O questionário buscou diagnosticar a situação dessas organizações com relação à logística reversa e gestão dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos pós uso. A análise das respostas (Quadro 1) demostrou resultados complexos, pois apesar de todos os entrevistados pontuarem ter conhecimento a respeito do que preconiza a Política Nacional de Resíduos Sólidos a maioria não soube responder se suas agências promovem o descarte correto desses resíduos, demostrando assim uma situação comum dentro do cenário brasileiro, a existência de leis consolidadas que determinam normas para determinada situação, mas não são cumpridas.
Quadro 1: Perguntas feitas aos entrevistados e respectivas respostas contabilizadas
Perguntas 1 2 3 4
10 Os equipamentos de informática desinstalados nesta agência bancária ficam guardados ou armazenados no depósito de materiais ou almoxarifado.
1 1 1 2
11 Os equipamentos de informática desinstalados são descaracterizados e enviados a sucatas locais.
1 1 3
12 Os equipamentos de informática desinstalados são vendidos a pessoas físicas ou jurídicas.
1 4
13 Os equipamentos de informática desinstalados são doados à organizações não governamentais (ONG`s)
3 1 1
14 Os equipamentos de informática desinstalados vão para o lixo comum (Coleta publica).
5
15 Os equipamentos de informática desinstalados são recolhidos pelo banco e enviados a centros de reciclagem adequados.
2 2 1
16 Recebo orientações do Banco sobre como devo proceder para descartar os equipamentos de informática obsoletos que foram desinstalados.
5
17 Essa instituição possui um controle interno sobre REEE. 2 3 Fonte: Produção própria dos autores, 2016
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Sobre o envio desse tipo de resíduos a sucatas locais metade afirmam não adotarem tal prática, entretanto duas das instituições costumam enviar para sucatas locais e outra, sequer soube responder. Tratando-se de uma situação preocupante, pois estes locais provavelmente não possuem licenciamento ambiental e nem condiçõesadequadas de trabalho. Destinando os resíduos a empresas terceirizadas, demostrando uma falta de integração das instituições a uma pratica sócio ambiental adequada, visto que a destinação dos REEE poderia ser direcionada a cooperativas operantes na cidade.
Quatro agências informaram não saber se possuem um controle interno sobre a gestão de REEE. 2 informaram haver esse controle.Com relação a possibilidade da realização de um convênio entre instituição bancaria e cooperativas dos REEE gerados, metade dos entrevistados responderam que possuem essa prática, no que diz respeito a comercialização desse material pós uso. Não havendo a prática da doação. Os dados obtidos demostram que com relação às destinações dos REEE, após o consumo, a totalidade dos entrevistados afirmam que esses materiais não vão para o lixo comum.
Quanto ao recolhimento correto, os dados apontam que 2 das instituições sempre destinam os seus equipamentos eletroeletrônicos após a obsolescência a centros de reciclagem adequados. Os centros de reciclagem adequados são aqueles que possuem capacitação técnica para correta operação, armazenagem e destinação dos resíduos que estão trabalhando.Cinco entrevistados informaram que recebem orientações do Banco com relação ao descarte desses resíduos, o que evidencia que essas informações precisam ser passadas de forma mais consistente, uma vez que a maior parte dos entrevistados dizem receber esse tipo de orientação, deveriam estar cientes da existência ou não de um controle interno relacionado aos REEE produzidos.
Verificou-se que quatro dos entrevistados pontuaram não saber a respeito da existência de um controle interno de REEE. Portanto, caso o descarte realizado nas agências bancarias estudadas fosse feito de forma sistêmica e voltado às normas estabelecidas na PNRS, a destinação adequada desse material resultaria numa boa oportunidade de solidificar a sustentabilidade econômica, que dentre seus conceitos, prega a adoção de práticas voltadas para um melhor aproveitamento dos resíduos gerados através da redução, reaproveitamento e reciclagem, assim gerando uma redução de custos e criando um benefício econômico e ambiental (SEBRAE, 2016).
Quando comparados os resultados da pesquisa com os dados obtidos em um estudo semelhante, realizadopor Andrade (2014) com o objetivo principal de verificar a existência de canais de logística reversa de pós-consumo, aplicados aos equipamentos eletrônicos de informática, em quatro agências bancárias, de instituições distintas, na cidade de Campina Grande-PB, percebe-se um resultado distinto do encontrado nesta pesquisa, já que naquele estudo o autor conclui que“pôde-se verificar nas organizações pesquisadas a existência de mecanismos de logística reversa de pós-consumo, aplicada aos equipamentos eletrônicos de informática.”
Pode-se ressaltar que a forma de gerenciamento dos REEE nas agências bancárias do país se dá de forma diversificada a depender da região onde se localizam estas. Mas ao analisar os últimos relatórios anuais nacionais das instituições bancárias que foram estudadas em Aracaju-se.
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Percebe-se que em todos eles existem a divulgação de práticas voltadas para a redução dos impactos socioambientais, através de ações que visam eficiência energética, destinação adequada de resíduos, emissões de gases de efeito estufa e práticas de compras gerenciadas de forma permanente, buscando melhorias que vão da redução de custos ao controle sistemático das agressões ao meio ambiente. Entretanto através a observação dos dados obtidos por esta pesquisa, observou-se a ausência de uma gestão efetiva dos REEE nas agências bancárias ao menos da região do município de Aracaju.
4.CONCLUSÕES
O trabalhou apresentou uma avaliação sobre o grau de conhecimentos dos entrevistados com relação à legislação ambiental em vigor e a verificação da existência de procedimentos específicos para o recolhimento de equipamentos eletroeletrônicos de acordo com orientações do Banco, o que pode demonstrar uma consciência com relação à responsabilidade da empresa pela destinação destes resíduos.
Das 6, 2 não sabem. E 4 enviam seus REEE para centros de reciclagem adequados, demonstrando uma deficiência no que diz respeito a ações que visem o comprometimento com a destinação final desses materiais que segundo a PNRS é de responsabilidade também do consumidor final.
Algumas empresas estudadas utilizam as sucatas locais para o descarte desses equipamentos, após a descaracterização dos mesmos, uma prática que pode comprometer o meio ambiente, considerando que muitas sucatas aproveitam os componentes que tem valor comercial e descartam aleatoriamente o que não lhes serve, o que pode gerar um impacto ambiental, devido ao fato de alguns dos materiais que compõem equipamentos eletroeletrônicos apresentam potencial de contaminação.
Portanto, com os resultados da pesquisa ficou evidente a necessidade de alinhamento da conduta das instituições bancárias com o que preconiza a Política Nacional de Resíduos Sólidos, com relação aos REEE, no qual seria possível a volta desse produto ao ciclo produtivo e a certeza da destinação final adequada para os REEE.
REFERÊNCIAS
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Paraíba. 2014.
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GUIMARÃES, B. M. Devolução de computadores pós-consumo no Brasil - Estudo de caso em Aracaju, SE,
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