, o que permitiu investigar melhor a logística reversa.
Entre suas descobertas está o fato de que muitos pesquisadores parecem ter restrições em se debruçar sobre a logística reversa nas questões diárias de consumo em alguns produtos, a exemplo do descarte de óleo lubrificante para veículos, lâmpadas, plásticos, embalagens e vidros. Desse modo os autores concluíram que a logística reversa ainda deve ser mais bem explorada, considerando que existem diversidades e especificidades de setores, funções e fluxos envolvidos. Apontam para futuros estudos mais aprofundados e focais, a verificação dos impactos a partir da legislação brasileira e ainda ações que relacionem logística reversa verde e ecoeficiência.
Também é do pensamento de Marchese (2014), que a logística reversa ainda precisa ser muito melhor estudada para se tornar uma concretização idealizada, pois ainda se observa que falta controle e fiscalização até em setores já legislados, como por exemplo, o dos defensivos agrícolas e embalagens.
No entanto, o autor considera também que a logística reversa pode ainda se fortalecer como solução para os desafios da busca pela sustentabilidade e otimização de recursos, que tem na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS, 2010), uma grande aliada.
Dentre as observações feitas por Soares et al (2016), sobre este tema está o fato de que as empresas aderem às práticas sustentáveis por questões econômicas, e aponta algumas hipóteses: consumidor desenvolve ação de logística reversa consciente de que a empresa ganha com isso ou há dificuldades no convencimento de consumidores quanto a devolver produtos que tem valor de mercado sem que ganhem algo com isso, como no caso de pneus por exemplo (SOARES et al, 2016).
Os autores identificaram a oportunidade de estudos interdisciplinares, que podem desencadear ações preventivas na circulação de materiais nas cadeias de suprimentos, em ambos os casos, verso e reverso.
Assim, muitas são as razões pelas quais uma empresa deveria praticar o processo de logística reversa em sua operação de prática de recuperação de itens danificados, desgastados ou obsoletos utilizados ou não para reciclagem ou re- manufatura. As principais razões incluem a própria preocupação de melhoria da imagem pública da empresa, levando os clientes a reconhecer os benefícios de comprar em uma empresa ambientalmente responsável que possui prática ambiental melhorada, e o uso eficiente dos recursos naturais.
Porém, existem vários obstáculos na implantação desse sistema, muitos dos quais residem na destinação dada aos resíduos dos produtos adquiridos pelos seus próprios consumidores e os da empresa em si, os quais levantam uma obrigação ética e econômica a invocar o sistema de logística reversa para sua solução.
Pesquisadores do Brasil e da França em estudo compartilhado apresentaram no trabalho Reverse logistics not as easy as it sounds: Why
companies have difficulties in implementing recycling, refurbishing major items
publicado na revista Science Daily, os seis obstáculos mais comuns a essa implementação e que são:
a. Controle de receita,
b. Processos padronizados e mapeados, c. Ciclo de tempo reduzido,
d. Sistemas de informação, e. Rede logística planejada e
f. Relações de colaboração entre clientes e fornecedores (VAZ et al, 2014). Os pesquisadores explicam que devido ao alto custo de operação e dificuldades na medição dos materiais de retorno têm dificuldades em implementar a logística reversa como parte do processo de seu negócio. No entanto, várias empresas aplicaram com sucesso a logística reversa aumentando a sua competitividade e melhorando sua imagem corporativa.
Entretanto, considerando que a prática da logística reversa é hoje obrigatória em várias legislações que tratam das disposições sobre resíduos eletrônicos pelo mundo, as empresas deveriam se sentir impelidas a implementar essa prática pro ativamente por razões éticas, ambientais e econômicas.
O artigo publicado no International Journal of Environmental Technology and
Management diz que:
Atualmente, um processo de logística bem estruturado (incluindo logística reversa) traz benefícios e vantagens para as empresas, com aumento da competitividade e consolidação da imagem corporativa, além da redução do consumo de recursos naturais e poluição ao meio ambiente(IJETM, 2014). Ao decidir implementar uma política de logística reversa, a empresa deve primeiramente descobrir a necessidade de tal processo, incluindo aí as obrigações legais e questões de imagem. A companhia deve ser transparente em seus planos nesse processo, informando seus clientes o que farão com os itens recuperados: se eles vão revender, restaurar, reciclar, reembalar ou enviar de volta a seus fornecedores.