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Blue-green innovation and Tine’s innovation strategy A short history of agricultural R&D 31 and the appeal of fish

3 Introducing and situating the case study

3.3 Blue-green innovation and Tine’s innovation strategy A short history of agricultural R&D 31 and the appeal of fish

Usar um sistema interativo significa interagir com sua interface para alcançar objetivos num determinado contexto de uso (BARBOSA; SILVA, 2011, p. 27). Esta interação acontece por meio da interface, constituída como uma parte do sistema com a qual o usuário mantém contato físico. Muita gente entende que o sistema seja apenas a interface, ou seja, aquilo que estão vendo. Portanto, a interface é a responsável por fazer o elo de comunicação entre o sistema e o usuário, e por isso o conteúdo informacional nela contido deve estar acessível, compreensível e assimilável. É aqui que se encaixa o papel da Arquitetura da Informação.

Vale mencionar que o trabalho de arquitetura da informação está implícito à interface do sistema informacional. Como bem afirmam Barker (2005) e Morville e Rosenfield (2006), a maioria das pessoas só percebe a arquitetura da informação quando ela é pobre e os impede de encontrar as informações de que necessitam.

3.2.1 Origem e definição da AI

O termo arquitetura da informação surge por volta do ano de 1976, através do arquiteto Richard Saul Wurman, com o objetivo de organizar a informação de ambientes para

se obter clareza. Nesse mesmo ano, Wurman debateu, pela primeira vez, o tema “The Information Architecture” numa conferência para arquitetos, a AIA - National Conference of the American Institute of Architects. Wurman idealizou a possibilidade de se aplicar as concepções de ciência e arte a ambientes informacionais, a fim de torná-los mais compreensíveis e de fácil uso. Neste caso, cumpria ao arquiteto, além da organização dos espaços segundo sua natureza, a determinação das necessidades das pessoas ao interagiram com tais ambientes.

Posteriormente, Wurman analisou as consequências provenientes do excesso de informação, demonstrando que, ao contrário do que se espera, esse acúmulo nem sempre é satisfatório às nossas necessidades informacionais. Para o autor, “a ansiedade da informação é resultado da distância cada vez maior entre o que compreendemos e o que achamos que deveria compreender” (WURMAN, 1991, p. 38). Barker (2005) retoma essa temática, direcionando-a para os sistemas de informação na internet. Segundo esse autor, o excesso de informações nos websites repercute em problemas tanto para o usuário quanto para a empresa, isso por que a navegação torna-se complicada e o usuário não consegue ou desiste de realizar a ação.

Peter Morville e Louis Rosenfeld foram pioneiros no estudo da Arquitetura da Informação, chegando a fundarem, em 1994, uma empresa especializada em arquitetura da informação para Web, a Argus Associates. A visão inicial de Morville sobre arquitetura da informação estava focada num ambiente dinâmico da World Wide Web, que pouco se aproxima da abordagem mais tradicional de informação na internet, delineada por Wurman, voltada mais para o “design de informação” (uma área do Design que trata a informação visual de uma estrutura gráfica). Isto significa que a arquitetura da informação, mesmo tendo o Design com base, leva em conta aquilo que está além dos aspectos visuais do ambiente informacional, buscando entender, por exemplo, a interação humano-computador.

A Arquitetura da Informação é uma importante ferramenta na criação de estruturas informacionais. Com base nisso, Wurman sugeriu a arquitetura como forma de organizar um espaço informacional e torná-lo compreensível. Wurman apontou, em seu livro “Information Architects”, publicado em 1997, soluções de design conveniente para problemas oriundos da crescente quantidade de informação provocada na Web. Tais orientações são destinadas a profissionais que lidam com a informação e precisam tratá-la para ser usada de modo compreensível no seu determinado contexto.

Para Peter Morville, a definição de “arquitetura da informação” apresentada por Wurman está mais apropriada ao termo “design de informação” (RESMINI; ROSATI, 2012).

Em seu livro Information Architecture for World Wide Web, Morville e Rosenfield (2006, p. 4), apresenta a Arquitetura da Informação como:

1 – O projeto estrutural de ambientes informacionais compartilhados.

2 – A combinação de sistemas de organização, rotulagem, busca e navegação dentro de websites e intranets.

3 – A arte e ciência de moldar experiências de produtos de informação para apoiar usabilidade e encontrabilidade.

4 – Uma disciplina emergente e comunidade de prática focada em trazer princípios de design e arquitetura para o ambiente digital.

A definição fornecida pelo Instituto de Arquitetura de Informação considera a Arquitetura da Informação como a arte e a ciência de organizar e rotular websites, intranets, comunidades online e software para suportar a usabilidade.

Numa abordagem mais abrangente, a definição dada por Toub (2000, p. 2) diz que “a Arquitetura de Informação é a arte e a ciência de estruturar e organizar ambientes de informação para ajudar as pessoas a satisfazerem efetivamente suas necessidades de informação”. Complementar a isso, Evernden e Evernden (2003, apud CAMARGO, 2010) definem a arquitetura da informação como um mecanismo para definição e controle de interfaces e integração de todos os componentes de um sistema.

Aliado a uma das concepções de Morville e Rosenfield, Vidotti, Cusin e Corradi (2008, p. 182) elaboraram um conceito de AI que integra elementos, métodos e técnicas advindos de áreas diversificadas do conhecimento, comprometidas com o estudo de ambientes informacionais:

A Arquitetura da Informação enfoca, organização de conteúdos informacionais e as formas de armazenamento e preservação (sistemas de organização), representação,descrição e classificação (sistema de rotulagem, metadados, tesauro e vocabulário controlado), recuperação (sistema de busca), objetivando a criação de um sistema de interação (sistema de navegação) no qual o usuário deve interagir facilmente (usabilidade) com autonomia no acesso e uso do conteúdo (acessibilidade) no ambiente hipermídia informacional digital.

Uma definição mais direcionada especificamente para a concepção da construção de um website, trás o seguinte pensamento de Shiple (2001, online): a arquitetura de informação é a base para a otimização da estrutura web; “ela é a planta de um site sobre a qual todos os outros aspectos são construídos - forma, função, metáfora, navegação, interface, interação e design visual.” Shiple ainda indica dois quesitos fundamentais que determinarão a construção de um website: 1) determinar as metas e a importância do website e, 2) definir seu público.

3.1.2 A essência interdisciplinar da AI

Diversos olhares estão voltados para a Arquitetura da Informação. Ela já foi mencionada como arte, ciência, disciplina e metodologia. Esta abrangência se deve ao seu caráter interdisciplinar, ao capturar teoria e métodos de outras disciplinas de áreas da Computação, Comunicação, Design; Ergonomia, Usabilidade, IHC – Interação Humano- Computador; entre outras. Camargo (2010) e Agner (2007) mencionam a arquitetura da informação digital como campo limítrofe ao Design de Informação, tendo sua base pautada na engenharia de usabilidade; no design gráfico, que enfoca a apresentação do conteúdo; e no design de interação, sendo este responsável pelo desenvolvimento de fluxos de aplicação para facilitar as tarefas dos usuários que interagem com o ambiente informacional.

A respeito dessa multidisciplinaridade, Camargo (2010, p.50), com base em vários autores, elaborou uma definição na qual a AI é mencionada como

um campo que trafega entre as disciplinas de Informática, Jornalismo, Design, Marketing, Biblioteconomia, Arquitetura, Desenho da Experiência, Desenho da Informação, Desenho de Interação, Gestão do Conhecimento, Gestão de Relacionamento com o Cliente, Antropologia, Ciência da Computação, Ciência da Informação, Ciências Cognitivas, Desenho Gráfico e Industrial, Educação, Engenharia de Software, Psicologia Organizacional e Sociologia.

A arquitetura da Informação é considerada uma área muito recente, cujo campo científico ainda está em discussão. Macedo (2005, p. 144) diz ainda existir lacunas conceituais e, “apesar de ser possível delimitar um objeto de estudo relevante e distinguível para a Arquitetura da Informação, a área ainda carece de um corpo sistematizado de conhecimentos organizados acerca deste objeto”.

Comenta-se que ainda não há no Brasil uma formação específica, em nível de graduação, em arquiteto da informação. Este profissional acaba sendo oriundo de outras áreas como Design, Comunicação, Computação ou Ciência da Informação; e para estar mais capacitado, recorre a cursos de pós-graduação em Arquitetura da Informação, mais comuns nos grandes centros urbanos do país. Mesmo em posse de um bom profissional de AI, o ideal seria haver uma equipe multidisciplinar, cujos membros tenham um domínio em cada um dos conhecimentos necessários ao eficaz trabalho da arquitetura da informação.

Tudo que remete à recuperação, organização, tratamento, representação e uso da informação e do conhecimento encontra embasamento na Ciência da Informação; e cada uma

destas ações aparecem, de certa forma, ligadas aos preceitos da Arquitetura da Informação. A respeito desse ponto, Camargo (2010, p. 65) conclui:

A AI pode minimizar problemas relacionados com a estruturação da informação, os quais são preocupações da área da Ciência da Informação, como as questões de: usabilidade, acessibilidade, metadados, protocolos de acesso livre e de interoperabilidade, auto-arquivamento, personalização, otimização de ferramentas e estratégias de busca, gerenciamento de informação e conhecimento, direitos autorais e de propriedade intelectual, preservação e segurança da informação.

É notável perceber que os estudos de AI estão comumente direcionados à área de Design da Interação, cujo objetivo está diretamente vinculado ao desenvolvimento de interfaces web. No entanto, a arquitetura da informação é essencial para a aplicação em qualquer ambiente de informação, sejam eles correspondentes a sistemas de gerenciamento, sistemas de biblioteca, sistemas corporativos, sistemas de banco de dados, entre outros.