• No results found

Early market research and conceptualisation Original intentions

4 Fermenting fish: Innovation in practice

4.4 Early market research and conceptualisation Original intentions

A web é, por essência, um sistema navegacional, cuja principal característica é possibilitar o acesso a informações de forma não-linear. Diferente de outras mídias, os usuários conectados à Internet “estão no comando e não precisam, necessariamente, consumir o conteúdo em uma sequência pré-determinada” (MEMÓRIA, 2005, p. 50). Na Web, a navegação é raramente uma questão de vida ou morte (MORVILLE; ROSENFIELD, 2006, p. 42). Ela é um fator crítico na determinação de sucesso de um website.

Krug (2008) também ressalta o valor da navegação ao dizer que ela não é apenas uma característica de um website, ela é o website. Para o autor, além das suas funções bem óbvias como auxiliar o que estamos procurando e informar onde estamos, a navegação possui outras três funções: nos revela o conteúdo do website, nos diz como usá-lo e nos dá confiança para estarmos nele. No entanto, alguns problemas podem ocorrer decorrentes de uma estrutura navegacional mal elaborada. Geralmente, muitos usuários se perdem na navegação (como num labirinto), desistindo da ação. Links quebrados e imagens que não carregam são uns dos principais fatores que levam a desistência de navegação de website, fazendo com este perca sua credibilidade.

Ao navegar, o usuário se utiliza de menus, botões e links para obter o conteúdo desejado. As informações podem ser agrupadas dentro de um menu no qual existe uma lista de elementos relacionados entre si. Os menus têm a função de informar de modo imediato o conteúdo disponível. Através deles é possível identificar a estrutura do website. Os menus

geralmente aparecem juntos um ao outro, ou em forma de barra. As barras de menus são vista comumente em duas disposições: em sentido horizontal e em sentido vertical. Quando o usuário não dispõe de menus de retorno eficientes, acaba utilizando repetidamente o botão voltar do seu browser para ter o acesso desejado.

Um tipo de menu muito eficiente e comumente empregado em interfaces web diz respeito ao menus pull-down (menus hierárquicos ou menus suspensos). Eles são elementos compactos de uma página e excelentes recursos de navegação, por permitir que as páginas não fiquem sobrecarregadas com longas listas (MORVILLE; ROSENFIELD, 2006), o que impactaria o visual da interface, além de gerar confusão diante dos outros elementos.

Juntamente com os menus, outros recursos podem fazer parte da estrutura navegacional de uma interface de um sistema interativo: entre os principais estão: links remotos, índices, marcadores ou tags, botões voltar e avançar, rótulos etc.

Estruturas de navegação são tipicamente hierarquias, redes ou sequências de segmentos de apresentação ou suas combinações. A estrutura de informação define as principais formas em que os usuários podem navegar (MORVILLE; ROSENFIELD, 2006). E por isso, o sistema de navegação deve apresentar uma estrutura de hierarquia de forma clara e consistente. A estrutura de navegação de divide da seguinte forma:

 Navegação global: foca os componentes prioritários de navegação. Deve estar presente em todas as páginas do website, localizada geralmente na parte superior;  Navegação local: comporta os assuntos dentro de subáreas ou seções do website

utilizando menus específicos. A navegação local complementa a navegação global. Nem sempre a navegação local é apresenta de forma clara e consistente ao usuário.  Navegação contextual: fornece meios dinâmicos de navegação entre conteúdos

relacionados, independentemente de estarem em estrutura fixa de menus.

 Navegação suplementar: são as formas de alternativas para acessar o conteúdo. Podem ser: mapas,guias de ajuda, registro ou rastro (sinalizam o caminho percorrido); nuvens de marcadores ou tags; e ferramentas de busca e pesquisa.

A navegação principal precisa estar claramente identificável. Isso é possível através de coerente agrupamento dos links, cuja comunicação se dá a partir de um rótulo. A eficiência dessa comunicação está diretamente ligada à capacidade do rótulo em resumir e contextualizar a informação da página que aponta (REIS, 2007, p. 91). Os rótulos ajudam a conduzir a navegação facilitando a compreensão dos menus. A utilização de rótulos de navegação é muito ocorrente em banners, chamadas de eventos ou outros destaques.

Associar rótulos a conceitos é um ato natural dos seres humanos e que nos permitiu criar as línguas e nos comunicarmos (REIS, 2007, p. 100). Porém é preciso muita cautela no memento de produzi-los. Rótulos ambíguos, sejam eles verbais ou não-verbais (imagens), perdem sua principal característica: comunicar. Nos dias atuais nos deparamos com uma gama de novos dialetos, gírias e estrangeirismos. Empregá-los em rótulos de websites pode ocasionar embaraços na mente de seus usuários, fazendo com que a mensagem não seja interpretada, o que de fato compromete a usabilidade do website. Nesse caso, Não é indicado utilizar termos polissêmicos, técnicos, ou oriundos de novos dialetos.

Os rótulos estão diretamente relacionados a metáforas. As interfaces web são cheias de elementos metafóricos que auxiliam a navegação. Elas agem de modo que nem detectamos sua presença, pois sua decodificação, na maioria das vezes, já está em nosso inconsciente. As Metáforas são empregadas para facilitar o reconhecimento do item, uma vez que o usuário passa a relacioná-lo com algo já conhecido. Há metáforas que são atraentes, divertidas, mas não são intuitivas, não cumprindo, assim, seu papel. Elas estão incorporadas tanto em vocabulários do tipo “arquivo pesado” como em animações de ícones presentes nas interfaces digitais, como as chamados “apps”. Dessa forma, as metáforas interativas se tornaram um recurso de design de sistemas web, e estão ligadas ao comportamento do usuário.

Ícones bem projetados podem, numa relação metafórica, ser processados pela mente de forma mais rápida do que palavras, sem contar a vantagem de serem reconhecidos sem necessidade de tradução, desde que o usuário tenha um conhecimento prévio sobre o significado do ícone ou imagem metafórica. Por isso, a utilização de ícones também é algo meticuloso, que precisa ser revisto com o seu contexto, pois uma imagem pode gerar inúmeros significados, dependendo da cultura e conhecimento de mundo do usuário. O ícone se torna ambíguo quando o usuário não conhece seu significado. Isso pode ser contornado à medida que esse mesmo usuário vai utilizando o website. Por isso, o usuário experiente com páginas web, dificilmente sentirá dificuldade de reconhecer os rótulos comumente empregados nas mais variadas interfaces de páginas web.

Segundo Morville e Rosenfield (2006), para os websites pequenos, com dois ou três níveis hierárquicos, o mapa de website é desnecessário. Neste caso, eles podem ter sua concepção de navegação baseadas no recurso bread crumb (“migalhas de pão” - uma analogia à história de João e Maria). O rastro ou bread crumb consiste numa lista de links separados por alguma forma de caractere que permitem mostrar a localização do usuário dentro da estrutura do website. A lista exibe os níveis hierárquicos divididos por símbolos ou caracteres como: > ou | (REIS 2007). Assim, ao usuário são dadas possibilidades de acesso à informação

e de se situarem no espaço informacional; uma das medidas é tornar visíveis objetos e ações. Desde que empregadas corretamente, migalhas são autoexplitivas, não ocupam muito espaço e se constitui numa forma fácil de retorno aos níveis anteriores, mas só devem ser utilizadas em casos de hierarquias profundas (KRUG, 2008, p. 77).

A ferramenta de busca auxilia na localização direta às informações através de um processo interativo. É necessário que esta ferramenta esteja presente em todas as páginas por onde se necessite de informação e, de preferência, esteja localizada na área de navegação global. Um bom sistema de busca envolve eficácia do buscador, eficiência de uso para entrada de dado e leitura de informação. Em casos de pesquisas delimitadas, o rótulo deve conter claramente informações sobre o escopo da pesquisa, como, por exemplo, “pesquisar arquivos” para os casos de resultado de busca limitados a arquivos.

Os motores de busca devem ser dispor de flexibilidade, bem como manter consistência nos seus filtros de busca e prever baixa taxa de erros. Em casos de resultados não encontrados, o sistema deve fornecer dicas de termos alternativos para uma nova consulta. Opções de refinação da busca também devem está dispostos quando o volume de resultados for extenso.

De acordo com o interesse dos usuários, a navegação pode se dá de forma exploratória, impulsiva (ou inércia) ou direta (WINCKLER; PIMENTA 2002). Os usuários sempre dispõem de pouco tempo e, por isso, precisam de caminhos curtos e claros para o conteúdo que lhes interessa. Os usuários não gostam de ler páginas de internet (KRUG, PERIZOTTO) e por isso eles saem pulando mensagens desnecessárias, que não são de seu interesse, ato equivalente ao fenômeno de scanning, no qual os usuários estão acostumados a “passar a vista” sobre a página, em busca de links ou palavra-chave que possam identificar o conteúdo procurado, e por isso, na maioria das vezes, não lêem com muita atenção o conteúdo apresentado. Por tal razão, as páginas quanto mais simplificadas e menos carregadas de elementos visuais, mais agradáveis se tornam ao usuário.

Memória (2005) elenca importantes regras de uma navegação funcional elaboradas por Jennifer Fleming, as quais podem assim serem sintetizadas: a) que possua um sistema web de fácil aprendizagem e manipulação; b) que tenha consistência em seus elementos e páginas; uma navegação que dar retorno às ações dos usuários, com botões de retorno e roll-over, por exemplo; c) que tenha um espaço de navegação bem contextualizado, com ferramentas aparentes e precisas como links de retorno a “página x”; d) que ofereça alternativas de uso, voltadas a padrões de acessibilidade e a individualidades técnicas (como a ausência plug-ins, por exemplo); e) que proporcione economia de tempo para o acesso de páginas e conteúdos

(para isso podem ser usados menus suspensos, mapas e índices); f) possua um layout que contenha mensagens visuais claras e comunicáveis; g) com rotulação de nomenclatura adequada à linguagem do usuário; h) que siga os propósitos da empresa/instituição e do usuário.

As regras de otimização de sistemas navegacionais devem ser repensadas antes de serem adotadas, como é o caso, por exemplo, da regra na qual determina que qualquer informação num website deve ser acessível a partir da sua homepage em três cliques. No momento, essa regra é desprezada por alguns profissionais de usabilidade devido ao seu caráter intuitivo, pois não se pode medir a eficiência em cliques assim como o tempo do usuário deve ser respeitado.

5 PERCURSO METODOLÓGICO

Neste capítulo é apresentado todo processo de desenvolvimento da presente pesquisa, desde sua caracterização até seus resultados finais alcançados. Na base conceptual, encontram-se descriminados: a tipologia da pesquisa; a natureza de sua abordagem; universo e amostra escolhidos; e os métodos de avaliação dos sistemas que constituem o ambiente informacional pesquisado. Já no percurso descritivo, estão relatadas as fases da pesquisa, nas quais se incluem os procedimentos e ocorrências que culminaram para sua realização.