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Earlier research on metaphor in environmental discourse

In document Metaphors in Climate Change Discourse (sider 49-54)

4 CLIMATE CHANGE DISCOURSE

4.3 Earlier research on metaphor in environmental discourse

Os dados primários e secundários foram objeto de análise e de tratamento estatístico de forma a quantificar o fenómeno em análise, identificar associações e correlações existentes nas variáveis consideradas, e a sistematizar o conjunto de tendências identificadas.

As técnicas estatísticas de tratamento e análise de dados podem ser classificadas de diversas formas. Em todo o caso são normalmente agrupadas em técnicas paramétricas e

técnicas não paramétricas. Como o nome indica, o primeiro grupo refere-se a técnicas que

lidam como parâmetros (média ou variância, por exemplo) do universo em estudo; é assumido que os valores da variável têm uma distribuição normal. As técnicas não paramétricas, por sua vez, pretendem tratar exatamente as variáveis ou distribuições para as quais os parâmetros não são conhecidos (Bryman e Cramer, 1992: 150; Hill e Hill, 2000: 195; Murteira et al. 2002: 457).

Tendo em conta os dados primários e secundários mobilizados para este estudo foram adotadas estas duas naturezas de técnicas de forma complementar, tanto de forma bivariada como multivariada.

Os dados secundários e primários recolhidos para este estudo foram agregados em bases de dados tendo sido tratados e validados, sujeitos, com recurso ao Excel e ao SPSS, a tratamento estatístico de tipo descritivo, através da realização de quadros de frequências, cruzamentos simples de duas ou mais variáveis e cálculo de medidas estatísticas básicas com ilustração em tabelas de contingência com frequências absolutas e relativas e inúmeros gráficos.

De forma complementar foram ainda calculados inúmeros índices simples e compostos. Para esse fim foram mobilizadas algumas das medidas de análise regional (INE 2002), para caracterizar a expressão do empreendedorismo estrangeiro ao longo do território português. Essas medidas de análise – quocientes de localização e índices de segregação ou dissimilaridade – foram devidamente adaptadas, atendendo ao universo em estudo.

Finalmente foram ainda mobilizadas algumas técnicas de análise estatística bivariada (e.g. testes de dependência ou de significância do Qui-quadrado – Phi e o coeficiente V. de Cramér) e multivariada (e.g. análise factorial de correspondências e em componentes principais).

Em suma, foi fundamental recorrer a técnicas capazes de tratar globalmente os dados de partida e apresentar os principais traços do fenómeno em estudo, a partir da combinação das variáveis selecionadas em fatores interpretáveis. É importante atender a que as técnicas de análise de dados selecionadas não constituem técnicas confirmatórias de prova de hipóteses, mas antes técnicas exploratórias que ilustram os conteúdos dos dados mobilizados para este estudo. Surgem, assim, como utensílios importantes para a decomposição das tendências inscritas nos dados em estudo e discriminação da informação em grupos, dispondo o peso de cada categoria das variáveis em análise em funções discriminantes.

6.4.1. Quocientes de localização

Os quocientes de localização são instrumentos uteis à caracterização interna de unidades territoriais específicas e à comparação de unidades territoriais entre si (Cabral e Sousa, 2001). Tal como serão adotados neste estudo, estes quocientes comparam a importância de um grupo na unidade territorial i (município) com a importância que esse mesmo grupo tem na unidade territorial padrão p (país). A unidade p é a unidade de referência e corresponde à agregação das unidades i, assumindo que a unidade p tem a distribuição “ótima” do grupo em análise. Estes quocientes permitem tecer considerações sobre o grau de especialização ou diversificação desse território face a uma dada variável em análise (para maior detalhe vd. INE, 2002). Para efeitos deste estudo foram calculados os seguintes quocientes de localização:

Quociente de Localização de Empregadores Estrangeiros (QLEE): mede a concentração relativa de empregadores estrangeiros na subunidade i (neste estudo será analisado por município). O QLEE é calculado da seguinte forma:

P E p e QLEE i i

Em que: e = empregadores estrangeiros na unidade territorial i

p = total de empregadores na unidade territorial i E = total de empregadores estrangeiros no país P = total de empregadores no país

O quociente de localização (QL) pode variar da seguinte forma: QL > 1 = sobre representação relativa do grupo na subunidade QL = 1 = peso relativo reproduz significado geral do país QL < 1 = sub-representado na unidade

Quociente de localização de residentes estrangeiros (QLRE): mede a concentração relativa de residentes estrangeiros na subunidade i (neste estudo será analisado por município). O QLRE pode variar nos mesmos moldes descritos anteriormente e é calculado da seguinte forma:

p p i i PT R pt r QLRE

Em que: r = estrangeiros residentes na unidade territorial i

pt = portugueses por unidade territorial R = total de estrangeiros residentes no país PT = total de portugueses no país

Quociente de localização de atividades económicas de empregadores (QLAEE): mede a importância dos empregadores na atividade a na subunidade i. O QLAEE pode variar nos mesmos moldes descritos anteriormente e é calculado da seguinte forma:

p p i i T A t a QLAEE

Em que: a = empregadores da atividade a na unidade territorial i

t = total de empregadores na unidade territorial i A = total de empregadores da atividade a no país T = total de empregadores no país

6.4.2. Índices de Empreendedorismo

Procurando também sistematizar a informação disponível e garantir a comparabilidade de grupos de nacionalidades distintas (e com expressões numéricas diversas) e municípios do país, tornando claras tendências locais a partir dos dados secundários, foram desenvolvidos e calculados índices. Como refere Reis (2000: 139), estes instrumentos estatísticos que medem variações no espaço ou no tempo, permitem de forma eficaz e clara sintetizar a natureza das mudanças verificadas numa ou mais variáveis. Por outro lado, permitem agregar num só valor itens expressos em diferentes variáveis com inúmeras unidades de medida ou proporcionalidades diversas. Deste modo uniformiza-se a tendência e tornam-se comparáveis

grupos distintos – neste caso empresários de diferentes nacionalidades ou da mesma nacionalidade mas em diferentes unidades territoriais.

Índice de Dissimilaridade de Empregadores Estrangeiros (IDEE): seguindo a lógica adotada por Duncan e Duncan (1955), este índice corresponde à percentagem de empreendedores estrangeiros que mudariam de unidade territorial (neste caso o município) para que se verificasse a mesma distribuição geográfica que os empregadores portugueses. O índice varia entre 0 (não se verificam diferenças na distribuição de empregadores estrangeiros e de empregadores portugueses) e 100 (total dissimilaridade entre empregadores estrangeiros e portugueses) e é calculado da seguinte forma:

100

*

5

,

0

*

1 n i

P

p

E

e

IDEE

Em que: e = empregadores estrangeiros por unidade territorial

E = total de empregadores estrangeiros no país p = empregadores portugueses por unidade territorial P = total de empregadores portugueses no país

No âmbito deste estudo para clarificar se o município tem a mais ou a menos empregadores estrangeiros para terem a mesma distribuição que os empregadores portugueses, optou-se por considerar os valores do índice sem o módulo. Por outras palavras mantem-se os resultados negativos ou positivos do índice.

Índice de Empreendedorismo Estrangeiro (IEE): corresponde à comparação entre as taxas de

empreendedorismo dos estrangeiros e dos nacionais por cada unidade territorial. Este índice, desenvolvido em Oliveira (2008a), é calculado da seguinte forma:

100 100 x AtT PtT x AeT PeT IEE

Em que: PeT = patrões estrangeiros por unidade territorial

AeT = ativos estrangeiros por unidade territorial PtT = total de patrões por unidade territorial AtT = total de ativos por unidade territorial

Este índice tem os seguintes valores de referência:

IEE < 0 – sub-representação relativa de empresários estrangeiros na unidade territorial

IEE = 0 – o peso relativo dos empresários estrangeiros reproduz os padrões gerais da unidade territorial

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