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1.INTRODUÇÃO
Devido ao grande avanço tecnológico, a acessibilidade das pessoas aos equipamentos eletroeletrônicos está sendo mais fácil atualmente, gerando uma grande discussão de como descartar de forma adequada esses equipamentos. A crescente demanda populacional e a grande oferta tecnológica têm colocado em desuso os aparelhos eletroeletrônicos cada vez mais rápido, ocasionando em grandes volumes de resíduos sólidos e consequentemente agravando os impactos ao meio ambiente e à saúde humana (JUVITO et al., 2013).
Com a crescente demanda da população por novas tecnologias, além do aumento do poder de compra da população brasileira, o estimulo a compra a crédito e o dólar desvalorizado deixa os equipamentos eletrônicos mais baratos, assim, fica fácil suscitar um incentivo para fabricação e criação dos mais diversos produtos. Esses são os principais motivos que levaram a este crescimento vertiginoso. De acordo com a Fundação Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais (FEAM, 2009), o país gera aproximadamente 679.000 toneladas de REEE por ano entre celulares, TVs, computadores, geladeiras, máquinas de lavar roupa e outros. Para 2030 estima-se uma geração de 2,2 milhões de toneladas de REEE para serem gerenciados adequadamente (CASTRO et al., 2013).
A geração de resíduos perigosos na cadeia de equipamentos eletroeletrônicos é agravada pelo alto nível de toxicidade dos materiais que os compõem, e é resultado direto da redução do ciclo de vida útil e aumento de consumo desses produtos. Alguns fatores colaboram com o aumento na geração de REEE, como (XAVIER et al., 2011):
1.Obsolescência induzida: consiste na substituição de produtos ainda em condições de uso por modelos com melhor desempenho ou design mais atraente;
2.Obsolescência programada: caracteriza-se pela redução do ciclo de vida do produto com função da aplicação de estruturas ou materiais menos resistentes e com menor ciclo de vida. Com o acúmulo dos REEE nos lixões, ocasionam-se danos à saúde pública e ao meio ambiente, por conter metais pesados, que são altamente nocivos a saúde,como mercúrio, cádmio e chumbo. Dessa forma, provoca-se doenças como osteoporose, câncer de próstata e de pulmão e anemia (TANAUE et al., 2015). Esses resíduos, quando estão bem armazenados, não causam nenhum mal a saúde, porém quando são descartados irregularmente, estando expostos às intempéries no processo de degradação, e quando há contato direto com as pessoas, podem ocasionar várias doenças e poluir o meio ambiente.
Isso se torna um problema para os gestores, de como tratar esses resíduos sem gerar danos ambientais. Desta forma, o Poder Público empenha esforços no desenvolvimento de legislações pertinentes à empresa. Por sua vez, são impelidas a definir seu posicionamento no que tange à logística reversa dos diversos resíduos que geram (GUARNIERI, 2013).Após cerca de 21 anos no Congresso Nacional para ser então sancionada, a lei 12.305/2010, que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), traz como medida de gestão reduzir os impactos ambientais causados pelo uso exacerbado desses equipamentos que estão cada vez mais obsoletos, integrando-se com a
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Resolução nº 257/1999 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), que foi alterada pela Resolução nº 401/2008, estabelecendo critérios máximos de chumbo, mercúrio e cádmio para pilhas e baterias.
Um dos instrumentos mais relevantes considerados na PNRS foi a obrigatoriedade da estruturação e implementação de sistemas de logística reversa, mediante o retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, por parte dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes. Dessa forma, está prevista a gestão compartilhada dos resíduos pós-consumo, instituindo também a responsabilidade compartilhada entre sociedade, governo e setor produtivo pelo ciclo de vida dos produtos. O artigo 33 da PNRS inclui os resíduos eletroeletrônicos e seus componentes como objeto da obrigatoriedade da logística reversa (BRASIL, 2010).
De acordo com Barreto e Alencar (2013), em relação aos comerciantes e distribuidores a responsabilidade se traduz no dever de informar os clientes e consumidores no que tange à logística reversa e sobre os locais onde poderão ser depositados os REE e de que forma esses resíduos serão valorizados. Os importadores de equipamentos eletroeletrônicos também são responsabilizados legalmente pelos REEE. Nesse sentido, segundo Silva et al. (2013), a logística reversa se apresenta como alternativa para contornar o acúmulo de resíduos sólidos em aterros, diminuindo a inadequada disposição final e reintroduzindo o material passível de reuso/reciclagem no ciclo produtivo. Se todas as empresas tivessem como política um plano de logística reversa, principalmente no setor de eletroeletrônicos, logo haveriam poucas áreas poluídas e manutenção da qualidade da saúde pública. Para que isso se torne viável, é necessária a participação da comunidade na triagem, coleta e destinação adequada dos REE gerado nas residências.
Nesse contexto, entende-se que o sistema de gerenciamento de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos é de fundamental importância para o desenvolvimento sustentável, e possui importantes instrumentos como a educação ambiental que, juntos, contribuem para uma gestão adequada dos resíduos (JAHN et al., 2013). Através da utilização das ferramentas de educação ambiental, também previsto na PNRS, será possível melhorar o desempenho da logística reversa.Dessa forma, o objetivo deste artigo é estruturar um sistema de gerenciamento de resíduos eletroeletrônicos no IFPE campus Cabo de Santo Agostinho, a partir da percepção dos moradores da região e comunidade acadêmica.
2.METODOLOGIA
Situado na porção sul da Região Metropolitana do Recife, nas coordenadas geográficas de Latitude 8°17' 15” S e Longitude 35° 02' 00” W, distando 30 km da capital, o município do Cabo de Santo Agostinho é um município litorâneo, com a linha da costa voltada para o leste e limita – se ao norte com Moreno e Jaboatão dos Guararapes; ao sul de Ipojuca e Escada; o a oeste com Vitória de Santo Antão (Figura 1). Seu Território, com 451,0 km² corresponde a aproximadamente 16,22 do território da RMR, área bem superior á área média de 197,2 km dos 14 municípios metropolitanos. (PREFEITURA DO CABO DE SANTO AGOSTINHO, 2015). O município está dividido em quatro Distritos:
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Cabo, Jussaral, Ponte dos Carvalhos, Santo Agostinho (praias); e seis povoados: Pirapama, Usina Bom Jesus, Vila da Liberdade, Utinga de Cima e Compesa-Gurjaú.
Figura 1 - Localização do município do Cabo de Santo Agostinho, PE
Fonte: Bernardo (2006)
Embora os seus distritos centrais Cabo e Ponte dos Carvalhos, estejam estruturados por importante malha rodoferroviária metropolitana, constituindo a principal centralidade urbana microrregião de Suape, (a chamada centralidade da Nucleação Sul Metropolitana), o município mantém traços do seu tradicional perfil rural, um amplo território explorado pela agroindústria da cana-de-açúcar, também referenciado com a Zona da Mata Sul do Estado.
De acordo com Bernardo (2006), em relação à divisão político-administrativa, dos quatro distritos do município, Cabo Sede, Ponte dos Carvalhos, Santo Agostinho e Jussaral, a Sede é a área mais importante politicamente. Desempenha a função de centro de decisão e poder, agregado os órgãos institucionais e dando suporte aos distritos nos serviços mais especializados. É lá também onde se concentram os maiores problemas urbanos, com maior contingente populacional (60,3%), cuja maioria, com nível de renda muito baixo, vive em condições precárias de habitabilidade.
Para a análise do comportamento socioambiental, foram aplicados questionários junto à comunidade do município do Cabo de Santo Agostinho, para analisar o nível de conhecimento das pessoas sobre o REEE, e conhecimento sobre a importância do descarte correto desses equipamentos. O presente trabalho foi realizado em um período de oito meses, compreendido entre Março e Outubro de 2015.
Primeiramente, foi realizado um levantamento de dados, por meio de uma pesquisa bibliográfica e documental, com o intuito de buscar informações em artigos científicos, manuais,
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sites oficiais e outros, que tem a função de complementar o conhecimento, dentro do tema da pesquisa.
Posteriormente, foram aplicados 110 questionários semiestruturados e entrevista, composto por 7 questões abertas e 4 fechadas, aos moradores do centro do Cabo de Santo Agostinho, com o objetivo de identificar a percepção de cada morador sobre o manuseio dos resíduos eletroeletrônicos. Os pontos levantados pelo questionário envolviam a problemática do que fazer com o resíduo e se o morador sabe da importância do descarte correto desse material. Do total dos questionários, foram entrevistados 46 Homens (idade média de 33 anos) e 64 mulheres (idade média de 41 anos).
Após análise dos resultados do questionário foram realizadas campanhas de conscientização junto à comunidade interna do IFPE na primeira etapa do projeto (Figura 2). As palestras foram realizadas junto às turmas dos cursos técnicos em Meio Ambiente e Logística. A palestra foi expositiva, apresentando os resultados parciais do projeto, servindo também como divulgação do projeto.
Figura 2 - Palestras realizadas junto à comunidade interna.
Fonte: Os autores (2015)
Posteriormente, foi realizada uma gincana de arrecadação de REEE durante a I Semana de Meio Ambiente do IFPE, evento promovido pela Coordenação do curso Técnico em Meio Ambiente do IFPE campus Cabo de Santo Agostinho (Figura 3). Nesta gincana, além dos demais resíduos recicláveis, arrecadou-se pilhas e baterias junto à comunidade externa do IFPE. Os materiais foram recolhidos em residências dos municípios do Cabo, Ipojuca, Escada e Ribeirão.
Para facilitar a entrega de materiais, foi instalado um Ponto de Entrega Voluntária (PEV) no bloco administrativo e na sala dos professores. Outras campanhas de arrecadação foram realizadas nas salas de aula, e todo o material arrecadado foi triado, pesado e destinado de forma adequada, sendo entregue ao Centro Marista Circuito Jovem - Recife (CRC Marista), instituição que recebe resíduos eletroeletrônicos para reaproveitamento e utilizado em atividades de ensino e pesquisa.
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Figura 3 - Arrecadação de eletroeletrônicos durante semana de meio ambiente.
Fonte: Os autores (2015)
Figura 4 – Ponto de Entrega Voluntária de resíduos eletroeletrônicos no IFPE, Campus Cabo.
Fonte: Os autores (2015)
3.RESULTADOS
Durante as campanhas de conscientização acerca do gerenciamento adequado dos REEE, foram abordados temas como geração de REEE, impactos ambientais do descarte inadequado, alternativas de gerenciamento e logística reversa. Também foram apresentados os resultados parciais do projeto.
As entrevistas foram realizadas junto aos moradores, selecionados de forma aleatória, de alguns bairros do centro do município do Cabo de Santo Agostinho: Destilaria, Trapiche, Santo Inácio, Vila Roca, Cohab, Centro, Pau Santo, Garapu e Vila Social. A escolha desses bairros se deu pela proximidade ao IFPE, campus Cabo de Santo Agostinho, onde foi instalado um ponto de entrega
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voluntária para recebimento de REEE A partir do levantamento dos aspectos socioeconômicos, pode- se avaliar a relação de renda e escolaridade com a forma de gerenciamento dos resíduos eletrônicos. Identificou-se que a maioria das pessoas possui escolaridade até o Ensino Médio Completo (48%) e Ensino Superior Completo (12%), e com 7% com Ensino Fundamental Completo. Em relação à renda média familiar, 57,5% ganha de 1 a 3 salários mínimos, e 8% de 3 a 5 salários mínimos, conforme mostra a Figura 5. Em relação à profissão, 40% dos moradores são aposentados, com uma idade média de 61 anos. Das pessoas entrevistadas, o tempo de moradia no bairro variou de 19 anos a 89 anos, com uma média de 37 anos.
Quanto à quantidade de moradores nas residências, a variação foi de 1 a 7 moradores, com uma média de 3,7 moradores. Verificou-se que a renda média familiar varia bastante de acordo com o bairro.
Figura 5 - Renda média familiar dos entrevistados.
Fonte: os autores (2015)Em relação à quantidade de equipamentos eletroeletrônicos presente nas casas, 100% dos domicílios possuem televisão, seguido de 98% com celular, 32% com notebook, 59% com computador, e 48% com Tablet. Porém, segundo os entrevistados, os equipamentos mais utilizados são os
celulares (90%). A Tabela 1 apresenta a quantidade total de equipamentos existentes nos 110 domicílios entrevistados.
Tabela 1 - Quantidade total de equipamentos nos domicílios entrevistados.
Equipamentos Frequência Percentagem (%) Celular 283 51,0 Tablet 33 5,9 Notebook 58 10,5 Computador 36 6,5 Televisão 145 26,1 Total 555 100,0 Fonte: Os autores (2015)
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Ao correlacionar a quantidade de equipamentos com a renda média familiar, obteve-se que a média da quantidade de celulares para quem recebe 1 a 3 salários mínimos foi de 2,7 celulares, enquanto que para quem recebe 3 a 5 salários mínimos a média foi de 3,3 celulares. Para os notebooks, a média foi de 1 e 2 notebooks, respectivamente. Para a televisão, a média pra quem recebe 1 a 3 salários mínimos foi de 1,8, e para quem recebe 3 a 5 salários mínimos, a média foi de 2,4 televisões. Dessa forma, identificou-se que a renda está totalmente relacionada ao consumo de equipamentos eletroeletrônicos (Figura 6).
Figura 6 - Relação entre a quantidade de equipamentos e a renda média familiar dos domicílios entrevistados.
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Fonte: os autores (2015)
Identificou-se também que 34% dos entrevistados não sabem sobre a importância do gerenciamento adequado dos equipamentos eletroeletrônicos e apenas um entrevistado conhece uma empresa que trabalha com o gerenciamento dos resíduos. Esse fato ficou evidenciado ao identificar que 49% dos moradores descartam os equipamentos no lixo comum, e 39% acumulam em casa (Figura 7).
Figura 7 - Conhecimento dos entrevistados acerca do gerenciamento correto dos REEE.
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Realizando-se uma análise por bairro, verificou-se há uma diferença significativa entre os bairros em relação às formas de descarte dos REE, conforme apresenta a Figura 8. Nos bairros de Santo Inácio e Destilaria, a grande maioria dos entrevistados descartam os REEE no lixo comum, enquanto que nos demais bairros a maioria guarda em sua residência.
Figura 8 - Forma de descarte dos REEE em cada bairro pesquisado.
Fonte: os autores (2015)
O tempo médio de vida útil dos equipamentos é de 3 anos segundo os moradores, tendo como maior motivo de troca dos equipamentos o fato de se tornar um modelo ultrapassado (52%), enquanto que outra parte só troca quando o equipamento quebra. Ao correlacionar também a renda com o tempo vida útil do aparelho, identificou-se que a média foi de 3,2 anos para quem recebe 1 a 3 salários mínimos, e de 2,8 anos para quem recebe 3 a 5 salários mínimos, mostrando que quanto maior a renda, mais frequente é a troca de equipamentos. A Figura 9 apresenta o tempo de vida útil dos aparelhos para cada bairro pesquisado.
Figura 9 - Tempo de vida útil dos equipamentos em cada bairro pesquisado.
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Fonte: os autores (2015)
Os resultados obtidos pelo questionário corroboram com a pesquisa realizada por Trombini e Gomes (2013), que teve como objetivo identificar e analisar aspectos relacionados ao trabalho dos artesãos associados à problemática dos resíduos de equipamentos eletrônicos no contexto socioambiental, bem como sistematizar informações a respeito dos principais impactos sobre a saúde e o meio ambiente que podem ser estendidos e aplicados aos demais segmentos da sociedade envolvidos com o manuseio, reutilização e reciclagem deste tipo de material, onde se verificou um desconhecimento a respeito destes resíduos, o que colabora com o descuido no contato direto por parte dos artesãos, refletindo a prática adotada pelos demais trabalhadores e por toda a população.
Após as campanhas de conscientização e arrecadação de REEE, os resíduos foram pesados e triados de acordo com o tipo de material (Figura 10). A Tabela 3 apresenta o quantitativo de material arrecadado durante todo o projeto. No total, foram arrecadados 1039 equipamentos e acessórios, totalizando 71,55 kg, que foram entregues ao CRC Marista.
Figura 10 – Triagem dos resíduos arrecadados nos Pontos de Entrega Voluntária
Fonte: Os autores (2015)
Tabela 3 - Total de aparelhos e quantidade de REEE arrecadados durante o projeto.
Aparelhos Quantidade KG Baterias 402 8,3 Pilhas 478 7,2 Celular 34 2,7 TV 02 45 Impressora 01 2,5 Cabo de Dados 06 0,5
___________________________________ 137 Carregador de Celular 07 0,5 Mouse 01 - Caixa de Som 02 - Cabo USB 16 - Carregador de Pilha 02 0,3 Pilha/Bateria 16 1,2 Fone de ouvido 24 0,1 Câmeras Fotográficas 03 0,15 Cronômetro 01 - Pendrive 01 - Calculadora 01 - Receptor 02 1,5 Pilhas de Relógio 20 - Controle Remoto 09 0,6 TOTAL 1039 71,55 Fonte: Os autores (2015)
4.CONCLUSÕES
A partir dos dados obtidos nesta pesquisa, identificou-se uma significativa correlação entre a renda média familiar e a quantidade de equipamentos comprados pelos entrevistados. Verificou-se que quanto maior a renda, maior é o consumo de equipamentos eletroeletrônicos, tendo como maior motivo a troca por uma versão mais recente.
Verificou-se também que apesar de mais da metade dos entrevistados saberem da importância do gerenciamento correto dos REEE, simplesmente guardam o equipamento em casa ou destina ao lixo comum, o que vai gerar uma série de impactos ambientais, pois não se sabe onde descartar de forma adequada os resíduos no município do Cabo de Santo Agostinho/PE.
Conclui-se que os trabalhos de conscientização e sensibilização comunidade interna e externa do Campus foi de suma importância para que as pessoas tivessem uma maior noção do que esses
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equipamentos podem gerar na saúde pública e no meio ambiente, porém ficou evidenciado que é necessário um trabalho de educação ambiental por parte das Instituições de Ensino (IEs) e órgãos públicos quanto ao gerenciamento de REEE, pois muitas pessoas ainda não conhecem os problemas relacionados ao descarte inadequado desses equipamentos.
Além disso, é preciso sensibilizar os mesmos quanto à necessidade de comprar novos equipamentos quando os atuais ainda estão em bom estado de conservação, a chamada Obsolescência Perceptiva, que busca sempre aumentar o consumo, independente das condições equipamento atual.
A partir da implantação do ponto de recebimento de REEE, após o trabalho de conscientização interna e externa do IFPE Campus Cabo de Santo Agostinho, identificou-se uma mudança de comportamento por parte dos entrevistados, pois muitos deles tiveram interesse e entregaram equipamentos no ponto de entrega voluntária, alcançando assim um descarte correto dos equipamentos, de acordo com o que estabelece a PNRS.
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